quarta-feira, 16 de maio de 2012

O ASTERÓIDE VESTA

EFE/Nasa/JPL-Caltech
10/05/2012
Nasa confirma asteroide Vesta como remanescente da criação do Sistema Solar

Composição mostra Marte, Mercúrio, Lua e o planeta-anão Ceres comparados ao asteroide Vesta


O asteroide Vesta é um sobrevivente cósmico, revelaram nesta quinta-feira novos dados da sonda espacial Dawn, da Nasa (agência espacial americana), que o confirmaram como o único protoplaneta remanescente da época da criação do Sistema Solar.

O Vesta, segundo maior asteroide do Sistema Solar, se mostrou uma espécie de fóssil espacial cuja superfície é mais variada e diversa do que se pensava até agora, segundo três estudos publicados pela revista "Science" que analisam esses dados.

Os cientistas puderam confirmar, graças aos dados proporcionados pela sonda da Nasa, que o astro se assemelha mais a um pequeno planeta ou lua da Terra que a outro asteroide.

"A observação da Dawn sobre o Vesta confirmou as teorias gerais da história deste asteroide gigante, enquanto ajuda a completar os detalhes que seriam impossíveis de conhecer de longe", disse em teleconferência a pesquisadora Carol Raymond, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa.

Os cientistas puderam comprovar que, como já se acreditava, o Vesta é a fonte de parte dos meteoritos que caem na Terra. Em sua superfície, há restos de piroxênio, ferro e minerais ricos em magnésio, materiais que contêm 6% dos meteoritos que chegam a nosso planeta.

"Esses dados que temos agora são os primeiros a vincular o Vesta com meteoritos que caíram na Terra", assinalou Raymond. Segundo ele, o corpo tem dimensões e características que o transformam em "uma transição entre os asteroides e os planetas".

"A superfície é colorida e diversa neste asteroide, que se formou cerca de 2 milhões de anos depois que se formaram os primeiros corpos sólidos em nosso sistema solar", acrescentou.

SUPERTERRA

AFP/Nasa/JPL-Caltech
11/05/2012
Telescópio da Nasa detecta luz direta de uma "superterra" pela primeira vez

O planeta 55 Cancri e, uma "superterra" a 41 anos-luz

O telescópio Spitzer, da Nasa, conseguiu detectar a luz direta de uma "superterra" fora do Sistema Solar pela primeira vez, com ajuda de sua visão de infravermelho. O feito é considerado um passo importante na busca de vida em outros planetas.

O planeta, chamado de "55 Cancri e", está a cerca de 41 anos-luz da Terra. Ele fica muito próximo de sua estrela - cerca de 25 vezes mais perto que Mercúrio está do Sol, por isso é tão quente que é capaz de derreter metais.

"Superterras" são planetas exóticos, diferentes dos que existem no Sistema Solar. Eles têm mais massa que a Terra e podem ser compostos de gás, rochas ou uma combinação de ambos.

Estima-se que haja cerca de 70 deles ao redor de estrelas como o Sol em outros sistemas. A missão Kepler, da Nasa, já detectou centenas de candidatos.

A PROFUNDA CENTAURUS A


Telescópio faz imagem mais profunda da galáxia Centaurus A
Observatório Europeu do Sul, o ESO, divulgou informação nesta quarta.
Fotografia foi feita com mais de 50 horas de exposição
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16/05/2012

O Observatório Europeu do Sul (ESO), projeto que conta com participação brasileira, publicou nesta quarta-feira (16) imagem que mostra a galáxia Centaurus.

De acordo com o ESO, a fotografia foi feita com mais de 50 horas de exposição e é, provavelmente, a imagem mais profunda já criada do aglomerado estelar.

Captada pelo telescópio MPG/ESO, instalado no Chile, a Centaurus A situa-se a 12 milhões de anos-luz de distância na constelação do Centauro. O brilho que enche a maior parte da imagem vem de estrelas velhas e frias.

O observatório informou ainda que astrônomos afirmam que o núcleo brilhante, a forte emissão de rádio e os jatos da Centaurus A são produzidos por um buraco negro central, com uma massa de cerca de 100 milhões de vezes a massa do Sol.

A galáxia foi inicialmente documentada pelo astrônomo britânico James Dunlop no Observatório Parramalta na Austrália, a 4 de Agosto de 1826. Esta galáxia é frequentemente chamada Centaurus A porque foi a primeira fonte principal de ondas rádio descoberta na constelação do Centauro nos anos 1950.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

O PLANETA INTERROMPIDO



Asteroide gigante é promovido a ‘planeta interrompido’
Vesta é mais parecido com planetas do que com asteroides.
Astro é considerado 'fóssil' do Sistema Solar.

10/05/2012

O asteroide gigante Vesta foi “promovido” à categoria de “protoplaneta", informaram cientistas em uma série de estudos publicados pela revista “Science” nesta quinta-feira (10). O Vesta é um dos alvos da missão da sonda espacial Dawn, da Nasa.

Um "protoplaneta" é um planeta "em formação". No caso do Vesta, no entanto, essa formação foi interrompida e ele ficou num estágio "mal acabado", se tornando um verdadeiro “fóssil” espacial. Ele é o único astro conhecido a ter sobrevivido aos primórdios da formação do nosso Sistema Solar e é uma peça-chave para entender como surgiram os planetas.

Com um diâmetro de 525 quilômetros, Vesta é o segundo maior astro do cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter. Maior que ele, só o planeta-anão Ceres, que a Dawn deve investigar em 2015.



Imagem compara o tamanho de Vesta com o de outros asteroides conhecidos. (Foto: NASA/JPL-Caltech/UCLA)Imagem compara o tamanho de Vesta com o de outros asteroides conhecidos. (Foto: NASA/JPL-Caltech/UCLA)

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Segundo os pesquisadores, Vesta tem mais características em comum com outros planetas do que com qualquer asteroide conhecido.

Os dados coletados pela Dawn indicam que o protoplaneta tem uma formação parecida com a da Terra e a da Lua, com um núcleo de ferro, manto e crosta. Os cientistas acreditam também que no passado o asteroide tinha um oceano de magma subterrâneo, como a Terra.

Os cientistas também concluíram que diversos minerais encontrados na Terra são originários de Vesta. Isso indica que uma colisão no passado entre o protoplaneta e algum outro corpo celeste, pode ter enviado meteoritos até o nosso planeta.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

O BERCÁRIO DE ORION






















Telescópio mostra poeira cósmica lançada na formação de estrelas


Nuvens de poeira rodeiam a nebulosa Messier 78, no Cinturão de Órion.
Imagem foi divulgada pelo Observatório Europeu do Sul (ESO).


02/05/2012

O Observatório Europeu do Sul (ESO), projeto que conta com participação brasileira, publicou nesta quarta-feira (2) imagem que mostra a região que rodeia a nebulosa de reflexão Messier 78, localizada a norte do Cinturão de Órion.

Nuvens de poeira cósmica (em laranja) são observadas e mostram aos astrônomos onde novas estrelas estão se formando. A imagem feita pelo telescópio Apex (Atacama Pathfinder Experiment) utiliza o brilho do calor dos grãos de poeira interestelar para mostrar onde ocorre a formação de novas estrelas.

Segundo o ESO, a poeira é importante já que são nas nuvens densas de gás e poeira que ocorre o nascimento de novas estrelas. No centro da imagem está a nebulosa Messier 78, também conhecida como NGC 2068.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O SISTEMA PLANETÁRIO MISTERIOSO



Observatório dá pistas sobre sistema planetário 'misterioso'
12 de abril de 2012


O observatório Alma, no Chile, registrou um anel em torno da estrela brilhante Fomalhaut, desvendando mistérios sobre o sistema planetário.
Foto: ESO/Divulgação

Um novo observatório ainda em construção no Chile, chamado de Alma, forneceu pistas importantes na compreensão de um sistema planetário que até então era um mistério para os pesquisadores. Os astrônomos descobriram que os planetas que orbitam a estrela Fomalhaut são muito menores do que o inicialmente suposto. Este é o primeiro resultado científico publicado a partir de observações científicas do Alma.

Segundo informou o Observatório Europoeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) nesta quinta-feira, a descoberta foi possível graças às imagens extremamente nítidas de um disco, ou anel, de poeira que orbita Fomalhaut, situada a cerca de 25 anos-luz da Terra, e ajuda a resolver uma controvérsia que se gerou entre os primeiros observadores deste sistema. As imagens do Alma mostram que tanto as bordas interiores como as exteriores do disco de poeira fino estão muito bem delineadas. Esse fato, combinado com simulações de computador, levou os cientistas a concluir que as partículas de poeira permanecem no interior do disco devido ao efeito gravitacional de dois planetas - um mais próximo da estrela do que o disco e outro mais distante.

Os seus cálculos também indicam o tamanho provável dos planetas - maiores que Marte mas não maiores que algumas vezes o tamanho da Terra. Estes valores são muito menores do que os astrônomos tinham inicialmente pensado. Em 2008, o Telescópio Espacial Hubble revelou o planeta interior, que na altura se pensou ser maior que Saturno, o segundo maior planeta do Sistema Solar. No entanto, observações posteriores com telescópios infravermelhos não conseguiram detectar o planeta.

Esta não detecção levou alguns astrônomos a duvidarem da presença do planeta na imagem Hubble. As observações do Alma, a comprimentos de onda maiores que o visível, traçam os grãos de poeira maiores - com cerca de 1 mm de diâmetro - que não são deslocados pela radiação estelar. Estes grãos revelam de modo claro as bordas nítidas do disco e a sua estrutura anelar, indicadores do efeito gravitacional dos dois planetas.

O tamanho pequeno dos planetas explica por que é que não foram detectados anteriormente pelas observações infravermelhas, disse Aaron Boley, cientista da Universidade da Flórida, que liderou o estudo. O estudo mostra que a largura do anel é mais ou menos 16 vezes a distância entre o Sol e a Terra, e a sua espessura é apenas um sétimo da largura. "O anel é ainda mais estreito e fino do que o que se pensava anteriormente", disse Matthew Payne, também da Universidade da Flórida. O anel encontra-se a uma distância da estrela de cerca de 140 vezes a distância Terra-Sol. No nosso Sistema Solar, Plutão encontra-se cerca de 40 vezes mais afastado do Sol do que a Terra. "Devido ao pequeno tamanho dos planetas próximos do anel e à sua grande distância à estrela hospedeira, estes estão entre os planetas mais frios já encontrados orbitando uma estrela de tipo normal", acrescentou Aaron Boley.

Construção do Alma
Os cientistas observaram o sistema Fomalhaut em setembro e outubro de 2011, quando apenas um quarto das 66 antenas do Alma estavam disponíveis. Quando a construção estiver completa no próximo ano, o sistema total será muito mais poderoso. No entanto, ainda na sua fase científica inicial, o observatório teve já capacidade suficiente para revelar uma estrutura que eludiu anteriores observadores em ondas milimétricas.

"O Alma pode estar ainda em construção, mas é já o telescópio mais poderoso do seu tipo. Este é apenas o início de uma nova e excitante era no estudo de discos e formação de planetas em torno de outras estrelas", disse Bill Dent, astrônomo do ESO e membro da equipe. O Atacama Large Millimeter/Submillimeter Array (Alma), é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a o Chile.

terça-feira, 10 de abril de 2012

TITÃ



A maior Lua de Saturno, Titã, aparece pequena na imagem obtida pela sonda Cassini e divulgada pela Nasa (agência espacial americana). O planeta, em primeiro plano, aparece com as sombras dos anéis.

Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute