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segunda-feira, 2 de julho de 2012

COLISÃO TITÂNICA


Astrônomos conseguem prever como será a colisão entre a Via Láctea e sua galáxia vizinha
31/05/2012
Nasa/ESA

Astrônomos da Nasa anunciaram nesta quinta-feira (31) que foram capazes de prever com precisão o próximo grande evento cósmico da nossa galáxia e do Sistema Solar: a colisão titânica entre a Via Láctea e sua vizinha, Andrômeda.

A Via Láctea está destinada a passar por uma enorme reconfiguração durante o encontro, previsto para ocorrer daqui 4 bilhões de anos. É provável que o Sol seja atirado para uma nova região da galáxia, mas a Terra e o Sistema Solar não correm risco de ser destruídos.

A descoberta foi feita por Roeland van der Marel, do Space Telescope Science Institute (STScI), em Baltimore, com ajuda do Hubble.

Adrômeda, também conhecida como M31, está localizada a 2.5 milhões de anos-luz.

Após quase um século de especulações, os cientistas finalmente conseguiram ter uma ideia clara de como será a colisão entre as galáxias.

Segundo Sangmo Tony Sohn, do STScI, o cenário lembra um batedor de beisebol esperando pela bola.

Via Láctea e Andrômeda vão se transformar em uma única galáxia elíptica. Simulações mostram que as estrelas de cada galáxia estão tão distantes que não vão colidir com outras estrelas durante o encontro. No entanto, elas serão lançadas em órbitas diferentes em tornon do novo centro galáctico.

Para complicar as coisas, a pequena galáxia Triangulum, ao lado da Andrômeda, deve se juntar à colisão e, eventualmente, fundir-se com as outras duas.

O Universo está em expansão acelerada, e colisões entre galáxias próximas ocorrem por causa da energia escura que as circunda. Dados do Hubble mostra que encontros desse tipo eram mais comuns no passado, quando o Universo era menor.

Há um século, os astrônomos não tinham ideia de que a M31 fosse uma galáxia separada da Via Láctea. Sabe-se que Andrômeda está vindo a uma velocidade equivalente a uma viagem daqui até a Lua em apenas uma hora.

Até agora, os astrônomos não tinham sido capazes de medir o movimento lateral da M31 no céu, apesar das tentativas. E isso foi feito agora, pela equipe liderada por van der Marel.

No pior cenário obtido pela simulação, a M31 bate na Via Láctea de frente e as estrelas são espalhadas em órbitas diferentes. A nossa galáxia, então, perderá seu formato de panqueca.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

A PROFUNDA CENTAURUS A


Telescópio faz imagem mais profunda da galáxia Centaurus A
Observatório Europeu do Sul, o ESO, divulgou informação nesta quarta.
Fotografia foi feita com mais de 50 horas de exposição
.
16/05/2012

O Observatório Europeu do Sul (ESO), projeto que conta com participação brasileira, publicou nesta quarta-feira (16) imagem que mostra a galáxia Centaurus.

De acordo com o ESO, a fotografia foi feita com mais de 50 horas de exposição e é, provavelmente, a imagem mais profunda já criada do aglomerado estelar.

Captada pelo telescópio MPG/ESO, instalado no Chile, a Centaurus A situa-se a 12 milhões de anos-luz de distância na constelação do Centauro. O brilho que enche a maior parte da imagem vem de estrelas velhas e frias.

O observatório informou ainda que astrônomos afirmam que o núcleo brilhante, a forte emissão de rádio e os jatos da Centaurus A são produzidos por um buraco negro central, com uma massa de cerca de 100 milhões de vezes a massa do Sol.

A galáxia foi inicialmente documentada pelo astrônomo britânico James Dunlop no Observatório Parramalta na Austrália, a 4 de Agosto de 1826. Esta galáxia é frequentemente chamada Centaurus A porque foi a primeira fonte principal de ondas rádio descoberta na constelação do Centauro nos anos 1950.

quarta-feira, 21 de março de 2012

"HÁBITOS ALIMENTARES" DAS GALÁXIAS



ESO: galáxias mudam hábitos alimentares durante a adolescência
14 de março de 2012


No maior levantamento já feito sobre estes objetos, os astrônomos descobriram que as galáxias alteram os seus hábitos alimentares durante os anos da adolescência

Foto: ESO/Divulgação

Novas observações obtidas com o Very Large Telescope do ESO estão contribuindo de forma significativa para a compreensão de como crescem as galáxias adolescentes. No maior levantamento já feito sobre estes objetos, os astrônomos descobriram que as galáxias alteram os seus hábitos alimentares durante os anos da adolescência - o período que vai desde os 3 aos 5 bilhões de anos depois do Big Bang.

No início desta fase, correntes de gás eram o lanche preferido, enquanto que mais tarde as galáxias cresceram principalmente devido a canibalismo de outras galáxias menores. Os astrônomos sabem já há algum tempo que as galáxias primordiais são muito menores que as impressionantes galáxias espirais ou elípticas que ocupam atualmente o Universo.

Durante o tempo de vida do cosmos as galáxias vem aumentando de peso, mas a sua comida e hábitos alimentares permanecem ainda um mistério. Um novo levantamente de galáxias cuidadosamente selecionadas focou-se nos anos da sua adolescência - aproximadamente o período entre os 3 e os 5 bilhões de anos depois do Big Bang.

Utilizando os instrumentos do Very Large Telescope do ESO, uma equipe internacional está descobrindo o que realmente aconteceu. Em mais de cem horas de observações, a equipe juntou a maior quantidade de dados detalhados sobre galáxias ricas em gás que se encontram nesta fase inicial do seu desenvolvimento.

"Existem dois modelos de crescimento de galáxias em competição: eventos de fusão violentos quando galáxias maiores comem galáxias menores, ou alternativamente um fluxo de gás mais suave e contínuo ingerido pelas galáxias. Ambos levam à formação de imensas novas estrelas," explica Thierry Contini (IRAP, Toulouse, França), que lidera este trabalho.

Os novos resultados apontam para o fato de existir uma mudança na evolução cósmica das galáxias, quando o universo tinha entre 3 e 5 bilhões de anos. O crescimento devido a correntes contínuas de gás parece ter sido bastante importante nas galáxias quando o universo era muito jovem, enquanto que as fusões se tornaram mais importantes posteriormente.

"Para compreender como é que as galáxias cresceram e se desenvolveram precisamos observar com o maior número de detalhes possível. O instrumento SINFONI instalado no VLT do ESO é uma das ferramentas mais poderosas existentes no mundo para dissecar galáxias jovens e distantes. O seu papel é tão importante para nós como o microscópio é para o biólogo," acrescenta Thierry Contini.

As galáxias distantes, como as do rastreio, são apenas pequenos pontos no céu muito tênues, mas a alta qualidade de imagem permite aos astrônomos fazer mapas de como as diferentes partes das galáxias se deslocam e descobrir do que são constituídas.

"A maior surpresa foi a descoberta de muitas galáxias sem rotação do gás. Estas galáxias não são observadas no universo próximo e nenhuma das teorias atuais prevê tais objetos," diz Benoît Epinat, outro membro da equipe.

"Também não esperávamos que tantas das galáxias jovens do levantamento tivessem os elementos mais pesados concentrados nas regiões periféricas - este fato é exatamente o contrário do observado nas galáxias atuais," acrescenta Thierry Contini.

A equipe começa agora a explorar a enorme quantidade de dados observados. Planejam igualmente observar as galáxias com instrumentos que serão futuramente instalados no VLT, assim como pensam utilizar o ALMA para estudar o gás frio nestas galáxias. Olhando ainda mais longe, o European Extremely Large Telescope estará idealmente equipado para estender este tipo de estudos a um universo ainda mais primordial.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

COLISÃO DE GALÁXIAS EM CORVUS



A imagem divulgada pela Nasa (agência espacial americana) mostra o par de galáxias Antenas que estão em colisão a cerca de 70 milhões de anos-luz de distância, na constelação de Corvus. A imagem foi obtida pelo projeto Alma e também com observações do Telescópio Espacial da Nasa. A finalidade do projeto é estudar os processos que ocorrem algumas centenas de milhões de anos após a formação do universo, quando as primeiras estrelas começaram a brilhar.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

PONTO DE EXCLAMAÇÃO !



Galáxias se colidem em um estágio inicial de interação a 450 milhões de anos luz da Terra formando um ponto de exclamação cósmico. Daqui a milhões de anos estas duas galáxias em espiral vão se mesclar, como a Via Láctea e a Andrômeda irão fazer daqui a bilhões de anos.

X-ray NASA/CXC/IfA/D.Sanders et al; Optical NASA/STScI/NRAO/A.Evans et al

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

AGLOMERADOS





Telescópio flagra 96 aglomerados de estrelas escondidos na Via Láctea
Imagens do Vista devem ajudar a entender formação da galáxia.
Pesquisa reuniu astrônomos de diversos países, incluindo o Brasil.


03/08/2011

O telescópio Vista, do Observatório Europeu do Sul (ESO), flagrou o maior número de aglomerados estelares abertos já encontrado na Via Láctea. São 96 conjuntos que estavam escondidos atrás da poeira cujas imagens foram divulgadas nesta quarta-feira (3) pelo observatório.

“Os aglomerados ajudam a entender a evolução da Via Láctea. Essa descoberta vai complementar, e muito, as varreduras que já existem, porque vai muito mais fundo”, afirma Bruno Dias, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo, brasileiro que faz parte do subgrupo de pesquisa desses aglomerados.

Segundo Dias, são estrelas jovens, entre 5 milhões e e 100 milhões de anos, que estão em regiões de formação de estrelas. “É a maior amostra já feita de uma só vez e mais homogênea. Isso é muito útil para tirar as conclusões e ter uma estatística.”
Imagens do telescópio Vista mostram aglomerados de estrelas que devem ajudar a entender formação da Via Láctea (Foto: J. Borissova/ESO)Imagens do telescópio Vista mostram aglomerados de estrelas que devem ajudar a entender formação da Via Láctea (Foto: J. Borissova/ESO)

A descoberta ocorre um ano após o início do programa de observação da Via Láctea pelo Vista(VVV). O resultado da pesquisa, de astrônomos de diversos países, incluindo o Brasil, será publicado na revista Astronomy & Astrophysics. Esta é a primeira vez que tantos aglomerados pequenos e pouco brilhantes foram encontrados de uma só vez.

“Ela mostra o potencial do Vista para achar aglomerados de estrelas, especialmente esses escondidos em poeira de regiões de formação de estrelas na Via Láctea. O Vista vai mais profundamente do que outras buscas”, afirma Jura Borissova, autora principal do estudo.

A maioria das estrelas com mais da metade da massa de nosso Sol se forma em grupos, chamados aglomerados. Esses aglomerados são os blocos que formam as galáxias e vitais para sua evolução. Em regiões de poeira, eles são invisíveis, mas não para o infravermelho do Vista.

O maior telescópio dedicado ao mapeamento do céu foi montado no Observatório Paranal, no deserto do Atacama, norte do Chile. “Para rastrear os aglomerados de estrelas jovens, nos concentramos nas áreas de formações de estrelas. Em regiões que pareciam vazias em uma visualização prévia o Vista conseguiu detectar muitos novos objetos”, complementa o cientista Dante Minniti, do VVV.

Por meio de um software específico, a equipe conseguiu remover o primeiro plano de estrelas para poder contar as realmente pertencentes aos aglomerados. “Descobrimos que a maioria dos aglomerados é muito pequeno e têm apenas entre 10 e 20 estrelas”, explica o cientista Radostin Kurtev, também membro do grupo de pesquisadores.

Cerca de 2.500 aglomerados foram encontrados até hoje na Via Láctea, mas astrônomos estimam que outros 30 mil permaneçam escondidos entre poeira e gás.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

O BRILHO DAS GALÁXIAS




Astrônomos descobriram que galáxias distantes, do início do Universo, são mais brilhantes do que se imaginava, pelas imagens do telescópio Spitzer, da Nasa. Assim, tais galáxias distantes formavam mais estrelas massivas brilhantes do que atualmente, sendo mais brilhantes, azuis e irregulares do que as galáxias em espiral que vemos hoje. À esquerda é possível ver como galáxias atuais pareceriam lado a lado de galáxias do início do Universo, que tinham estrelas mais quentes e brilhantes (à direita). O estudo mostra ainda que a fusão de galáxias massivas não foi o método dominante de crescimento de galáxias no universo distante. As galáxias alimentaram-se por um fluxo constante de gás, formando estrelas a um ritmo muito rápido, continuando a formá-las durante longos períodos de tempo em vez de ser um processo após colisões galáticas.

NASA/JPL-Caltech/STScI

quarta-feira, 6 de julho de 2011

ÁGUA OXIGENADA NO ESPAÇO



Cientistas descobrem peróxido de hidrogênio no espaço06 de julho de 2011


A assinatura característica da radiação emitida pelo peróxido de hidrogênio foi encontrada em parte das nuvens de Rho Ophiuchi.


Foto: ESO/Divulgação

O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) divulgou nesta quarta-feira que, pela primeira vez, uma equipe internacional de astrônomos encontrou moléculas de peróxido de hidrogênio no espaço. A descoberta pode fornecer pistas sobre a ligação química entre duas moléculas indispensáveis à vida: água e oxigênio.

O peróxido de hidrogênio (que em solução aquosa é a conhecida água oxigenada) é um elemento chave na química da água e do ozônio na atmosfera do planeta. Os astrônomos utilizaram o telescópio Atacama Pathfinder Experiment (APEX), situado no Chile e operado pelo ESO.

A equipe observou a região da Via Láctea localizada próxima da estrela Rho Ophiuchi, na constelação Ofiúco, a cerca de 400 anos-luz de distância. A região contém nuvens densas de gás e poeira cósmica, muito frias (cerca de -250 °C), onde novas estrelas se estão se formando. As nuvens são principalmente constituídas de hidrogênio, mas contêm traços de outros elementos químicos e são alvos principais na procura de moléculas no espaço. Telescópios como o APEX, que observam na região de comprimentos de onda do milímetro e submilímetro, são ideais para detectar sinais vindos destas moléculas.

"Sabíamos, por experiências laboratoriais, quais os comprimentos de onda que devíamos procurar, mas a quantidade de peróxido de hidrogênio na nuvem é apenas de uma molécula para dez bilhões de moléculas de hidrogênio, por isso para a detecção ser possível são necessárias observações muito cuidadosas", disse Per Bergman, astrônomo do Observatório Espacial Onsala, na Suécia. Bergman é o autor principal do estudo, publicado na revista especializada Astronomy & Astrophysics.

Crê-se que o peróxido de hidrogênio se forme no espaço na superfície de grãos de poeira cósmica - partículas muito pequenas semelhantes a areia e cinza - quando o hidrogênio (H) se adiciona a moléculas de oxigênio (O2). Uma reação adicional do peróxido de hidrogênio com mais hidrogênio é uma das maneiras de produzir água (H2O). Esta nova detecção de peróxido de hidrogênio ajudará por isso os astrônomos a compreender melhor a formação de água no Universo.

"Não sabemos ainda como é que algumas das mais importantes moléculas existentes na Terra se formam no espaço. Mas a nossa descoberta de peróxido de hidrogênio com o APEX parece indicar-nos que a poeira cósmica é o fator que falta no processo", diz Bérengère Parise, co-autor do artigo científico e diretor do grupo de investigação de formação estelar e astroquímica Emmy Noether do Instituto Max-Planck de Rádio Astronomia na Alemanha.

terça-feira, 28 de junho de 2011

O AGLOMERADO DE PANDORA




Cientistas investigam Aglomerado de Pandora, resultado de colisão galática


22/06/2011

Uma equipe de cientistas estudou o aglomerado de galáxias Abell 2744, conhecido como Aglomerado de Pandora, e reconstruiu a história violenta e complexa deste aglomerado utilizando telescópios no espaço e no solo, incluindo o Very Large Telescope do ESO e o Telescópio Espacial Hubble. O aglomerado Abell 2744 parece ser o resultado de uma junção simultânea de, pelo menos, quatro aglomerados de galáxias separados. Desta complexa colisão resultaram efeitos estranhos, que nunca antes tinham sido observados juntos.

Quando grandes aglomerados de galáxias chocam uns com os outros, o resultado é um tesouro de informação para os astrônomos. Ao investigar um dos mais complexos e incomuns aglomerados em colisão no céu, uma equipe internacional de astrônomos reconstruiu a história de uma colisão cósmica que ocorreu durante um período de 350 milhões de anos.

Julian Merten, um dos cientistas líderes deste novo estudo sobre o aglomerado Abell 2744 explica: “Tal como um investigador que ao estudar uma colisão descobre a causa de um acidente, nós podemos utilizar observações destes empilhados cósmicos para reconstruir os acontecimentos que tiveram lugar durante um período de centenas de milhões de anos. Este estudo revela-nos como se formam estruturas no Universo e como interagem diferentes tipos de matéria ao chocar uns com os outros.”

“Demos-lhe o apelido de Aglomerado de Pandora devido aos fenômenos tão diferentes e estranhos que resultaram da colisão. Alguns destes fenômenos nunca tinham sido observados anteriormente,” acrescenta Renato Dupke, outro membro da equipe.

O aglomerdo Abell 2744 foi estudado com mais detalhe do que nunca, combinando dados do Very Large Telescope do ESO (VLT), do telescópio japonês Subaru, do Telescópio Espacial Hubble da Nasa/Esa e do Observatório de Raios-X Chandra da Nasa.

As galáxias do aglomerado são facilmente visíveis nas imagens do VLT e do Hubble. As galáxias, embora brilhantes, correspondem na realidade a menos que 5% da massa do aglomerado. O resto é gás (cerca de 20%), tão quente que brilha apenas em raios-X, e matéria escura (cerca de 75%), que é completamente invisível. Para compreender o que estava a acontecer durante a colisão, a equipe precisou mapear as posições dos três tipos de matéria no Abell 2744.

A matéria escura é particularmente difícil de observar uma vez que não emite, absorve ou reflete radiação (daí o seu nome). Apenas se torna aparente através da sua atração gravitacional. Para determinar a localização desta substância misteriosa a equipe utilizou o efeito conhecido como lente gravitacional. Trata-se da curvatura que sofrem os raios de luz de galáxias distantes quando passam através dos campos gravitacionais presentes no aglomerado. O resultado é uma série de distorções observadas nas imagens de galáxias de campo nas observações do VLT e do Hubble. Ao analisar cuidadosamente a forma como estas imagens estão distorcidas, é possível mapear de modo muito preciso onde é que a massa escondida - e portanto a matéria escura - se encontra.

Por comparação, encontrar o gás quente no aglomerado é bem mais fácil, já que o Observatório de Raios X Chandra da NASA o pode observar diretamente. Estas observações não são apenas cruciais para determinar onde se encontra o gás, mas também nos mostram os ângulos e as velocidades às quais as diferentes componentes do aglomerado se juntaram.

Quando os astrônomos estudaram todos estes resultados descobriram muitos fenômenos curiosos. “O Abell 2744 parece ter-se formado a partir de quatro aglomerados diferentes envolvidos numa série de colisões durante um período de cerca de 350 milhões de anos. A distribuição irregular e complicada dos diferentes tipos de matéria é extremamente incomum e fascinante,” diz Dan Coe, o outro autor principal do estudo.

Parece que a colisão complexa separou parte do gás quente e da matéria escura de tal maneira que estes se encontram atualmente afastados um do outro e também das galáxias visíveis. O Aglomerado de Pandora combina vários fenômenos que apenas tinham sido observados de forma individual em outros sistemas.

Próximo do centro do aglomerado encontra-se uma “bala”, onde o gás de um enxame colidiu com o de outro criando uma onda de choque. A matéria escura passou pela colisão sem ser afetada.

Em outra parte do aglomerado parece haver galáxias e matéria escura, mas nenhum gás quente. O gás pode ter sido varrido durante a colisão, deixando apenas um fraco rastro.

Estruturas ainda mais estranhas podem ser observadas nas regiões mais exteriores do aglomerado. Uma região contém muita matéria escura, mas nenhuma galáxia luminosa ou gás quente. Um nódulo de gás difuso e isolado foi ejetado, o qual precede, em vez de seguir, a matéria escura associada. Esta distribuição enigmática pode estar a dizer aos astrônomos algo sobre como a matéria escura se comporta e como os vários ingredientes do Universo interagem entre si.

Os aglomerados de galáxias são as maiores estruturas no cosmos, contendo literalmente bilhões de estrelas. O modo como se formam e se desenvolvem através de colisões repetidas tem profundas implicações no nosso conhecimento do Universo. Estão em progresso mais estudos do aglomerado de Pandora, o objeto em fusão mais complexo e fascinante já encontrado.

A GALÁXIA CENTAURUS





Telescópio Espacial Hubble mostra a visão mais detalhada já registrada da galáxia Centaurus.

AFP/Nasa/ESA/Hubble Heritage

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A OUTRA VIA LÁCTEA



Observatório identifica galáxia parecida com a Via Láctea

01 de junho de 2011


A grande diferença entre a Via Láctea e a NGC 6744 é o tamanho


Foto: ESO/Divulgação


O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) divulgou nesta quarta-feira a imagem de uma galáxia parecida com a Via Láctea. Os astrônomos utilizaram o telescópio MPG (de 2,2 m) para localizar a NGC 6744, que fica cerca de 30 milhões de anos-luz de distância na Constelação Pavão.

A galáxia possui uma forma com braços espirais em torno de um denso e alongado núcleo e um disco de poeira. A grande diferença entre a Via Láctea e a NGC 6744 é o tamanho. Enquanto a primeira tem 100 mil anos-luz de diâmetro, a outra tem quase duas vezes este tamanho.

A NGC 6744 é uma das maiores galáxias espirais próximas da Via Láctea e possui um brilho de cerca de 60 sóis - sendo que pode ser identificada com um pequeno telescópio. A imagem foi obtida através de quatro filtros diferentes que mostraram as luzes azul, amarela-esverdeada, vermelha e o brilho do gás hidrogênio.

A GALÁXIA DISTORCIDA




Telescópios da Nasa e ESO captam imagem de galáxia distorcida


04 de maio de 2011


Nesta imagem a galáxia NGC 2442 está localizada ao centro. Muitas outras galáxias são visíveis na imagem


A imagem da galáxia NGC 2442, obtida pelo telescópio do ESO, mostra uma visão muito mais ampla do que a imagem do Hubble, embora menos detalhada, que inclui toda a galáxia e o céu ao redor

Foto: ESO/Divulgação

sexta-feira, 4 de março de 2011

CENTO E QUATRO QUINTILHÕES DE kms



Telescópio capta imagens de galáxia próxima da Via Láctea


02 de março de 2011

Galáxia estaria mais próxima da Via Láctea do que se esperava
Foto: ESO/Divulgação


Uma imagem divulgada nesta quarta-feira pelo Observatório Europeu do Sul (ESO) mostra detalhes de uma galáxia espiral altamente inclinada. Os astrônomos afirmaram que a orientação aponta que a distância até a galáxia foi superestimada e que ela está muito mais próxima da Via Láctea do que se esperava.

A imagem feita pelo telescópio MPG em La Silla, no Chile, mostra grandes estrelas componentes da galáxia e uma nuvem rosada de hidrogênio. Chamada de NGC 247, a galáxia faz parte da coleção associada à Galáxia do Escultor (MGC 253). Segundo os especialistas, esse é o grupo mais próximo ao conjunto que inclui a Via Láctea, mas definir um valor preciso sobre a distância ainda é difícil.

Para resolver isso, uma equipe de astrônomos examina os fatores que influenciam os marcadores de distância celestes em um estudo chamado de Araucária Project. A equipe informou que NGC 247 é mais de um milhão de anos-luz mais próxima da Via Láctea do que se pensava, trazendo a sua distância para apenas 11 milhões de anos-luz.

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Realmente pertinho...

Sabendo-se que a velocidade da luz é 300.000km/s:

e que :

Uma hora tem 3.600 segundos
Um dia tem 24 x 3.600 = 86.400 segundos
Um ano tem 365 dias = 365 x 86.400 = 31.536.000 segundos

Um ano-luz = 31.536.000 x 300.000 = 9.460.800.000.000km

9 trilhões, 460 bilhões, 800 milhões de quilômetros.

A galáxia NGC 247 ficaria então a 104068800000000000000 km da terra.

Aproximadamente cento e quatro quintilhões de quilômetros ... ali do lado.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A FOTO É LINDA DEMAIS



Estrelas recém-nascidas ganham vida em imagem do Hubble
18 de fevereiro de 2011

A NGC 2841 tem atualmente uma taxa de formação de estrelas relativamente baixa comparada a outras espirais
Foto: Nasa/Divulgação


A agência espacial americana (Nasa) divulgou nesta sexta-feira, dia 18, a imagem de uma galáxia em espiral com um grande disco de estrelas e poeira. Tirada pelo telescópio Hubble, a foto mostra uma marca brilhante de luz estelar no centro da galáxia NGC 2841.

Em pouco número estão as nebulosas de emissão rosada, que indicam o nascimento de novas estrelas. A NGC 2841 tem atualmente uma taxa de formação de estrelas relativamente baixa comparada a outras espirais. A galáxia fica a 46 milhões de anos-luz de distância, na constelação de Ursa Maior.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

GALÁXIA NGC 4911




Nasa divulga imagem de galáxia a 320 milhões de anos-luz da Terra

10 de agosto de 2010

A galáxia NGC 4911 contém círculos de poeira e gás perto de seu centro. As nuvens de hidrogênio na cor rosa que aparecem no centro indicam que a formação de estrelas está em curso no local
Foto: Nasa/Reprodução

O telescópio espacial Hubble, da Agência Espacial Americana, Nasa, divulgou nesta terça-feira a imagem majestosa de uma galáxia espiral localizada dentro do aglomerado de galáxias Coma, que está a 320 milhões de anos-luz de distância da Terra, ao norte da constelação Coma Berenices. As informações são da Nasa.

A galáxia, conhecida como NGC 4911, contém círculos de poeira e gás perto de seu centro. Os círculos aparecem recortados contra brilhantes aglomerados de estrelas recém-nascidas e nuvens de hidrogênio na cor rosa que, segundo astrônomos, indica a que a formação de estrelas está em curso no local.

O Hubble também conseguiu captar os braços espirais exteriores da NGC 4911, e milhares de outras galáxias de tamanhos variados. A alta resolução das câmeras do Hubble, combinada à uma exposição consideravelmente longa, tornou possível observar todos esses detalhes.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

COLISÃO DE GALÁXIAS




Imagem mostra colisão de galáxias na direção da constelação do Corvo

Fotografia é resultado da composição de três telescópios da Nasa.
Fenômeno ocorreu a 62 milhões de anos-luz da Terra.

A agência espacial norte-americana (Nasa) divulgou nesta quinta-feira (5) novas imagens da colisão de duas galáxias na direção da constelação do Corvo, localizadas a 45 milhões de anos-luz de distância.

O colorido da fotografia é artificial. Resulta da união da observação feita por três telescópios da Nasa: Hubble, Chandra e Spitzer. Cada um deles captou as partes amarela, azul e vermelha e o resultado é o que se vê na composição.

Conhecidas como galáxias da Antena, elas iniciaram o encontro há 100 milhões de anos, gerando novas estrelas a partir da poeira e gás. Com a informação enviada em ondas infravermelhas, o Telescópio Spitzer nuvens quentes de poeira, indicadoras de estrelas recém-nascidas.

Confira o trabalho da cada telescópio separadamente

As observações com raio-x feitas pelo Chandra permitiram identificar elementos de supernovas, explosões que marcam o fim da vida de estrelas muito massivas. Segundo os pesquisadores, os gases detectados são ricos em elementos como magnésio, ferro, oxigênio e silício.

Estrelas de nêutrons e buracos negros, ambos objetos com raio menos que das estrelas, porém muito mais massivos, também aparecem na fotografia.



O Hubble compôs a parte "óptica" da imagem, destacando aglomerados estelares e astros mais velhos. Somadas, as observações duraram quase cinco dias e foram feitas entre 1999 e 2002.

Estima-se que a área observada tem comprimento de 61 mil anos-luz. A constelação do Corvo é facilmente visível no hemisfério sul, tendo 4 estrelas mais marcantes, notáveis a olho nu mesmo em cidades poluídas como São Paulo.

segunda-feira, 22 de março de 2010




Cientistas observam produção em massa de estrelas há 10 bilhões de anos
Um grupo internacional de astrônomos descobriu uma galáxia que há 10 bilhões de anos produzia estrelas numa velocidade 100 vezes mais rápida do que a da Via Láctea atualmente.

22/03/2010

Segundo os pesquisadores liderados pela Universidade de Durham, na Grã-Bretanha, a galáxia conhecida como SMM J2135-0102 produzia aproximadamente 250 sóis por ano.

"Essa galáxia é como um adolescente passando por um estirão", comparou Mark Swinbank, autor do estudo e membro do Instituto de Cosmologia Computacional da universidade britânica.

A pesquisa, publicada no site da revista científica Nature, revelou que quatro regiões da galáxia SMM J2135-0102 eram 100 vezes mais brilhantes do que atuais áreas formadoras de estrelas da Via Láctea, como a Nebulosa de Órion, indicando uma maior produção de estrelas.

"Galáxias no início do Universo parecem ter passado por um rápido crescimento e estrelas como o nosso Sol se formavam muito mais rapidamente do que hoje", disse.

A mesma equipe já tinha descoberto, em 2009, uma outra galáxia, MS1358arc, que também formava estrelas em uma velocidade maior do que a esperada há 12,5 bilhões de anos.

"Nós não entendemos completamente por que as estrelas estão se formando tão rapidamente, mas nossos estudos sugerem que as estrelas se formavam muito mais eficientemente no início do Universo do que hoje em dia", explicou Swinbank.

A galáxia SMM J2135-0102 foi encontrada graças ao telescópio Atacama Pathfinder, no Chile, operado pelo European Southern Observatory. Observações complementares foram feitas com a combinação de lentes naturais gravitacionais de galáxias nos arredores com o poderoso telescópio Submillimeter Array, no Havaí.

Por causa de sua enorme distância e do tempo que a luz levou para alcançar a Terra, a galáxia só pode ser observada como era há 10 bilhões de anos, apenas três bilhões de anos após o Big Bang.

quarta-feira, 10 de março de 2010

COLISÕES GALÁCTICAS




Galáxias viveram período de colisões há 6 bilhões de anos

Assim como nossa Via Láctea, cerca de três quartos das galáxias são de forma espiral.

04 de fevereiro de 2010
Foto: Getty Images

As galáxias viveram um período de turbulência há seis bilhões de anos, com numerosas colisões dando nascimento a outras, de formas estranhas, segundo estudo publicado nesta quinta-feira.

Com dados do telescópio espacial Hubble, François Hammer (Observatório de Paris) e sua equipe compararam a forma de 116 galáxias de nosso universo próximo, com a de 148 outras mais afastadas, cuja luz leva bilhões de anos para chegar até nós.

Assim como nossa Via Láctea, cerca de três quartos das galáxias são de forma espiral, com outras ditas "elípticas" e apenas 10% possuem uma forma estranha.

Há bilhões de anos, mais da metade das galáxias possuíam uma forma estranha, escapando a classificações habituais, devido a colisões. "Hoje estamos num universo no qual os objetos estão em equilíbrio, a gravidade explica bem todos os movimentos, conseguimos descrevê-los bem", graças a uma classificação proposta em 1926 pelo astrônomo Edwin Hubble, explica François Hammer.

No passado, as galáxias "tinham formas absolutamente caóticas", anormais, porque "o que se via eram objetos em colisão", precisou. Após o violento encontro entre estes gigantes do cosmo, foram necessários "dois a três bilhões de anos" para que a nova galáxia resultante de sua fusão encontrasse uma forma de equilíbrio.

"Anteriormente, acreditava-se que esta época de fortes colisões entre galáxias havia acontecido bem antes", isto é, há mais de 8 bilhões de anos, sublinha o astrônomo.

Os resultados publicados por sua equipe na revista científica Astronomy and Astrophysics estão, diz ele, em concordância com um cenário "hierárquico" da formação do universo.

Segundo este cenário, "começa-se por objetos menores, talvez até de galáxias e, na medida em que se reencontram, formam as maiores", resume Hammer. Às galáxias caóticas do passado sucedem-se as grandes galáxias espirais, como a Via Láctea.

Nossa galáxia é um "caso muito particular", precisa ele, porque a última colisão que diz respeito a ela remontaria a dez ou onze bilhões de anos, enquanto que nossa vizinha Andrômeda guarda traços de numerosas colisões num passado mais recente. Andrômeda, que se aproxima da Via Láctea a uma velocidade de 120 km/s, deverá entrar em rota de colisão em cerca de 4 bilhões de anos.

GALÁXIA DE CHANDRA




Nasa divulga imagem de galáxia brilhante com buraco negro


Dados captados pelos raios-X do Chandra aparecem em vermelho na imagem, dados recolhidos pelo Telescópio Hubble aparecem em verde e dados de ondas de rádio do Very Large Array, em azul

05 de março de 2010
Foto: Nasa/Divulgação

A Agência Espacial Americana (Nasa) divulgou nesta sexta-feira a imagem da galáxia NGC 1068, uma das galáxias mais próximas e brilhantes que contêm um buraco negro supermassivo de crescimento rápido. Segundo a Nasa, a NGC 1068 está localizada cerca de 50 milhões de anos-luz da Terra e seu buraco negro tem cerca de duas vezes a massa do buraco negro presente no meio da Via Láctea.

A imagem é uma sobreposição de fotos obtidas pelo observatório de raios-X Chandra, pelo Telescópio Espacial Hubble e pelo Very Large Array. A composição mostra um forte vento está sendo lançado para a periferia da NGC 1068 a uma taxa de cerca de um milhão de milhas por hora. Esse vento é provavelmente gerado com um gás acelerado e aquecido que gira em direção ao buraco negro.

Uma parte do gás é puxado para dentro do buraco negro e a outra parte dele é levada pelo vento. Raios-X de alta energia produzida pelo gás perto do buraco negro aquecem o gás que está sendo dispersado pelo vento fazendo-o brilhar.

Dados captados pelos raios-X do Chandra aparecem em vermelho na imagem, dados recolhidos pelo Telescópio Hubble aparecem em verde e dados de ondas de rádio do Very Large Array, em azul. A estrutura de espiral NGC 1068 está demonstrada tanto pelos raios-X quanto por dados ópticos, e um jato alimentado pelo buraco negro central é mostrado pelos dados de rádio.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A PEQUENA NUVEM DE MAGALHÃES





O Observatório Europeu do Sul divulga a imagem do NGC 346, a região de formação estelar mais brilhante na pequena galáxia vizinha à Via Láctea, a Pequena Nuvem de Magalhães, a cerca de 210 mil anos-luz na direção da constelação de Tucano.

ESO