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segunda-feira, 6 de maio de 2013

ANARQUIA



Observatório mostra 'anarquia' em berçário de novas estrelas
A imagem exibe a formação estrelar na nebulosa NGC 6559, um berçário de novas estrelas localizado a 5 mil anos-luz da Terra
A nova imagem do berçário de novas estrelas foi registrada por um telescópio dinamarquês, localizado no Chile Foto: ESO / Divulgação A nova imagem do berçário de novas estrelas foi registrada por um telescópio dinamarquês, localizado no Chile Foto: ESO / Divulgação

02 de Maio de 2013

O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) divulgou nesta quinta-feira uma nova imagem da nebulosa NGC 6559 feita por um telescópio dinamarquês de 1,54 metros, situado no Observatório de La Silla, no Chile. Segundo o observatório, a foto exibe a "surpreendente anarquia que reina quando estrelas se formam dentro de uma nuvem interestelar".

A NGC 6559 é uma nuvem de gás e poeira situada a uma distância de cerca de 5 mil anos-luz da Terra, na constelação de Sagitário. Esta região brilhante é relativamente pequena, apenas com alguns anos-luz de dimensão, contrastando com os mais de 100 anos-luz, que é o tamanho da sua vizinha mais famosa, a Nebulosa da Lagoa. Embora seja muitas vezes negligenciada a favor da sua companheira, é NGC 6559 que tem papel principal na nova imagem.

O gás presente nas nuvens, principalmente hidrogênio, é a matéria prima da formação estelar. Quando a região no interior da nebulosa acumula matéria suficiente, acontece um colapso sob o efeito da sua própria gravidade. O centro da nuvem torna-se cada vez mais denso e quente, até que se inicia a fusão termonuclear e a estrela nasce. Os átomos de hidrogênio combinam-se para formar átomos de hélio, libertando energia neste processo e fazendo assim com que a estrela brilhe.

Estas estrelas brilhantes, jovens e quentes, que nascem a partir da nuvem, emitem radiação que é absorvida e reemitida pelo hidrogênio gasoso que ainda se encontra presente na nebulosa circundando as estrelas recém nascidas, e originando assim a região vermelha brilhante que pode ser observada no centro da imagem.

No entanto, NGC 6559 não é apenas constituída por hidrogênio gasoso. Contém também partículas sólidas de poeira compostas por elementos pesados, tais como carbono, ferro ou silício. A mancha azulada próxima da nebulosa de emissão vermelha, mostra a radiação emitida pelas estrelas recém-formadas a ser dispersada - refletida em muitas direções diferentes - pelas partículas microscópicas presentes na nebulosa. Conhecida pelos astrônomos como uma nebulosa de reflexão, este tipo de objeto é muitas vezes azul, porque a dispersão é mais eficaz para os comprimentos de onda menores.

A Via Láctea preenche o fundo da imagem com inúmeras estrelas amareladas, mais velhas. Algumas parecem tênues e avermelhadas devido à poeira existente em NGC 6559.

Esta imagem de formação estelar foi obtida pelo instrumento DFOSC (sigla do inglês para Danish Faint Object Spectrograph and Camera), montado no telescópio dinamarquês, que opera em La Silla desde 1979. Tendo sido recentemente melhorado, é atualmente um telescópio de vanguarda operado remotamente.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

O BERCÁRIO DE ORION






















Telescópio mostra poeira cósmica lançada na formação de estrelas


Nuvens de poeira rodeiam a nebulosa Messier 78, no Cinturão de Órion.
Imagem foi divulgada pelo Observatório Europeu do Sul (ESO).


02/05/2012

O Observatório Europeu do Sul (ESO), projeto que conta com participação brasileira, publicou nesta quarta-feira (2) imagem que mostra a região que rodeia a nebulosa de reflexão Messier 78, localizada a norte do Cinturão de Órion.

Nuvens de poeira cósmica (em laranja) são observadas e mostram aos astrônomos onde novas estrelas estão se formando. A imagem feita pelo telescópio Apex (Atacama Pathfinder Experiment) utiliza o brilho do calor dos grãos de poeira interestelar para mostrar onde ocorre a formação de novas estrelas.

Segundo o ESO, a poeira é importante já que são nas nuvens densas de gás e poeira que ocorre o nascimento de novas estrelas. No centro da imagem está a nebulosa Messier 78, também conhecida como NGC 2068.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A NEBULOSA DE ÓCULOS




A imagem divulgada pela Nasa (agência espacial americana) mostra a nebulosa Messier 78, que parece usar um par de óculos. O telescópio Spitzer mostra com profundidade a nebulosa, que tem cavidades esculpidas nas nuvens de poeira. Messier 78 é fácil de ser vista em pequenos telescópios e está localizada na constelação de Orion. A parte vermelha da imagem mostra estrelas recém-nascidas.

NASA/JPL-Caltech

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A SUPERNOVA DE 1054



Concepção artística criada a partir de foto tirada pelo telescópio Hubble, que mostra o pulsar no centro da nebulosa do Caranguejo. Pesquisadores que usam o telescópio Veritas descobriram os pulsos de raios gama de alta energia provenientes da nebulosa.
David A. Aguilar (CfA) / NASA / ESA

Alta energia detectada na Nebulosa do Caranguejo desafia modelos da Física
Em Washington


07/10/2011

A Nebulosa do Caranguejo agitou a comunidade científica após a descoberta de que a energia que emana de seu interior é muito maior que a calculada até agora, questionando os modelos teóricos da Física, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira na revista "Science".

Uma equipe internacional de cientistas do departamento de Física da Universidade de Washington, na cidade americana de Saint Louis, detectou que a intensidade de raios gama emitida pelo pulsar (estrela de nêutrons) do coração da nebulosa é muito superior à que os modelos teóricos comuns podem explicar.

Os cientistas, que utilizaram os dados obtidos pelos potentes telescópios que formam o complexo de observação Veritas, situado no Arizona, detectaram que a estrela de nêutrons tem energia superior a 100 bilhões de elétrons-volt (GeV).

Este número é muito superior aos 25 bilhões de elétrons-volt que até agora era o máximo de energia detectado pelo Veritas.

Os telescópios utilizam grandes espelhos e câmeras ultra-rápidas para detectar os brevíssimos brilhos de luz azulada (luz Cherenkov) produzidos pelas cascatas de partículas subatômicas geradas na interação dos raios gama de energia muito alta com a atmosfera.

"Estamos diante de algumas forças extremas e estas observações mostram que nossas teorias não encaixam e que sabemos menos sobre os pulsares do que pensávamos", indica Henric Krawczynski, astrofísico e um dos autores do estudo.

O pulsar da Nebulosa do Caranguejo é o vestígio da explosão de uma supernova registrada na Terra em 1054.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

A NEBULOSA ÓMEGA




Novo telescópio super potente do Observatório Europeu do Sul divulga imagens em alta resolução da Nebulosa Ómega.

ESO

A NEBULOSA ESMERALDA




Telescópio Spitzer da Nasa registou a imagem desta brilhante nebulosa com cor de esmeralda. Astrônomos acreditam que anéis como este são esculpidos pela poderosa luz das gigantes estrelas "O". Estas são as estrelas mais massivas que se conhece. Chamada de RCW 120, a região de ar quente e poeira brilhante pode ser encontrada entre as nuvens escuras cercadas pela cauda da Constelação de Escorpião. O anel de poeira está crescendo em cores infravermelhas que não são captadas pelo olho humano, mas sim pelo telescópio. No centro do anel, há um par de estrelas gigantes cuja intensa luz ultravioleta tem esculpido bolhas.

AP /NASA

terça-feira, 23 de março de 2010

NEBULOSA DO DRAGÃO






Imagem captada pelo observatório europeu de La Silla, no Chile, mostra a nebulosa NGC 5189, cujo formato em "s" lembra um dragão. As áreas verdes e avermelhadas são os resquícios de uma estrela à beira da morte.

AFP/ESO

quarta-feira, 17 de março de 2010

NEBULOSA NGC 7380




Imagem feita pela sonda Wise, da Nasa, mostra o aglomerado de estrelas NGC 7380, a cerca de 7.000 anos-luz da Terra.

AFP/Nasa

terça-feira, 9 de março de 2010

O MORCEGO DE ORION




O brilho das estrelas jovens da NGC 1788 parece um morcego de asas abertas


Os observadores assíduos do céu estão familiarizados com a forma característica da constelação do Orion, o caçador. Mas pouco conheciam sobre a nebulosa NGC 1788, um tesouro escondido apenas a alguns graus de distância das estrelas brilhantes da cintura de Orion. Uma imagem mais detalhada dela acaba de ser divulgada pelo Observatório Europeu do Sul, no Chile.

NGC 1788 é uma nebulosa de reflexão, na qual o gás e poeira dispersam a radiação que vem de um pequeno enxame de estrelas jovens. O brilho toma a forma de um gigantesco morcego de asas abertas.

Nesta imagem são visíveis poucas estrelas pertencentes à nebulosa, uma vez que a maior parte delas se encontra obscurecida por casulos de poeira. A mais proeminente, chamada HD 293815, é visível como a estrela brilhante na parte superior da nuvem, logo acima do centro da imagem e da zona de poeira bastante escura que atravessa toda a nebulosa.

Embora à primeira vista NGC 1788 pareça uma nuvem isolada, observações revelaram que as estrelas brilhantes de grande massa, pertencentes ao vasto conjunto de grupos estelares de Orion, foram decisivas para modelar a nebulosa e estimular a formação de suas estrelas.

Essas estrelas de grande massa são também responsáveis pela ignição do hidrogênio gasoso nas partes da nebulosa que se encontram de frente para Orion, originando a borda vermelha quase vertical que se pode observar na metade esquerda da imagem.

Todas as estrelas desta região são extremamente jovens, com idades médias de apenas um milhão de anos, um mero piscar de olhos quando comparados com os 4.5 mil milhões de anos nosso Sol.

Analisando-as em detalhe, os astrônomos descobriram que estas estrelas “da pré-escola” se separam naturalmente em três classes diferentes: as ligeiramente mais velhas, situadas do lado esquerdo da borda vermelha, as relativamente jovens, à sua direita, e eventualmente as muito jovens, ainda bastante obscurecidas pelos casulos de poeira.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

NEBULOSA NGC 3603



Esta imagem mostra uma formação de nuvens cheias de gás, poeira e estrelas maciças recém-nascidas. A inserção revela no centro da nuvem um aglomerado de estrelas chamado NGC 3603

18 de fevereiro de 2010

Foto: Nasa/Divulgação

NEBULOSA DE ORION




A nebulosa de Orion é o objeto captado pelo mais novo telescópio do Observatório Europeu do Sul (ESO, da sigla em inglês), o Vista. O grande campo de visão do telescópio possibilita a observação da nebulosa em todo o seu esplendor, e sua visão infravermelha permite observar regiões de poeira que geralmente parecem invisíveis.

ESO/Vista

NEBULOSA NGC 3603




Imagem divulgada pelo Observatório Europeu Austral (ESO) mostra um berçário de estrelas ao redor da nebulosa NGC 3603. Trata-se de um dos mais luminosos e compactos aglomerados de estrelas jovens e massivas da Via Láctea.

Efe/ESO

domingo, 21 de fevereiro de 2010

A NEBULOSA DE PELICANO



A nebulosa Pelicano, também conhecida como IC 5067, está localizada na constelação Cisne.
25 de setembro de 2009
Foto: NASA/Divulgação

sábado, 12 de dezembro de 2009

NEBULOSA DE CHAMA





*















Imagens foram divulgadas pelo Observatório Austral Europeu.


Lentes infravermelhas deixam ver interior da constelação de Orion.

Imagem divulgada neste sábado (12/12/2009) pelo Observatório Austral Europeu mostra a primeira imagem feita pelo Vista (sigla em inglês para Telescópio Astronômica de Pesquisa Visível e em Infra-vermelho, localizado no deserto chileno do Atacama) da Nebulosa da Chama, uma massa de gás e poeira em forta de estrela na constelação de Orion e em seus arredores. Na luz normal, o centro do objeto está escondido atrás de grossas camadas de poeira, mas nesta imagem, feita com lentes infravermelhas, pode-se ver com mais clareza as jovens e quentes estrelas escondidas em seu interior. A câmera, com amplo campo de visão, também mostra o brilho da Nebulosa da Chama e a forma fantasmagórica da chamada Nebulosa da Cabeça do Cavalo. (Foto: AP)

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O RABO DO ESCORPIÃO


Estrelas massivas residem dentro de NGC-6357, um complexo de nebulosas de emissão em expansão a 8.000 anos-luz de distância, no rabo do Escorpião (Scorpius). De fato, posicionada logo abaixo do centro desta visão em close-up da NGC-6357, o aglomerado estelar Pismis 24 é composto de algumas das mais massivas estrelas conhecidas na galáxia, supergigantes com 100 vezes ou mais a massa solar. A região central brilhante da nebulosa contém também os pilares de poeira de uma nuvem molecular, escondendo proto-estrelas massiva dos olhares curiosos e inexistentes dos instrumentos óticos, os quais não conseguem ver através das nuvens obscurecidas. Formatos complexos na nebulosa foram criados por fortes ventos interestelares e radiação energética ionizante das jovens e recém formadas estrelas massivas. Este belo panorama da nebulosa NGC-6357 nos mostra uma região com 50 anos-luz de diâmetro.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A GARRA DO GATO


As nebulosas são famosas por serem associadas a formatos familiares. Assim é a vasta Nebulosa da Garra do Gato visível na constelação de SCORPIUS (Escorpião). A uma distância de 5.500 anos-luz, A garra do gato é uma nebulosa de emissão com uma coloração vermelha que se originou de uma abundância de átomos de hidrogênio ionizados. Também conhecida como a Nebulosa da Garra do Urso ou NGC-6334, possui estrelas jovens e brilhantes com massa quase 10 vezes a massa do Sol que nasceram por lá há poucos milhões de anos. Na imagem acima, a Nebulosa da Garra do Gato foi fotografada a partir do telescópio de 4 – metros Blanco no Chile por T.A.Rector (Universidade do Alasca) e T. Abbott, NOAO, AURA, NSF.





quinta-feira, 24 de setembro de 2009

NEBULOSA TRÍFIDA


Uma beleza indescritível pode ser encontrada na Nebulosa Trífida. Também conhecida como M21, esta nebulosa fotogênica está visível através de bons binóculos na direção da constelação de Sagittarius. Os processos energéticos de formação estelar criam não apenas as belas cores mais também o caos. O gás brilhante em vermelho resulta da luz estelar irradiando o gás hidrogênio. Os filamentos de poeira cósmica escura que enlaçam a M20 foram criados a partir das camadas externas expulsas de frias estrelas gigantes vermelhas e dos escombros de explosões de supernovas. Quais são as estrelas brilhantes que iluminam a nebulosa de reflexão azul é ainda um assunto que está sob investigação. A luz da M20 que vemos hoje a deixou cerca de 3.000 anos atrás, embora a distância exata permaneça desconhecida. Sabemos, no entanto, que a luz leva 50 anos para cruzar a nebulosa M20.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

NEBULOSA DE MARIPOSA





















Fotografia tirada em 27 de julho e cedida hoje pela Nasa mostra uma estrela moribunda, com massa cinco vezes superior à do sol, rodeada por gases de 19.982 graus centigrados. A nebulosa chamada de Mariposa foi captada pela nova câmara do telescópio espacial Hubble Nasa/Divulgação

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

OS PORTAIS DA CRIAÇÃO





















As estrelas nascem em regiões do espaço onde existe uma grande quantidade de gases e poeira. O universo é quase todo vazio mas, aqui e acolá, existem amplas regiões onde a poeira cósmica se acumula. A foto a baixo mostra uma dessas regiões vista pelo telescópio Hubble, a Nebulosa Águia. Esse é um típico berçário de estrelas.