quinta-feira, 4 de junho de 2015
LUAS DE PLUTÃO
03/06/2015
Luas de Plutão trazem mistérios que ainda não conseguiram ser explicados
Mark Showalter/JPL/NASA, SETI Institute via AP
Ilustração fornecida pelo Instituto SETI, da Nasa (agência espacial norte-americana) representa Plutão e suas cinco luas de uma perspectiva oposta ao Sol. A imagem foi adaptada de uma ilustração para a missão Voyager I a fim de chamar atenção para as semelhanças entre os sistemas de Plutão e Júpiter
As luas que orbitam em torno do planeta anão Plutão no nosso sistema solar podem se comportar como "adolescentes teimosas" com movimentos caóticos - de acordo com pesquisadores que analisaram imagens do telescópio Hubble.
Ao longo dos últimos dez anos, o Hubble descobriu quatro luas minúsculas - Styx, Nix, Kerberos e Hydra - em órbita ao redor de Plutão e Caronte.
Plutão e Caronte formam um sistema binário de planetas: dois corpos, semelhantes em tamanho, orbitando em torno de seu centro de gravidade comum. As quatro pequenas luas estão orbitando ao redor da dupla Plutão-Caronte.
Com o apoio de fotografias, os pesquisadores analisaram o brilho destes pequenos planetas. "Nix e Hydra parecem ter uma superfície brilhante como Caronte, enquanto Kerberos é muito mais escura, levantando questões sobre a forma como o sistema plutoniano foi formado", observa o estudo publicado nesta quarta-feira na revista Nature.
"Supunha-se que, no passado distante, um meteorito tenha batido em Plutão e suas luas se formaram a partir da nuvem de detritos (como o sistema Terra-Lua)", explicou à AFP Mark Showalter, do Instituto SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence) na Califórnia e co-autor do estudo.
"Nós esperávamos que luas fossem iguais. Agora sabemos que não é o caso", disse o cientista.
"A formação do sistema de Plutão continua sendo um mistério, mas nós conseguimos fazer algumas descobertas a caminho de mais esclarecimentos", resumiu Mark Showalter. "Nós somos um pouco como arqueólogos que acabam de escavar alguns pedaços de cerâmica antigos, mas que não sabem como juntá-los", explica o pesquisador.
Os resultados sugerem igualmente que as órbitas de três luas - Styx, Nix e Hydra - estão presas umas as outras.
O fenômeno lembra o sistema que liga as luas Io, Europa e Ganimedes a Júpiter. Io realiza quatro revoluções ao redor de Júpiter enquanto que Europa faz duas e Ganimedes uma só.
O estudo mostra que a estes movimentos orbitais surpreendentemente previsíveis e estáveis, estão somados outros movimentos de rotação de luas mais aleatórias, por vezes até caóticas. "As luas de Plutão são como adolescentes teimosos que se recusam a seguir as regras", brinca Douglas Hamilton da Universidade de Maryland, co-autor do estudo.
Mesmo que os novos dados não permitam desvendar o mistério da criação de Plutão e suas luas, pelo menos agora "qualquer pessoa que apresentar com uma nova explicação deverá levar em conta estas observações", conclui Mark Showalter.
sexta-feira, 13 de março de 2015
OCEANO EM GANÍMEDES
Nasa confirma oceano em Lua de Júpiter
12/03/2015
Cientistas que utilizam o Telescópio Espacial Hubble confirmaram que a lua Ganímedes, na órbita de Júpiter, possui um oceano por baixo de uma crosta superficial de gelo, elevando a probabilidade da presença de vida, afirmou a Nasa nesta quinta-feira (12).
A descoberta resolve um mistério relacionado à maior Lua do sistema solar após a nave Galileo, já aposentada, ter fornecido pistas sobre a existência de um oceano abaixo da superfície de Ganímedes enquanto cumpria uma missão exploratória ao redor de Júpiter e de suas luas, entre 1995 e 2003.
Assim como a Terra, Ganímedes possui um núcleo de ferro fundido que gera um campo magnético, embora o campo magnético de Ganímedes seja amalgamado ao campo magnético de Júpiter. Isso dá origem a uma interessante dinâmica visual, com a formação de duas faixas de auroras brilhantes nos pólos norte e sul de Ganímedes.
O campo magnético de Júpiter se altera com sua rotação, agitando as auroras de Ganímedes. Cientistas mediram tais movimentos e descobriram que os efeitos visuais se mostravam mais restritos do que deveriam.
Usando modelos gerados por computador, eles chegaram à conclusão de que um oceano salgado, capaz, portanto, de conduzir eletricidade, abaixo da superfície da Lua se contrapunha à atração magnética de Júpiter.
"Júpiter é como um farol cujo campo magnético muda conforme a rotação do farol. Isso influencia a aurora", explicou o geofísico Joachim Saur, da Universidade de Colônia, na Alemanha. "Com o oceano, a agitação fica significativamente reduzida."
Os cientistas testaram mais de 100 modelos computadorizados para observar se qualquer outro elemento poderia ter impacto sobre a aurora de Ganímedes. Eles também reprocessaram sete horas de observações ultravioletas do Hubble e analisaram dados sobre ambos os cinturões de aurora da Lua.
O diretor da Divisão de Ciência Planetária da Nasa, Jim Green, classificou a descoberta como "uma demonstração surpreendente".
"Eles desenvolveram uma nova abordagem para se observar a parte interna de um corpo planetário com um telescópio", disse Green.
Ganímedes se junta agora a uma crescente lista de luas localizadas nas partes mais afastadas do sistema solar que possuem uma camada de água abaixo da superfície.
Na quarta-feira (11), cientistas disseram que a lua de Saturno, Encélado, possui correntes quentes de água abaixo de sua superfície gélida. Entre outros corpos ricos em água estão Europa e Callisto, também luas de Júpiter.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
MIMAS ... SATURNO
Nasa divulga imagem de lua de Saturno e do planeta
29 de outubro de 2012
Lua Mimas aparece como um pequeno ponto branco no alto da imagem
Foto: Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute/Divulgação
A Nasa - a agência espacial americana - divulgou nesta segunda-feira uma imagem de Saturno e da lua Mimas feita pela sonda Cassini. O satélite natural aparece apenas como um pequeno ponto branco na parte superior da imagem. Mimas tem 396 km, contra mais de 100 mil km de diâmetro do planeta gigante gasoso.
O registro divulgado nesta segunda-feira foi feito em 20 de agosto com um filtro sensível a comprimentos de onda do infravermelho próximo. A Cassini estava a 2,4 milhões de km de Saturno quando fez a imagem. A missão é uma parceria entre Nasa e agências espaciais Europeia (ESA, na sigla em inglês) e Italiana.
DICA:
CLIQUE NA IMAGEM E OBSERVE
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
A LUA AMALTEIA, O OBJETO MAIS VERMELHO DO SISTEMA SOLAR
Concepção artística mostra passagem da sonda Galileu por Amalteia. No detalhe, uma imagem da lua feita pela sonda. Foto: Michael Carroll/Nasa/Divulgação
Descoberta do objeto mais vermelho do Sistema Solar faz 120 anos
09 de setembro de 2012
O objeto mais vermelho do Sistema Solar - talvez seja assim que a lua Amalteia, de Júpiter, mais se destaque. Ela segue abaixo da órbita de Io (um dos quatro maiores satélites do planeta), assim como Métis, Adrasteia e Tebe, mas é a maior desse grupo. Edward Emerson Barnard quem descobriu Amalteia, no dia 9 de setembro de 1892.
Segundo a Universidade Livre de Bruxelas, acredita-se que a cor vermelha de Amalteia é resultado do enxofre expelido pelos inúmeros vulcões de Io. Observações feitas com o espectrômetro (instrumento que mede o espectro eletromagnético de um objeto) do Hubble confirmam grande presença do enxofre que deixa Amalteia tão vermelha.
Outra curiosidade sobre esse satélite natural é que ele emite mais calor do que recebe do Sol. Há duas hipóteses para isso: a energia que ele recebe do poderoso campo magnético de Júpiter ou efeito do campo gravitacional do planeta gasoso.
Assim como Tebe, completa uma rotação ao redor do seu eixo quando completa uma volta ao redor de Júpiter, o que significa que mostra sempre a mesma face para o planeta, do qual está distante 181.400 km. Para se ter ideia, a distância da Lua para a Terra é de 384 mil km. Essa proximidade de um planeta deveria fazer com que Almateia fosse destruída pela gravidade. Isso não ocorre por causa de seu tamanho pequeno (apenas 19 vezes menor que Io, ou 83,45 km).
Por outro lado, os astrônomos calculam que o fim de Almateia será digno de uma tragédia grega: ela está tão próxima de Júpiter que está destinada a cair e ser morta por seu planeta. Na mitologia grega, Amalteia era uma ninfa que cuidou de Zeus quando o deus era criança.
terça-feira, 31 de julho de 2012
LUAS DE SATURNO
Luas de Saturno aparecem 'juntas' em imagem obtida por sonda da Nasa
Satélite Mimas aparece à espreita de Dione em registro feito pela Cassini.
Planeta conhecido por seus anéis tem pelo menos 60 luas já estudadas.
31/07/2012
A sonda Cassini, da agência espacial americana (Nasa), obteve uma imagem impressionante de duas luas de Saturno "sobrepostas". O satélite Mimas aparece à espreita de Dione, que está em primeiro plano. Os anéis do planeta podem ser vistos no canto superior direito.
Saturno Mimas e Dione (Foto: Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute)Luas Dione e Mimas (menor) são vistas por sonda da Nasa (Foto: Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute)
Mimas tem 396 quilômetros de diâmetro e Dione, 1.123. Na foto, a parte visível da lua maior está do lado oposto de Saturno.
A imagem foi obtida em luz visível no dia 12 de dezembro de 2011. Na época, a Cassini se encontrava a 606 mil quilômetros de distância de Mimas e a 91 mil quilômetros de Dione.
Em julho, a Nasa divulgou a imagem de outra lua de Saturno, Encélado, após fazer uma análise detalhada de Titã, o maior satélite do planeta – que tem pelo menos 60 já conhecidos e nomeados orbitando ao redor de si.
terça-feira, 10 de abril de 2012
TITÃ
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
DIONE & TITÃ

Sonda da Nasa faz sua maior aproximação a lua de Saturno
Cassini estará a apenas 99 km da superfície de Dione nesta segunda (12).
No dia seguinte, nave vai examinar Titã, maior lua de Saturno.
11/12/2011
A sonda Cassini, da Nasa , vai examinar de perto duas luas de Saturno nos próximos dias. Nesta segunda (12), ela vai estar a apenas 99 quilômetros da superfície de Dione, maior aproximação já feita a esse corpo celeste. No dia seguinte, ela estará a 3,6 mil quilômetros de Titã, a maior dos 18 satélites naturais do planeta.
saiba mais
A nave foi lançada em 1997 para estudar a composição das luas de Saturno. Em Dione, seus instrumentos vão fornecer informações sobre a estrutura geológica do corpo celeste. Além disso, vai confirmar ou não se essa lua tem uma atmosfera rarefeita, como os cientistas acreditam.
Em Titã, cuja atmosfera é formada principalmente por nitrogênio, a sonda vai medir o comportamento dos ventos no polo norte do satélite na transição da primavera para o verão no local. Os cientistas também procuram por névoas.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
IO, A LUA VULCÂNICA DE JÚPITER

A montagem divulgada pela Nasa (agência espacial americana) foi feita com imagens de uma missão para Júpiter e mostra o planeta e a lua vulcânica. A imagem mostra uma erupção na Lua, na parte Norte do satélite, e as lavas podem ser vistas pela iluminação da luz do Sol em vermelho. Como a imagem foi obtida por infravermelho, é possível ver a variação das nuvens em Júpiter. Em azul, há nuvens de maior altitude e em vermelho as mais profundas do planeta.
HO/AFP
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
SATURNO NÃO ESTÁ NA FOTO

Sonda Cassini da Nasa captura imagem das cinco luas de Saturno juntas.
A primeira da esquerda é Janus, seguida de Pandora. Enceladus, a mais brilhante, aparece bem no centro. A segunda maior lua do planeta, Rhea, está segmentada na imagem. Uma menor, Mimas, se encontra ao lado dela.
Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
FOBOS-GRUNT

Com US$ 161 milhões, Rússia lançará nave a Marte em novembro
22 de setembro de 2011
Um dos módulos da nave russa aterrissaria na lua marciana Fobos
Foto: Nasa/Divulgação
A Rússia anunciou nesta quinta-feira que gastará US$ 161 milhões no projeto de lançamento a Marte da nave "Fobos-Grunt" em novembro, que deve instalar uma estação automática em um satélite do planeta vermelho. "Se dividirmos esta despesa entre a população russa, cada cidadão teria que pagar US$ 0,10 por ano durante dez anos. Não é muito", garantiu Victor Jartov, designer-chefe da Associação de Produção Científica Lavochkin, segundo agências de notícias russas.
Se o projeto tivesse sido elaborado pela Agência Espacial Europeia ou pela Nasa, custaria de 300 a 400 milhões de euros, afirmou Lev Zeleni, diretor do Instituto de Estudos Espaciais da Rússia. Jartov afirmou que cerca de 10 mil pessoas participaram do projeto, e mais de 30 farão parte da tripulação após o lançamento da nave.
Todos os módulos da estação são novos, e nunca foram utilizados antes, informou o designer-chefe. Um dos módulos da nave russa aterrissaria em Fobos, a lua marciana, que, segundo alguns cientistas, foi um asteroide atraído pela força da gravidade de Marte. O projetista Maxim Martinov lembrou que o voo da nave espacial para Marte durará 11 meses, e o retorno à Terra, de 9 a 11 meses.
Na lua marciana funcionaria durante longo tempo uma estação automática que pesquisaria o espaço próximo e o clima do planeta. O projeto "Fobos-Grunt" possibilitará testes das principais tecnologias das futuras expedições a Marte, como situações de falta de gravidade e, principalmente, a operação de aterrissagem.
As amostras que forem analisadas deverão servir para compreender como os planetas do sistema solar foram formados. Recentemente, a Roscosmos (Agência Espacial Russa) e a Agência Espacial Europeia assinaram um acordo para utilizar os centros europeus de acompanhamento para guiar a Fobos-Grunt.
terça-feira, 28 de junho de 2011
FACES DA LUA

Nasa divulgou recentes imagens da superfície da Lua. São três visões complementares do lado mais próximo da Lua: os contornos da paisagem ou topografia (à esquerda), juntamente com novos mapas dos valores superfície inclinada (meio) e da rugosidade da topografia (direita). Todas as três visões estão centradas na cratera de impacto relativamente recente Tycho, com a bacia Oriental, no lado esquerdo. A magnitude de encosta indica a inclinação do terreno, enquanto a rugosidade indica a presença de grandes blocos, sendo que ambos são importantes para se entender a superfície do satélite.
Nasa/Goddard/Massachusetts Institute of Technology
HELENA, A LUA GELADA DE SATURNO

Cassini divulga imagens de lua gelada de Saturno, Helena
Esta imagem não processada da lua gelada de Saturno, Helena, foi tirada pela sonda Cassini da Nasa em 18 de junho e recebida em 20 de junho na Terra. A sonda completou com sucesso seu segundo encontro mais próximo com o satélite de Saturno, ficando a 6.968 quilômetros da superfície do pequeno astro.
NASA/JPL/Space Science Institute
Cassini passou pelo lado da noite de Helena para o lado iluminado da lua de Saturno. Ela capturou imagens do lado voltado para o planeta iluminado pela luz do Sol, uma região que só recebeu luz refletida de Saturno na última aproximação da sinda em março de 2010. Estas imagens irão permitir que os cientistas criem um mapa global de Helena, para assim entender melhor a história dos impactos na lua.
NASA/JPL/Space Science Institute
sexta-feira, 3 de junho de 2011
IO, LAVA NA LUA DE JÚPITER

Nasa confirma lava em uma lua de Júpiter
13/05/2011
SABINE RIGHETTI
DE SÃO PAULO
Confirmado: a Terra não está sozinha no Sistema Solar quando o assunto são erupções vulcânicas de magma em superfícies rochosas.
Dados da sonda Galileo, da Nasa (agência epacial americana), deixam claro que existe um "oceano" de magma por baixo das rochas de Io, uma das luas de Júpiter, e a quantidade de material liquefeito não é pouca.
Essa lua libera cerca de cem vezes mais magma do que todos os vulcões da Terra. Com isso, o manto magmático de Io, estimam os cientistas, alcançaria mais de 50 quilômetros de espessura --ou o mesmo que cerca de 10% de seu volume. A temperatura estimada do manto é de cerca de 1.200 graus Celsius.
O achado, publicado na última edição da revista americana "Science", deriva do trabalho de pesquisadores de três universidades dos EUA.
"Estamos animados porque finalmente conseguimos explicar algumas das informações obtidas pela Galileo", disse Krishan Khurana, da UCLA (Universidade da Califórnia, em Los Angeles).
Nasa
Lua Io de Júpiter, onde pesquisadores da agência espacial dos EUA encontraram erupções vulcânicas de magma
Lua Io de Júpiter, onde pesquisadores da agência espacial dos EUA encontraram erupções vulcânicas de magma
A sonda Voyager, da Nasa, já havia indicado a possibilidade da presença de vulcões em Io em 1979.
Desde então, de acordo com Khurana, os cientistas acreditavam que a lua tivesse erupções com lava (basicamente magma que sai para a superfície). Mas a hipótese ainda não estava completamente confirmada.
ELETRICIDADE
Como a instalação de aparelhos na superfície dessa lua seria inviável, as erupções foram percebidas por um sinal eletromagnético que o interior de Io emite conforme a movimentação do magma.
Esse sinal é percebido porque, quando derretidas, as rochas de Io (assim como outras) são capazes de transmitir eletricidade.
Isso já tinha sido levantado por trabalhos recentes na física dos minerais. Um grupo de rochas, conhecidas como "ultramáficas", possui essa propriedade. Alguns exemplos desse tipo de rocha são encontrados aqui na Terra, na Suécia.
Mas, no caso de Io, o magma é ainda mais potente. "Nessa lua, ele é milhões de vezes melhor na condução de eletricidade do que as rochas da Terra", diz Khurana.
O sensor da Galileo mostrou ainda que o campo magnético de Júpiter continuamente rebate os sinais das rochas derretidas nessa lua. E é esse sinal ricocheteado que o sensor "enxergava".
Diferentemente do que acontece na Terra, os vulcões de Io ficam espalhados por toda a sua superfície. Por aqui, a concentração vulcânica é maior perto do oceano Pacífico. Mas os cientistas acreditam que a Terra e Io tenham magma de origem similar.
Agora, na próxima fase, os cientistas vão projetar alguns modelos de interação entre o campo magnético de Júpiter e o da lua "vulcânica".
SONDA ORBITOU PLANETA DE 1995 a 2003
A sonda Galileo, que leva o nome do astrônomo italiano que descobriu a lua Io no século 17 (o célebre Galileu Galilei), foi lançada em 1989. A nave robótica começou a orbitar Júpiter em 1995. No final de 1999, a sonda começou a receber sinais magnéticos de Io.
Depois de uma longa e brilhante carreira científica, a Galileo foi intencionalmente destruída ao entrar na atmosfera de Júpiter em 2003. A intenção do "suicídio" foi proteger de contaminação o oceano de Europa, outra lua de Júpiter.
segunda-feira, 14 de março de 2011
NÃO CONSEGUI ACHAR PANDORA

Imagem fornecida pela Nasa mostra a maior lua de Saturno, Titã (no centro), com mais de 5.000 km de diâmetro. A lua Encélado, com apenas 500 km de diâmetro, aparece como um ponto abaixo dos anéis do planeta. A minúscula Pandora, com 81 km, está praticamente invisível no canto da esquerda AFP/Nasa/JPL
sexta-feira, 9 de abril de 2010
A ATMOSFERA DE TRITÃO

07/04/2010
Telescópio europeu revela novas informações sobre lua de NetunoDa Redação
Concepção artística de Tritão, uma das luas de Netuno; veja no álbum do mês
Com ajuda do telescópio do Observatório Europeu do Sul (ESO), astrônomos conseguiram analisar pela primeira vez o infravermelho da atmosfera de Tritão, satélite de Netuno, corpo celeste 30 vezes mais afastado do Sol do que a Terra.
“Descobrimos evidências concretas de que o Sol marca a sua presença em Tritão, mesmo encontrando-se a tão grande distância. Esta lua gelada tem estações como a Terra, mas elas variam muito mais lentamente,” diz Emmanuel Lellouch, autor principal de artigo científico na revista Astronomy & Astrophysics.
A temperatura média da superfície de Tritão ronda os - 235º Celsius. Segundo os cientistas descobriram, atualmente é verão no hemisfério sul do satélite. As estações duram pouco mais de 40 anos.
Baseando-se na quantidade de gás medido, Lelouch e colegas estimam que a pressão atmosférica de Tritão aumentou em relação às medições feitas pela sonda Voyager 2 em 1989, quando ainda era primavera no satélite gigante. A pressão atmosférica de Tritão encontra-se agora entre os 40 e os 65 microbars - 20.000 menor do que a da Terra.
Já se sabia da existência de monóxido de carbono na superfície de Tritão sob a forma de gelo, mas Lellouch e a sua equipe descobriram que a camada mais superficial se encontra enriquecida por gelo de monóxido de carbono em quantidade dez vezes maior que a das camadas mais profundas.
Embora a maior parte da atmosfera de Tritão seja composta por nitrogênio (tal como na Terra), o metano na atmosfera, primeiramente detectado pela Voyager 2 e só agora confirmado por este estudo feito a partir da Terra, desempenha igualmente um papel importante. “O clima e os modelos atmosféricos de Tritão terão que ser revistos, agora que descobrimos monóxido de carbono e tornamos a medir o metano,” diz a coautora Catherine de Bergh.
Dos 13 satélites de Netuno, Tritão é claramente o maior, com 2700 quilômetros de diâmetro (cerca de três quartos da Lua), sendo o sétimo maior satélite de todo o Sistema Solar.
Desde a sua descoberta em 1846, Tritão tem fascinado os astrônomos devido à sua atividade geológica, às muito diferentes superfícies de gelos, tais como o nitrogênio gelado, a água e o gelo seco (dióxido de carbono gelado), e ao seu movimento retrógrado.
Observar a atmosfera de Tritão não é fácil, por causa de sua distância. Nos anos de 1980, os astrônomos pensavam que a atmosfera deste satélite de Netuno devia ser tão espessa como a de Marte (7 milibars). Só quando a sonda Voyager 2 passou pelo planeta em 1989 é que a atmosfera de nitrogênio e metano, com uma pressão atual de 14 microbars, 70.000 vezes menos densa que a da Terra, pôde ser medida. Desde então, as observações a partir do solo têm sido escassas.
Plutão, considerado muitas vezes como o primo de Tritão, tem condições similares e, por isso, a descoberta de monóxido de carbono em Tritão é importante. Este é apenas o primeiro passo para que os astrônomos compreendam a física dos corpos distantes do Sistema Solar.
terça-feira, 23 de março de 2010
O MAR DE METANO DE TITÃ

Imagem mostra o primeiro raio de sol refletido em lago na lua Titã, de Saturno, em registro da sonda Cassini em julho DE 2009. Astrônomos alemães descobriram um mar maior que o Cáspio nessa lua, com 400 mil quilômetros quadrados. Batizado como "Krake Mare", ele não é composto de água, mas de metano líquido ou de outro tipo de hidrocarboneto
Efe
Astrônomos alemães descobriram na lua Titã, que orbita em torno do planeta Saturno, um gigantesco mar, superior ao Cáspio, considerado o maior mar interno da Terra.
O Centro Alemão Aeroespacial (DLR) anunciou que o mar de Titã, descoberto por membros do instituto de estudos planetários de Berlim do DLR, tem uma superfície de até 400 mil quilômetros quadrados.
Batizado como "Krake Mare", o mar descoberto no satélite de Saturno não é composto de água, mas de metano líquido ou de outro tipo de hidrocarboneto.
O mar está no polo norte de Titã e sua descoberta foi possível pelas imagens obtidas com a sonda americana "Cassini" do satélite de Saturno. Um espectômetro de mapeamento visual e infravermelho (VIMS, na sigla em inglês) permitiu ver um brilho, similar ao reflexo do sol sobre o mar.
A novidade astronômica será apresentada amanhã na convenção anual da União Americana de Geofísica (AGU, na sigla em inglês) em San Francisco, ocorreu um ano após a descoberta de um mar de etano líquido no polo sul de Titã.
Com um diâmetro de 5,150 mil quilômetros, Titã é o segundo maior satélite de nosso sistema solar - depois de Ganimedes, que orbita em torno de Júpiter - e o único que conta com uma densa atmosfera.
Por causa de sua atmosfera carregada de nitrogênio, Titã é um satélite considerado interessante, já que se parece com o antigo estado da Terra.
Os cientistas alemães entendem que na natureza só pode brilhar assim uma superfície líquida.
O nome do mar, "Krake Mare", tem origem em um monstro marinho das sagas nórdicas, um polvo ou lula gigante que atacava os navios e devorava os marinheiros.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
JÁPETO - LUA DE SATURNO

24/12/2009
Solucionado um mistério de dois tons que orbita Saturno
The New York Times
A estranha característica – um de seus lados é aproximadamente 10 vezes mais claro que o outro – tem sido um mistério desde que a lua foi observada pela primeira vez por Giovanni Cassini, em 1671. Em dois artigos publicados online pela Science, pesquisadores solucionaram o enigma, usando imagens e dados de instrumentos a bordo da nave espacial chamada de Cassini.
Os estudos confirmam uma ideia anterior de que poeira, mais provavelmente vinda de alguma outra lua de Saturno, cai sobre o lado da frente de Jápeto à medida que ela orbita o planeta.
"É exatamente como um motociclista, que só acerta os insetos no lado da frente do capacete", disse Tillmann Denk, da Universidade Livre de Berlim, autor de um dos artigos junto a John R. Spencer, do Southwest Research Institute, e autor principal do outro.
Porém, o padrão dos traços da superfície – a área escura se estende ao lado de trás no equador, por exemplo – não é totalmente explicado pela deposição de poeira. Em vez disso, segundo os pesquisadores, o motivo tem muito a ver com a rotação da lua sobre seu eixo, que leva 80 dias terrestres.
Uma rotação tão lenta (o "meio-dia" dura duas semanas) permite que o distante Sol aqueça as áreas mais escuras, cobertas de poeira, o bastante para que o gelo de água se transforme em vapor.
O vapor migra para outro lugar qualquer, voltando a congelar quando atinge áreas mais frias. As regiões que perderam o gelo ficam mais escuras, e as que ganharam gelo ficam mais claras.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
A CRATERA GIORDANO BRUNO

As crônicas medievais do monge Gervase de Canterbury relatam a observação de um fenômeno astronômico espetacular: em 18 de junho de 1178 d.C., cerca de uma hora após o pôr-do-sol, cinco testemunhas viram a ponta superior da Lua crescente se partir subitamente em duas. "Do ponto intermediário dessa divisão", conta o monge, "elevou-se uma tocha flamejante que cuspia (...) fogo, carvão quente e faíscas (...). A Lua se contorcia e palpitava como uma serpente ferida."
A cratera lunar Giordano Bruno ; mancha branca no alto à esquerda; pode ter sido originada por um fenômeno visto por observadores medievais. Em 1976, um geólogo propôs uma explicação para o fenômeno: os observadores medievais haviam relatado o impacto de um imenso meteoro (de um a três quilômetros de largura) com a Lua. O objeto teria dado origem a uma cratera de 22 quilômetros de diâmetro, hoje conhecida como Giordano Bruno. A hipótese, sustentada pela localização e idade aproximada da cratera (a mais jovem na Lua com as suas dimensões), foi bem aceita no meio científico.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
O CLIMA EM TITÃ

segunda-feira, 17 de agosto de 2009
A LUA CADA VEZ MAIS DISTANTE

13/08/2009 - 23h36
Problemas financeiros põem em risco retorno do homem à Lua
Washington, 13 ago (EFE). Os problemas financeiros da Nasa (agência espacial americana) põem em dúvida o plano para o retorno do homem à Lua, segundo uma comissão designada pelo presidente Barack Obama para revisar o programa de voos ao espaço, informou hoje o diário "The Washington Post" na internet.A Nasa não tem dinheiro suficiente para concretizar o plano de levar astronautas à Lua até 2020. Fora isso, o satélite natural da Terra não deveria ser o objetivo central da exploração espacial tripulada, segundo as conclusões do grupo.Há três anos, a Nasa vem sofrendo problemas de orçamento e, além de reduzir pessoal, teve que aumentar as formas de economizar nos seus diversos projetos.Em 2004, o então presidente George W. Bush anunciou sua "Visão para a Prospecção Espacial", que incluía o retorno do homem à Lua na década de 2020, assim como a preparação de viagens tripuladas a Marte nas décadas seguintes.No entanto, a Comissão de Planos para Viagens Espaciais Tripuladas, liderada pelo executivo Norman Agustine, acredita que um plano do tipo envolveria abandonar a Estação Espacial Internacional (ISS).Segundo ele, se isso acontecesse a ISS seria arrastada pela força da gravidade da Terra até cair no Pacífico sul em 2016, como noticia o diário.A ISS é um projeto internacional concebido a um custo de uns US$ 100 bilhões. Espera-se que esteja terminada no final do próximo ano ou no começo de 2011.Os membros da comissão se reunirão nesta sexta-feira com funcionários da Casa Branca e prepararão um relatório final sobre as conclusões no final do mês.O diário indicou que, embora na lista de opções colocadas pela comissão esteja a criação de uma base na Lua, o grupo se inclinaria mais pela alternativa chamada "Espaço profundo", que consistiria em enviar astronautas em viagens além da órbita terrestre, mas não levá-los a outros mundos.A estratégia envolveria a viagem de naves tripuladas a asteroides próximos à Terra e que estão além da magnetosfera de nosso planeta.Eles poderiam, por exemplo, viajar para Fobos, uma pequena lua de Marte onde uma nave tripulada poderia se acoplar de forma similar ao encontro entre ônibus espaciais e a ISS.Segundo a análise da comissão citada pelo diário, a Lua seria uma possível plataforma, mas não o objetivo da prospecção espacial.Por outro lado, aponta, levar astronautas à superfície de Marte e trazê-los de volta à Terra seria onerosamente proibitivo.Segundo a ex-astronauta Sally Ride, o rombo orçamentário da Nasa chegaria a US$ 50 bilhões até 2020.Se a vida da estação espacial se estendesse por outros cinco anos, o atual orçamento permitiria terminar a construção de um foguete lunar somente em 2028 e isso teria que ser feito sem destinar recursos para desenvolver os componentes de uma base lunar, indicou Ride."Se estamos dispostos a esperar até 2028, haverá um veículo de transporte pesado, mas não terá nada para transportar. Não se pode concretizar o programa com este orçamento", explicou.Tanto durante sua campanha presidencial como durante seus primeiros meses na Casa Branca, Obama deu apoio aos planos para o retorno do homem à Lua.Segundo o jornal, no entanto, sua decisão de criar a comissão é um indício de que existem dúvidas.
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