Descoberto cometa "único" que fornece pistas sobre origem do Sistema Solar
29/04/2016
COMETA DA ÉPOCA DA FORMAÇÃO DA TERRA - Astronautas descobriram um objeto rochoso único que parece ser feito de matéria do Sistema Solar, e que seria do período da formação da Terra. Se comprovada sua origem, esse antigo cometa sem cauda pode fornecer importantes pistas de como o Sistema Solar se formou. De acordo com os cientistas da ESO (Observatório Europeu do Sul), o objeto deve ter feito parte de um planeta rochoso, como a Terra, mas foi expelido para fora do sistema e ficou preservado por ter sido congelado durante milhares de anos na Nuvem de Oort. Essa nuvem rodeia o Sistema Solar, como uma bolha, e acreditam que há entre um e cem bilhões de cometas congelados na região
O ESO (Observatório Europeu do Sul) anunciou nesta sexta-feira (29) a descoberta de um cometa "único" que está congelado há bilhões de anos, e por isso sua composição poderia fornecer pistas sobre a origem do Sistema Solar.
O cometa denominado C/2014 S3 (PANSTARRS) se formou no interior do Sistema Solar, junto com a Terra, mas foi expulso em uma fase muito antecipada para além de Netuno, onde permaneceu "profundamente congelado" na denominada Nuvem de Oort.
"Este é o primeiro asteroide 'em estado cru' que conseguimos observar: foi conservado no melhor congelador que existe", afirmou Karen Meech, responsável pela pesquisa e membro do Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí.
A cientista explica em artigo publicado na revista especializada Science Advances que captaram pela primeira vez sua existência através do telescópio Pan-STARRS1.
O objeto chamou a atenção da pesquisadora, por não ter a típica cauda longa própria dos cometas que traçam maiores órbitas (a atual deste cometa é de 860 anos) quando começam a se aproximar do Sol.
Pela falta desta característica, os astrônomos decidiram então batizar o objeto de Manx, em referência a uma raça de gatos sem cauda.
Posteriormente, graças ao uso do telescópio VLT - instalado no Chile -, descobriram que o C/2014 S3 era rochoso, em vez de gelado, outra característica "incomum" para um cometa situado nos confins do Sistema Solar.
A composição descoberta no corpo único estudado é típica dos cometas do cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter, os chamados de tipo S, o que, de acordo com os especialistas, indica que está em uma órbita próxima ao Sol há relativamente pouco tempo.
Uma análise mais detalhada da luz refletida por este cometa mostrou que seus componentes, graças às baixas temperaturas, sofreram muito pouco processamento e oferecem uma janela para a origem do Sistema Solar.
"Descobrimos o primeiro cometa rochoso e estamos procurando outros", explicou Olivier Hainaut, coautor do estudo, que espera encontrar mais cometas parecidos para conhecer melhor como o Sistema Solar foi se formando.
"Dependendo de quantos encontremos, saberemos se os planetas gigantes dançaram por todo o Sistema Solar quando eram jovens, ou se cresceram tranquilamente sem se movimentar muito", afirmou Hainaut.
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segunda-feira, 2 de maio de 2016
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
SALVANDO O PLANETA
Sonda europeia observa impacto de sonda americana em asteroide (Foto: ESA)Sonda europeia AIM observa impacto de sonda americana Dart com o asteroide Didymoon (Ilustração: ESA)
01/10/2015
Nasa e ESA detalham missão para tentar desviar rota de asteroide
Sonda americana terá colisão a 22.500 km/h, observada por sonda europeia.
Ideia é estudar objeto e testar técnica que salvaria Terra de eventual impacto.
Se astrônomos descobrirem um grande asteroide em rota de colisão com a Terra, seria possível fazer algo para detê-lo? Cientistas da Nasa e da ESA, agências espaciais americana e europeia, revelaram ontem detalhes de como deve ser uma missão conjunta para tentar responder a essa pergunta. A ideia é tentar desviar um asteroide de verdade como teste.
O alvo da missão já foi escolhido. É um sistema binário composto de um asteroide maior, Didymos, de 750 metros de comprimento e outro que o orbita, Didymoon, com 160 metros. A ideia é que os americanos enviem uma sonda-projétil para colidir com Didymoon, enquanto os europeus operariam uma sonda-observadora no local para registrar e estudar os efeitos do impacto.
O plano geral da missão, batizada de Aida (Avaliação de Impacto e Desvio de Asteroide), foi revelado nesta quarta-feira (30) no Congresso Europeu de Ciência Planetária. A ideia é que as sondas sejam lançadas em 2020 e 2021 e cheguem a seu alvo em 2022. A estimativa de orçamento do projeto ainda não foi anunciada.
A sonda europeia, batizada de AIM (Missão de Impacto de Asteroide), vai usar instrumentos para mapear e estudar Didymos, além de lançar pequenos satélites e um módulo de aterrissagem no asteroide grande. A sonda americana, Dart (sigla para Teste de Redirecionamento de Asteroide Duplo), colidiria com Didymoon em 2022. O choque da sonda de 300 kg a 22.500 mil km/h teria força suficiente para perfurar o asteroide e se alojar em seu núcleo.
A ideia é entender a composição do astro e avaliar se a sonda é capaz de alterar sua órbita de maneira significativa. A Aida, além disso, será a primeira missão a estudar um asteroide binário de perto e vai testar novos sistemas de comunicação interplanetária via laser.
terça-feira, 4 de agosto de 2015
UMA LUZ VERDE
O que deixou o céu verde no Rio Grande do Sul e na Argentina?
31/07/201522h40
Um objeto luminoso cruzou o céu no Rio Grande do Sul, Uruguai e também da capital argentina, Buenos Aires, durante a noite de quinta-feira (30), causando espanto e levando muitos a se manifestar nas redes sociais.
Era possível ver uma luz verde em volta do estranho objeto enquanto ele passava. No Rio Grande do Sul, foi possível ver a luz distante em Porto Alegre e na praia do Cassino, em Rio Grande.
"Não se escutou nenhum som, mas as pessoas começaram a gravar e a perguntar o que era aquilo, o que estava acontecendo", disse à BBC Mundo o jornalista argentino Germán Pérez, autor das imagens feitas em Buenos Aires.
"Provavelmente é um fragmento de cometa de tamanho maior do que o normal, que se incendiou durante sua descida pela atmosfera da Terra", disse à BBC César Bertucci, pesquisador do Instituto de Astronomia e Física Espacial da Argentina (IAFE).
"É curioso que o fenômeno ocorreu a dias do apogeu da chuva de meteoros Delta Aquarídeas e a duas semanas de outra mais importante, chamada Perseidas. Isto nos faz pensar que se trate de fragmentos de cometas e não de lixo espacial", acrescentou.
O astrônomo Jorge Coghlan, membro do Centro de Observadores do Espaço (CODE) disse a uma rádio da Argentina que "o que se viu na Argentina foi matéria interplanetária, um bólido".
"A Terra recebe permanentemente estes fenômenos, são restos de formações dos planetas", acrescentou.
Fluorescente
Mas ainda restava a dúvida sobre qual a causa da cor verde que o objeto emitia ao cruzar o céu.
Emmet Fletcher, porta-voz da Agência Espacial Europeia (AEE) afirmou que a cor verde foi causada pelo magnésio do meteorito.
"Existem duas fontes geradoras de luz: uma é o próprio meteorito, cujos íons entram em contato com a atmosfera. A outra é o magnésio, que interage com o oxigênio que o converte em um plasma, como se fosse um tubo fluorescente."
Segundo Fletcher "a cada dia existem pelo menos dois meteoritos que entram na atmosfera, apesar de muitos deles serem pequenos demais e se desintegrarem muito rapidamente".
O porta-voz da AEE afirmou que é possível prever este tipo de ocorrência graças às investigações do Centro de Planetas Menores, uma organização internacional que calcula dados de asteroides e cometas em todo o mundo.
"As possibilidades de impacto são realmente pequenas e não há motivos para se preocupar", acrescentou o cientista.
Outro fato que chamou a atenção foi a quantidade de lugares onde pode ser visto.
Além dos locais no Rio Grande do Sul e a capital argentina, Buenos Aires, a luz também foi vista em outros pontos da Argentina como Córdoba, Tucumán, Entre Ríos e outros locais.
A luz também foi vista no Uruguai, em lugares como Rio Negro, Durazno, Paysandú, Colonia e Salto.
César Bertucci, pesquisador do IAFE, disse que estes fenômenos, apesar de raros, costumam acontecer com maior frequência em períodos onde há chuvas de meteoros.
"Em sua maioria, os meteoritos associados às chuvas de meteoros são objetos de não mais do que alguns centímetros de diâmetro, se desintegram antes de chegar ao solo. Mas alguns fragmentos poderiam chegar à superfície, se tivessem um tamanho maior", afirmou.
"É difícil saber se, neste caso, o objeto efetivamente chegou à superfície sem se desintegrar", acrescentou.
31/07/201522h40
Um objeto luminoso cruzou o céu no Rio Grande do Sul, Uruguai e também da capital argentina, Buenos Aires, durante a noite de quinta-feira (30), causando espanto e levando muitos a se manifestar nas redes sociais.
Era possível ver uma luz verde em volta do estranho objeto enquanto ele passava. No Rio Grande do Sul, foi possível ver a luz distante em Porto Alegre e na praia do Cassino, em Rio Grande.
"Não se escutou nenhum som, mas as pessoas começaram a gravar e a perguntar o que era aquilo, o que estava acontecendo", disse à BBC Mundo o jornalista argentino Germán Pérez, autor das imagens feitas em Buenos Aires.
"Provavelmente é um fragmento de cometa de tamanho maior do que o normal, que se incendiou durante sua descida pela atmosfera da Terra", disse à BBC César Bertucci, pesquisador do Instituto de Astronomia e Física Espacial da Argentina (IAFE).
"É curioso que o fenômeno ocorreu a dias do apogeu da chuva de meteoros Delta Aquarídeas e a duas semanas de outra mais importante, chamada Perseidas. Isto nos faz pensar que se trate de fragmentos de cometas e não de lixo espacial", acrescentou.
O astrônomo Jorge Coghlan, membro do Centro de Observadores do Espaço (CODE) disse a uma rádio da Argentina que "o que se viu na Argentina foi matéria interplanetária, um bólido".
"A Terra recebe permanentemente estes fenômenos, são restos de formações dos planetas", acrescentou.
Fluorescente
Mas ainda restava a dúvida sobre qual a causa da cor verde que o objeto emitia ao cruzar o céu.
Emmet Fletcher, porta-voz da Agência Espacial Europeia (AEE) afirmou que a cor verde foi causada pelo magnésio do meteorito.
"Existem duas fontes geradoras de luz: uma é o próprio meteorito, cujos íons entram em contato com a atmosfera. A outra é o magnésio, que interage com o oxigênio que o converte em um plasma, como se fosse um tubo fluorescente."
Segundo Fletcher "a cada dia existem pelo menos dois meteoritos que entram na atmosfera, apesar de muitos deles serem pequenos demais e se desintegrarem muito rapidamente".
O porta-voz da AEE afirmou que é possível prever este tipo de ocorrência graças às investigações do Centro de Planetas Menores, uma organização internacional que calcula dados de asteroides e cometas em todo o mundo.
"As possibilidades de impacto são realmente pequenas e não há motivos para se preocupar", acrescentou o cientista.
Outro fato que chamou a atenção foi a quantidade de lugares onde pode ser visto.
Além dos locais no Rio Grande do Sul e a capital argentina, Buenos Aires, a luz também foi vista em outros pontos da Argentina como Córdoba, Tucumán, Entre Ríos e outros locais.
A luz também foi vista no Uruguai, em lugares como Rio Negro, Durazno, Paysandú, Colonia e Salto.
César Bertucci, pesquisador do IAFE, disse que estes fenômenos, apesar de raros, costumam acontecer com maior frequência em períodos onde há chuvas de meteoros.
"Em sua maioria, os meteoritos associados às chuvas de meteoros são objetos de não mais do que alguns centímetros de diâmetro, se desintegram antes de chegar ao solo. Mas alguns fragmentos poderiam chegar à superfície, se tivessem um tamanho maior", afirmou.
"É difícil saber se, neste caso, o objeto efetivamente chegou à superfície sem se desintegrar", acrescentou.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
O ASTERÓIDE 1988 QE2

Asteroide passará a 5,8 milhões de quilômetros da Terra nesta sexta
AFP Em Washington
29/05/2013
O asteróide 1998 QE2 passará sobre a Terra nesta sexta-feira (31). Com 2,7 quilômetros, o objeto não oferece riscos, pois passará a 5,8 milhões de quilômetros do nosso planeta, ou seja, cerca de 15 vezes a distância entre a Lua e a Terra. Na imagem acima, a órbita da Terra é representada pela linha azul a do asteroide, pela linha verde Nasa/JPL-Caltech
Um asteróide de 2,7 quilômetros de diâmetro se aproximará da Terra nesta sexta-feira (31) sem trazer riscos, pois passará a 5,8 milhões de quilômetros do planeta ou cerca de 15 vezes a distância entre nosso planeta e a Lua, informou a Nasa (Agência Espacial Norte-Americana).
Embora esse asteróide, denominado 1998 QE2, não represente interesse para os cientistas que estudam os objetos que potencialmente ameaçam a Terra, também será examinado pelos astrônomos que tentam descobrir os segredos destes visitantes celestes.
"O asteróide 1998 QE2 é um objeto de grande interesse para o radiotelescópio de Goldstone, na Califórnia, e o telescópio de Arecibo, em Porto Rico, porque esperamos conseguir imagens de alta resolução que podem revelar muitas características de sua superfície", disse o astrônomo Lance Benner, principal encarregado científico do radar Goldstone no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), da Nasa, em Pasadena, na Califórnia, nos Estados Unidos.
As imagens deste telescópio permitem ver claramente uma porção de 3,75 metros de comprimento a uma distância de quase seis milhões de quilômetros.
"Cada vez que um asteróide se aproxima da Terra, proporciona uma oportunidade científica importante para estudá-lo em detalhe para compreender seu tamanho, forma, rotação e as características de sua superfície, e tudo o que nos permite esclarecer suas origens", disse.
"Também vamos usar as novas medidas para reavaliar sua distância da Terra e sua velocidade, o que permite melhorar os cálculos de sua órbita e trajetória no futuro", acrescentou o astrônomo.
O asteróide estará mais perto da Terra em 31 de maio às 20h59 GMT (17h59, no fuso de Brasília), afirma a Nasa. Este será seu sobrevoo mais próximo em mais de dois séculos.
O asteróide 1998 QE2 foi descoberto em 19 de agosto de 1998 por astrônomos do programa de pesquisas de asteroides próximos à Terra no Instituto de tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), perto de Socorro, no Novo México, região Sudoeste dos Estados Unidos.
A Nasa, que considera a busca por asteróides uma alta prioridade, já identificou e indexou mais de 98% dos maiores asteróides, de mais de um quilômetro de diâmetro, que estão nas proximidades da Terra. Os astrônomos detectaram e catalogaram 9.500 objetos celestes de todos os tamanhos que cruzam perto da Terra, provavelmente um décimo do total.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
ISON, O COMETA DO SÉCULO

'Cometa do século' pode criar chuva de meteoros ao passar pela Terra
Chuva de meteoros incomum pode atingir a Terra em passagem de cometa. Meteoros dificilmente serão visíveis e não trazem risco, segundo a Nasa
Hubble registrou em abril o cometa que poderá brilhar tanto quanto a Lua Cheia
registrou em abril o cometa que poderá brilhar tanto quanto a Lua Cheia
29 de Abril de 2013
O cometa Ison, que deve iluminar o céu da Terra até 2014 e poderá ser, devido ao seu brilho, o "cometa do século", pode criar uma incomum chuva de meteoros, de acordo com cientistas. Quando passar próximo à Terra neste ano, em novembro, é possível que a poeira deixada pela cauda do cometa crie uma estranha chuva quando o planeta receber o fluxo de minúsculas partículas que faziam parte do cometa.
"Em vez de queimar em um flash de luz, elas (as partículas) vão se mover suavemente para a Terra abaixo", afirmou em um comunicado o cientista especializado em meteoros Paul Wiegert, da University of Western Ontario.
As partículas de poeira vão viajar à velocidade de 201.168 km/h, porém assim que atingirem a atmosfera terrestre vão desacelerar até parar, apontam os modelos computacionais utilizados por Wiegert. Por conta disso, observadores provavelmente não poderão ver os meteoros enquanto eles passam pela atmosfera do planeta em janeiro de 2014, acredita o pesquisador.
O cometa Ison poderá brilhar tão intensamente quanto a Lua Cheia quando passar no ponto mais próximo ao Sol de sua trajetória. Acredita-se que o corpo celeste poderá ser visto a olho nu com um brilho intenso na Terra, quem sabe até mesmo durante o dia. O cometa não traz qualquer ameaça à vida na Terra, de acordo com a Nasa (agência espacial americana).

Descoberta
O Ison foi descoberto pelos astrônomos russos Vitali Nevski e Artyom Novichonok em setembro de 2012. O nome dado foi o da instituição na qual os dois trabalham, a International Scientific Optical Network.
No dia 28 de novembro, ele deve chegar a uma distância não muito maior do que um milhão de quilômetros da superfície da estrela.
Se o cometa sobreviver a esta passagem, deve se afastar do Sol ainda mais brilhante do que antes e poderá iluminar os céus da Terra em janeiro de 2014.
No entanto, cometas são imprevisíveis, e o Ison poderá se desintegrar durante a passagem nas proximidades do Sol.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
O ASTERÓIDE VESTA
EFE/Nasa/JPL-Caltech
10/05/2012
Nasa confirma asteroide Vesta como remanescente da criação do Sistema Solar
Composição mostra Marte, Mercúrio, Lua e o planeta-anão Ceres comparados ao asteroide Vesta
O asteroide Vesta é um sobrevivente cósmico, revelaram nesta quinta-feira novos dados da sonda espacial Dawn, da Nasa (agência espacial americana), que o confirmaram como o único protoplaneta remanescente da época da criação do Sistema Solar.
O Vesta, segundo maior asteroide do Sistema Solar, se mostrou uma espécie de fóssil espacial cuja superfície é mais variada e diversa do que se pensava até agora, segundo três estudos publicados pela revista "Science" que analisam esses dados.
Os cientistas puderam confirmar, graças aos dados proporcionados pela sonda da Nasa, que o astro se assemelha mais a um pequeno planeta ou lua da Terra que a outro asteroide.
"A observação da Dawn sobre o Vesta confirmou as teorias gerais da história deste asteroide gigante, enquanto ajuda a completar os detalhes que seriam impossíveis de conhecer de longe", disse em teleconferência a pesquisadora Carol Raymond, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa.
Os cientistas puderam comprovar que, como já se acreditava, o Vesta é a fonte de parte dos meteoritos que caem na Terra. Em sua superfície, há restos de piroxênio, ferro e minerais ricos em magnésio, materiais que contêm 6% dos meteoritos que chegam a nosso planeta.
"Esses dados que temos agora são os primeiros a vincular o Vesta com meteoritos que caíram na Terra", assinalou Raymond. Segundo ele, o corpo tem dimensões e características que o transformam em "uma transição entre os asteroides e os planetas".
"A superfície é colorida e diversa neste asteroide, que se formou cerca de 2 milhões de anos depois que se formaram os primeiros corpos sólidos em nosso sistema solar", acrescentou.
10/05/2012
Nasa confirma asteroide Vesta como remanescente da criação do Sistema Solar
Composição mostra Marte, Mercúrio, Lua e o planeta-anão Ceres comparados ao asteroide Vesta
O asteroide Vesta é um sobrevivente cósmico, revelaram nesta quinta-feira novos dados da sonda espacial Dawn, da Nasa (agência espacial americana), que o confirmaram como o único protoplaneta remanescente da época da criação do Sistema Solar.
O Vesta, segundo maior asteroide do Sistema Solar, se mostrou uma espécie de fóssil espacial cuja superfície é mais variada e diversa do que se pensava até agora, segundo três estudos publicados pela revista "Science" que analisam esses dados.
Os cientistas puderam confirmar, graças aos dados proporcionados pela sonda da Nasa, que o astro se assemelha mais a um pequeno planeta ou lua da Terra que a outro asteroide.
"A observação da Dawn sobre o Vesta confirmou as teorias gerais da história deste asteroide gigante, enquanto ajuda a completar os detalhes que seriam impossíveis de conhecer de longe", disse em teleconferência a pesquisadora Carol Raymond, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa.
Os cientistas puderam comprovar que, como já se acreditava, o Vesta é a fonte de parte dos meteoritos que caem na Terra. Em sua superfície, há restos de piroxênio, ferro e minerais ricos em magnésio, materiais que contêm 6% dos meteoritos que chegam a nosso planeta.
"Esses dados que temos agora são os primeiros a vincular o Vesta com meteoritos que caíram na Terra", assinalou Raymond. Segundo ele, o corpo tem dimensões e características que o transformam em "uma transição entre os asteroides e os planetas".
"A superfície é colorida e diversa neste asteroide, que se formou cerca de 2 milhões de anos depois que se formaram os primeiros corpos sólidos em nosso sistema solar", acrescentou.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
O ASTERÓIDE LUTETIA

Estudo: asteroide pode ser fragmento de matéria original da Terra
11 de novembro de 2011 • 19h18 • atualizado às 19h29
Imagem do asteroide Lutetia capturada pela sonda espacial Rosetta
Foto: ESA/Divulgação
Novas observações do Observatório Europeu do Sul (ESO) indicam que o asteroide Lutetia é um fragmento que restou da matéria original que formou os planetas Terra, Vênus e Mercúrio. Os astrônomos combinaram dados da sonda espacial Rosetta com outros de telescópios e descobriram que as propriedades do asteroide são muito similares às de um tipo raro de meteoritos encontrados na Terra e que se pensa terem sido formados nas regiões interiores do Sistema Solar.
Uma equipe de astrônomos de universidades francesas e norte-americanas estudou detalhadamente o asteroide incomum Lutetia com o intuito de determinar a sua composição. Foram combinados dados oriundos da câmara OSIRIS situada a bordo da sonda espacial Rosetta, da Agência Espacial Europeia (ESA), do New Technology Telescope (NTT), do ESO, e do Infrared Telescope Facility e Spitzer Space Telescope, ambos da Nasa, a agência espacial americana. Com todos estes dados foi possível obter o espectro mais completo já construído para um asteroide.
O espectro foi seguidamente comparado com o de meteoritos encontrados na Terra e que têm sido estudados extensivamente em laboratório. Apenas um tipo de meteorito - condritos enstatite, também conhecidos como condritos do tipo E - apresenta propriedades semelhantes a Lutetia em todos os comprimentos de onda estudados.
Os condritos enstatite são conhecidos por conterem material que data dos primórdios do Sistema Solar. Pensa-se que se tenham formado perto do jovem Sol e que tenham constituído o principal material de construção dos planetas rochosos, em particular Terra, Vênus, e Mercúrio. Lutetia parece ter tido origem, não no cinturão de asteroides onde hoje se encontra, mas muito mais próximo do Sol.
Os astrônomos estimaram que dos corpos situados na região onde a Terra se formou apenas menos de 2% chegaram ao cinturão principal de asteroides. A maioria dos corpos desapareceu depois de alguns milhões de anos, incorporados nos jovens planetas em formação. No entanto, alguns dos maiores, com diâmetros de cerca de 100 km ou mais, foram lançados para órbitas mais seguras, mais distantes do Sol.
O asteroide
Lutetia, que tem uma dimensão de cerca de 100 km, pode ter sido ejetado para fora das regiões interiores do Sistema Solar caso tivesse passado próximo de um dos planetas rochosos, capazes de alterar drasticamente a sua órbita. Um encontro com o jovem Júpiter durante a sua migração para a atual órbita, pode justificar igualmente a grande variação de órbita de Lutetia.
Estudos anteriores das propriedades de cor e superfície deste asteroide mostraram que Lutetia é um membro do cinturão de asteroides bastante incomum e misterioso. Rastreios anteriores mostraram que objetos deste tipo são muito raros, representando menos de 1% da população de asteroides do cinturão principal. Os novos resultados explicam porque é que Lutetia é diferente - é um sobrevivente muito raro do material original que formou os planetas rochosos.
"Lutetia parece ser um dos maiores, e dos poucos, restos de tal material no cinturão de asteroides. Por esta razão, asteroides como ele são alvos ideais para missões futuras de recolha de amostras. Deste modo poderíamos estudar detalhadamente a origem dos planetas rochosos, incluindo a Terra", conclui Pierre Vernazza, autor principal do artigo científico que descreve este resultado.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
ASTERÓIDE GIGANTE PASSARÁ PRÓXIMO A TERRA

Asteroide gigante passará perto da Terra na terça-feira
04/11/2011
Washington
Um enorme asteroide passará perto da Terra na próxima terça-feira, em uma aproximação rara que não representa risco de impacto para o planeta, afirmaram esta semana cientistas dos Estados Unidos, que esperam ansiosos a oportunidade de observá-lo.
A imagem obtida por um radar em Porto Rico mostra o enorme asteroide que passará perto da Terra na próxima terça-feira. A aproximação não representa nenhum risco de impacto ao planeta, de acordo com cientistas americanos, que veem a passagem como uma oportunidade para estudar o asteroide. Segundo previsões, o horário em que o asteroide estará mais próximo da Terra será às 21h28, horário de Brasília, mas para ver o corpo celeste será preciso um telescópio Cornell/Arecibo/EFE
"Não é potencialmente perigoso, é apenas uma boa oportunidade para estudar um asteroide", garantiu o astrônomo da Fundação Nacional de Ciências (NSF, na sigla em inglês), Thomas Statler.
O asteróide circular, chamado 2005 YU55, tem 400 metros de largura e ficará mais perto da Terra do que a Lua, a 325.000 km de distância, informou a agência espacial americana.
Segundo previsões, o horário em que o asteroide estará mais próximo da Terra será às 21h28 de terça-feira, hora de Brasília.
A aproximação será a maior de um asteroide deste tamanho em mais de 30 anos e um evento similar não voltará a ocorrer até 2028.
No entanto, quem desejar ver o corpo celeste precisará de um telescópio.
O asteroide "será visto muito distante quando passar por aqui", afirmou Scott Fisher, diretor da Divisão de Astronomia da NSF.
"Não será perceptível a olho nu. Será preciso um telescópio com lente de mais de 15 cm para vê-lo. Para tornar a observação ainda mais complicada, se moverá muito rápido no céu quando passar", acrescentou.
"Vários radiotelescópios foram instalados na América do Norte para registrar a passagem do astro", continuou Fisher.
"O momento (e local) para observá-lo serão as primeiras horas da escuridão de 8 de novembro na costa leste dos Estados Unidos", emendou.
Os astrônomos que estudam este objeto, classificado como um asteroide de classe C, dizem que é muito escuro, cor de carvão, e bastante poroso.
O 2005 YU55 foi descoberto em 2005 por Robert McMillan, do projeto Spacewatch, grupo de cientistas que observa o sistema solar perto de Tucson, Arizona (sudoeste).
O objeto faz parte de um conjunto de 1.262 asteroides grandes, que giram ao redor do sol e têm mais de 150 metros de largura, que a Nasa qualifica como "potencialmente perigosos".
"Queremos estudar estes asteroides, de forma que se algum dia formos atingidos, saibamos o que fazer com ele", disse Statler.
A passagem mais próxima que um asteroide fará da Terra será em 2094, a uma distância de 269.000 km, segundo as previsões.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
CHUVA DE COMETAS

Concepção artística ilustra tempestade de cometas em torno da estrela Eta Corvi. A evidência foi detectada pelo telescópio Spitzer da Nasa (agência espacial americana) e é a primeira vez que uma chuva de cometas é vista em torno de outra estrela. Na imagem, é possível ver um cometa gigante caindo em um planeta e jogando gelo e poeira rica em carbono para o espaço.
Nasa/JPL-Caltech
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
APENAS 19.500

Número de asteroides próximos à Terra é menor do que se pensava, afirma Nasa
29/09/2011
Novo levantamento (à esquerda) indica número menor de asteroides próximos à Terra
Observações recentes permitidas pela sonda Wise (Wide-field Infrared Survey Explorer), da Nasa (agência espacial americana), revelam que o número de asteroides próximos à Terra é menor do que os cientistas previam. Os astrônomos calculam que existam cerca de 19.500 - e não mais 35.000 - desses corpos celestes de tamanho médio (entre 100 metros e 1 quilômetro) perto de nós.
No entanto, grande parte dos asteroides ainda permanece desconhecida. A Nasa ressalta que são necessárias mais pesquisas para determinar se esse novo cenário significa que o planeta corre menos risco de ser atingido.
A conclusão veio do mais detalhado censo de asteroides próximos à Terra, ou seja, que orbitam o Sol a cerca de 195 milhões de quilômetros. Os resultados do projeto, denominado Neowise, serão publicados no "Astrophysical Journal".
A pesquisa, que rastreou o céu entre janeiro de 2010 e 2011, também detectou que o número estimado de asteroides com mais de 1 quilômetro apresentou redução de 93% em relação ao levantamento anterior. Isso significa que existem 981 (e não 1.000) dsses corpos celestes, do tamanho de montanhas, nas redondezas. Desse número, 911 são conhecidos dos astrônomos e não representam ameaça para os próximos séculos.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
ASTERÓIDE QUE EXTINGUIU OS DINOSSAUROS NÃO FOI DA FAMÍLIA BAPTISTINA

Asteroide suspeito não poderia ter causado extinção dos dinossauros
Teoria que indicava asteroides da família Baptistina foi desmentida.
Meteoro atingiu a Terra há 65 milhões de anos.
20/09/2011
Dados obtidos pelo telescópio espacial Wise, da Nasa, coloca em dúvida a origem do meteoro que caiu na Terra há 65 milhões de anos e encerrou a era dos dinossauros.
Em 2007, um estudo apontou que o que atingiu a Terra foi um fragmento de um asteroide gigante chamado Baptistina. De acordo com essa teoria, o Baptistina se chocou com outro asteroide no cinturão que fica entre Marte e Júpiter há cerca de 160 milhões de anos, espalhando pelo Sistema Solar detritos do tamanho de montanhas.
Porém, os novos dados obtidos pelo Wise, que usa raios infravermelhos, jogaram a teoria por água abaixo. A sonda observou mais de mil asteroides da família Baptistina – fragmentos de um único corpo original.
Na análise, os cientistas chegaram à conclusão de que a ruptura do Baptistina aconteceu há 80 milhões de anos – metade do que se imaginava. Não haveria, portanto, tempo suficiente para que um desses fragmentos chegasse à Terra a tempo de extinguir os dinossauros.
O cálculo foi possível porque o tamanho e a reflexibilidade dos asteroides indicam o tempo que eles levaram para alcançar as atuais posições. As informações obtidas pelos raios infravermelhos são mais precisas do que as do espectro visível, por isso a evidência pode ser considerada definitiva.
domingo, 31 de julho de 2011
"NOSSA SEGUNDA LUA"

Cientistas encontram asteroide que orbita à frente da Terra
28 de julho de 2011
Ilustração divulgada pela Nasa do primeiro asteroide troiano do planeta Terra .
Foto: Divulgação Nasa
Um pequeno asteroide de 300 metros de diâmetro acompanha a Terra em seu movimento de evolução em torno do Sol, precedendo-a em sua órbita. Esta descoberta do primeiro asteroide "troiano" da Terra foi publicada na quinta-feira na revista científica britânica Nature. Trata-se do asteroide 2010 TK7, que fica a cerca de 80 milhões de km da Terra, descoberto em órbita terrestre graças ao telescópio WISE (Wide-Field Infrared Survey Explorer) da Nasa.
Após Júpiter, Marte e Netuno, a Terra torna-se, também, o quarto planeta do sistema solar tendo como companhia pelo menos um asteroide "troiano". O termo serve para designar os asteroides posicionados na órbita de um planeta, num ponto de equilíbrio estável, chamado pontos de Lagrange, no caso o ponto 4 (L4) da órbita terrestre, 60º à frente do nosso planeta. Ele segue o planeta em seu movimento em torno do Sol, precedendo-o, segundo um ângulo bem definido.
O 2010 TK7, no entanto, não está exatamente no L4. As observações indicam que na verdade ele oscila a sua volta, fazendo com que também varie sua órbita para o ponto Lagrange 3 em períodos de cerca de 400 anos. "Como precede o movimento da Terra ou o segue, não entra nunca em colisão com ela", destaca a Nasa em comunicado. Nos próximos 100 anos, não deverá se aproximar a menos de 24 milhões de km da Terra, precisa a agência espacial americana. Possui órbita "estável por pelo menos dez mil anos", segundo Martin Connors (Universidade de Athabasca, Canadá) e outros astrônomos que confirmaram a descoberta, graças ao telescópio terrestre Canadá-França-Hawai.
Os cientistas achavam há tempos que a Terra deveria ter asteroides troianos, mas só agora constataram sua presença, difícil de ser observada, pois ficam, em geral, mergulhados na luz solar. A detecção do asteroide 2010 TK7 foi facilitada porque estava numa "órbita incomum que o afastou bastante do Sol", explicou Connors. Os "troianos" foram identificados pela primeira vez ao redor de Júpiter e ficam próximos de um dos cinco pontos do espaço nos quais a força da gravidade de um planeta e a do Sol estão em equilíbrio, permitindo que tenham órbitas relativamente estáveis.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
AS PRIMEIRAS FOTOS DE VESTA

Sonda espacial registra detalhes da superfície do asteroide Vesta
22 de julho de 2011
A sonda espacial Down obteve esta imagem com sua câmera de enquadramento no dia 18 de julho.
A Imagem tomada pela sonda espacial mostra detlahes da superfície do asteroide gigante Vesta
Foto: Nasa/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA /Divulgação
A Nasa - agência espacial americana - divulgou na quinta-feira uma imagem mais próxima do asteroide gigante Vesta, que mostra detalhes de sua superfície. Ela foi tomada pela sonda espacial Down no dia 18 de julho.
A sonda espacial Down entrou na órbita do asteroide gigante Vesta no dia 15 de julho deste ano. Down foi lançada há quase quatro anos, em setembro de 2007, e possui a longa e lenta missão de revelar segredos do Sistema Solar por meio do estudo do Vesta e do planeta-anão Ceres, devendo percorrer 5 bilhões de km ao final da missão.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
ESTAMOS EM ÓRBITA DO ASTERÓIDE VESTA

Sonda espacial entrou na órbita do asteroide gigante Vesta
17 de julho de 2011
A sonda Dawn levou quatro anos para chegar à órbita do asteroide, onde ficará um ano antes de partir em nova missão.
Foto: Nasa/Divulgação
A sonda espacial Dawn entrou na órbita de Vesta, um dos maiores asteroides do sistema solar, informou a agência espacial americana Nasa na madrugada deste domingo. A Dawn, que se encontra a 188 milhões de km da Terra, deve passar a cerca de 16.000 km de Vesta para estudar sua superfície. "Foram necessários cerca de quatro anos desde o lançamento da Dawn para atingirmos esta meta", disse Robert Mase, diretor da missão de 466 milhões de dólares, no Jet Propulsion Laboratory da Nasa, na Califórnia, costa oeste dos Estados Unidos.
Após um ano de observações e medições em torno de Vesta, a Dawn se dirigirá para seu segundo destino, o planeta anão Ceres, em julho de 2012. A sonda será a primeira nave a orbitar dois corpos do sistema solar além da Terra. O principal objetivo da missão de oito anos da Dawn é comparar e contrastar estes dois corpos gigantes, o que, segundo a Nasa, ajudará os cientistas "a desvendar os segredos dos primórdios de nosso sistema solar".
"Os instrumentos científicos da Dawn medirão a composição da superfície, a topografia e a textura. Além disso, a sonda espacial Dawn medirá a força da gravidade em Vesta e Ceres para que possamos aprender mais sobre suas estruturas internas", indicou a Nasa em um comunicado à imprensa. A sonda, que foi lançada em 2007, é equipada com um instrumento de raios gama e detectores de nêutrons, que recolherão informações sobre os raios cósmicos durante a fase de aproximação, assim como um espectrômetro infravermelho.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
MEIA MANHATTAN


Nasa tira fotos de cometa do tamanho de meia Manhattan
15/02/2011
DA ASSOCIATED PRESS
A Nasa (agência espacial americana) cumpriu sua missão de fotografar o Tempel 1 na última segunda-feira --data do Dia dos Namorados nos EUA (o Valentine's Day).
O cometa, de tamanho equivalente a meia Manhattan, centro de Nova York, estava a uma velocidade de 39 mil km/h e, em determinado momento, ficou a apenas 180 km de distância da sonda Stardust-NExt --mais perto do que os cientistas calcularam.
A previsão inicial era de que 72 fotos seriam feitas, mas os controladores da missão em terra ficaram mesmo intrigados com a ordem das imagens, que deu errado. As primeiras seriam cinco closes do núcleo do Tempel 1. No lugar, surgiram fotos do cometa como se fosse somente um minúsculo ponto no espaço.
"Nós ainda não entendemos completamente por que isso não funcionou da maneira que planejamos", disse Chris Jones, diretor associado do Jet Propulsion Laboratory, que acompanhou a missão.
Todas as imagens foram armazenadas a bordo do voo rasante feita pela Stardust-NExt. "Elas não estão perdidas", informou Jones.
Os cometas são como arquivos vivos do espaço, porque podem conter material que daria indícios de como se processou o nascimento do Sistema Solar.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
SONDA MOSTROU O COMETA HARLEY 2 BEM DE PERTO

Imagem feita pela sonda da Nasa nesta quinta-feira (4) mostra o cometa Hartley 2 de perto
04/11/2010
Sonda americana sobrevoa cometa Hartley 2 e envia as primeiras imagens
A sonda americana Epoxi, antes chamada de Deep Impact, sobrevoou nesta quinta-feira (4) o cometa Hartley 2, alcançando uma distância de apenas 700 km em relação a seu núcleo. Uma série de fotos já foram enviadas para os astronautas da Nasa (agência espacial americana).
Esta foi a quinta vez na história que uma nave se aproxima o suficiente de um cometa para tirar fotos de seu núcleo. Mas é a missão que deve resultar em uma quantidade inédita de informações.
A passagem de Epoxi (Observação Planetária Extrasolar e Investigação Estendida Impacto Profundo) perto de Hartley 2, após uma viagem de dois anos e meio, ocorreu às 14H02 GMT (12H02 de Brasília).
A sonda, equipada com câmeras e outros instrumentos de medição, fez uma viagem equivalente a 18 vezes a distância entre a Terra e o Sol.
Sua missão é observar a temperatura de Hartley 2, medir seu tamanho, criar um modelo de seu núcleo, estudar a distribuição de gases e poeira, catalogar os diferentes compostos voláteis, tirar fotos da superfície do núcleo e registrar a forma como as crateras são distribuídas.
O Hartley 2 foi descoberto por Malcolm Hartley em 1986 com ajuda de um telescópio Schmidt do observatório de Siding Spring, na Austrália. Ele passa entre a Terra e o Sol a cada 6,46 anos.
O cometa, com sua calda verde, se aproximou no dia 20 de outubro a 18 milhões de km da Terra, o mais próximo que pode chegar.
* Com informações da France Presse
sábado, 4 de setembro de 2010
O ASTERÓIDE EROS

Telescópio Spitzer mostra que asteroides são mais variados do que se imaginava
Da Redação
02/09/2010
Imagem de arquivo da Nasa mostra o asteroide Eros, pesquisado recentemente pelo Spitzer
Nova pesquisa feita pela Nasa com ajuda do telescópio Spitzer revela que a diversidade de asteroides próximos da Terra é maior do que se pensava. Como um doce cheio de chocolates e confeitos, esses asteroides vêm em cores e formatos sortidos. Alguns são escuros e sem brilho, enquanto outros são brilhantes e luminosos.
As observações do Spitzer está ajudando os astrônomos a compreender melhor os objetos próximos da Terra, já que suas propriedades físicas ainda são pouco conhecidas. “Essas pedras nos ensinam sobre o local de onde elas vieram”, explica David Trilling, da Universidade do Arizona do Norte, principal autor de estudo publicado este mês no “Astronomical Journal”.
Após quase seis anos de operações, o Spitzer entrou, no ano passado, foi colocado em uma temperatura mais amena (embora ainda bem gelada), de - 243º C. Uma das novas missões da sonda é ajudar a catalogar 700 asteroides próximos da Terra. Cem já foram pesquisados. Os 600 restantes devem ser analisados até o fim do ano que vem. Há aproximadamente 7.000 asteroides conhecidos próximos da Terra.
Os dados indicam que alguns dos objetos menores refletem enorme quantidade de luz solar. Uma vez que a superfície dos asteroides fica mais escura com o tempo, devido à exposição a rediação solar, a presença de superfícies mais luminosas pode indicar que o objeto é mais jovem.
O fato de que a diversidade dos asteroides é maior do que se esperava indica que eles podem ter origens diferentes. Alguns podem ter vindo do cinturão que fica entre Marte e Júpiter, enquanto outros podem ter surgido de fora do Sistema Solar.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
O TRATOR DE ASTERÓIDES

Britânicos desenvolvem escudo de proteção contra asteroides
Grande bloqueador trata-se de um "trator de gravidade", com cerca de 10 t, que desviaria os asteroides anos antes de uma colisão
Foto: Terra Chile/Reprodução
Cientistas britânicos surpreenderam o mundo ao anunciar que estão construindo uma espécie de escudo contra asteroides para proteger a Terra de possíveis impactos. O grande bloqueador trata-se de um "trator de gravidade", com cerca de 10 t, que desviaria estes corpos celestes anos antes de uma colisão.
O instrumento, que utilizaria a força G para seu funcionamento, está sendo desenvolvido pela empresa espacial EADS Atrium, que trabalha com base em uma ideia original de dois astronautas da Nasa, agência espacial americana. "Sinceramente, pensei que fosse uma loucura. Que nunca funcionaria", afirmou o Dr. Ralph Cordey, chefe de exploração da EADS Astrium.
Segundo ele, o bloqueador interceptaria o asteroide a apenas 48 m de distância e exerceria uma pequena força gravitacional sobre ele, redirecionando-o para uma rota diferente da que está a Terra.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
ASTERÓIDE CRUZARÁ A ÓRBITA TERRESTE

08/04/2010
Asteroide passará perto da Terra nesta quinta-feira à noite
Mapa mostra a órbita do asteroide 2010 GA6, que vai passar perto da Terra
Um pequeno asteroide descoberto recentemente passará bem perto da Terra ainda nesta quinta-feira, pouco depois das 23h GMT (20h no horário de Brasília), aproximando-se a 359 mil km, mas sem representar perigo, segundo o Jet Propulsion Laboratory (JPL) da Nasa.
Esta quilometragem representa nove décimos da distância da Terra à Lua, precisou o JPL. O asteroide mede cerca de 22 m de comprimento e foi observado pelo telescópio do laboratório "Catalina Sky Survey", perto de Tucson no Arizona (sudoeste), que tem como missão descobrir cometas e outros objetos que evoluem próximo à Terra.
"Passagens de objetos ao largo de nosso planeta, a uma distância inferior a entre a Terra e a Lua acontecem várias vezes por ano", destaca Don Yeomans, um cientista do JPL de Pasadena na Califórnia (oeste). A Nasa detecta e persegue asteroides e cometas que passam perto da Terra recorrendo telescópios em terra e em órbita, como o Hubble.
O programa de observação de objetos que passam perto de nosso planeta, chamados "Spaceguard", descobre-os e avalia suas dimensões e trajetória, para determinar se representam um perigo potencial. Em janeiro passado, um pequeno asteroide passou muito mais perto de nosso planeta, a 130 mil km.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
PSEUDOCOMETA

Astrônomos descobriram algo curioso a cerca de 160 milhões de quilômetros da Terra, no cinturão de asteroides: um objeto que parece cometa, mas não é. Ele foi descoberto no início do ano e acaba de ser analisado pelo Hubble. A estrutura, com um "x" perto do núcleo, sugere que o objeto é produto da colisão entre dois asteroides que viajam cinco vezes mais rápido que uma bala de espingarda.
NASA, ESA e D. Jewitt (Universidade de Califórnia)
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