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sábado, 25 de julho de 2015

A ATMOSFERA DE PLUTÃO


Imagem divulgada pela Nasa nesta sexta-feira (24) mostra a atmosfera de Plutão iluminada pela luz do Sol, que está atrás do planeta-anão. A imagem foi feita quando a sonda New Horizons estava a cerca de 2 milhões de km de Plutão (Foto: Nasa/JHUAPL/SwRI via AP)

Nasa divulga imagem inédita da atmosfera de Plutão
Foto mostra atmosfera iluminada pela luz do Sol, atrás do planeta anão.
Sonda New Horizons enviou material para a Terra nesta quinta-feira (23).


24/07/2015

SONDA EM PLUTÃO
Missão da Nasa chega a planeta anão

A Nasa divulgou, nesta sexta-feira (24), fotos inéditas de Plutão. Uma das imagens, feita pela sonda New Horizons e enviada para a Terra nesta quinta-feira (23), revela um anel que representa a atmosfera de Plutão iluminada pelo Sol, que está atrás do planeta anão.

A imagem foi captada apenas 7 horas depois de a sonda passar pelo ponto de aproximação máxima de Plutão e revela um nevoeiro que se estende até 130 km acima da superfície.

"Meu queixo caiu no chão quando vi essa primeira imagem de uma atmosfera alienígena no Cinturão de Kuiper", disse o principal pesquisador do projeto New Horizons, Anan Stern.

"Isso nos faz lembrar que a exploração nos traz mais do que apenas descobertas incríveis – ela nos traz belezas incríveis." Observar a atmosfera de Plutão vai ajudar a entender melhor o que está acontecendo na superfície do planeta anão, afirmam os membros do projeto.

Imagem divulgada nesta sexta-feira mostra uma combinação de imagens captadas pela New Horizons com cores artificiais para mostrar diferenças na composição e na textura na superfície de Plutão (Foto: NASA/JHUAPL/SwRI via AP)

As novas imagens também revelaram a movimentação de nitrogênio congelado na planície Sputnik, que fica no canto esquerdo da área em formato de coração, como explica o astrônomo Cassio Barbosa (leia o post no Blog Observatório para saber mais detalhes). Segundo cientistas, há sinais de atividade geológica recente na região.

Nesta sexta-feira, a Nasa divulgou ainda um novo vídeo que simula um sobrevoo sobre a superfície de duas regiões de Plutão: Planície Sputnik e Montes Hillary.

Longa jornada
Em 14 de julho, a New Horizons, que viaja pelo espaço há mais de nove anos, atingiu a distância mais próxima de Plutão, 12,5 mil quilômetros. O feito deve ajudar cientistas a descobrir mais detalhes sobre o corpo celeste e o chamado Cinturão de Kuiper.

A sonda espacial viajou durante nove anos por quase 5 bilhões de quilômetros (que é a distância entre Plutão e a Terra) até chegar perto de Plutão.

Ela foi lançada em 2006, dos Estados Unidos, a bordo do foguete Atlas. A sonda viajou até Júpiter e usou a gravidade desse planeta como um estilingue para acelerar sua velocidade. Desde então, ficou adormecida e viajou pelo espaço até ser reativada, em dezembro de 2014.

Sete instrumentos que estão a bordo da sonda captam essas imagens, que estão sendo transmitidas para a Terra. O tempo de transmissão dos dados de Plutão até a Nasa, nos Estados Unidos, é de quatro horas e meia.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

UMA NOVA TERRA

Concepção artística mostra o exoplaneta Kepler-452b, o primeiro com tamanho aproximado da Terra a ser encontrado em uma zona habitável (Foto: NASA/JPL-Caltech/T. Pyle)

Nasa encontra planeta similar à Terra em potencial zona habitável
Planeta Kepler-452b é 60% maior que a Terra e orbita a estrela Kepler 452.
Informação foi divulgada nesta quinta-feira pela agência espacial americana.

23/07/2015

Cientistas da Nasa divulgaram nesta quinta-feira (23) que descobriram um exoplaneta com características muito similares à Terra e que orbita uma estrela semelhante ao Sol.

O planeta Kepler-452b foi chamado pelos cientistas de "primo distante" da Terra. Ele é 60% maior e tem boa chance de ser rochoso, embora sua massa e composição ainda não tenham sido determinados.

Ele demora 385 dias para dar uma volta completa ao redor de sua estrela, chamada de Kepler-452, astro do sistema que está a 1.400 anos-luz de distância da Terra.

Essa estrela é um pouco mais velha que o Sol (tem "só" 1,5 bilhão de anos a mais), tem a mesma temperatura, é 20% mais brilhante e possui um diâmetro 10% maior.

Os achados desta quinta foram publicados no periódico "The Astronomical Journal". Com a descoberta, aumentou para 521 o total de exoplanetas descobertos pelo satélite Kepler.

'Condições necessárias para a vida'
Em comunicado divulgado pela Nasa, Jon Jenkins, chefe do projeto do satélite Kepler, disse que a descoberta fornece uma oportunidade de entender e refletir sobre o ambiente em evolução da Terra.
[...] Devem existir todos os ingredientes e as condições necessárias para a vida existir
neste planeta"
Jon Jenkins, chefe do projeto do satélite Kepler

"É inspirador considerar que esse planeta já vive há 6 bilhões de anos na área habitável dessa estrela, mais do que a Terra. Isso é uma oportunidade substancial para a vida surgir, devem existir todos os ingredientes e as condições necessárias para a vida existir neste planeta", afirmou o pesquisador.

Além desse achado, foram descritos ainda outros 11 candidatos à planeta que também estão em zona habitável.

A busca de planetas similares à Terra é uma das maiores aventuras na pesquisa espacial, e embora já tenham sido detectadas centenas de planetas do tamanho do nosso e outros menores, eles circulam em órbitas próximas demais de suas estrelas para que haja água líquida em sua superfície.

Comparação feita pela Nasa mostra o Sol e a Terra (à esquerda) e a estrela Kepler-452 com o planeta Kepler-452b (Foto: NASA/JPL-Caltech/T. Pyle)

Comparação entre o Sistema Kepler-452 e o Sistema Solar feita pela agência espacial americana, a Nasa (Foto: NASA/JPL-CalTech/R. Hurt)

quarta-feira, 15 de julho de 2015

PLUTÃO

click na foto

15/07/2015
Nasa divulga foto de Plutão feita durante passagem de sonda
New Horizons teve aproximação máxima do planeta anão nesta terça (14).
Fotos de alta resolução foram transmitidas para a Terra nesta quarta-feira.


A Nasa divulgou, nesta quarta-feira (15), as primeiras imagens feitas pela sonda New Horizons durante sua aproximação de Plutão, quando a nave passou a 12,5 mil km da superfície do planeta anão.

As primeiras imagens divulgadas em uma coletiva de imprensa na tarde desta quarta mostram as luas Hidra e Caronte.

Em seguida, a equipe da New Horizons mostrou uma imagem em alta resolução da superfície de Plutão, que revelou a existência de montanhas.

Os cientistas revelaram ainda que o "coração" visto na superfície do planeta anão agora tem um nome. A área foi batizada de Tombaugh Regio, em homenagem a Clyde Tombaugh, astrônomo que descobriu Plutão em 1930. A New Horizons viaja pelo espaço carregando as cinzas de Tombaugh, além de outros itens, como duas bandeiras americanas.

Luas
Pelas imagens, foi possível concluir que Caronte, a maior lua de Plutão, tem uma superfície cheia de penhascos, vales e uma marca apelidada pelos cientistas de "Mordor", no norte da região polar da lua.
Imagem feita pela New Horizons mostra Caronte, uma das luas de Plutão (Foto: Nasa TV/Divulgação)

A breve passagem da sonda New Horizons por Plutão ocorreu nesta terça-feira às 8h50 (horário de Brasília). À noite, a sonda se comunicou com a Terra, indicando que o encontro com Plutão tinha sido bem sucedido.

Na manhã desta quarta, durante uma transmissão de dados mais longa, a New Horizons enviou as prinicpais informações obtidadas no encontro, incluindo fotos de altíssima resolução.

As melhores imagens que tinham sido divulgadas até o momento mostravam Plutão a 800 mil km de distância. As divulgadas nesta quarta-feira têm uma resolução 10 vezes maior do que isso.

A sonda espacial viajou durante nove anos por quase bilhões de quilômetros (que é a distância entre Plutão e a Terra) até chegar perto do planeta anão.

O feito vai colaborar com a ciência para analisar mais detalhes sobre a superfície e a temperatura de Plutão e de sua região, chamada de Cinturão de Kuiper.

Membros da equipe da New Horizons se reúnem para ver imagens de Plutão enviadas pela sonda espacial (Foto: Reprodução/Facebook/Nasa)

Trajetória
A sonda foi lançada em 2006, dos Estados Unidos, a bordo do foguete Atlas. Ela viajou até Júpiter e usou a gravidade desse planeta como um estilingue para acelerar sua velocidade.
Desde então, a sonda ficou adormecida e viajou pelo espaço até ser reativada, em dezembro do ano passado.

Sete instrumentos que estão a bordo da sonda vão captar essas imagens, que serão transmitidas para a Terra. O tempo de transmissão dos dados de Plutão até a Nasa, nos Estados Unidos, é de quatro horas e meia.
Imagem de cima mostra Plutão, em imagem feita pela sonda New Horizons esta semana; imagem de baixo mostra detalhes na superfície do planeta anão feitos durante passagem da New Horizons (Foto: Nasa TV/Divulgação)
A imagem de cima, feita esta semana antes da aproximação máxima entre a New Horizons e Plutão, mostra o planeta anão com uma área em destaque; a imagem de baixo, de alta resolução, mostra a área destacada em detalhes (Foto: Nasa TV/Divulgação)

Maior do que esperado
Nesta segunda-feira (13), os cientistas divulgaram que o planeta anão é maior do que se previa. Plutão, antes considerado o nono e mais distante planeta do Sistema Solar, tem um diâmetro de cerca de 2.370 quilômetros, quase 80 quilômetros a mais do que previsões anteriores.

Agora ele é oficialmente maior do que Eris, um dos centenas de milhares de miniplanetas e objetos parecidos com cometas que circulam o Cinturão de Kuiper.

Segundo a agência Reuters, ser um pouco maior significa que Plutão consiste significativamente de mais gelo e um pouco menos de água do que o previsto, um detalhe importante para cientistas determinarem a história de como ele e o resto do Sistema Solar foram formados.


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13/07/2015
Sonda da Nasa descobre que Plutão é maior do que o previsto
Plutão tem diâmetro de 2.370km, cerca de 80km a mais do que se pensava.
Sonda New Horizons vai se aproximar de planeta anão nesta terça-feira.


Nova imagem feita pela sonda New Horizons mostra Plutão mais de perto. Equipamento da Nasa está chegando cada vez mais próximo do planeta anão (Foto: NASA/JHUAPL/SWRI)

Plutão sempre surpreende. Cientistas descobriram que o planeta anão é maior do que se previa, à medida que a espaçonave New Horizons, da Nasa, se aproxima para um voo rente na terça-feira, após uma jornada de quase uma década.

A sonda, que funciona com energia nuclear, estava em posição para passar no centro de uma zona-alvo de 97 a 145 quilômetros entre as órbitas de Plutão e sua lua principal, Charon, na manhã de terça-feira, disseram gerentes do controle da missão New Horizons, no Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, nos arredores de Baltimore.

Após uma jornada de quase 5 bilhões de quilômetros, traçar essa trajetória é como um jogador de golfe em Nova York acertar com uma tacada um buraco em Los Angels, disse o gerente do projeto, Glen Fountain, a repórteres.

Durante a passagem por Plutão e suas cinco luas, que deve durar 30 minutos, a New Horizons realizará uma série cuidadosamente coreografada de manobras para posicionar suas câmeras e instrumentos para centenas de observações.

Cientistas já descobriram que Plutão, antes considerado o nono e mais distante planeta do Sistema Solar, é maior do que se pensava, com um diâmetro de cerca de 2.370 quilômetros, cerca de 80 quilômetros a mais do que previsões anteriores.

Plutão agora é oficialmente maior do que Eris, um dos centenas de milhares de miniplanetas e objetos parecidos com cometas que circulam a região além de Netuno chamada de Cinturão de Kuiper. A descoberta desta região, em 1992, levou a uma reclassificação oficial de Plutão, que passou a ser chamado de "planeta anão".

E tamanho é documento, mesmo para planetas anões. Ser um pouco maior significa que Plutão consiste significativamente de mais gelo e um pouco menos de água do que o previsto, um detalhe importante para cientistas determinarem a história de como ele e o resto do Sistema Solar foram formados.

"O sistema de Plutão é um remanescente fóssil das origens de nosso Sistema Solar", disse o cientista-chefe da Nasa, John Grunsfeld. "Vamos aprender mais sobre isso."

sexta-feira, 10 de julho de 2015

O CORAÇÃO DE PLUTÃO


Foto inédita mostra 'coração' na superfície de Plutão


O "rosto" de Plutão inclui uma ampla área escura conhecida informalmente por cientistas como "a baleia", e uma área clara em formato de coração com cerca de 2.000 km

Após viajar nove anos e quase cinco bilhões de quilômetros, a sonda espacial New Horizons começou nesta semana a aproximação final a Plutão, revelando as melhores imagens já feitas de um dos planetas mais distantes do Sistema Solar.

A Nasa (agência espacial norte-americana) divulgou nesta quarta-feira (8) o registro feito no dia anterior pela New Horizons, quando a sonda estava a "apenas" oito milhões de quilômetros de Plutão.

Nesta quinta (9), a sonda chegaria a seis milhões de quilômetros, rumo ao ponto de maior aproximação (12,5 mil km), passagem histórica prevista para 14 de julho.

Essa última imagem foi o primeiro registro enviado após a sonda entrar inesperadamente em modo de segurança, no último dia 4, e perder o contato com a Terra.

O "rosto" de Plutão visto na imagem é, em grande parte, o que será examinado de perto na próxima semana. Inclui uma ampla área escura próxima à linha do Equador de Plutão, conhecida informalmente por cientistas como "a baleia", e uma área clara em formato de coração com cerca de 2.000 km.
Planeta estranho

Na aproximação final, a sonda New Horizons ficará a apenas 12,5 mil km da superfície de Plutão.

Sua câmera de alta resolução Lorri (Long Range Recconnaissance Imager) deverá então captar imagens de resolução até 500 vezes superior aos últimos registros.

A câmera Lorri é responsável pela imagem mostrada nesta página, mas as informações sobre cores foram fornecidas pela outra câmera da sonda, a Ralph.

"As imagens ainda estão um pouco borradas, mas são, de longe, as melhores que já vimos de Plutão, e vão só melhorar", afirmou John Spencer, do instituto de pesquisa SxRI (Southwest Research Institute), de Colorado, um dos parceiros da Nasa na empreitada.

"Nesse momento as imagens revelam apenas que Plutão é um planeta realmente esquisito. Ele tem algumas áreas muito escuras, outras extremamente claras, e não sabemos nada sobre o que são ainda", afirmou Spencer ao programa Newshour, da BBC.

O astrônomo Alex Parker, da equipe da New Horizons, publicou essa ilustração no Twitter.

Spencer e seus colegas acreditam que a área mais clara pode estar coberta por monóxido de carbono congelado e que a mancha escurecida possa ser um depósito de hidrocarbonetos, queimados na atmosfera de Plutão por raios cósmicos e radiação ultravioleta.

Mas por ora tudo não passa de palpite.

"Teremos registros 500 vezes melhores na próxima terça, quando teremos nossa passagem mais próxima", disse Spencer.

Na aproximação final, a New Horizons estará viajando a quase 14km por segundo - muito rápido para entrar em órbita.

A sonda fará um voo automático de reconhecimento, coletando o máximo de imagens e dados ao passar pelo planeta de 2.300 km de diâmetro e suas cinco luas conhecidas: Charon, Styx, Nix, Kerberos e Hydra.

A missão ocorre durante o 50o aniversário da primeira passagem bem sucedida de uma sonda norte-americana por Marte, feita pela Mariner 4. A New Horizons irá coletar 5.000 vezes mais informações do que a Mariner conseguiu quando passou pelo planeta vermelho.

Um dos grandes desafios da missão a Plutão é enviar toda a informação de volta até a Terra. A distância é enorme, o que torna o ritmo de envio dos dados muito lento. Serão ao menos 16 meses para encaminhar todos os dados científicos a serem reunidos nos próximos dias.

terça-feira, 7 de julho de 2015

O SOBREVOO DE PLUTÃO


Concepção artística da sonda New Horizons, da Nasa

Sobrevoo histórico de Plutão deve acontecer apesar de falha em sonda, diz Nasa

06/07/2015
A agência aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa, na sigla em inglês) informou nesta segunda-feira (6) que espera que a espaçonave New Horizons volte a funcionar na terça-feira depois que uma falha no computador no fim de semana ameaçou seu sobrevoo histórico sobre Plutão.

Ao chegar ao fim de uma jornada de 9,5 anos aos confins inexplorados do Sistema Solar, a New Horizons perdeu contato de rádio com a Terra durante angustiantes 81 minutos no sábado.

A causa do problema foi uma falha de cronometragem na última leva de softwares carregados nos computadores da espaçonave, disse a Nasa num relatório da situação divulgado na noite de domingo.

A missão irá proporcionar as primeiras observações próximas de Plutão quando a sonda passar a 12.550 quilômetros do planeta gelado perto das 10h50 (horário de Brasília) de 14 de julho.

"Agora, com Plutão à vista, estamos prestes a retomar as operações normais", declarou o diretor de ciência planetária da Nasa, Jim Green, em comunicado.

O diagnóstico e os esforços de recuperação foram dificultados pelo lapso de 9 horas entre a base e a espaçonave, que está a quase 5 bilhões de quilômetros da Terra.

A pequena sonda não carrega a quantidade necessária de propelente para reduzir sua velocidade e fazê-la entrar na órbita de Plutão.


Desde que Mike Brown, pesquisador do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, anunciou ter descoberto um corpo rochoso maior e mais distante do que Plutão, os astrônomos passaram a suspeitar do status do nono planeta do Sistema Solar. Mesmo ganhando do diâmetro de Plutão por apenas 20 quilômetros, Eris era menor do que a Lua para ser considerado um planeta, além de estar muito próximo do cinturão de Kuiper. Foi, então, que a União Internacional Astronômica (IAU, na sigla em inglês) acabou com o problema ao criar a nova categoria "planeta-anão" para descrever corpos celestes bastante massivos (o suficiente para que a própria gravidade possa "moldá-lo" em uma forma quase esférica), mas que são menores que Mercúrio e com muitos objetos próximos de sua órbita. Acima, concepção artística compara os tamanhos da Terra e da Lua com os primeiros planetas-anões descritos pela IAU: Ceres, Eris e Plutão

segunda-feira, 23 de março de 2015

OS PONTOS BRILHNTES DE CERES


Pontos brilhantes em Ceres parecem ser plumas de água, diz Nasa


23/03/15

É a pergunta que eu mais ouço por esses dias: e os pontos brilhantes na superfície de Ceres, o planeta anão? Ainda aguardamos a resposta definitiva, mas Andreas Nathues, líder da equipe da câmera da sonda Dawn e pesquisador do Instituto Max Planck, na Alemanha, apresentou as conclusões iniciais da Nasa, durante a 46a Conferência de Ciência Lunar e Planetária, nos Estados Unidos: provavelmente, são plumas de vapor d’água emanando de gelo localizado no fundo da cratera.

Imagem de Ceres obtida pela Dawn a 46 mil km do planeta anão revela dois misteriosos pontos brilhantes na superfície. (Crédito: Nasa)

Antes que alguém questione: ainda não há imagens disponíveis que sejam muito melhores do que as divulgadas até agora. E isso não é motivos para alimentar teorias da conspiração. Desde que a Dawn chegou a Ceres, no último dia 6, a espaçonave tem usado seus motores iônicos para suavemente espiralar na direção do maior membro do cinturão de asteroides, até atingir sua primeira órbita de trabalho, a 13.500 km de altitude, no fim de abril. Antes disso, no dia 10 de abril, haverá outra sequência de capturas de fotos, mas apenas 17% do planeta anão aparecerá iluminado. A coisa só ficará boa mesmo quando chegarmos ao final do mês e a Dawn desligar seus motores para a primeira bateria de observações científicas.

Contudo, ao analisar cuidadosamente as imagens já colhidas, os cientistas começam a apresentar suas interpretações e a produzir trabalhos científicos. E duas coisas estranhas marcam os pontos brilhantes. Por um lado, a topografia local parece indicar que eles emanam do fundo de uma cratera de 80 km de diâmetro e não estão numa elevação. Por outro lado, a análise do brilho conforme Ceres avança em sua rotação mostra que ele é fruto de reflexão de luz solar, mas que ainda permanece visível quando o fundo da cratera já está sob a sombra, além do chamado terminador — a linha que divide o lado iluminado do escuro.

“Durante o dia, o ponto evolui: ele fica mais brilhante. No anoitecer ele fica menos brilhante e na noite ele desaparece completamente”, disse Nathues em sua apresentação, segundo Emily Lakdawalla, blogueira da ONG Planetary Society que esteve no evento.

COMO EXPLICAR ISSO?

De acordo com Nathues, a melhor hipótese é que plumas de vapor d’água estejam emanando do fundo exposto de gelo da cratera. A coluna de vapor mais alta acaba refletindo luz solar quando o fundo já está no escuro, o que explica o padrão de luminosidade observado.

As imagens colhidas até agora são incapazes de “resolver” qualquer dos dois pontos brilhantes, ou seja, delineá-los com algum nível de resolução. Isso significa que o maior deles deve ter diâmetro menor que quatro quilômetros. A partir disso, os cientistas também puderam estimar o quanto de luz é refletido pela superfície (o chamado albedo) no ponto brilhante. Resultado: pelo menos 40% — mas pode ser muito mais. Esse nível de refletividade é consistente com uma superfície de gelo, mas não se trata da única explicação possível.

Juntando todas as peças, a confirmação de que Ceres tem algum tipo de atividade capaz de emanar plumas de vapor d’água — como já sugeria o Observatório Espacial Herschel, da Agência Espacial Europeia — parece estar mais próxima. Ainda falta compreender o que está produzindo essa atividade. Foi um impacto de asteroide que expôs o gelo no fundo da cratera? Criovulcões que expelem água, movidos pela pressão interna no interior de Ceres?

Aguarde cenas do próximo capítulo, conforme a Dawn se instala em sua órbita científica para transformar nossa compreensão do único planeta anão existente entre Marte e Júpiter.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

OS PLANETAS MAIS ANTIGOS DO UNIVERSO


28/01/15

Astrônomos usando dados, adivinhe só, do telescópio espacial Kepler, da Nasa, fizeram mais uma descoberta extraordinária. Eles encontraram o mais antigo sistema planetário de que se tem notícia, com cerca de 11,2 bilhões de anos.

Concepção artística do sistema Kepler-444, o mais antigo já descoberto (Crédito: Universidade de Birmingham)

É verdade que a margem de erro é do naipe “ibope” — 1 bilhão de anos para mais ou para menos. Ainda assim, é um sistema muito antigo, concebido numa época em que o Universo era bem jovem. E os planetas são rochosos, como a Terra, o que nos dá a confiança de que astros favoráveis ao surgimento da vida têm sido criados há muito, muito tempo no cosmos. Compare os 11,2 bilhões de anos do sistema Kepler-444, recém-descoberto, aos 4,6 bilhões de anos do Sol e sua família de planetas. É quase o triplo.

Trocando em miúdos: a vida pode ter florescido em nossa galáxia muito tempo antes que nosso planeta sequer existisse. Mas não em Kepler-444, que fique claro. É um sistema para lá de complicado, e todos os planetas são quentes demais para abrigar água líquida e vida como a conhecemos.

VAMOS ATÉ LÁ?
Normalmente, muitas pessoas reagem negativamente às distâncias interestelares. “De que adianta descobrir esses planetas se não podemos ir até lá?” É bem verdade que ainda não sabemos nem como viajar até a estrela mais próxima, a meros quatro anos-luz de distância, num tempo inferior a dezenas de milhares de anos. Mas para muitas pessoas a imaginação, estimulada pelo conhecimento, já ajuda a transpor os vastos vazios que separam as estrelas.

Você é uma delas? Façamos, pois, uma visita virtual a esse sistema, localizado a modestos 120 anos-luz de distância, na constelação de Lira. A primeira coisa que notaremos ao nos aproximar é que Kepler-444 não é um sistema de uma estrela solitária, como o Sol. Notaremos, como fez a equipe do astrônomo português Tiago Campante, da Universidade de Birmingham no Reino Unido, ao realizar observações posteriores com telescópios em solo, que há uma segunda estrela, menos brilhante, em torno do astro principal.

Verificando a separação aparente entre elas, os computadores de bordo de nossa espaçonave virtual nos informam que a menor deve estar girando em torno da maior a uma distância relativamente grande, completando uma volta a cada 430 anos, aproximadamente.

Imagem feita com o telescópio Keck II, no Havaí, revela uma estrela menos brilhante ao redor de Kepler-444. (Crédito: Campante et al.)

Mas conforme nossa distância do sistema diminui, temos mais uma surpresa. O astro menor não é uma estrela, mas duas — duas anãs vermelhas, bem menores e mais frias que o Sol. Elas giram em torno de um centro comum enquanto avançam juntas ao redor do astro maior, uma anã laranja, apenas ligeiramente menor que nossa estrela-mãe. Tudo isso nós descobrimos ao analisar a luz vinda desses astros, que revela sua temperatura e seu tipo espectral.

Partimos então para uma análise mais sofisticada do espectro da estrela principal. Ao detectar pequenas vibrações internas, que se refletem em sutis alterações de brilho na estrela — algo que o astrônomo brasileiro Eduardo Janot, da USP, gosta de chamar de “estelemotos” — os pesquisadores puderam estimar a idade (a técnica é conhecida como “asterosismologia”). E aí chegaram aos 11,2 bilhões de anos.

Seguindo em frente, avançamos até as proximidades da estrela maior e lá encontramos nosso tesouro: cinco pequenos planetas, todos rochosos e menores que a Terra. O menor deles é o mais interno, Kepler-444b, que completa uma volta em torno de sua estrela em apenas 3,6 dias terrestres. Ele tem o tamanho aproximado de Mercúrio, o menor dos planetas do nosso Sistema Solar, mas é bem mais quente, pois está bem mais próximo de sua estrela. Aliás, todos os cinco planetas caberiam num círculo com um quinto do tamanho da órbita de Mercúrio — é o que os astrônomos chamam de um sistema altamente compactado. O segundo planeta completa uma volta em 4,5 dias, o terceiro em 6,2 dias, o quarto em 7,7 e o quinto em 9,7. O maior é o último, com cerca de três quartos do diâmetro da Terra.

Embora sejam inabitáveis, eles trazem uma confirmação importante — os ingredientes básicos para a formação de planetas como a Terra já existiam 11 bilhões de anos atrás.

NÃO BASTA A RECEITA
Esse é um dos grandes enigmas da astronomia dos exoplanetas — quando eles começaram a se formar? O drama é que, no princípio do Universo, 13,8 bilhões de anos atrás, só havia três elementos químicos: hidrogênio, hélio e uma pitada de lítio.

Com esse trio, já dava para fabricar estrelas — grandes bolas de gás que convertem hidrogênio em elementos mais pesados por fusão nuclear –, mas não planetas — que exigem átomos mais pesados, como carbono e oxigênio. Para que mundos como o nosso pudessem existir, primeiro as estrelas primordiais tiveram de “construí-los” em suas fornalhas internas e depois semeá-los pelo Universo, principalmente por meio das explosões violentas conhecidas como supernovas.

Espalhados pelo espaço, esses estilhaços atômicos acabaram semeando nuvens de gás que formariam outras estrelas. E o processo seguiria adiante, gradualmente tornando o Universo um lugar com maior variedade química. Mas em que momento exatamente já havia concentração suficiente de elementos pesados para o surgimento de planetas rochosos?

Essa é a importância do novo achado — ele empurra ainda mais para trás esse momento de transição. Já conhecíamos alguns sistemas planetários com idade estimada em coisa de 10 bilhões de anos (Kepler-10 e Kapteyn, para citar dois exemplos), mas o Kepler-444 parece ser ainda mais antigo.

“A descoberta de um sistema antigo de planetas de tamanho terrestre em torno da estrela Kepler-444 confirma que os primeiros planetas se formaram muito cedo na história da galáxia, e com isso ajuda a determinar o início da era da formação planetária”, escrevem os pesquisadores, em artigo publicado ontem no “Astrophysical Journal”.

A descoberta representa mais um triunfo do princípio copernicano. Inspirado originalmente pela constatação de Copérnico de que a Terra estava longe de ser o centro do Universo, e em vez disso era apenas mais um planeta a girar em torno do Sol, consolidou-se a noção de que não há nada de especial sobre nosso mundo que o torne melhor ou mais interessante que outros espalhados pelo Universo.

A descoberta, nos últimos anos, de que planetas similares em composição à Terra e com níveis de radiação similares existem em grandes quantidades foi mais uma confirmação desse princípio. E agora vemos que nem mesmo numa época especial nós vivemos. A vida pode ter emergido pela primeira vez no Universo vários bilhões de anos antes que nosso planeta tenha sequer nascido. Não somos únicos. Somos, em vez disso, apenas mais um exemplo da obsessão criativa do cosmos.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A SUPERTEMPESTADE DE SATURNO

Imagem mostra formação de supertempestade no hemisfério norte de Saturno (Foto: Nasa/JPL-Caltech/Instituto de Ciência Espacial)

04/09/2013

Supertempestade em Saturno 'revira' gelo do planeta, diz Nasa
Pela primeira vez foi detectado gelo formado a partir de água no planeta.
Tormenta atingiu Saturno em 2010 e ocorre a cada 30 anos, afirma agência.


Uma supertempestade que atingiu Saturno "revirou" gelo da atmosfera do planeta, segundo uma pesquisa publicada na revista científica "Icarus". As informações sobre o estudo foram divulgadas nesta terça-feira (3) pela agência espacial americana (Nasa), que classificou a tormenta como "monstruosa".

O fenômeno gigantesco irrompeu em dezembro de 2010 no planeta, afirma a agência espacial. Tempestades deste gênero costumam aparecer no hemisfério norte de Saturno a cada 30 anos, em média.

A análise dos cientistas, junto com medições próximas ao infravermelho feitas pela sonda espacial Cassini, são a primeira deteccção já realizada de de gelo formado a partir de água em Saturno. A água, afirma a Nasa, se origina das profundezas da atmosfera do planeta.

"A nova descoberta da Cassini mostra que Saturno pode 'desenterrar' materiais a mais de 160 km [no fundo da atmosfera]", afirmou Kevin Baines, um dos autores do estudo e cientista do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em entrevista à instituição.

"Isso demonstra de maneira muito realista que Saturno, apesar de parecer um planeta 'pacato', pode ser tão tão ou mais explosivo que Júpiter, conhecido pelas tempestades", reforçou Baines.

A pesquisa descobriu que as partículas que formam as nuvens no topo da tempestade são compostas de três substâncias: gelo de água, gelo de amônia e uma terceira substância que possivelmente é hidrosuslfeto de amônia.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

OS PLANETAS ANÕES DO SISTEMA SOLAR


Os Planetas Anões do Sistema Solar

O Sistema Solar é constituido por vários planetas anões:

Plutão, Éris e Ceres. (os primeiros a serem classificados como tal).
Makemake (formalmente designado em Julho de 2008, pela União Astronómica Internacional)
Haumea (confirmado como planeta anão a partir de 18 de Setembro de 2008).

PLUTÃO

Até 2006, Plutão foi considerado um planeta principal do Sistema Solar, mas a descoberta recente de vários corpos de tamanho semelhante e, em alguns casos, maiores, no Cinturão de Kuiper, fez com que a União Astronómica Internacional (U.A.I.) decidisse, em 24 de Agosto de 2006, considerá-lo um planeta anão, juntamente com Éris e Ceres, o maior dos asteróides. Plutão é agora visto como o primeiro de uma categoria de objectos trans-neptunianos e foi-lhe atribuído o número 1340340 no catálogo de planetas menores.

A descoberta do seu satélite Caronte, em 1978, permitiu a determinação da massa do sistema Plutão-Caronte, por meio da simples aplicação da fórmula newtoniana da 3.ª lei de Kepler. O diâmetro de Plutão foi finalmente calculado, sendo equivalente a menos de 0,2 do da Lua. As características físicas de Plutão são, em grande parte, desconhecidas, porque ainda não recebeu a visita de uma nave espacial e a distância a que se encontra da Terra dificulta investigações mais detalhadas. Actualmente a sonda da NASA "New Horizons" (a mais veloz até hoje construída pelo homem) dirige-se para Plutão, cuja atmosfera vai investigar em 2015.


ÉRIS


É conhecido oficialmente como 136199 Eris, é um planeta anão nos confins do sistema solar, numa região do sistema solar conhecida como disco disperso. É o maior planeta-anão do sistema solar e quando foi descoberto, ficou desde logo informalmente conhecido como o "décimo planeta", devido a ser maior que o então planeta Plutão.
Éris tem um período orbital de cerca de 560 anos e encontra-se a cerca de 97 Unidades Astronómicas (UA) do Sol (uma UA equivale a cerca de 150 milhões de quilómetros), em seu afélio. Como Plutão, a sua órbita é bastante excêntrica, e leva o planeta a uma distância de apenas 35 UA do Sol no seu periélio (a distância de Plutão ao Sol varia entre 29 e 49,5 UA, enquanto que a órbita de Neptuno fica por cerca de 30 UA).

CERES


É um planeta anão que se encontra na cintura de asteróides, entre Marte e Júpiter. Tem um diâmetro de cerca de 950 km e é o corpo mais maciço que se encontra nessa região do sistema solar, contendo cerca de um terço da massa total da cintura de asteróides.

Apesar de ser um corpo celeste relativamente próximo do nosso planeta, pouco se sabe sobre Ceres.

A sua classificação mudou mais de que uma vez: na altura em que foi descoberto foi considerado como um planeta, mas após a descoberta de corpos celestes semelhantes na mesma área do sistema solar, levou a que fosse reclassificado como um asteróide por mais de 150 anos.
No início do século XXI, novas observações mostraram que Ceres é um planeta embrionário com estrutura e composição muito diferentes das dos asteróides comuns e que permaneceu intacto provavelmente desde a sua formação, há mais de 4 600 milhões de anos. Pouco tempo depois, foi reclassificado como planeta anão. Pensava-se, também, que Ceres fosse o corpo principal da "família Ceres de asteróides". Contudo, Ceres mostrou-se pouco aparentado com o seu próprio grupo, inclusive em termos físicos. A esse grupo é agora dado o nome de "família Gefion de asteróides".

HAUMEA

Haumea, antes conhecido astronomicamente como 2003 EL61, é um planeta anão do tipo plutóide, localizado a 43,3 UA do Sol, ou seja um pouco mais de 43 vezes a distância da Terra ao Sol, em pleno Cinturão de Kuiper. Haumea possui dois pequenos satélites naturais, Hiʻiaka e Namaka, que, acredita-se, sejam destroços que se separaram de Haumea devido a uma antiga colisão. Haumea é um plutóide com características pouco comuns, tais como a sua rápida rotação, elongação extrema e albedo elevado devido a gelo de água cristalina na superfície. Pensa-se, também, tratar-se do maior membro de uma família de destroços criados num único evento destrutivo.
Apesar de ter sido descoberto em dezembro de 2004, só em 18 de setembro de 2008 é que se confirmou tratar-se de um planeta anão, recebendo então o nome da deusa havaiana do nascimento e fertilidade.


MAKEMAKE



Planeta anão Makemake - Também designado um plutóide
Makemake é o terceiro maior planeta anão do Sistema Solar e um dos maiores corpos do Cinturão de Kuiper. O seu diâmetro é de cerca de três-quartos do de Plutão. Não possui satélites conhecidos, o que o torna singular entre os corpos maiores do Cinturão. A sua superfície é coberta por gelo de metano e, possivelmente, de etano, devido à baixíssima temperatura média (cerca de 240 ºC negativos).

De início conhecido como 2005 FY9 (e antes disso, provisoriamente, como "coelhinho da Páscoa"), Makemake foi descoberto em 31 de Março de 2005 por uma equipa chefiada por Michael Brown. O facto foi anunciado em 29 de Julho de 2005. Posteriormente, a 11 de Junho de 2008, a União Astronómica Internacional (UAI) incluiu-o em sua lista de candidatos potenciais ao status de plutóide, uma denominação para planetas anões além da órbita de Neptuno que incluía então apenas Plutão e Éris. Makemake foi formalmente designado um plutóide em Julho de 2008.
Makemake recebeu o nome do criador mítico da humanidade segundo os rapanui, nativos da ilha de Páscoa.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

VULCÕES DE VENUS

Impressão artística mostra como seria um vulcão ativo em Vênus
Foto: ESA/AOES/Divulgação

Observações indicam que vulcões de Vênus estariam ativos

03 de dezembro de 2012

Observações feitas pela sonda Vênus Express durante os seis anos da missão indicam grandes mudanças na quantidade de dióxido de enxofre na atmosfera do planeta. Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), responsável pelo satélite, uma explicação para o fenômeno seria atividade vulcânica.

A atmosfera de Vênus tem uma grande quantidade de dióxido de enxofre - cerca de 1 milhão de vezes mais que a Terra -, mas ele está preso embaixo da pesadas nuvens da segunda rocha do Sistema Solar. Quando esse gás tóxico entra em contato com a radiação do Sol, ele é destruído. O dióxido de enxofre que a sonda registrou estava sobre as nuvens, ou seja, havia sido formado recentemente.

O planeta tem diversos vulcões em sua superfície, mas os cientistas discutem se eles ainda estão ativos, e as observações da Express podem dar uma pista sobre a resposta. Outras pistas já indicavam que a atividade vulcânica continua em Vênus. Um desses registros, feito em infravermelho, foi do que pode ser fluxos de lava na região de um vulcão. Como a composição era diferente dos arredores, os pesquisadores acreditam que esses fluxos ocorreram em uma erupção recente.

Logo que chegou a Vênus, em 2006, a espaçonave registrou um aumento significativo do gás na atmosfera superior, seguido por um forte decréscimo. Uma das sondas da missão Pioneer, da Nasa, que orbitou o planeta entre 1978 e 1992, também registrou uma forte queda no gás.

"Se você ver dióxido de enxofre na atmosfera superior, você sabe que algo trouxe ele para cima recentemente, porque as moléculas individuais são destruídas pela luz do Sol após alguns dias", diz Emmanuel Marcq, do Laboratoire Atmosphères, Milieux, Observations Spatiales, na França, e líder do estudo.

"Uma erupção vulcânica poderia atuar como um pistão para jogar o dióxido de enxofre para esses níveis, mas peculiaridades na circulação do planeta, que nós não entendemos totalmente ainda, podem também misturar o gás para reproduzir o mesmo resultado", diz Jean-Loup Bertaux, que faz parte da equipe da sonda.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

OS MISTÉRIOS DE MAKEMAKE


Concepção artística mostra a superfície do distante planeta-anão Makemake
Foto: ESO/L. Calçada/Nick Risinger/Divulgação

Telescópios da América do Sul revelam segredos de planeta-anão

21 de novembro de 2012

Observações feitas por diversos observatórios na América do Sul - inclusive do Pico dos Dias, em Minas Gerais - levaram à descoberta de novos dados sobre o planeta-anão Makemake. Os astrônomos aproveitaram que o objeto passou em frente a uma estrela distante (fenômeno conhecido como "ocultação estelar") para descobrir novos detalhes. O estudo indica, por exemplo, que, diferentemente do que se pensava, Makemake não tem uma atmosfera significativa, ao contrário de seu "primo" Plutão. A pesquisa foi divulgada em artigo na revista especializada Nature.

Makemake tem cerca de dois terços do tamanho do planeta-anão mais conhecido do Sistema Solar - Plutão - e está mais próximo do Sol que seu "primo" de maior massa: Éris. Observações anteriores indicaram que ele é parecido com os demais planetas-anões, o que levou os pesquisadores a acreditar que tinha uma atmosfera semelhante à de Plutão. Contudo, estudos sobre esse corpo são difíceis, já que ele está muito longe da Terra e não tem luas.

Uma equipe de astrônomos liderada por José Luis Ortiz, do Instituto de Astrofísica de Andalucía, na Espanha, combinou observações de telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), do Pico dos Dias e de outros locais da América do Sul quando o planeta-anão passava em frente a uma estrela.

"Quando Makemake passou em frente à estrela, a radiação emitida por esta foi bloqueada. A estrela desapareceu e apareceu muito abruptamente, em vez de desaparecer lentamente e depois ficar gradualmente mais brilhante. Isto significa que o pequeno planeta-anão não tem uma atmosfera significativa", diz Ortiz. "Pensava-se que Makemake tivesse desenvolvido uma atmosfera. O fato de não haver sinais de uma mostra apenas o quanto temos ainda a aprender sobre estes corpos misteriosos. Descobrir as propriedades de Makemake pela primeira vez é um grande passo em frente no estudo deste grupo seleto de planetas-anões gélidos."

As novas observações ainda determinam seu tamanho de forma mais precisa, estimam a densidade do planeta-anão pela primeira vez e mediram a quantidade de luz solar refletida por ele. Makemake é um esferoide oblongo - uma esfera ligeiramente achatada em ambos os pólos -, com densidade de 1,7 g/cm³ (dentro do esperado para um corpo desse tamanho e massa) e albedo de 0,77 (maior que o de Plutão, mas menor que o de Éris). Um albedo de 1 significa um corpo que reflete perfeitamente a luz, e 0, uma superfície negra, que não reflete nada.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

VÊNUS TRANSITANDO A FRENTE DO SOL, NOSSA ÚLTIMA CHANCE DE VER.

EFE Em Londres
ESA
16/05/2012
Vênus transita em frente ao Sol em junho pela última vez até 2117

Vênus, o segundo planeta do Sistema Solar em ordem de distância do Sol e o terceiro menor, transitará diante do "astro rei" entre 5 e 6 de junho


O planeta Vênus poderá ser visto em junho durante o trânsito em frente ao Sol, um fenômeno que não ocorrerá novamente até 2117 e ajudará na busca de exoplanetas, informou nesta quarta-feira (16) a revista britânica Nature.

Vênus, o segundo planeta do Sistema Solar em ordem de distância do Sol e o terceiro menor, transitará diante do "astro rei" entre 5 e 6 de junho, disse o astrônomo Jay Pasachoff, da Williams College (EUA), em um artigo publicado pela revista.

"Esperamos que o trânsito de Vênus nos proporcione uma visualização de exoplanetas", explicou o astrônomo. Apesar de Vênus ser visível a partir da Terra em poucas ocasiões, Pasachoff confia que neste ano a visualização seja melhor que a de 2004, já que a atividade solar é mais intensa agora.

O planeta Vênus poderá ser visto em junho durante o trânsito em frente ao Sol, um fenômeno que não ocorrerá novamente até 2117 e ajudará na busca de exoplanetas, segunda a revista britânica Nature. Os pesquisadores aproveitam estes fenômenos para testar novas técnicas e métodos de visualização de planetas distantes da Terra. A previsão é de que o segundo planeta do Sistema Solar em ordem de distância do Sol transite diante do "astro rei" entre 5 e 6 de junho. Na fotografia tirada em 2004, pescadores observam o trânsito de Vênus diante do Sol em Flager Beach AP

Os pesquisadores aproveitam estes fenômenos para testar novas técnicas e métodos de visualização de planetas distantes da Terra. "Os cientistas de hoje enviam sondas espaciais a outros planetas para uma apuração mais detalhada, mas a observação desses fenômenos a partir do nosso planeta nos proporciona uma informação única e nos dá a oportunidade de melhorar nossos métodos de busca a exoplanetas", explicou Pasachoff.

O fenômeno será registrado pelo satélite da Nasa "Acrimsat", que oferecerá uma imagem similar à obtida a partir de outros satélites e telescópios como o Kepler, especificou o cientista. A equipe de Pasachoff se concentrará no estudo da atmosfera de Vênus, visível graças aos raios que atravessarão durante o percurso pela frente do Sol. Os dados recopilados serão comparados com os obtidos na observação das atmosferas de exoplanetas, destacou o astrônomo.

Desde o século XVII, quando foram inventados os primeiros telescópios, Vênus se deslocou pela frente do Sol em seis ocasiões (1639, 1761, 1769, 1874, 1882 e 2004). Em todos eles, os cientistas realizaram centenas de estudos e medições com o objetivo de resolver um dos maiores mistérios da astronomia da época: calcular a distância entre a Terra e o Sol.

Pasachoff reconheceu que é cedo para saber como ajudará no estudo dos trânsitos no Sistema Solar na observação dos exoplanetas distantes, mas ressaltou que esses deslocamentos são raros e não devem ser desperdiçados.

"Devemos isso aos futuros astrônomos, especialmente para aqueles que observarão o fenômeno em 2117", disse Pasachoff.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

O PLANETA INTERROMPIDO



Asteroide gigante é promovido a ‘planeta interrompido’
Vesta é mais parecido com planetas do que com asteroides.
Astro é considerado 'fóssil' do Sistema Solar.

10/05/2012

O asteroide gigante Vesta foi “promovido” à categoria de “protoplaneta", informaram cientistas em uma série de estudos publicados pela revista “Science” nesta quinta-feira (10). O Vesta é um dos alvos da missão da sonda espacial Dawn, da Nasa.

Um "protoplaneta" é um planeta "em formação". No caso do Vesta, no entanto, essa formação foi interrompida e ele ficou num estágio "mal acabado", se tornando um verdadeiro “fóssil” espacial. Ele é o único astro conhecido a ter sobrevivido aos primórdios da formação do nosso Sistema Solar e é uma peça-chave para entender como surgiram os planetas.

Com um diâmetro de 525 quilômetros, Vesta é o segundo maior astro do cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter. Maior que ele, só o planeta-anão Ceres, que a Dawn deve investigar em 2015.



Imagem compara o tamanho de Vesta com o de outros asteroides conhecidos. (Foto: NASA/JPL-Caltech/UCLA)Imagem compara o tamanho de Vesta com o de outros asteroides conhecidos. (Foto: NASA/JPL-Caltech/UCLA)

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Segundo os pesquisadores, Vesta tem mais características em comum com outros planetas do que com qualquer asteroide conhecido.

Os dados coletados pela Dawn indicam que o protoplaneta tem uma formação parecida com a da Terra e a da Lua, com um núcleo de ferro, manto e crosta. Os cientistas acreditam também que no passado o asteroide tinha um oceano de magma subterrâneo, como a Terra.

Os cientistas também concluíram que diversos minerais encontrados na Terra são originários de Vesta. Isso indica que uma colisão no passado entre o protoplaneta e algum outro corpo celeste, pode ter enviado meteoritos até o nosso planeta.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

ERIS




Planeta-anão Eris é menor que o esperado, descobrem astrônomos
Madri 26/10/2011

Concepção artística do planeta-anão Eris. Estudo publicado na revista Nature revela detalhes desse "gêmeo" de Plutão. Segundo os astrônomos, ele é menor que o imaginado.
ESO

Um grupo internacional de astrônomos descobriu que o tamanho do planeta anão Eris é menor do que se pensava, com dimensões inferiores a de Plutão, em uma pesquisa publicada pela revista "Nature".

José Luis Ortiz, do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC, na sigla em espanhol), um dos centros espanhóis que participaram da pesquisa, detalhou nesta quarta-feira que os novos dados surpreendem ao reduzir o raio estimado de Eris em cerca de 1,163 mil quilômetros.

Este número está muito abaixo dos cálculos anteriores que o situavam entre 1,2 mil e 1,4 mil quilômetros e que o transformaram no maior objeto do Cinturão de Kuiper, uma região transnetuniana povoada por corpos rochosos e gelados.

Agora parece que Plutão, com um raio de entre 1,15 mil e 1,2 mil quilômetros, poderia recuperar o posto como o maior objeto desta região, segundo o CSIC. "No entanto, isto é difícil de precisar, já que Plutão tem uma atmosfera que interfere nas medidas do diâmetro", especificou Ortiz.

Eris foi descoberto em 2005 e os primeiros cálculos diziam que seu tamanho superava o de Plutão, o que contribuiu para que a União Astronômica Internacional deixasse de considerar este último como planeta.

Embora de início tenha se falado de um décimo planeta, finalmente se redefiniu o conceito que não incluía nem Eris nem Plutão, já que a União Astronômica decidiu que ambos passariam a integrar uma nova categoria de objetos, os planetas anões, reduzindo o número de planetas do sistema solar para oito.

O estudo também determina que o albedo de Eris (a fração de luz refletida em relação da que incide) é pelo menos de 90%, o que o transforma em um dos objetos mais brilhantes do Sistema Solar, já que apenas algumas luas de Saturno refletem uma porcentagem maior.

Sua massa e densidade, maiores que as de Plutão, sugerem que se trata de um corpo pouco rochoso e coberto por uma camada de gelo. Os resultados essenciais do trabalho foram obtidos a partir de dois telescópios no observatório de San Pedro de Atacama e La Silla, ambos no Chile.

Atualmente existem cinco planetas anões aceitos como tais, mas vários deles ainda estão sendo classificados. Além disso, a previsão é que, no futuro, sejam descobertos outros, chegando talvez a centenas, segundo Ortiz.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

RIOS DE LAVA




Rios de lava formaram planícies de Mercúrio, revela Nasa

29 de setembro de 2011


Esta imagem obtida pela Messenger mostra a Bacia do Goethe no Pólo Norte de Mercúrio. A imagem foi uma das primeiras enviadas pela sonda.

Foto: Nasa/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington

Fendas vulcânicas se abriram há bilhões de anos em Mercúrio, o planeta mais próximo do sol, e liberaram a lava que formou suas planícies suaves, informou um estudo publicado na edição desta quinta-feira da revista Science e que descreve as descobertas de uma sonda da Nasa que orbita o astro desde março.

Entre 3,5 e 4 bilhões de anos atrás, fendas vulcânicas se abriram na crosta de Mercúrio e expeliram lava, formando as planícies que ocupam 6% do planeta pequeno e quente e que cobrem uma superfície equivalente a 60% dos Estados Unidos, segundo o estudo publicado na revista Science.

Uma série de informes divulgados na revista descrevem as descobertas da sonda Messenger, da agência espacial americana (a Nasa), desde que começou a orbitar Mercúrio, em meados de março. As fendas que derramaram lava não eram como os vulcões de montanha, que se formam gradualmente ao longo do tempo, como os do Havaí, por exemplo, mas profundos cortes que expulsaram rios de lava incandescente que em alguns lugares fluíam a até dois quilômetros de profundidade.

"Estes enormes respiradores, de até 25 km de comprimento, parecem ser a fonte de enormes volumes de lava muito quente que saíram para a superfície de Mercúrio", disse um dos autores do estudo, James Head, professor de Ciências Geológicas da Universidade Brown, na costa leste dos Estados Unidos.

Os fluxos de lava foram para a superfície, "talhando vales e criando crostas em forma de lágrima no terreno subjacente", disse Head. "Um destes depósitos é tão enorme que o vulcanismo tem que ser importante em outros lugares", explicou.

Os vulcões contribuíram para a formação dos planetas, inclusive Marte, e ajudam estes corpos celestes a liberar seu calor interno. Na Terra, erupções vulcânicas similares formaram o terreno ao longo do rio Columbia nos estados de Washington e Oregon, no noroeste dos Estados Unidos, de 12 a 17 milhões de anos, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

Messenger
Os cientistas vislumbraram algo na superfície de Mercúrio a partir de um trio de sobrevoos do Messenger. A sonda foi lançada em 2004 e entrou na órbita de Mercúrio em 18 de março. A sonda Mariner 10 foi a primeira a se aproximar de Mercúrio em 1974 e em 1975 e fazer um mapa de 45% da superfície do planeta.

A Nasa espera que a Messenger lance mais luz sobre a composição da superfície de Mercúrio enquanto orbita o planeta a cada 12 horas a uma altura mínima de 200 km. Os instrumentos da sonda Messenger também mostraram que Mercúrio é varrido por ventos solares.

Mercúrio
Mercúrio não tem atmosfera, o que significa que pode chegar a temperaturas de 430ºC, mas também perder todo o calor quando se distancia do Sol, atingindo os -170º C. O pequeno planeta é o único, além da Terra, que tem um campo magnético ao seu redor, mas Mercúrio não gera o mesmo escudo resistente contra a radiação solar.

"Nossos resultados indicam que a frágil magnetosfera de Mercúrio oferece muito pouca proteção do planeta frente aos ventos solares", disse outro dos autores do estudo, Thomas Zurbuchen, professor da Universidade de Michigan (norte).

Mercúrio, cujo nome provém do deus romano mensageiro, tem muitas crateras que fazem com que sua superfície se assemelhe à lua. O menor dos oito planetas do Sistema Solar é cerca de um terço do tamanho da Terra, quase tão denso e orbita ao redor do sol aproximadamente a cada 88 dias terrestres.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O PLANETA FEITO DE DIAMANTE




Astrônomos descobrem planeta feito de diamante

25/08/2011

LONDRES (Reuters) - Astrônomos localizaram um exótico planeta que parece ser quase todo feito de diamante, girando em torno de uma pequena estrela nos confins da nossa galáxia.

O novo planeta é bem mais denso do que qualquer outro já visto, e consiste praticamente só de carbono. Por ser tão denso, os cientistas calculam que o carbono deve ser cristalino, ou seja, uma grande parte dele é mesmo de diamante.

"A história evolutiva e a incrível densidade desse planeta sugerem que ele é composto de carbono, ou seja, um enorme diamante orbitando uma estrela de nêutrons a cada duas horas, numa órbita tão compacta que caberia dentro do nosso Sol", disse Matthew Bailes, da Universidade de Tecnologia Swinburne, em Melbourne.

A 4.000 anos-luz da Terra, ou cerca de um oitavo da distância entre o nosso planeta e o centro da Via Láctea, o planeta é provavelmente remanescente de uma estrela que já foi gigantesca, mas que perdeu suas camadas externas para a estrela que orbita.

Os pulsares são estrelas de nêutrons, pequenas e mortas, com apenas cerca de 20 quilômetros de diâmetro, girando centenas de vezes por segundo e emitindo feixes de radiação.

No caso do pulsar J1719-1438, seus feixes varrem a Terra regularmente e já foram monitorados por telescópios da Austrália, Grã-Bretanha e Havaí, o que permite aos astrônomos detectar modulações devido à atração gravitacional do seu companheiro planetário, que não é visto diretamente.

As medições sugerem que o planeta, com um "ano" de 130 minutos, tem uma massa ligeiramente superior à de Júpiter, mas é 20 vezes mais denso, segundo relato de Bailes e seus colegas na edição de quinta-feira da revista Science.

Além do carbono, o novo planeta também deve conter oxigênio, que pode ser mais abundante na superfície, tornando-se mais raro na direção do centro, onde há mais carbono.

Sua grande densidade sugere que os elementos mais leves -- hidrogênio e hélio -- que compõem a maior parte de gigantes gasosos, como Júpiter, não estão presentes.

O aspecto desse bizarro mundo de diamante, no entanto, é um mistério.

"Em termos do seu aspecto, não sei nem se eu posso especular", disse Ben Stappers, da Universidade de Manchester. "Não imagino que uma imagem de um objeto muito brilhante seja o que estejamos vendo aqui."

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

NOSSA ARROGÂNCIA SE ESVANECE NO ESPAÇO



Toda a nossa grandeza, nossa empáfia, nossa arrogância, nosso orgulho na verdade esvanecem no espaço.
Pelo menos estamos bem ocultos.



Nave tira foto de Terra e Lua a 9 milhões de km de distância

31 de agosto de 2011


A nave Juno estava a 9 milhões de km da Terra quando registrou a imagem

Foto: Nasa/Divulgação


A nave espacial Juno, lançada pela Nasa em 5 de agosto e a caminho do planeta Júpiter, fotografou a Terra em meio a sua jornada. A imagem mostra a Terra e a Lua, a uma distância de mais de 9 milhões de km. O registro foi possível graças à JunoCam, câmera fotográfica instalada a bordo da espaçonave.

"É uma visão humilde, porém bonita, de nós mesmos", disse Scott Bolton, integrante da missão Juno da Nasa. A nave viajou 402 mil km (a distância entre a Terra e a Lua) em menos de um dia, mas ela ainda precisará de cinco anos para chegar ao seu destino final.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

BRANCA DE NEVE




Gelo e metano são encontrados em planeta anão

23 de agosto de 2011


Cientistas encontraram gelo e metano no Branca de Neve. Esta imagem é uma concepção artística do planeta anão

Foto: Nasa/Divulgação


Astrônomos do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, na sigla em inglês) descobriram que o planeta anão 2007 OR10 - o Branca de Neve - é um mundo gelado, com cerca de metade de sua superfície coberta de gelo, que pode ter sido derivada de erupções vulcânicas. Também observaram que o planeta anão tingido de vermelho pode ser coberto por uma fina camada de metano.

"Você começa a ver esta bela imagem do que já foi um mundo pequeno ativo com vulcões e uma atmosfera, e é agora apenas algo congelado, morto, com uma atmosfera que está lentamente desaparecendo", diz Mike Brown, professor de astronomia planetária e autor principal de um artigo a ser publicado no Astrophysical Journal Letters.

O planeta anão
Branca de Neve, que foi descoberto em 2007 por Meg Schwam, orbita o Sol na borda do Sistema Solar e é aproximadamente metade do tamanho de Plutão, o que o torna o quinto maior planeta anão conhecido. Na época, Brown tinha suposto que o planeta anão era um corpo gelado que tinha quebrado ao colidir com outro planeta anão chamado Haumea, sendo então apelidado de Branca de Neve em função de sua cor presumida.

Observações posteriores revelaram que Branca de Neve não é branco e sim um dos mais vermelhos objetos do Sistema Solar. Além disso, foi verificado que sua superfície estava coberta de gelo de água. "Isso foi um grande choque", diz Brown. "Gelo de água não é vermelho". Ainda que seja comum gelo no Sistema Solar, ele é quase sempre branco.

Quaoar, descoberto em 2002 também com a ajuda de Brown, é outro planeta anão que é vermelho e coberto de gelo de água. Ligeiramente menor do que o Branca de Neve, ele ainda é grande o suficiente para ter tido uma atmosfera e uma superfície coberta de vulcões. Contudo, não poderia manter compostos voláteis - como metano, monóxido de carbono ou nitrogênio - por tanto tempo.

"Essa combinação vermelho-e-água é que me disse: metano", explica o pesquisador.

O último suspiro de Branca de Neve
"Estamos basicamente olhando para o último suspiro de Branca de Neve. Por 4,5 bilhões de anos, Branca de Neve tem estado sentado lá fora, perdendo lentamente a sua atmosfera e agora existe apenas um pouco dela à esquerda", afirma Brown.

Embora Branca de Neve mostre claramente a presença de gelo de água, a evidência da existência do metano ainda não é definitiva. Para descobrir, os astrônomos terão de usar um telescópio maior. Outra tarefa, diz Brown, é dar ao planeta anão um nome oficial, uma vez que Branca de Neve foi apenas um apelido, que agora não faz mais sentido para descrever esse objeto muito vermelho.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

MISTÉRIOS DE JÚPITER



Missão Juno buscará resolver mistérios sobre a formação de Júpiter

04 de agosto de 2011

Juno vai investigar como aconteceu a formação do planeta Júpiter

Foto: Nasa/Divulgação

Alguns dos grandes mistérios sobre a origem do maior planeta do Sistema Solar podem estar perto de serem resolvidos pela missão Juno, que será lançada amanhã. Júpiter é o um gigantesco planeta de gás, que contém o dobro da massa de todos os outros planetas juntos do nosso Sistema Solar. A missão da Juno é justamente entender como esse imenso corpo de gás foi formado e se desenvolveu até os dias de hoje, segundo a FoxNews.

"Júpiter foi provavelmente o primeiro planeta a ser formado e descobrindo mais sobre sua formação e origem, nós poderemos entender um pouco mais sobre nosso próprio planeta", afirma Scott Bolton, chefe da missão espacial e diretor de Ciências Espaciais da Southwestern Research Institute, em San Antonio, Estados Unidos. "Compreendendo os primeiros instantes do planeta, poderemos saber como o nosso se desenvolveu", complementa.

De acordo com o site Space, entender o funcionamento dos planetas gasosos - caso de Júpiter, Saturno, Urano e Netuno - é importante porque o modo como o Sistema Solar opera é influenciado por eles. Estes podem ter dado origem a outros planetas, como Marte.

Cientistas acreditam que Júpiter é um dos mais antigos planetas de nosso sistema, pois, assim como o Sol, sua atmosfera é em sua maior parte composta por hidrogênio é hélio, tendo capturado para si o resto das substâncias presentes depois do nascimento da estrela e antes do surgimento dos outros planetas. Como isso aconteceu, ainda não foi descoberto.

A missão, que partirá amanhã e demorará cinco anos para chegar no imenso planeta de gás, irá tentar descobrir como aconteceu a formação deste planeta.

terça-feira, 24 de maio de 2011

PLANETAS SOLITÁRIOS




Astrônomos descobrem 'planetas solitários', sem estrelas
18 de maio de 2011

Astrônomos anunciaram nesta quarta-feira a descoberta de um fenômeno até agora inconcebível: planetas que não parecem atraídos por uma estrela e que, ao contrário, vagam solitários pelo universo. Em uma varredura do cosmos realizada por dois anos, 10 planetas com aproximadamente a massa de Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar, foram encontrados a distâncias tão grandes da estrela mais próxima que se poderia dizer que alguns deles flutuam livres pela Via Láctea.

A pesquisa, publicada na revista científica britânica Nature, é inovadora no campo da ciência dos exoplanetas, como são denominados os planetas localizados fora do nosso sistema solar. Mais de 500 destes planetas foram identificados desde 1995. Mas estes são os primeiros do tamanho de Júpiter que foram encontrados orbitando a esta distância da estrela mais próxima ou parecem "desconectados" dela.

Os novos planetas foram descobertos em uma busca por objetos entre 10 e 500 unidades astronômicas (UA) de uma estrela. A UA é uma medida padrão, que compreende a distância entre a Terra e o Sol, de cerca de 150 milhões de km.

Por comparação, Júpiter está a apenas 5 UA do Sol, enquanto Netuno, o planeta mais longínquo no nosso Sistema Solar, a 30. A teoria da fundação planetária diz que os planetas são aglomerados de poeira e gás e são atraídos por suas estrelas, condenados a orbitar em volta delas até que a estrela queime todo o seu combustível.

O artigo sugere que estes planetas distantes se libertaram da atração gravitacional em uma fase muito precoce. "Eles podem ter se formado em discos protoplanetários e subsequentemente, se dispersado no vazio ou em órbitas muito distantes", afirmou.

O estudo foi escrito por duas equipes que usaram microlentes gravitacionais para analisar dezenas de milhões de estrelas da Via Láctea em um período de dois anos. Segundo esta técnica, uma estrela mais próxima passa em frente a outra, distante. O brilho da estrela longínqua é amplificado.

"As implicações desta descoberta são profundas", disse o astrônomo alemão Joachim Wambsganss em um comentário, também publicado na Nature. "Temos um primeiro olhar de uma nova população de objetos de massa planetária em nossa galáxia. Agora precisamos explorar suas propriedades, distribuição, estados dinâmicos e história", acrescentou.