sexta-feira, 23 de setembro de 2011

FOBOS-GRUNT



Com US$ 161 milhões, Rússia lançará nave a Marte em novembro
22 de setembro de 2011

Um dos módulos da nave russa aterrissaria na lua marciana Fobos
Foto: Nasa/Divulgação

A Rússia anunciou nesta quinta-feira que gastará US$ 161 milhões no projeto de lançamento a Marte da nave "Fobos-Grunt" em novembro, que deve instalar uma estação automática em um satélite do planeta vermelho. "Se dividirmos esta despesa entre a população russa, cada cidadão teria que pagar US$ 0,10 por ano durante dez anos. Não é muito", garantiu Victor Jartov, designer-chefe da Associação de Produção Científica Lavochkin, segundo agências de notícias russas.

Se o projeto tivesse sido elaborado pela Agência Espacial Europeia ou pela Nasa, custaria de 300 a 400 milhões de euros, afirmou Lev Zeleni, diretor do Instituto de Estudos Espaciais da Rússia. Jartov afirmou que cerca de 10 mil pessoas participaram do projeto, e mais de 30 farão parte da tripulação após o lançamento da nave.

Todos os módulos da estação são novos, e nunca foram utilizados antes, informou o designer-chefe. Um dos módulos da nave russa aterrissaria em Fobos, a lua marciana, que, segundo alguns cientistas, foi um asteroide atraído pela força da gravidade de Marte. O projetista Maxim Martinov lembrou que o voo da nave espacial para Marte durará 11 meses, e o retorno à Terra, de 9 a 11 meses.

Na lua marciana funcionaria durante longo tempo uma estação automática que pesquisaria o espaço próximo e o clima do planeta. O projeto "Fobos-Grunt" possibilitará testes das principais tecnologias das futuras expedições a Marte, como situações de falta de gravidade e, principalmente, a operação de aterrissagem.

As amostras que forem analisadas deverão servir para compreender como os planetas do sistema solar foram formados. Recentemente, a Roscosmos (Agência Espacial Russa) e a Agência Espacial Europeia assinaram um acordo para utilizar os centros europeus de acompanhamento para guiar a Fobos-Grunt.

INFLUÊNCIA EXTERNA




Estudo: formato da Via Láctea sofreu influências externas

14 de setembro de 2011

Novo estudo contraria hipótese de que o formato da Via Láctea não seria fruto de eventos externos
Foto: ERIK TOLLERUD / NATURE /AFP

Na imagem, gerada por computador, divulgada nesta quarta-feira pela revista científica Nature é possível notar o impacto da galáxia anã Sagitário (identificada na espiral azul) com a Via Láctea (no centro). O estudo detalhado será publicado nesta semana.

A nova teoria, relacionada com esta imagem, indica que a formação da Via Láctea foi formada quando atingida pela galáxia anã Sagitário, contrariando a ideia de que seu formato não tenha sofrido influências externas.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

ASTERÓIDE QUE EXTINGUIU OS DINOSSAUROS NÃO FOI DA FAMÍLIA BAPTISTINA




Asteroide suspeito não poderia ter causado extinção dos dinossauros
Teoria que indicava asteroides da família Baptistina foi desmentida.
Meteoro atingiu a Terra há 65 milhões de anos.


20/09/2011

Dados obtidos pelo telescópio espacial Wise, da Nasa, coloca em dúvida a origem do meteoro que caiu na Terra há 65 milhões de anos e encerrou a era dos dinossauros.


Em 2007, um estudo apontou que o que atingiu a Terra foi um fragmento de um asteroide gigante chamado Baptistina. De acordo com essa teoria, o Baptistina se chocou com outro asteroide no cinturão que fica entre Marte e Júpiter há cerca de 160 milhões de anos, espalhando pelo Sistema Solar detritos do tamanho de montanhas.

Porém, os novos dados obtidos pelo Wise, que usa raios infravermelhos, jogaram a teoria por água abaixo. A sonda observou mais de mil asteroides da família Baptistina – fragmentos de um único corpo original.

Na análise, os cientistas chegaram à conclusão de que a ruptura do Baptistina aconteceu há 80 milhões de anos – metade do que se imaginava. Não haveria, portanto, tempo suficiente para que um desses fragmentos chegasse à Terra a tempo de extinguir os dinossauros.

O cálculo foi possível porque o tamanho e a reflexibilidade dos asteroides indicam o tempo que eles levaram para alcançar as atuais posições. As informações obtidas pelos raios infravermelhos são mais precisas do que as do espectro visível, por isso a evidência pode ser considerada definitiva.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A FRONTEIRA LARANJA



A fronteira entre a Índia e o Paquistão vista da Estação Espacial Internacional é laranja, isso acontece por causa da iluminação de segurança que existe na fronteira Reuters/Nasa

SUPERNOVA 1987A




Usando o Telescópio Espacial Hubble, astrônomos estão testemunhando a transição de uma supernova para um remanescente de supernova. A luz da explosão da estrela na galáxia vizinha, a Grande Nuvem de Magalhães, chegou à Terra em fevereiro de 1987. Chamada de supernova 1987A, esta foi a explosão mais próxima em quase 400 anos. A proximidade da supernova permite estudar em detalhes como é sua evolução. Agora, os restos de supernova, que desapareceu ao longo dos anos, são brilho. Isto significa que uma nova fonte de energia começou a iluminar os restos. Os destroços da SN 1987A está começando a impactar o anel ao redor, criando ondas de choque poderosa que geram raios-X Nasa/Esa/P. Challis (Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics)

50 NOVOS PLANETAS



Astrônomos descobrem planeta que poderia abrigar vida
13/09/2011

HD85512b, o planeta orbita uma estrela da constelação de Vela

Cientistas europeus descobriram um planeta a 36 milhões de anos-luz da Terra que poderia abrigar vida. Com uma massa 3,6 vezes maior que a da Terra, o novo planeta fica em uma região considerada "habitável" por cientistas: a estreita faixa ao redor de uma estrela em que poderia haver água em estado líquido.

Batizado de HD85512b, o planeta orbita uma estrela da constelação de Vela. Ele seria quente, com temperaturas entre 30 e 50 graus centígrados, e muito úmido.

50 novos planetas

O novo planeta é apenas um dos 50 descobertos pelos cientistas do Observatório Europeu do Sul, usando o telescópio Harps, que fica no deserto do Atacama, no Chile.

A descoberta foi anunciada durante um encontro de astrônomos nos Estados Unidos e será publicada na revista científica Astronomy and Astrophysics.

Destes planetas, 16 são considerados Super-Terras, planetas com uma massa maior que a da Terra, mas menor que a de gigantes gasosos como Júpiter, considerados inapropriados para abrigar vida.


Descobertas futuras



Cinco dos novos planetas têm uma massa não mais que cinco vezes maior que a da Terra.


"Estes planetas vão estar entre os melhores objetos de estudo para futuros telescópios espaciais, que vão procurar sinais de vida nas atmosferas dos planetas tentando encontrar, por exemplo, indícios da existência de oxigênio", disse Francesco Pepe, do Observatório de Genebra, que contribuiu para a pesquisa.

Com os resultados encontrados até o momento, os astrônomos dizem estar cada vez mais perto de descobrir outros pequenos planetas parecidos com a Terra em volta de estrelas similares ao Sol.

"Nos próximos dez a 20 anos, devemos ter a primeira lista de planetas possivelmente habitáveis nas proximidades do Sol", concluiu o líder do estudo, Michel Mayor.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

PONTO DE EXCLAMAÇÃO !



Galáxias se colidem em um estágio inicial de interação a 450 milhões de anos luz da Terra formando um ponto de exclamação cósmico. Daqui a milhões de anos estas duas galáxias em espiral vão se mesclar, como a Via Láctea e a Andrômeda irão fazer daqui a bilhões de anos.

X-ray NASA/CXC/IfA/D.Sanders et al; Optical NASA/STScI/NRAO/A.Evans et al