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quarta-feira, 6 de maio de 2015

SONDA SE ESPATIFA COM SUCESSO EM MERCÚRIO



06/05/2015

O fim da missão Messenger, na semana passada, marcou o encerramento do primeiro reconhecimento completo do planeta Mercúrio.

Apesar do sabor agridoce que envolve o inevitável fim de qualquer missão espacial, a Nasa preferiu realçar o enorme sucesso da sonda.

Ao longo dos últimos quatro anos, a Messenger transformou o que até então era o "patinho feio" do Sistema Solar em um planeta cheio de mistérios, guardião de segredos sobre os processos de formação planetária e quiçá da origem da vida na Terra.

Até então, apenas uma outra espaçonave havia passado por lá –a americana Mariner-10–, e ainda assim sem chegar a entrar em órbita do pequeno mundo.

Para que se tenha uma ideia, tudo que tínhamos sobre Mercúrio antes da Messenger equivalia a um mapeamento de cerca de 45% da superfície, feito em baixa resolução.

Observá-lo com telescópios também não é a coisa mais fácil do mundo. Como ele é o planeta mais próximo do Sol, sua posição no céu nunca se distancia muito da do astro-rei. E aí o problema é grande.

O Telescópio Espacial Hubble, por exemplo, nunca pôde ser apontado para Mercúrio, pelo risco de que a luz solar danificasse sua delicada óptica.



segunda-feira, 8 de julho de 2013

ROMPENDO A BARREIRA

Físico americano: estamos perto de marco histórico da conquista espacial
A iminente saída da sonda espacial Voyager I da barreira do Sistema Solar é apontada pelo físico Ed Stone como um feito para a história

06 de Julho de 2013

O pesquisador americano é um dos responsáveis pelo projeto Voyager

Um objeto feito pelo homem está próximo de romper a barreira do Sistema Solar. Viajando pelo espaço desde 1977, a sonda espacial Voyager I está em uma zona de turbulência e em pouco tempo pode enviar informações que o homem ainda não conhece. Um dos responsáveis pelo projeto é o físico Ed Stone, do Instituto de Tecnologia da Califórnia. Ele está no Brasil participando da 33ª Conferência Internacional de Raios Cósmicos, que acontece até o próximo dia 9 de julho no Rio de Janeiro, e falou durante 20 minutos para um auditório lotado e uma plateia repleta de cientistas de todas as partes do mundo.

Depois da palestra, Stone conversou com o Terra sobre as últimas notícias recebidas através da Voyager I. Ele falou sobre a importância do rompimento da barreira do Sistema Solar e as expectativas com novas descobertas. O pesquisador ainda falou sobre a expectativa de encontrar vida fora da Terra. "Eu acredito em vida microbiológica extraterrestre. Agora de vida inteligente não digo, porque na Terra não tivemos vida inteligente até bem pouco tempo atrás. Mas não há dúvidas de que a chave vai ser encontrar vida microbiológica."


Confira os principais trechos da entrevista:


Terra: A Voyager I já ultrapassou a fronteira do Sistema Solar?
Ed Stone: Nós acreditamos que ela esteja no limite, mas ela ainda está no campo magnético do Sol, em um local de transição entre o dentro e o fora do Sistema Solar.

Terra: Como saber se o objeto está dentro ou fora do Sistema Solar?
Stone: Nós olhamos o campo magnético em que ela está envolvida e o campo magnético do Sol direcionado pelo vento. E sabemos a direção para onde ela está indo. E com isso sabemos que ela ainda está conectada com o Sol.

Terra: O que pode significar a saída da Voyager I do Sistema Solar?
Stone: Para a ciência, vai ser a primeira vez que conseguimos um material dentro da matéria solar e que analise a explosão de estrelas de 10 bilhões de anos. Então vamos ver como o ambiente é diferente do que temos dentro do Sistema Solar.

Terra: Existe realmente uma fronteira real entre o Sistema Solar e o resto do espaço?
Stone: Esperamos que quando deixe a bolha, o campo magnético aumente sua velocidade. (A sonda) pode ir muito, muito rápida. Um dia pode ser bem distinto ao outro. E temos que ver como vai ser a turbulência do encontro desse vento solar com esse outro vento de fora. Mas não sabemos, porque nunca estivemos perto disso antes.

Terra: Após quase 40 anos como são as condições da Voyager?
Stone: As duas (sondas, Voyager I e II) estão em ótimas condições. Com a energia vinda da radioatividade natural do plutônio 238, ainda tem metade de vida útil, que é de 88 anos. Mas a eletricidade para fazer com que todos os instrumentos funcionem deve durar até 2020, e provavelmente lá pelo ano de 2015 vamos ter que desligar o que ainda restar de equipamento funcionando. Neste ponto, a espaçonave vai ser um embaixador silencioso na Via Láctea.

Terra: Então 2025 vai ser o limite?
Stone: Sim, vai ser o limite para nossa utilização desde a Terra, porque ela ainda vai continuar orbitando na galáxia para sempre.

Terra: Qual a importância de ter um objeto feito pelo homem cruzando a fronteira do Sistema Solar?
Stone: É um marco histórico ter um objeto que, pela primeira vez, deixa a Terra para nunca mais voltar. E que vai fazer parte das estrelas, da Via Láctea para sempre.

Terra: Que tipo de mensagens ainda podemos esperar da Voyager?
Stone: A Voyager foi para o espaço levando mensagens da Terra em diversas línguas, músicas de culturas diferentes, imagens de como era a Terra no ano de 1977. Na verdade, são mensagens para nós mesmos. Para sentirmos que pela primeira vez podemos estar no espaço para sempre.

Terra: O senhor acredita em vida extraterrestre?
Stone: Eu acredito em vida microbiológica extraterrestre. Agora de vida inteligente não digo, porque na Terra não tivemos vida inteligente até bem pouco tempo atrás. Mas não há dúvidas de que a chave vai ser encontrar vida microbiológica. Encontramos vestígios de que um dia houve água em Marte e isso é porque havia vida microbiológica. E são milhares e milhares de planetas em volta das estrelas e temos que desenvolver tecnologia para poder observar e estudar esses planetas e ver se existe a possibilidade de que alguns deles possam ter vida. Mas, repito, vida microbiológica.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

KEPLER FORA DE OPERAÇÃO

Caçador de planetas da Nasa pifa, mas estudos continuam
29/05/2013

A mais ambiciosa e poderosa missão de caça a planetas pode ter um fim prematuro. Mas ainda haverá novas descobertas vindas do satélite Kepler durante anos.

O telescópio da Nasa, agência espacial americana, parou de colher dados científicos em 11 de maio, após a pane de um de seus giroscópios.

São quatro ao todo, e sua função é permitir o direcionamento preciso do telescópio para a região do céu escolhida para a pesquisa, onde ele monitora cerca de 150 mil estrelas em busca de sinais de planetas ao seu redor.

A precisão oferecida pelos giroscópios é de um milionésimo de grau, e o Kepler poderia operar com só três deles. Só que um já havia pifado no ano passado e, agora, outro encalhou.

O satélite entrou em "modo de segurança" (como um computador doméstico quando tem um problema) e sua orientação é mantida por propulsores. Os engenheiros do projeto elaboram um plano que tentará recuperar um dos dois dispositivos pifados.

"Qualquer ação de recuperação levará tempo", diz Roger Hunter, gerente da missão. "Possivelmente meses."



FUTURO DA PESQUISA


Embora a interrupção da missão --sem falar no possível término-- seja desanimadora, é importante lembrar que o satélite, lançado em 2009, cumpriu sua meta primária de operar por 3,5 anos.

Durante esse período, o sucesso foi grande. Além de 132 planetas comprovadamente descobertos, a análise inicial aponta que ainda há 2.608 candidatos a verificar, além de outros que podem estar escondidos nos dados brutos.

Com isso, pela primeira vez os astrônomos puderam estimar de forma realista o número de planetas na Via Láctea --na casa dos 100 bilhões.

Mas o grande prêmio da caça aos planetas ainda não foi conquistado: a localização de um mundo do exato tamanho da Terra e na mesma posição com relação a uma estrela similar ao Sol.

Para isso, novos projetos devem pegar o bastão de onde o Kepler deixou. Entre eles está seu sucessor direto, batizado pela Nasa de Tess (sigla para Satélite de Pesquisa de Exoplanetas em Trânsito).

"O Tess vai fazer a primeira pesquisa de trânsitos no céu inteiro, cobrindo 400 vezes mais céu do que qualquer missão anterior", diz George Ricker, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), que lidera a missão.

A ESA (agência espacial europeia) também trabalha num sucessor para seu próprio satélite caçador de planetas, o Corot. Batizado de Plato, ele ainda não tem data de lançamento, mas deve sair depois do americano, programado para 2017.

Já o Telescópio Espacial James Webb, da Nasa, será capaz de sondar até a composição atmosférica de alguns exoplanetas rochosos. Pode até pintar o primeiro sinal concreto de um planeta que tenha vida. Mas isso só após o lançamento, em 2018.

Em solo, os instrumentos preferenciais para caçar planetas são os espectrógrafos, que detectam a assinatura de luz do bamboleio gravitacional de uma estrela, conforme planetas giram ao seu redor.

Uma nova geração desses instrumentos está sendo preparada para os grandes telescópios já operacionais, como os do Observatório Europeu do Sul, no Chile.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Eclipses de Fobos ajudarão a localizar Curiosity


Eclipses da maior lua de Marte ajudarão a localizar robô Curiosity

17/12/2012

A localização do robô Curiosity poderá ser feita a partir de estudo dos eclipses de Fobos, a maior das luas de Marte, segundo artigo publicado nesta segunda-feira (17) na revista científica Monthly Notices, da Real Sociedade Astronômica britânica.

Até agora, esta localização era feita graças aos dados emitidos pelas antenas do robô ou a partir das imagens enviadas pelas sondas que orbitam o planeta vermelho.

Uma equipe da Universidade Complutense de Madri desenvolveu um modelo matemático para prever e observar os eclipses a partir da superfície de Marte, que poderá ser utilizado para saber a localização do robô.

Não é comum as antenas do Curiosity falharem, mas caso isso ocorra, uma alternativa para localizá-lo seria usar os eclipses observados pelo robô, explicou Gonzalo Barderas, pesquisador da universidade.

"Os eclipses de Fobos oferecem um método alternativo para determinar a posição de onde o Curiosity os observou. Ao se saber quando se inicia e termina a movimentação da lua é possível determinar onde está o robô."


Para usar este método é necessário que alguma das câmaras do robô ou outro sensor de radiação captem o fenômeno.

Com apenas dois minutos de observações, utilizando os dados dos tempos de contato inicial e final dos eclipses percebidos nos dias 13 e 17 de setembro, é possível reduzir o erro na localização de quilômetros para metros.

O modelo matemático para prever os eclipses de Fobos foi criado dentro do projeto MetNet, que tem como objetivo enviar uma rede de sondas meteorológicas para a superfície de Marte. O método é aplicável para qualquer outra sonda sobre a superfície do planeta que tenha capacidade para realizar observações ópticas.

Segundo o modelo matemático, os próximos trânsitos da lua marciana serão entre os dias 3 e 8 e 13 e 20 de agosto de 2013. O Curiosity terá novas oportunidades de observá-los, e os cientistas de seguir comprovando o método de localização.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

VOYAGER 1

Foto: Nasa/Divulgação

Nasa: sonda Voyager 1 está próxima de deixar o sistema solar

03 de dezembro de 2012

Em 5 de setembro, a sonda espacial Voyager 1 completou 35 anos. Lançada em 1977, ela foi planejada para estudar Júpiter e Saturno, mas foi muito além, chegando a 18 bilhões de km de distância do Sol


A sonda americana Voyager 1 já está na zona prévia à saída do sistema solar, para se transformar no primeiro aparelho humano a percorrer o espaço interestelar, informou a Nasa nesta segunda-feira. A Voyager entrou em uma nova região nos confins do sistema solar, na última etapa antes de atingir o espaço intersideral, revelam os instrumentos a bordo da sonda, lançada em 1977 e que já está a 18,5 bilhões de quilômetros do Sol.

A sonda se encontra em uma "estrada" magnética através da qual partículas altamente carregadas de energia que provêm do espaço interestelar entram no sistema solar e partículas com pouca energia escapam do mesmo sistema, explicaram os cientistas a cargo da missão durante entrevista coletiva.

"Acreditamos que se trata da última etapa do périplo da Voyager 1 antes de ingressar no espaço interestelar", disse Edward Stone, responsável do projeto no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltec), em Pasadena.

"Segundo nossas estimativas, a Voyager 1 poderá sair do sistema solar no prazo de dois meses a dois anos", revelou Stone, assinalando que ninguém esperava por isto antes do lançamento da sonda. "Com ela é preciso estar preparado para o inesperado".

As duas sondas Voyager lançadas em 1977, com um mês de intervalo, seguem em bom estado e funcionando. A Voyager 2 está atualmente a 15 bilhões de quilômetros do Sol.

O programa de exploração Voyager tinha por objetivo estudar planetas do sistema solar. As duas sondas passaram por Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, incluindo 48 luas.

Os dados obtidos pelos nove instrumentos a bordo de cada uma das sondas fizeram desta missão a mais bem sucedida da história da exploração do sistema solar. As Voyagers revelaram numerosos detalhes dos anéis de Saturno e permitiram descobrir os anéis de Júpiter. Também transmitiram as primeiras imagens precisas dos anéis de Urano e de Netuno, descobriram 33 novas luas e revelaram atividade vulcânica em Io, além da estranha estrutura de duas luas de Júpiter.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A SONDA NEW HORIZONS



Cientistas tentam evitar destruição de sonda a caminho de Plutão


16 de outubro de 2012

Ilustração mostra Plutão no centro e as órbitas de suas luas e onde a sonda New Horizons deveria chegar
Foto: Nasa/Divulgação

Pesquisadores da Nasa - a agência espacial americana - estão preocupados com a possibilidade de a sonda New Horizons colidir com algum objeto no seu caminho para Plutão. O planeta-anão teve recentemente descoberta sua quinta lua e esses satélites naturais podem deixar rochas e outros materiais pelo caminho da nave - que viaja a 48 mil km/h.

"Nós descobrimos mais e mais luas orbitando próximo de Plutão - a conta agora está em cinco", diz Alan Stern, do Instituto de Pesquisa do Sudoeste dos Estados Unidos e principal cientista da missão. "E nós temos que avaliar que estas luas, assim como aquelas ainda não descobertas, agem como geradores de detritos que povoam o sistema de Plutão com restos de colisões entre essas luas e pequenos objetos do Cinturão de Kuiper."

"Porque a nossa espaçonave está viajando tão rápido, uma colisão com um simples seixo ou até um grão milimétrico pode danificar ou destruir a New Horizons", diz Hal Weaver, membro da missão e pesquisador da Universidade Johns Hopkins.

A sonda já passou por sete dos seus nove anos e meio de viagem até o planeta-anão, que fica no Cinturão de Kuiper, e os cientistas tentam agora usar cada ferramenta disponível - de gigantescos telescópios no solo e o Hubble a simulações em supercomputadores - para encontrar objetos na órbita de Plutão. Ao mesmo tempo, eles estudam rotas alternativas, mas que sejam mais seguras para a nave. Há a possibilidade, inclusive, de a nave passar por uma distância maior de Plutão do que o planejado, mas que permitiria à missão ainda atingir seus objetivos principais de estudo.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

70 PEQUENOS GRÃOS

Foto: Jaxa/Divulgação
Apenas 11 equipes no planeta terão acesso a amostras de asteroide

04 de outubro de 2012

Antes de ser totalmente desintegrada, a sonda Hayabusa lançou uma pequena cápsula com material do asteroide Itokawa

Em 2010, a sonda japonesa Hayabusa completou uma missão inédita na pesquisa espacial: ela chegava à Terra com as primeiras amostras coletadas em um asteroide e trazidas para o planeta. Agora, 11 equipes de pesquisadores ao redor do planeta vão ter acesso a 70 pequenos grãos que o robô conseguiu pegar na pedra de 500 m. Uma delas, da Universidade de Manchester, por exemplo, recebeu sete grãos por ter o sistema mais sensível para detectar os raros gases xenônio e criptônio.

O time da Inglaterra - liderado por Henner Busemann e com pesquisadores da Alemanha, Suécia e Suíça - espera descobrir o quão rapidamente e através de quais processos a superfície foi modificada e se material do asteroide Itokawa acabou na Terra - acredita-se que substâncias importantes do nosso planeta vieram desses corpos, como a água.

"Meteoritos são amostras que caíram na Terra de asteroides, e aprendemos muito com eles", diz Busemann em nota da universidade. "Contudo, esses grãos são únicos porque nós sabemos de qual dos milhões de asteroides eles vieram e eles não foram expostos ao ambiente da Terra. Estamos aprendendo muito sobre como os asteroides se formam e evoluem."

Segundo a universidade, Itokawa foi apenas o terceiro corpo do qual o ser humano conseguiu coletar amostras e trazer à Terra. Além das missões Apollo e Luna, que visitaram nosso satélite natural, a Stardust conseguiu amostras do cometa Wild 2. O estudo atual pretende entender melhor os primórdios do Sistema Solar, na época da formação dos planetas, há cerca de 4,5 bilhões de anos.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

VOYAGER 1


Aos 35 anos, Voyager 1 é o objeto terrestre mais distante
5 de setembro de 2012

A sonda espacial Voyager 1 completa 35 anos nesta quarta-feira. Lançada no dia 5 de setembro de 1977, do Cabo Canaveral, na Flórida (EUA), ela foi planejada para visitar e estudar os dois maiores planetas do Sistema Solar: Júpiter e Saturno. Essa missão inicial se encerrou em novembro de 1980. Mas a sonda foi muito além: a jornada já a levou para 18 bilhões de quilômetros de distância do Sol, à camada exterior da heliosfera, fronteira com o - até agora - insondável espaço interestelar.

A campeã anterior, a Pioneer 10, foi ultrapassada em 1998. Com o feito, a Voyager 1 conquistou o recorde de objeto terrestre que viajou a maior distância no espaço. Em 15 de junho deste ano, cientistas da Nasa declararam que a sonda está próxima de se tornar a primeira nave produzida por humanos a deixar o Sistema Solar.

A Voyager 1 tinha companhia antes do lançamento: a Voyager 2, sua sonda irmã, lançada duas semanas antes, em outra trajetória. Hoje elas se encontram a bilhões de quilômetros de distância. "Composta por duas sondas espaciais, a Missão Voyager teve como objetivos o estudo e exploração, in loco, dos planetas gasosos do Sistema Solar, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno", explica José Leonardo Ferreira, doutor em Ciências Espaciais pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Curiosamente, a Voyager 2 foi lançada antes do que a 1 e está menos distante da Terra. Conforme Antonio Fernando Bertachini de Almeida Prado, doutor em Engenharia Espacial pela Universidade do Texas, os nomes (no caso, os números) foram dados pela ordem de chegada a Júpiter. "No espaço, para viajar entre os planetas, a linha reta não é a trajetória mais econômica (em termos de combustível) entre dois corpos celestes. Trajetórias elípticas são mais econômicas. A Voyager 1 seguiu um arco de elipse de período mais curto e, mesmo lançada depois da Voyager 2, chegou primeiro a Júpiter", justifica.

Trajetória de conquistas e descobertas Segundo Ferreira, o período de lançamento das Voyager 1 e 2 foi determinado pelo posicionamento dos grandes planetas em relação à Terra, obedecendo às leis da mecânica celeste que possibilitam a utilização do efeito popularmente conhecido como estilingue gravitacional. "Ele permite que a sonda possa ser lançada para distâncias maiores, podendo, assim, atingir objetos mais distantes do Sol no Sistema Solar", esclarece o professor do Instituto de Física da Universidade de Brasília (UnB).

Para viabilizar a missão, Prado explica que foi utilizada a técnica de Swing-By, na qual uma passagem próxima a um planeta gera energia para a nave continuar a viagem. Dessa forma, foram feitas duas naves, cada qual com sua trajetória programada pelos seus objetivos. "A Voyager 2 teve uma trajetória diferente para que pudesse passar por Urano e Netuno, enquanto que a Voyager 1 visava a estudar os satélites de Júpiter e Saturno", aponta.

Dentre as conquistas e descobertas feitas pela Voyager 1 desde o seu lançamento, Ferreira destaca o estudo das luas galileanas Io e Europa, de Júpiter, além da lua Titã, de Saturno , que estão entre as maiores do Sistema Solar. Para Prado, o estudo da atmosfera de Titã foi importante, pois o satélite apresenta condições similares às da atmosfera terrestre na época do início da vida na Terra. O chefe da Divisão de Mecânica Espacial e Controle do Inpe aponta ainda outras importantes descobertas: o fato da Grande Mancha Vermelha ser um furacão na atmosfera de Júpiter; a existência de um anel em torno de Júpiter; atividades vulcânicas em Io; as três luas de Júpiter: Tebe, Métis e Adrastéia; e o estudo da atmosfera e das estruturas dos anéis de Saturno.

Com isso, a Voyager completou sua missão e seguiu viagem, atingindo o choque de terminação, última fronteira do Sistema Solar, em dezembro de 2004. Após Júpiter e Saturno, a Voyager 1 estudou a velocidade do vento solar, além da temperatura e níveis de radiação do espaço interplanetário.

A Voyager 1 ainda não cessou suas atividades, mas elas demoram cada vez mais para serem detectadas na Terra. Os dados enviados para a Nasa demoram cerca de 17 horas para chegar. "Essas ondas que trazem as informações da Voyager para a Terra viajam na velocidade da luz, que é grande, mas finita. Sendo assim, quanto mais longe a sonda está da Terra, maior o tempo que as ondas levam para chegar até nós", explica Prado.

O futuro da Voyager 1 Quando a Voyager 1 foi lançada, em 1977, era difícil imaginar que ela seguiria operando 35 anos depois, e com previsão de continuar ativa até 2020. "Nesta época, a Voyager 1 estará a 20 bilhões de km, 1 dia-luz de distância do sol", afirma Ferreira, pesquisador visitante do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na siga em inglês) da Nasa em 1987.

Conforme Prado, é difícil prever a duração de uma missão, ainda mais em um espaço ainda não estudado, sem saber os detalhes de radiação, que poderiam danificar os aparelhos. "Fica difícil colocar um prazo de validade, mas creio que ninguém imaginava tanto", diz.

Outro fato que torna ainda mais impressionante a Voyager 1 seguir funcionando e mandando informações é a sua tecnologia. Portando uma relíquia do início da era espacial, a sonda possui apenas 68 kilobytes de memória de computador, enquanto o menor iPod tem 8 gigabytes de memória, cerca de 100 mil vezes mais potente.

Mesmo assim, com pouca memória, a Voyager 1 registrou descobertas importantíssimas e a trajetória mais distante de um objeto terrestre. E por mais alguns anos, cada vez mais distante de casa, ela seguirá perscrutando um universo inexplorado pelos humanos. Até 2020, quando seus últimos sensores de comunicação com a Terra forem desligados. Para poupar energia, sua câmera já foi aposentada.



segunda-feira, 6 de agosto de 2012

ROBÔ CURIOSITY POUSA EM MARTE



Robô Curiosity pousa em Marte e Nasa comemora início da missão
Controladores da agência espacial festejaram pouso por 10 minutos.
Jipe é o maior e mais moderno veículo já feito para explorar o planeta.

06/08/2012

O jipe-robô Curiosity pousou na superfície de Marte por volta das 2h33 (horário de Brasília) desta segunda-feira (6), segundo a agência espacial americana (Nasa). A aterrissagem ocorreu após uma viagem de 567 milhões de quilômetros e quase nove meses.

A missão, que investiu cerca de US$ 2,5 bilhões (mais de R$ 5 bilhões) no projeto que pretende saber se o planeta vermelho já reuniu condições favoráveis à vida, foi declarada completa e um sucesso 1 minuto depois.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, qualificou de "feito histórico" a chegada do Curiosity a Marte. "Esse é um triunfo da tecnologia sem precedentes", diz o comunicado presidencial.

A Nasa confirmou que a nave, de 1 tonelada, entrou na atmosfera do planeta a 20 mil km/h e pousou na Cratera Gale, ao sul do equador, após uma complexa manobra que se chamou de "sete minutos de terror'. Isso, porque a atmosfera marciana é bem menos densa que a da Terra, o que torna mais difícil frear uma nave lá do que aqui.

"Estou inteiro e a salvo na superfície de Marte", diz uma mensagem no blog da Nasa, que deu lugar a uma comemoração de pelo menos 10 minutos, com aplausos e abraços, entre funcionários na sala de controle do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês), em Pasadena, na Califórnia.
Primeira imagem feita pelo Curiosity em Marte mostra a roda do Jipe na superfície do planeta.

Como havia sido planejado, a cápsula abriu um gigantesco paraquedas para frear a queda. A cerca de 20 metros do solo, um sistema baixou o Curiosity, que abriu suas seis rodas e iniciou a aventura em Marte.

O robô está equipado com ferramentas que podem, entre outras coisas, perfurar rochas e coletar amostras de materiais do solo para analisar a composição mineral local.
Controladores da missão espacial festejam o pouso do Curiosity em Marte.

A poucas horas de o jipe tocar a superfície do planeta vermelho, ainda no domingo (5), o site da Nasa informou que o robô estava com "boa saúde".

Lançado em 26 de novembro de 2011, o Curiosity vinha provocando "fortes emoções" no JPL, segundo descreveu o texto no site da agência. "O entusiasmo vai crescendo enquanto a equipe está diligentemente monitorando a nave (que transporta o robô)", afirmou comunicado oficial o chefe do laboratório, Brian Portock.

O veículo deve executar a primeira fase de sua missão em 1 ano, 10 meses e 2 semanas, mas a expectativa é de que continue suas pesquisas por cerca de uma década. Geradores de plutônio têm capacidade de fornecer calor e eletricidade à missão por pelo menos 14 anos. É um sistema de geração de energia diferente do de outras missões que contaram com painéis para geração de energia solar.

Os estudos do robô começarão em uma montanha localizada no interior da Cratera Gale. O Curiosity vai subir a montanha e estudar as pedras ali sedimentadas ao longo de bilhões de anos. Indícios da presença de água no passado de Marte foram detectados em estudos anteriores, feitos a partir de imagens do local.

Estratégias de descida
O Curiosity é maior e mais pesado que os jipes que a Nasa já mandou para Marte, razão pela qual exige uma nova estratégia de descida. Não bastaria usar apenas paraquedas e retrofoguetes: desta vez, foi criado um novo mecanismo – um guindaste em que o robô desce, pendurado na nave Mars Science Laboratory, até tocar o solo.

"Sabemos que parece maluco", afirmou Adam Steltzner, do Laboratório de Propulsão de Jatos da Nasa (JPL, na sigla em inglês), líder da equipe que projetou o Curiosity. "Mas é, na verdade, o resultado de decisões cautelosas", completou.

Se qualquer parte do plano desse errado, o Curiosity se esborracharia no chão e a missão terminaria imediatamente. A Nasa só soube se o pouso foi ou não um sucesso 14 minutos após o ocorrido, porque esse é o tempo que o sinal levou para chegar à Terra.

O sinal, aliás, não veio direto do veículo para a Terra. Ele foi rebatido pela sonda Odissey, que orbita o planeta vermelho desde 2001. Da perspectiva do Curiosity, a Terra está abaixo do horizonte, e a manobra foi a maneira que a Nasa encontrou para fazer o sinal chegar o mais rápido possível.

O local de pouso foi escolhido de acordo com o objetivo da missão. A Cratera Gale oferece um alvo seguro para a aterrissagem, com uma área de cerca de 140 km² – maior que o município de Niterói (RJ). Dali, o veículo está relativamente próximo ao Monte Sharp, onde sondas na órbita já visualizaram minerais que podem ter sido formados na água.

Curiosity e seus antecessores
Do tamanho de um carro, o novo robô é cinco vezes mais pesado que os jipes Spirit e Opportunity, precursores na exploração de Marte. Mesmo sem tripulação, ele chega a ser maior até que o jipe lunar que carregava dois astronautas por vez nas missões americanas Apollo, que exploraram a Lua nas décadas de 1960 e 1970.

O Curiosity é tão grande porque traz dentro de si um laboratório inteiro. Os instrumentos científicos incluem uma carga 15 vezes maior do que a levada por seus antecessores.

A missão está programada para durar um ano marciano, mas isso não quer dizer muita coisa. Quando o Spirit e o Opportunity chegaram ao planeta, em 2004, tinham como missão apenas três meses de explorações. O Opportunity é usado até hoje, e o Spirit só foi inutilizado porque perdeu contato com a Terra, em 2010.

Os primeiros objetos feitos pelo homem a pousarem em solo marciano foram as sondas Viking 1 e 2, lançadas pela Nasa em 1975 – a chegada foi em 1976. Em 1997, o Mars Pathfinder levou os EUA de volta ao planeta vermelho e inaugurou a era dos jipes, seguida pelo Spirit, pelo Opportunity e, agora, pelo Curiosity. A União Soviética também tentou lançar veículos para lá, mas não obteve sucesso.

(*) Com informações da Nasa e das agências de notícias Efe, France Presse e Reuters

terça-feira, 29 de novembro de 2011

A "MALDIÇÃO" DE MARTE



Fracassos de missões a Marte fazem cientistas falarem em "maldição"

26/11/2011

Apesar de ser um dos planetas mais próximos da Terra, Marte ainda é um lugar difícil de ser visitado. Alguns cientistas chegam a falar em “demônio" ou "maldição de Marte”, uma força imaginária que sabotaria as naves destinadas ao planeta vermelho. Desde 1960, mais de quarenta missões foram organizadas para estudar nosso vizinho e mais da metade terminou em fracasso, como informa a Agência Espacial Europeia em seu site.

Nasa envia sonda a Marte; veja outras missões ao planeta

A sonda Curiosity, do tamanho de um carro, deve pousar em Marte no ano que vem - mais um investimento da Nasa para buscar indícios de vida passada no planeta Nasa

A primeira tentativa foi feita pelos soviéticos, em 1960. Mas a nave Korabl 4 não chegoua alcançar nem a órbita da Terra. A antiga URSS ainda teve que engolir os fracassos das missões Korabl 5, Korabl 11 e Korabl 13, em 1962, e ainda falhou ao enviar a Mars 1, no mesmo ano.

Mariner 4

A primeira missão bem sucedida à Marte ocorreu em novembro de 1964 e foi protagonizada pelos EUA, após um fracasso no ano anterior. A sonda Mariner 4 passou a 9.000 quilômetros do planeta no ano seguinte, enviando 22 fotos – os primeiros “closes” de outro planeta conseguidos até então .

As imagens revelaram crateras parecidas com a da Lua e desfizeram os mitos sobre a existência de civilizações marcianas.

A missão Mariner 6 resultou no envio de 75 imagens e a Mariner 7, em 126. A oitava missão do gênero não deu certo e, em 1971, a Mariner 9 tornou-se o primeiro satélite artificial de Marte, enviando um total de 7.329 imagens do planeta vermelho ao longo de um ano.

Enquanto isso, os soviéticos continuavam na luta. As naves Mars 2 e 3 foram lançadas naquele mesmo ano. A 2 chegou a entrar em órbita e lançou uma sonda, que se espatifou sobre a superfície de Marte. Apesar de tudo, foi o primeiro objeto feito pelo homem a tocar o planeta vizinho.

Já a Mars 3 alcançou com sucesso a órbita de Marte, enviando dados por cerca de oito meses, mas a sonda lançada para a superfície do planeta durou apenas alguns segundos. Especialistas suspeitam que o equipamento foi destruído por uma tempestade de poeira marciana.


Viking


Em 1975, as missões Viking 1 e 2, na Nasa, elevaram a exploração de Marte a um novo patamar. Cada uma era composta por um orbitador e uma sonda, e ambas fizeram imagens detalhadas da superfície do planeta, revelando a paisagem desértica que hoje conhecemos bem por imagens. Na ocasião, os cientistas chegaram a um consenso de que não há vida em Marte

Outras tentativas fracassadas marcaram a exploração à Marte nos anos seguintes, como as missões soviéticas Phobos, em 1988. A primeira saiu da rota e a segunda ficou perdida perto da lua marciana que inspirou seu nome. Os EUA também amargaram um novo fracasso em 1992, com a Mars Observer.

Depois de 20 anos de azar, a missão Mars Global Surveyor, da Nasa, conseguiu chegar ao planeta em 1997 e enviou mais imagens do que todas as missões anteriores juntas.

No mesmo ano, os norte-americanos lançaram a missão Mars Pathfinder, com um pequeno veículo de exploração chamado Sojourner, que analisou rochas marcianas ao longo de várias semanas.

Mas a maldição não havia cessado. As quatro missões seguintes foram literalmente para o espaço: a russa Mars 96, com diversos experimentos europeus, perdeu-se em um acidente, assim como as norte-americanas Mars Climate Orbiter, Mars Polar Lander e Deep Space, todas em 1999.

Em 2001, no entanto, a Mars Odyssey, dos EUA, chegou ao planeta vermelho e ainda ajudou os europeus a alcançarem Marte dois anos depois.

Sucessos e fracassos em 2003

O ano de 2003 foi marcante para a história da exploração marciana. No Natal, a Agência Espacial Europeia levou a Mars Express para a órbita do planeta, equipamento que envia informações até hoje. Mas a sonda enviada junto para pousar no planeta, a Beagle 2, foi declarada perdida no ano seguinte.

"A Beagle chegou a Marte, mas foi na descida que o problema aconteceu. A descida é sempre a fase mais difícil”, contou o astrônomo que liderou a missão, Colin Pilllinger, à BBC esta semana.

Também em 2003, o Japão chegou a enviar uma sonda para Marte, que – adivinhe – fracassou. Mas os EUA foram bem sucedidos no envio dos robôs de exploração Spirit e Opportunity. Ambos operaram além do previso, mas o primeiro atolou nas areias do planeta vermelho em 2010. Ambas as sondas descobriram sinais de que a água teria se misturado às rochas de Marte no passado.

Em 2005, a Nasa lançou a Mars Reconnaissance Orbiter, que já enviou mais de 26 terabites de informação e, em 2007, a Phoenix Mars Lander, responsável por mais 25 gigabites de informação sobre o planeta vermelho.

No último dia 8, a Rússia lançou a Phobos-Grunt, sonda que deveria cumprir uma missão de 34 meses na lua marciana, mas uma falha ainda não esclarecida fez com que a sonda ficasse na órbita terrestre, em vez de seguir rumo ao satélite do planeta.

A Roscosmos (agência espacial russa) declarou que ainda respera reanimar a Phobos-Grunt e colocá-la rumo a seu destino original. O projeto foi avaliado em 5 bilhões de rublos (US$ 170 milhões).

Curiosity

Se a maldição não voltar a atacar, a Nasa irá celebrar o sucesso da missão Mars Science Laboratory, iniciada no sábado, a maior e mais complexa já enviada ao planeta.

O jipe-robô Curiosity. Movido a energia nuclear e do tamanho de um carro, o equipamento vai tentar descobrir se o planeta já foi adequado para a vida - a estratégia é buscar sinais de substâncias orgânicas.

Ele trabalhará em um local particularmente "sedutor" do planeta, a cratera Gale, com 154 quilômetros de diâmetro. Dentro dela há uma montanha com depósitos em camadas, erguendo-se a 4.800 metros - o dobro da altura das camadas que formam o Grand Canyon, nos EUA.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O ROBÔ CURIOSITY



Nasa se prepara para lançar robô Curiosity a Marte
24 de novembro de 2011

Um modelo em tamanho real do robô Curiosity que a Nasa enviará a Marte.

Foto: The New York Times

Os técnicos da Nasa (agência espacial americana) anunciaram nesta quarta-feira que está tudo pronto para o lançamento do robô Curiosity, que viajará a Marte a bordo de um foguete Atlas para buscar sinais de vida no Planeta Vermelho.

"O lançamento neste sábado e os sucessos obtidos pela Nasa no último ano mostram quão equivocadas são as especulações de que acabaram os tempos de glória da Nasa", disse Colleen Hartman, executiva da agência espacial.

O robô, que carrega o Laboratório Científico de Marte (MSL, na sigla em inglês), partirá de Cabo Canaveral, na Flórida, no sábado às 10h02 locais (13h02 de Brasília).

Depois de uma viagem de 9,65 milhões de km nos próximos oito meses e meio, ele se aproximará da cratera Gale de Marte. A plataforma superior, equipada com foguetes, se manterá a cerca de 40 metros da superfície e fará o robô descer a Marte.

"Os Estados Unidos são o único país do mundo que levou a Marte e já fez operar em sua superfície os exploradores robóticos", lembrou Harman. "Mas este, o Curiosity, é um robô com esteroides".

O Curiosity pesa 1 t e tem 3 m de comprimento. É cinco vezes mais pesado que os robôs antecessores - os exploradores Spirit e Opportunity, que chegaram a Marte em janeiro de 2004 na busca de rastros de água. "O Curiosity irá mais longe e descobrirá muito mais que o imaginado", destacou Hartman. "Eu acredito que estarei viva no dia em que poderemos ver a primeira astronauta a pisar sua bota em Marte", disse.

O diretor de lançamentos em Cabo Canaveral, Omar Báez, explicou que os técnicos completaram nesta quarta-feira uma nova revisão dos equipamentos e sistemas do foguete propulsor e a cápsula com o robô. "Tudo está pronto para a partida", resumiu ele.

"Na sexta-feira, levaremos o foguete e a cápsula do hangar à plataforma de lançamento", afirmou Báez. "E no sábado, às 3h (pelo horário local, 6h de Brasília), começará o abastecimento de combustível".

O lançamento, inicialmente previsto para sexta-feira, foi adiado para sábado após os técnicos terem constatado no último fim de semana que era necessário substituir uma das baterias do foguete que levará o robô. Os engenheiros contam com um período de chances de lançamento até 18 de dezembro e esperam que tudo ocorra conforme o previsto para que o veículo chegue a Marte em agosto de 2012.

O Laboratório Científico de Marte (MSL, na sigla em inglês) conta com dez instrumentos para buscar evidências de um ambiente propício para a vida microbiana, inclusive os ingredientes químicos essenciais para a vida.

Isso representa o dobro de instrumentos que os robôs lançados anteriormente pela Nasa. Este será o primeiro a utilizar um laser para analisar o interior das rochas e analisar os gases com o espectrômetro que pode enviar dados à Terra.

O Curiosity leva todos os instrumentos para medir as condições de vida no passado e no presente, estudando as condições ambientais do planeta. Ele buscará compostos que contenham carbono - um dos principais ingredientes para a vida como se conhece - e avaliará como eram em suas origens. Ao contrário dos outros robôs, o Curiosity conta com o equipamento necessário para obter amostras de rochas e solo e processá-las.

A Nasa começou a planejar a missão MSL em 2003. Nos últimos oito anos, cientistas e engenheiros construíram e testaram as capacidades do robô, que, segundo as expectativas, levará a pesquisa planetária a outro nível.

"Esta máquina é o sonho de qualquer cientista", assinalou à imprensa Ashwin Vasavada, cientista adjunto do projeto MSL no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) em uma das sessões prévias informativas.

O Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, localizado na Califórnia, elaborou o Curiosity para que fosse capaz de superar obstáculos de até 65 centímetros de altura, com o objetivo de evitar que se prendesse, como aconteceu com o Spirit, e de se locomover cerca de 160 metros por dia.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

MADE IN CHINA




China lança amanhã módulo que é 1º passo para estação espacial

28 de setembro de 2011

Imagem da animação em 3D do módulo espacial da China Tiangong-1 foi divulgada nesta quarta-feira
Foto: Reuters

O módulo espacial chinês Tiangong-1 será lançado nesta quinta-feira, marcando o início da construção da estação espacial da China. As autoridades dizem que o Tiangong-1 ou "Palácio Celestial" será lançado do deserto de Gobi, no noroeste do país, antes do Dia Nacional da China, comemorado em 1º de outubro.

O módulo será levado ao espaço por meio foguete Longa Marcha 2F, que já foi instalado na rampa de lançamento. A Tiangong-1 pesa 8 toneladas e permanecerá em órbita por dois anos. Neste período está previsto que receba várias naves, a primeira delas será a Shenzhu 8.

Se este acoplamento tiver sucesso, o módulo receberá, em 2012, as naves espaciais Shenzhu 9 e 10, tripuladas por chineses.

De acordo com o programa espacial chinês, desenvolver as complicadas técnicas de acoplamento é um passo vital para o sucesso da primeira estação espacial da China, que o país deseja ter em funcionamento até 2020 - uma resposta à rejeição de outros países a que Pequim se envolva mais na Estação Espacial Internacional (ISS).

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A FRONTEIRA LARANJA



A fronteira entre a Índia e o Paquistão vista da Estação Espacial Internacional é laranja, isso acontece por causa da iluminação de segurança que existe na fronteira Reuters/Nasa

domingo, 10 de julho de 2011

COMO SER UM ASTRÔNOMO AMADOR



Esqueça o telescópio: veja dicas para ser um astrônomo amador
09 de julho de 2011

Para comprar um telescópio, é preciso antes muita experiência
Foto: AFP

Para alguns, pode parecer que é só comprar um telescópio e mirar para o céu, mas se tornar um astrônomo amador não é nada fácil - e dois anos separam o início da atividade do primeiro telescópio. "Existe uma grande diferença entre o que a gente chama de entusiasta por astronomia e astrônomo amador" diz o engenheiro químico Tasso Augusto Napoleão, um dos fundadores da Rede de Astronomia Observacional (REA) e tido pelos próprios profissionais da ciência como um dos amadores mais ativos e competentes do ramo da astronomia. "O fato de o camarada comprar um telescópio não o qualifica como amador de jeito nenhum. Esse é o entusiasta. E não tem nada de errado em ser entusiasta, pois todo mundo começa assim", explica Napoleão.

A aquisição de um telescópio é, na realidade, o primeiro erro de quem quer ingressar no mundo da astronomia amadora. "Comprar telescópio é justamente coisa de quem não é do ramo. Essa é a pior coisa que você pode fazer. Quase sempre você vai ter um equipamento inadequado para aquilo que você queria, que não vai funcionar. Vai ficar desmotivado e acabar abandonando o interesse pela astronomia", alerta o engenheiro, que aconselha inicialmente que a pessoa observe o céu a olho nu e aprenda a montar um mapa para reconhecer as constelações.

Poluição luminosa
Até o ato de olhar para cima e analisar o céu tem lá suas complicações. A iluminação das grandes cidades, quando feita de modo não adequado, faz com que as luminárias joguem parte da energia consumida para o céu. "Em média, 30 ou 35% é perdido, dependendo do tipo de luminária empregada. O que quer dizer também que nós todos pagamos 35% a mais na conta de luz pública em função disso, e esse é um problema sério que afeta tanto a astronomia profissional quanto a amadora", diz Tasso Napoleão.

Ele cita o remanejamento do observatório da USP como consequência deste problema. "Para você ter uma ideia, o observatório da USP que fica na fronteira da cidade de Valinhos e Vinhedo teve que desmontar o maior telescópio que existia lá e levá-lo para Brasópolis, onde fica o maior observatório brasileiro. E por quê? Porque as cidades de Valinhos e Vinhedo cresceram em volta do observatório e a iluminação é tanta que não dá mais para fazer pesquisa lá", diz. Em cidades grandes, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, a observação fica limitada a astros muito brilhantes, como a lua e os planetas. Por isso, para fazer um bom estudo das estrelas, é preciso sair do perímetro urbano e analisar o céu com atenção. Não bastam alguns minutos. É necessário passar pelo menos duas horas observando as mudanças.

Depois de passar alguns meses preparando mapas do céu e reconhecendo constelações, chega a hora de comprar o seu primeiro equipamento: um binóculo. "O binóculo, para a astronomia, é o melhor maneira para você começar, porque é um instrumento com campo de visão muito maior, o que é favorável para o iniciante. É algo que o astrônomo amador vai usar a vida inteira, e é um investimento muito menor do que um telescópio", diz o integrante da REA.

Clubes
Para fazer o melhor uso do seu binóculo e dar o próximo passo no ramo da astronomia amadora, é preciso procurar os clubes e associações da sua cidade - ou região. A Rede Brasileira de Astronomia RBA contabiliza 160 associações registradas em chamados "nós locais".

"É um numero comparável ao de clubes amadores da França, Inglaterra e Alemanha, que são países que, embora tenham população menor, são todos de primeiro mundo. O Brasil não deixa nada a desejar", diz Napoleão.

Engana-se quem pensa que estas associações são pequenos clubes de aficionados. Somente o Clube de Astronomia de São Paulo tem mais de 1 mil associados e possui uma grade de cursos em parceria com a USP. São seis semestres de formação gratuita para astrônomos amadores, com 40 horas/aula em cada módulo. Outros clubes do Brasil têm programações semelhantes, com observações públicas.

A compra do telescópio
Os astrônomos amadores recomendam experiência de, no mínimo, 2 anos de observações antes da compra do primeiro telescópio. "Todo astrônomo amador experiente vai te dar esta mesma recomendação. O camarada que compra um telescópio e nunca usou, vai ter dificuldade de localizar objetos, a não ser que seja a lua, evidentemente", explica o engenheiro. Isso porque o telescópio é um instrumento de campo de visão muito pequeno, e os anúncios para a venda dos equipamentos dão uma noção errada da sua função. e normalmente o leigo se engana sobre a real função do equipamento. "O telescópio não serve pra aumentar nada, é um conceito errado. A função do telescópio é recolher mais luz do que o olho humano. O aumento é dado por uma pecinha que a gente encaixa no telescópio - que se chama ocular - e que tem que ser compatível com o equipamento que você comprou", alerta o amador.

Cada instrumento em particular tem um aumento máximo permissível, e se você trabalhar acima deste limite, a visão ficará distorcida, como se a imagem estivesse dentro de um aquário. Isso acontece porque nós estamos dentro da atmosfera da Terra, onde turbulências, ventos e deslocamentos de massa de ar, principalmente na atmosfera superior, influenciam nos resultados e não é possível obter foco. "Mas isso a gente aprende com a experiência. Se quiser ser astrônomo amador, é preciso se dedicar, estudar, se preparar e, acima de tudo, observar muito", conclui.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O TELESCÓPIO JAMES WEBB









Cientistas da Nasa testam o espelho que será usado no telescópio James Webb.

Foto: Nasa/Divulgação

30 de junho de 201

Os espelhos do telescópio James Webb, que a Nasa deve lançar ao espaço em 2014 para estudar o Universo em frequência infravermelha, já estão prontos para observar as primeiras galáxias, informou na quinta-feira a agência espacial americana em comunicado. Os espelhos são parte essencial de um telescópio e a qualidade deles é crucial para o bom uso do objeto. Por isso, a conclusão do processo de elaboração de todos os espelhos que farão parte do telescópio espacial representa um "importante marco", segundo a Nasa.

O telescópio Webb é composto por quatro tipos de espelhos. O principal tem uma área de aproximadamente 25 m², e permitirá aos cientistas capturar a luz mais fraca dos objetos distantes no universo, de maneira mais rápida que qualquer observatório anterior. Os espelhos são feitos de berílio (elemento químico metálico, utilizado para endurecer ligas de outros metais) e serão usados para transmitir as imagens do céu às câmeras do telescópio.

O telescópio James Webb, elaborado para ser o telescópio espacial mais moderno do mundo, será o sucessor do Hubble, lançado ao espaço em 1990. O tamanho de seu espelho principal é nove vezes maior que o do seu antecessor. Uma vez construído, será o mais potente do mundo, mas por enquanto mais de 75% de seu hardware ainda está em fase de produção ou de testes. Os cientistas esperam poder observar os objetos mais distantes no universo e ter imagens das primeiras galáxias formadas, assim como estudar planetas que rodeiam estrelas distantes.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

ROSETTA DESLIGADA ATÉ 2014



Sonda que explora origens do Sistema Solar é desligada até 2014
09 de junho de 2011 • 11h23 • atualizado às 11h47

A Rosetta está programada para despertar novamente no dia 20 de janeiro de 2014. Foto:

ESA/Divulgação

A sonda espacial Rosetta, que está programada para entrar na órbita de um cometa em 2014, foi colocada em modo de hibernação nesta semana. A Rosetta está em uma missão que pode ajudar a revelar as origens do Sistema Solar.

O centro de controle na cidade de Darmstadt, na Alemanha, enviou sinais para que todos os aparelhos a bordo da nave sejam desligados ¿ com exceção de sistemas de aquecimento e uma espécie de "despertador". Nenhum sinal será emitido pela sonda nos próximos dois anos e meio.

A Rosetta está programada para despertar novamente no dia 20 de janeiro de 2014. Se tudo funcionar como o planejado, a nave estará a poucos meses de seu encontro com o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, na proximidade do planeta Júpiter. A sonda vai então entrar na órbita do cometa - que é uma massa de gelo e poeira de quatro quilômetros de largura. O objetivo é observar a formação da cauda do cometa, na medida em que ele se aproxima do Sol.

Além disso, uma sonda menor vai aterrissar no corpo celeste. Acredita-se que os cometas possuem elementos que não sofreram mudanças desde a formação do Sistema Solar há 4,6 bilhões de anos. Os dados podem ajudar a explicar como o espaço evolui ao longo do tempo e até como a vida chegou ao planeta Terra - que sofreu uma chuva de cometas há 2,2 bilhões de ano.

Adormecida
"A nave pode estar adormecida agora, mas a equipe terá bastante trabalho para preparar o encontro com o cometa", disse Gerhard Schwehm, diretor de ciência planetária da Agência Espacial Europeia.

"Eu imagino que estarei um pouco nervoso no dia 20 de janeiro de 2014, e talvez eu não durma na noite anterior, mas eu também estarei bastante feliz", ele disse à BBC. Os instrumentos científicos a bordo da sonda já haviam sido desligados nos últimos meses. O centro de controle manobrou a Rosetta para que os seus painéis solares fiquem apontados para o Sol e para que a nave não dependa mais dos seus propulsores para manter uma rota estável.

O sinal definitivo que determina a hibernação foi enviado às 9h58 no horário de Brasília de quarta-feira. A mensagem deve ter demorado 30 minutos para chegar a Rosetta, devido à grande distância. Uma hora depois, as estações de recepção de sinais na Austrália obtiveram confirmação de que os aparelhos foram desligados.

Nos 31 meses de hibernação, a Rosetta voará em um arco que vai de 660 milhões de km de distância do Sol a 790 milhões de km. A sonda já é a nave com painéis solares que voou mais longe da Terra. Ela foi lançada em 2004 e entrou em órbita de diferentes planetas para ganhar velocidade suficiente para colocá-la na rota do cometa. A sonda já gerou informações inéditas ao passar perto de dois asteróides - as rochas Steins, em 2008, e o Lutetia, em 2010.

terça-feira, 31 de maio de 2011

ORION




Nave espacial americana será baseada na Orion

25/05/2011


WASHINGTON, 25 maio 2011 (AFP) - A Nasa informou nesta terça-feira que a nova nave americana dedicada a levar humanos ao espaço, encomendada à Lockheed Martin Corporation, será baseada na cápsula Orion.

A Nasa informou que a nova nave americana dedicada a levar humanos ao espaço será baseada na cápsula Orion.Os desenhos da Orion serão utilizados para se criar o futuro Veículo de Tripulação de Usos Múltiplos (MPCV, sigla em inglês), que algum dia será montado sobre um foguete para levar exploradores a um asteróide ou a Marte. A cápsula Orion, inicialmente desenhada para levar astronautas à Lua, é o único elemento do programa Constellation que não foi anulado pelo presidente americano, Barack Obama, no ano passado Efe/Lockheed Martin

O diretor da Nasa Charles Bolden revelou que os desenhos da Orion serão utilizados para se criar o futuro Veículo de Tripulação de Usos Múltiplos

"Estamos comprometidos com a exploração humana além da órbita baixa terrestre e temos muita vontade de desenvolver a próxima geração de sistemas que nos levem até lá", disse Bolden em um comunicado.

A cápsula Orion, inicialmente desenhada para levar astronautas à Lua, é o único elemento do programa Constellation que não foi anulado pelo presidente americano, Barack Obama, no ano passado.

Bolden explicou que "o orçamento da Nasa estipula claramente que o transporte de astronautas à Estação Espacial Internacional será entregue a longo prazo aos sócios do setor privado, o que permitirá à agência espacial se concentrar na exploração do espaço profundo".

Deste modo, a Lockheed Martin Corporation seguirá trabalhando na cápsula espacial que poderá levar até quatro astronautas em missões de 21 dias no espaço profundo.

A cápsula pesará 23 toneladas e será dez vezes mais segura no lançamento e no retorno à atmosfera que suas antecessoras.

O ônibus espacial Challenger explodiu em 1986, durante o lançamento, e o Columbia se desintegrou em 2003, ao retornar à atmosfera terrestre.

Ainda não há uma data fixada para o lançamento da nova nave ou estimativa sobre o custo final do projeto, destacou Douglas Cooke, um dos responsáveis da Direção de Sistemas de Exploração Espacial da Nasa.

"A esta altura não temos uma data específica, mas com relação à exploração do espaço profundo, esperamos ter voos tripulados nesta década. Obviamente, não sabemos exatamente quando, mas será o mais cedo possível".

OSIRIS



Impressão artística mostra a nave espacial OSIRIS-Rex que a NASA planeja lançar em 2016 com destino a um asteroide para trazer de volta amostras para a Terra. A agência espacial disse que a nave não-tripulada não irá pousar no asteroide, mas vai chegar perto o suficiente para estender um braço robótico e arrancar as amostras da superfície AP/Nasa

terça-feira, 24 de maio de 2011

A TERRA E A LUA





A sonda Messenger fez este registro da Terra e da Lua quando estava a 183 milhões de km do nosso planeta.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O IATE SOLAR




Japão lança 'iate solar' rumo a Vênus nesta terça

17 de maio de 2010


O Ikaros foi apelidado de "space yacht" em função das suas velas de 14 metros de comprimento
Foto: AFP


O Japão pretende lançar nesta terça-feira sua primeira sonda para Vênus a partir de um foguete, que também transportará um veículo espacial experimental acionado pelas radiações solares.

O lançador H-2A decolará da base de Tanegashima (sul) nesta terça às 06H44 (segunda-feira, às 19H44 de Brasília), indicou a Agência de Exploração Espacial Japonesa (Jaxa). Este transporte um "cometa espacial", o Ikaros - acrônimo em inglês de "veículo voador interplanetário propulsionado pelas radiações solares" -, que se desloca graças à pressão das partículas solares sobre sua vela.

Ikaros, cujo desenvolvimento custou 1,5 bilhao de ienes (13 milhões de euros), será experimentado pela primeira vez no espaço exterior depois de vários testes em órbita ao redor da Terra.

A vela deste veículo, cuja textura é mais fina do que o fio de um cabelo, também está coberta de células fotovoltaicas que geram eletricidade. Esta tecnologia permite que viaje no espaço sem combustível, sempre que puder captar os raios solares.

O foguete H-2A também lançará a primeira sonda japonesa com direção a Vênus. A Venus Climate Orbiter PLANET-C, batizada Akatsuki ("alba" em japonês), trabalhará com a Venus Express, o satélite enviado no fim de 2005 pela Agência Espacial Europeia e que chegou a seu destino no início de 2006. Por sua parte, o artefato japonês chegará em dezembro ao planeta, onde a temperatura é de 460 graus.

Os cientistas esperam que a observação do clima de Vênus, geralmente descrito como 'irmão gêmeo' da Terra por suas dimensões e massa, os ajudará a compreender melhor a formação do meio ambiente de nosso planeta.