quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A LUA AMALTEIA, O OBJETO MAIS VERMELHO DO SISTEMA SOLAR


Concepção artística mostra passagem da sonda Galileu por Amalteia. No detalhe, uma imagem da lua feita pela sonda. Foto: Michael Carroll/Nasa/Divulgação

Descoberta do objeto mais vermelho do Sistema Solar faz 120 anos
09 de setembro de 2012

O objeto mais vermelho do Sistema Solar - talvez seja assim que a lua Amalteia, de Júpiter, mais se destaque. Ela segue abaixo da órbita de Io (um dos quatro maiores satélites do planeta), assim como Métis, Adrasteia e Tebe, mas é a maior desse grupo. Edward Emerson Barnard quem descobriu Amalteia, no dia 9 de setembro de 1892.

Segundo a Universidade Livre de Bruxelas, acredita-se que a cor vermelha de Amalteia é resultado do enxofre expelido pelos inúmeros vulcões de Io. Observações feitas com o espectrômetro (instrumento que mede o espectro eletromagnético de um objeto) do Hubble confirmam grande presença do enxofre que deixa Amalteia tão vermelha.

Outra curiosidade sobre esse satélite natural é que ele emite mais calor do que recebe do Sol. Há duas hipóteses para isso: a energia que ele recebe do poderoso campo magnético de Júpiter ou efeito do campo gravitacional do planeta gasoso.

Assim como Tebe, completa uma rotação ao redor do seu eixo quando completa uma volta ao redor de Júpiter, o que significa que mostra sempre a mesma face para o planeta, do qual está distante 181.400 km. Para se ter ideia, a distância da Lua para a Terra é de 384 mil km. Essa proximidade de um planeta deveria fazer com que Almateia fosse destruída pela gravidade. Isso não ocorre por causa de seu tamanho pequeno (apenas 19 vezes menor que Io, ou 83,45 km).

Por outro lado, os astrônomos calculam que o fim de Almateia será digno de uma tragédia grega: ela está tão próxima de Júpiter que está destinada a cair e ser morta por seu planeta. Na mitologia grega, Amalteia era uma ninfa que cuidou de Zeus quando o deus era criança.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

VOYAGER 1


Aos 35 anos, Voyager 1 é o objeto terrestre mais distante
5 de setembro de 2012

A sonda espacial Voyager 1 completa 35 anos nesta quarta-feira. Lançada no dia 5 de setembro de 1977, do Cabo Canaveral, na Flórida (EUA), ela foi planejada para visitar e estudar os dois maiores planetas do Sistema Solar: Júpiter e Saturno. Essa missão inicial se encerrou em novembro de 1980. Mas a sonda foi muito além: a jornada já a levou para 18 bilhões de quilômetros de distância do Sol, à camada exterior da heliosfera, fronteira com o - até agora - insondável espaço interestelar.

A campeã anterior, a Pioneer 10, foi ultrapassada em 1998. Com o feito, a Voyager 1 conquistou o recorde de objeto terrestre que viajou a maior distância no espaço. Em 15 de junho deste ano, cientistas da Nasa declararam que a sonda está próxima de se tornar a primeira nave produzida por humanos a deixar o Sistema Solar.

A Voyager 1 tinha companhia antes do lançamento: a Voyager 2, sua sonda irmã, lançada duas semanas antes, em outra trajetória. Hoje elas se encontram a bilhões de quilômetros de distância. "Composta por duas sondas espaciais, a Missão Voyager teve como objetivos o estudo e exploração, in loco, dos planetas gasosos do Sistema Solar, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno", explica José Leonardo Ferreira, doutor em Ciências Espaciais pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Curiosamente, a Voyager 2 foi lançada antes do que a 1 e está menos distante da Terra. Conforme Antonio Fernando Bertachini de Almeida Prado, doutor em Engenharia Espacial pela Universidade do Texas, os nomes (no caso, os números) foram dados pela ordem de chegada a Júpiter. "No espaço, para viajar entre os planetas, a linha reta não é a trajetória mais econômica (em termos de combustível) entre dois corpos celestes. Trajetórias elípticas são mais econômicas. A Voyager 1 seguiu um arco de elipse de período mais curto e, mesmo lançada depois da Voyager 2, chegou primeiro a Júpiter", justifica.

Trajetória de conquistas e descobertas Segundo Ferreira, o período de lançamento das Voyager 1 e 2 foi determinado pelo posicionamento dos grandes planetas em relação à Terra, obedecendo às leis da mecânica celeste que possibilitam a utilização do efeito popularmente conhecido como estilingue gravitacional. "Ele permite que a sonda possa ser lançada para distâncias maiores, podendo, assim, atingir objetos mais distantes do Sol no Sistema Solar", esclarece o professor do Instituto de Física da Universidade de Brasília (UnB).

Para viabilizar a missão, Prado explica que foi utilizada a técnica de Swing-By, na qual uma passagem próxima a um planeta gera energia para a nave continuar a viagem. Dessa forma, foram feitas duas naves, cada qual com sua trajetória programada pelos seus objetivos. "A Voyager 2 teve uma trajetória diferente para que pudesse passar por Urano e Netuno, enquanto que a Voyager 1 visava a estudar os satélites de Júpiter e Saturno", aponta.

Dentre as conquistas e descobertas feitas pela Voyager 1 desde o seu lançamento, Ferreira destaca o estudo das luas galileanas Io e Europa, de Júpiter, além da lua Titã, de Saturno , que estão entre as maiores do Sistema Solar. Para Prado, o estudo da atmosfera de Titã foi importante, pois o satélite apresenta condições similares às da atmosfera terrestre na época do início da vida na Terra. O chefe da Divisão de Mecânica Espacial e Controle do Inpe aponta ainda outras importantes descobertas: o fato da Grande Mancha Vermelha ser um furacão na atmosfera de Júpiter; a existência de um anel em torno de Júpiter; atividades vulcânicas em Io; as três luas de Júpiter: Tebe, Métis e Adrastéia; e o estudo da atmosfera e das estruturas dos anéis de Saturno.

Com isso, a Voyager completou sua missão e seguiu viagem, atingindo o choque de terminação, última fronteira do Sistema Solar, em dezembro de 2004. Após Júpiter e Saturno, a Voyager 1 estudou a velocidade do vento solar, além da temperatura e níveis de radiação do espaço interplanetário.

A Voyager 1 ainda não cessou suas atividades, mas elas demoram cada vez mais para serem detectadas na Terra. Os dados enviados para a Nasa demoram cerca de 17 horas para chegar. "Essas ondas que trazem as informações da Voyager para a Terra viajam na velocidade da luz, que é grande, mas finita. Sendo assim, quanto mais longe a sonda está da Terra, maior o tempo que as ondas levam para chegar até nós", explica Prado.

O futuro da Voyager 1 Quando a Voyager 1 foi lançada, em 1977, era difícil imaginar que ela seguiria operando 35 anos depois, e com previsão de continuar ativa até 2020. "Nesta época, a Voyager 1 estará a 20 bilhões de km, 1 dia-luz de distância do sol", afirma Ferreira, pesquisador visitante do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na siga em inglês) da Nasa em 1987.

Conforme Prado, é difícil prever a duração de uma missão, ainda mais em um espaço ainda não estudado, sem saber os detalhes de radiação, que poderiam danificar os aparelhos. "Fica difícil colocar um prazo de validade, mas creio que ninguém imaginava tanto", diz.

Outro fato que torna ainda mais impressionante a Voyager 1 seguir funcionando e mandando informações é a sua tecnologia. Portando uma relíquia do início da era espacial, a sonda possui apenas 68 kilobytes de memória de computador, enquanto o menor iPod tem 8 gigabytes de memória, cerca de 100 mil vezes mais potente.

Mesmo assim, com pouca memória, a Voyager 1 registrou descobertas importantíssimas e a trajetória mais distante de um objeto terrestre. E por mais alguns anos, cada vez mais distante de casa, ela seguirá perscrutando um universo inexplorado pelos humanos. Até 2020, quando seus últimos sensores de comunicação com a Terra forem desligados. Para poupar energia, sua câmera já foi aposentada.



segunda-feira, 6 de agosto de 2012

ROBÔ CURIOSITY POUSA EM MARTE



Robô Curiosity pousa em Marte e Nasa comemora início da missão
Controladores da agência espacial festejaram pouso por 10 minutos.
Jipe é o maior e mais moderno veículo já feito para explorar o planeta.

06/08/2012

O jipe-robô Curiosity pousou na superfície de Marte por volta das 2h33 (horário de Brasília) desta segunda-feira (6), segundo a agência espacial americana (Nasa). A aterrissagem ocorreu após uma viagem de 567 milhões de quilômetros e quase nove meses.

A missão, que investiu cerca de US$ 2,5 bilhões (mais de R$ 5 bilhões) no projeto que pretende saber se o planeta vermelho já reuniu condições favoráveis à vida, foi declarada completa e um sucesso 1 minuto depois.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, qualificou de "feito histórico" a chegada do Curiosity a Marte. "Esse é um triunfo da tecnologia sem precedentes", diz o comunicado presidencial.

A Nasa confirmou que a nave, de 1 tonelada, entrou na atmosfera do planeta a 20 mil km/h e pousou na Cratera Gale, ao sul do equador, após uma complexa manobra que se chamou de "sete minutos de terror'. Isso, porque a atmosfera marciana é bem menos densa que a da Terra, o que torna mais difícil frear uma nave lá do que aqui.

"Estou inteiro e a salvo na superfície de Marte", diz uma mensagem no blog da Nasa, que deu lugar a uma comemoração de pelo menos 10 minutos, com aplausos e abraços, entre funcionários na sala de controle do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês), em Pasadena, na Califórnia.
Primeira imagem feita pelo Curiosity em Marte mostra a roda do Jipe na superfície do planeta.

Como havia sido planejado, a cápsula abriu um gigantesco paraquedas para frear a queda. A cerca de 20 metros do solo, um sistema baixou o Curiosity, que abriu suas seis rodas e iniciou a aventura em Marte.

O robô está equipado com ferramentas que podem, entre outras coisas, perfurar rochas e coletar amostras de materiais do solo para analisar a composição mineral local.
Controladores da missão espacial festejam o pouso do Curiosity em Marte.

A poucas horas de o jipe tocar a superfície do planeta vermelho, ainda no domingo (5), o site da Nasa informou que o robô estava com "boa saúde".

Lançado em 26 de novembro de 2011, o Curiosity vinha provocando "fortes emoções" no JPL, segundo descreveu o texto no site da agência. "O entusiasmo vai crescendo enquanto a equipe está diligentemente monitorando a nave (que transporta o robô)", afirmou comunicado oficial o chefe do laboratório, Brian Portock.

O veículo deve executar a primeira fase de sua missão em 1 ano, 10 meses e 2 semanas, mas a expectativa é de que continue suas pesquisas por cerca de uma década. Geradores de plutônio têm capacidade de fornecer calor e eletricidade à missão por pelo menos 14 anos. É um sistema de geração de energia diferente do de outras missões que contaram com painéis para geração de energia solar.

Os estudos do robô começarão em uma montanha localizada no interior da Cratera Gale. O Curiosity vai subir a montanha e estudar as pedras ali sedimentadas ao longo de bilhões de anos. Indícios da presença de água no passado de Marte foram detectados em estudos anteriores, feitos a partir de imagens do local.

Estratégias de descida
O Curiosity é maior e mais pesado que os jipes que a Nasa já mandou para Marte, razão pela qual exige uma nova estratégia de descida. Não bastaria usar apenas paraquedas e retrofoguetes: desta vez, foi criado um novo mecanismo – um guindaste em que o robô desce, pendurado na nave Mars Science Laboratory, até tocar o solo.

"Sabemos que parece maluco", afirmou Adam Steltzner, do Laboratório de Propulsão de Jatos da Nasa (JPL, na sigla em inglês), líder da equipe que projetou o Curiosity. "Mas é, na verdade, o resultado de decisões cautelosas", completou.

Se qualquer parte do plano desse errado, o Curiosity se esborracharia no chão e a missão terminaria imediatamente. A Nasa só soube se o pouso foi ou não um sucesso 14 minutos após o ocorrido, porque esse é o tempo que o sinal levou para chegar à Terra.

O sinal, aliás, não veio direto do veículo para a Terra. Ele foi rebatido pela sonda Odissey, que orbita o planeta vermelho desde 2001. Da perspectiva do Curiosity, a Terra está abaixo do horizonte, e a manobra foi a maneira que a Nasa encontrou para fazer o sinal chegar o mais rápido possível.

O local de pouso foi escolhido de acordo com o objetivo da missão. A Cratera Gale oferece um alvo seguro para a aterrissagem, com uma área de cerca de 140 km² – maior que o município de Niterói (RJ). Dali, o veículo está relativamente próximo ao Monte Sharp, onde sondas na órbita já visualizaram minerais que podem ter sido formados na água.

Curiosity e seus antecessores
Do tamanho de um carro, o novo robô é cinco vezes mais pesado que os jipes Spirit e Opportunity, precursores na exploração de Marte. Mesmo sem tripulação, ele chega a ser maior até que o jipe lunar que carregava dois astronautas por vez nas missões americanas Apollo, que exploraram a Lua nas décadas de 1960 e 1970.

O Curiosity é tão grande porque traz dentro de si um laboratório inteiro. Os instrumentos científicos incluem uma carga 15 vezes maior do que a levada por seus antecessores.

A missão está programada para durar um ano marciano, mas isso não quer dizer muita coisa. Quando o Spirit e o Opportunity chegaram ao planeta, em 2004, tinham como missão apenas três meses de explorações. O Opportunity é usado até hoje, e o Spirit só foi inutilizado porque perdeu contato com a Terra, em 2010.

Os primeiros objetos feitos pelo homem a pousarem em solo marciano foram as sondas Viking 1 e 2, lançadas pela Nasa em 1975 – a chegada foi em 1976. Em 1997, o Mars Pathfinder levou os EUA de volta ao planeta vermelho e inaugurou a era dos jipes, seguida pelo Spirit, pelo Opportunity e, agora, pelo Curiosity. A União Soviética também tentou lançar veículos para lá, mas não obteve sucesso.

(*) Com informações da Nasa e das agências de notícias Efe, France Presse e Reuters

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

ARQUIMEDES





ARQUIMEDES

Matemático e físico grego. Nascido em Siracusa-Sicília, por volta do ano 287 a.C, o seu nome é originário do grego Arkhimedes. Quando jovem muda-se para Alexandria, centro da atividade matemática, onde continua as aulas de Euclides. De volta à sua pátria, entrega-se por completo aos estudos científicos.

Segundo narração de Plutarco, general romano, refere as passagens relativas à luta travada pelos romanos para a posse da Sicília, especialmente para a conquista da cidade de Siracusa. Quando os Romanos atacaram Siracusa, Arquimedes dirige a defesa da sua cidade, para o que se serve de máquinas de guerra (catapultas, etc.). Após um longo assédio, as tropas de Marcelo entram na cidade. Segundo Plutarco, apesar das ordens de Marcelo para respeitar a vida do sábio, um soldado romano, irritado porque Arquimedes, absorto na resolução de um problema, não responde às suas intimações, mata-o. Cícero, questor da Sicília, encontra o seu túmulo, onde figura uma esfera inscrita num cilindro.

São bastantes as obras de Arquimedes que chegaram até aos nossos dias. Na matemática, destacam-se Da Esfera e do Cilindro, A Medida do Círculo, Dos Esferóides e dos Conóides e Das Linhas Espirais. Nas obras de mecânica há que citar, Do Equilíbrio dos Planos e Dos Corpos Flutuantes. Outros achados importantes, são A Quadratura da Parábola e O Método.

Dedicou-se a aritmética, mecânica e hidrostática. Atribuem-se a Arquimedes a invenção do parafuso sem fim, da espiral ou parafuso de Arquimedes (aparelho para elevar água por meio de um tubo enrolado em hélice à volta de um cilindro giratório sobre o seu eixo), de diversas combinações de roldanas para levantar pesos, da roda dentada, relação da circunferência com o diâmetro (o número pi), a quadratura da parábola, as propriedades das espirais, etc.

Há uma célebre passagem da Antiguidade relacionada com os estudos hidrostáticos de Arquimedes. Trata-se do chamado problema da coroa. Hiero, rei de Siracusa, encomenda uma coroa que paga como se fosse de ouro puro, mas posteriormente suspeita que o ourives fez mistura do ouro com prata. Arquimedes resolve o problema determinando o volume da coroa, para o que a submerge num recipiente completamente cheio de água e pesa de seguida o líquido derramado. Averigua assim a densidade da coroa e calcula a proporção de prata que o desleal ourives utiliza. Conta-se que Arquimedes inventa este procedimento quando, ao se introduzir num recipiente completamente cheio de água para se lavar, parte dela transborda. Sai então do banho a gritar Eureka! (que em grego significa «Achei!»). O clássico enunciado deste princípio, chamado de Arquimedes, é o seguinte: todo o corpo submergido num fluido experimenta um impulso de baixo para cima igual ao peso do fluído que desloca.

Formula também a teoria da alavanca simples, resumida numa frase célebre: "Dai-me e uma alavanca e um ponto de apoio e levantarei o mundo."

Uma outra frase que nos traz a leveza de sua personalidade: "Brincar é condição fundamental para ser sério."


Computador achado no início do século XX parece ter sido obra de Arquimedes.

Cientistas desvendam segredos de 'computador' de 2 mil anos
12 de maio de 2012

Objeto é considerado o computador mais antigo do mundo
Foto: Reprodução/BBC Brasil

Os segredos de um objeto considerado o computador mais antigo do mundo foram revelados com o uso de um equipamento de Raio X. O mecanismo Antikythera, como é conhecido, tem cerca de 2 mil anos e foi encontrado em 1901 quando um grupo de mergulhadores chegou a um antigo navio romano naufragado na costa da Grécia.

O objeto tem o tamanho aproximado de um laptop moderno e, dentro dele, estão várias rodas de transmissão e engrenagens. Ele teria sido usado para prever eclipses solares e, de acordo com descobertas recentes, o mecanismo também servia para calcular as datas de Olimpíadas na Grécia Antiga.

A equipe internacional de cientistas conseguiu juntar em um computador mais de 3 mil projeções de Raios X, montando um Raio X em 3D.

Com estas imagens, os cientistas conseguiram compreender o mecanismo e suas engrenagens.


terça-feira, 31 de julho de 2012

LUAS DE SATURNO



Luas de Saturno aparecem 'juntas' em imagem obtida por sonda da Nasa
Satélite Mimas aparece à espreita de Dione em registro feito pela Cassini.
Planeta conhecido por seus anéis tem pelo menos 60 luas já estudadas.


31/07/2012

A sonda Cassini, da agência espacial americana (Nasa), obteve uma imagem impressionante de duas luas de Saturno "sobrepostas". O satélite Mimas aparece à espreita de Dione, que está em primeiro plano. Os anéis do planeta podem ser vistos no canto superior direito.
Saturno Mimas e Dione (Foto: Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute)Luas Dione e Mimas (menor) são vistas por sonda da Nasa (Foto: Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute)

Mimas tem 396 quilômetros de diâmetro e Dione, 1.123. Na foto, a parte visível da lua maior está do lado oposto de Saturno.

A imagem foi obtida em luz visível no dia 12 de dezembro de 2011. Na época, a Cassini se encontrava a 606 mil quilômetros de distância de Mimas e a 91 mil quilômetros de Dione.

Em julho, a Nasa divulgou a imagem de outra lua de Saturno, Encélado, após fazer uma análise detalhada de Titã, o maior satélite do planeta – que tem pelo menos 60 já conhecidos e nomeados orbitando ao redor de si.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

COLISÃO TITÂNICA


Astrônomos conseguem prever como será a colisão entre a Via Láctea e sua galáxia vizinha
31/05/2012
Nasa/ESA

Astrônomos da Nasa anunciaram nesta quinta-feira (31) que foram capazes de prever com precisão o próximo grande evento cósmico da nossa galáxia e do Sistema Solar: a colisão titânica entre a Via Láctea e sua vizinha, Andrômeda.

A Via Láctea está destinada a passar por uma enorme reconfiguração durante o encontro, previsto para ocorrer daqui 4 bilhões de anos. É provável que o Sol seja atirado para uma nova região da galáxia, mas a Terra e o Sistema Solar não correm risco de ser destruídos.

A descoberta foi feita por Roeland van der Marel, do Space Telescope Science Institute (STScI), em Baltimore, com ajuda do Hubble.

Adrômeda, também conhecida como M31, está localizada a 2.5 milhões de anos-luz.

Após quase um século de especulações, os cientistas finalmente conseguiram ter uma ideia clara de como será a colisão entre as galáxias.

Segundo Sangmo Tony Sohn, do STScI, o cenário lembra um batedor de beisebol esperando pela bola.

Via Láctea e Andrômeda vão se transformar em uma única galáxia elíptica. Simulações mostram que as estrelas de cada galáxia estão tão distantes que não vão colidir com outras estrelas durante o encontro. No entanto, elas serão lançadas em órbitas diferentes em tornon do novo centro galáctico.

Para complicar as coisas, a pequena galáxia Triangulum, ao lado da Andrômeda, deve se juntar à colisão e, eventualmente, fundir-se com as outras duas.

O Universo está em expansão acelerada, e colisões entre galáxias próximas ocorrem por causa da energia escura que as circunda. Dados do Hubble mostra que encontros desse tipo eram mais comuns no passado, quando o Universo era menor.

Há um século, os astrônomos não tinham ideia de que a M31 fosse uma galáxia separada da Via Láctea. Sabe-se que Andrômeda está vindo a uma velocidade equivalente a uma viagem daqui até a Lua em apenas uma hora.

Até agora, os astrônomos não tinham sido capazes de medir o movimento lateral da M31 no céu, apesar das tentativas. E isso foi feito agora, pela equipe liderada por van der Marel.

No pior cenário obtido pela simulação, a M31 bate na Via Láctea de frente e as estrelas são espalhadas em órbitas diferentes. A nossa galáxia, então, perderá seu formato de panqueca.

EXOPLANETAS ... A BUSCA CONTINUA.


Astrônomos descobrem como 'ver' atmosfera de exoplaneta

27 de junho de 2012

Impressão artística do exoplaneta Tau Boötis b
Foto: ESO/ Divulgação

Astrônomos criaram uma nova técnica para estudar pela primeira vez a atmosfera de um exoplaneta (aquele que está fora do Sistema Solar) sem que ocorresse um trânsito. A equipe internacional utilizou o telescópio VLT do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) para combinar observações infravermelhas de alta qualidade (em comprimentos de onda da ordem dos 2,3 microns). Com os registros, eles separaram o fraco sinal emitido pelo planeta da radiação muito mais forte emitida pela estrela hospedeira. Os resultados serão publicados na próxima edição da revista especializada Nature.

Saiba o que é trânsito, comprimento de onda e muito mais

"Graças à elevada qualidade das observações fornecidas pelo VLT e pelo CRICES (instrumento do telescópio que foi utilizado) conseguimos estudar o espectro do sistema com muito mais detalhe do que o que era possível até agora. Apenas 0,01% da radiação observada é emitida pelo planeta, enquanto que o resto vem da estrela, por isso não foi nada fácil separar esta contribuição", diz Matteo Brogi (Observatório de Leiden, Holanda), autor principal do estudo.

Até agora, para estudar a atmosfera de um exoplaneta, os especialistas precisavam que ocorresse um trânsito em frente a sua estrela. Os pesquisadores usaram o poderoso telescópio mantido pelos europeus no deserto chileno do Atacama para descobrir detalhes de Tau Boötis b, um dos primeiros exoplanetas descobertos (em 1996) e que, do nosso ponto de vista, não transita em frente ao seu sol.

Os pesquisadores descobriram que esse gigante gasoso tem, ao contrário do que se acreditava, uma atmosfera que fica mais fria com a altitude - característica inversa à maioria dos exoplanetas gigantes gasosos que ficam muito próximos de suas estrelas. Eles ainda mediram a quantidade de CO2. A nova técnica possibilitou finalmente determinar com precisão a massa do planeta (equivalente a seis vezes a de Júpiter), um mistério de 15 anos.

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'Podemos encontrar planeta como a Terra até 2022', dizem astrofísicos
25 de junho de 2012

Os astrofísicos não descartam a possibilidade de encontrar um pequeno planeta similar à Terra em menos de 10 anos, declarou nesta segunda-feira Ignaci Ribas, um dos organizadores do "Cool Stars 17", a reunião internacional sobre estrelas frias que ocorre em Barcelona. Em entrevista, Ribas explicou que os especialistas já identificaram mais de 800 planetas ao redor das estrelas frias e que falta muito pouco para encontrarem um que seja muito parecido ao nosso.

Segundo o especialista, apesar de saberem onde esse planeta se encontra, a atual tecnologia ainda não é eficaz para este tipo de experiência. No entanto, se este planeta fosse habitado por seres inteligentes, Ribas destacou que seria possível conversar com eles através de sinais de rádio, embora essa troca de mensagens poderia demorar mais de 100 anos.

Ribas destacou que os planetas se concentram ao redor das estrelas frias, que representam 80% das que se veem e há no universo, entre elas o Sol. Esses astros são chamados de "frios" porque sua temperatura está abaixo dos 6 mil graus. Em nossa galáxia há cerca de 200 mil estrelas frias, e as estrelas quentes, que representam 20%, possuem uma temperatura que oscila entre 20 mil e 50 mil graus.

Durante o encontro realizado em Barcelona, os especialistas constataram que as estrelas frias podem ser 10% maior do que se pensava, um dado que possui muita importância na hora de buscar modelos de estudo.

Os especialistas envolvidos no "Cool Stars 17" também destacaram a chamada "música das estrelas", ou seja, as vibrações que esses corpos celestes possuem e que, de acordo com os astrofísicos, aparecem como uma série de frequências, algo similar as notas musicais.

Segundo Ribas, que é astrofísico do Instituto de Ciências do Espaço do CSIC-IEEC, o tom emitido pelas estrelas frias permite a identificação de seu tamanho, sua composição e até sua evolução.

Neste encontro em Barcelona também foram apresentados alguns resultados da missão Kepler (da Nasa), que possui o objetivo de detectar planetas extra-solares através destas frequências com uma técnica similar à sismografia, mas adaptada ao espaço.