quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A FOTO É LINDA DEMAIS



Estrelas recém-nascidas ganham vida em imagem do Hubble
18 de fevereiro de 2011

A NGC 2841 tem atualmente uma taxa de formação de estrelas relativamente baixa comparada a outras espirais
Foto: Nasa/Divulgação


A agência espacial americana (Nasa) divulgou nesta sexta-feira, dia 18, a imagem de uma galáxia em espiral com um grande disco de estrelas e poeira. Tirada pelo telescópio Hubble, a foto mostra uma marca brilhante de luz estelar no centro da galáxia NGC 2841.

Em pouco número estão as nebulosas de emissão rosada, que indicam o nascimento de novas estrelas. A NGC 2841 tem atualmente uma taxa de formação de estrelas relativamente baixa comparada a outras espirais. A galáxia fica a 46 milhões de anos-luz de distância, na constelação de Ursa Maior.

GIGANTESCA ERUPÇÃO SOLAR









Gigantesca erupção solar atrapalha comunicações na China
17 de fevereiro de 2011


Erupção solar ocorreu na segunda-feira
Foto: Nasa/Divulgação



A maior erupção solar dos últimos quatro anos, que ocorreu na segunda-feira, já foi sentida na Terra. As partículas emitidas pela estrela causaram uma tempestade geomagnética no campo magnético do nosso planeta e interromperam comunicações de rádio na China e ainda podem danificar satélites e redes de energia. As informações são do site da Fox News.

A labareda registrada no Sol é da classe X, a maior classe de erupção solar. Segundo a Nasa, a agência espacial americana, a primeira onda de radiação, viajando na velocidade da luz, demorou 8 minutos para atingir a Terra.

O fenômeno também causa a ejeção de prótons e elétrons, evento chamado de ejeção de massa coronal. Essas partículas levam mais tempo para chegar ao nosso planeta, o que significa que ainda podemos sentir seu efeito nesta quinta-feira.

Órgãos governamentais emitiram alertas para indústrias sobre os possíveis problemas causados pela erupção do Sol. "Esses alertas são enviados para companhias elétricas, aéreas, de GPS, militares, rotas marítimas, apenas para nomear algumas poucas indústrias que podem ser afetadas pelos impactos de uma labareda solar e sua associação com a ejeção de massa coronal", diz Phil Chamberlin, cientista da Nasa, ao site.

Contudo, se a erupção causa problemas à indústria e às comunicações, ela também é responsável pelo intensificação das auroras, principalmente nas próximas duas noites.

O Sol está intensificando suas atividades após anos de calmaria. Essa mudança já era prevista e faz parte de um ciclo de 11 anos. Os cientistas estimam que o pico das atividades solares, como as erupções, ocorra em 2013.

SEIS PLANETAS



Nasa descobre 6 planetas que orbitam estrela similar ao Sol
02 de fevereiro de 2011

Gráfico divulgado pela nasa mostra Kepler-11, uma estrela semelhante ao Sol em torno do qual orbitam seis planetas
Foto: AP



A Nasa anunciou nesta quarta-feira o descobrimento, graças aos dados do telescópio espacial Kepler, de seis pequenos planetas que orbitam ao redor de uma estrela semelhante ao Sol. Os planetas são formados por uma mistura de rochas e gases, possivelmente incluindo água. O sistema planetário está distante 2 mil anos-luz da Terra.

Os planetas orbitam dentro de um sistema que foi batizado como Kepler-11, e que chamou a atenção dos cientistas por estar composto por um elevado número de planetas, de pequenas dimensões e muito próximos uns dos outros. Todos os planetas que orbitam a estrela são maiores que a Terra, com os maiores podendo ser comparados a Urano e Netuno.

A descoberta é importante porque poucas são as estrelas conhecidas que têm mais de um planeta circulando ao seu redor, e Kepler-11 é a primeira descoberta a ter mais de três. "Nós sabemos que sistemas como este não são comuns. Há certamente muito menos do que 1% de estrelas que têm sistemas como o Kepler-11. Mas se é um em mil, um em cada 10 mil ou um em 1 milhão, não sabemos, porque nós só descobrimos um deles", disse Jack Lissauer, cientista da Nasa.

Os cinco planetas mais interiores do novo sistema planetário são mais próximos de Kepler-11 do que qualquer planeta do sistema solar é do Sol. Os cinco primeiros têm órbitas que variam entre 10 e 47 dias, com massas de 2,3 a 13,5 vezes maiores que a Terra, enquanto o mais afastado completa sua órbita em 118 dias, mas ainda não teve a massa definida.

Na coletiva de imprensa convocada pela Nasa para divulgar os resultados da missão, os cientistas afirmaram que os candidatos precisam ainda de acompanhamento para verificar se são planetas reais. "Temos 99% de certeza de que são planetas, mas ainda assim são apenas candidatos", afirmou Lissauer.

Sobre a possibilidade de encontrar vida nesse planeta, a professora de astronomia da Universidade Yale, Debra Fischer disse que ainda é preciso "paciência e um monte de dinheiro". "Este é o primeiro passo: perceber a frequência desses objetos. É um passo importante, o primeiro, mas outros passos precisam ser tomados", disse.

O telescópio Kepler
Lançado em março de 2009, o Kepler está medindo a luz de 100 mil estrelas nas constelações Cisne e Lira. A esperança é encontrar planetas com tamanho e composição semelhantes às da Terra, dentro da chamada zona habitável - quente o suficiente para que exista água líquida, mas não quente demais para abrigar vida.

Desde o início da missão Kepler, foram descobertos 68 candidatos a planetas do tamanho da Terra e 288 maiores que o nosso planeta. Outros 662 planetas descobertos têm o tamanho de Netuno, 165 são comparáveis a Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar. Outros 19 são maiores que qualquer planeta do nosso sistema.

Com os dados do Kepler, astrônomos da Universidade da Califórnia de Santa Cruz (UCSC) analisaram a dinâmica orbital deste sistema planetário, cujos resultados aparecerão publicados na edição de fevereiro da revista científica Nature.

Para determinar o tamanho e as massas dos planetas, a equipe analisou as medições realizadas pelo observatório Kepler da Nasa, que captou a luminosidade em transformação da estrela por volta da qual os planetas giram quando passam em frente a ela.

O fotômetro sensível do telescópio capta este momento em que se interrompe o brilho da estrela. Com as imagens, os cientistas podem conhecer o tamanho e a massa de cada planeta medindo seu raio. "Isso não só é um sistema planetário surpreendente, mas também valida um novo e poderoso método para medir as massas dos planetas", assinalou Daniel Fabrycky da UCSC, que dirigiu a análise da dinâmica orbital junto a Jack Lissauer, cientista da Nasa.

Com informações da agência EFE.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

SONDA MOSTROU O COMETA HARLEY 2 BEM DE PERTO




Imagem feita pela sonda da Nasa nesta quinta-feira (4) mostra o cometa Hartley 2 de perto


04/11/2010

Sonda americana sobrevoa cometa Hartley 2 e envia as primeiras imagens

A sonda americana Epoxi, antes chamada de Deep Impact, sobrevoou nesta quinta-feira (4) o cometa Hartley 2, alcançando uma distância de apenas 700 km em relação a seu núcleo. Uma série de fotos já foram enviadas para os astronautas da Nasa (agência espacial americana).

Esta foi a quinta vez na história que uma nave se aproxima o suficiente de um cometa para tirar fotos de seu núcleo. Mas é a missão que deve resultar em uma quantidade inédita de informações.

A passagem de Epoxi (Observação Planetária Extrasolar e Investigação Estendida Impacto Profundo) perto de Hartley 2, após uma viagem de dois anos e meio, ocorreu às 14H02 GMT (12H02 de Brasília).

A sonda, equipada com câmeras e outros instrumentos de medição, fez uma viagem equivalente a 18 vezes a distância entre a Terra e o Sol.

Sua missão é observar a temperatura de Hartley 2, medir seu tamanho, criar um modelo de seu núcleo, estudar a distribuição de gases e poeira, catalogar os diferentes compostos voláteis, tirar fotos da superfície do núcleo e registrar a forma como as crateras são distribuídas.

O Hartley 2 foi descoberto por Malcolm Hartley em 1986 com ajuda de um telescópio Schmidt do observatório de Siding Spring, na Austrália. Ele passa entre a Terra e o Sol a cada 6,46 anos.

O cometa, com sua calda verde, se aproximou no dia 20 de outubro a 18 milhões de km da Terra, o mais próximo que pode chegar.

* Com informações da France Presse

RAIOS GAMA NO CENTRO DA GALÁXIA



Telescópio Fermi da Nasa encontrou duas bolhas gigantes de gás que emitem raios gama no centro da Via Láctea. As estruturas de 25 mil anos luz de tamanho cada uma seriam resultado da erupção de um buraco negro enorme no centro da galáxia .

NASA's Goddard Space Flight Center

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O QUARTO PLANETA




Astrônomos localizam 4º planeta que orbita ao redor da estrela HR 8799
Em Londres


08/12/2010


Imagem mostra a estrela HR 8799, a mais próxima do nosso sistema solar


Astrônomos canadenses localizaram um quarto planeta que orbita ao redor da estrela HR 8799, a mais próxima do nosso sistema solar, segundo os detalhes da observação publicada no último número da revista "Nature".

O planeta tem aproximadamente a mesma massa que os outros três planetas que orbitam ao redor da citada estrela, mas os astrônomos ainda não puderam explicar a formação dos quatro.

Segundo o cientista Christian Marois, do Conselho Nacional de Pesquisa do Canadá, centenas de planetas fora de nosso sistema foram detectados, mas poucos são suficientemente grandes e brilhantes para que seja possível obter imagens diretas.

Há dois anos, Marois e seus colegas divulgaram imagens em infravermelho de três planetas gigantes que orbitavam em torno da estrela HR 8799, que de alguma maneira lembravam os três planetas mais afastados do nosso sistema solar, mas muito maiores, assinala a revista científica.

Marois e seus colegas obtiveram novas imagens, feitas em um período de 15 meses, que revelam a presença deste quarto planeta gigante no sistema HR 8799, mas está mais perto da estrela que os outros três.

Estes quatro planetas parecem ter cinco vezes a massa de Júpiter, agregam os astrônomos.

EXPLOSÃO DE RAIOS GAMA



Concepção artística mostra uma explosão de raios gama



Estudo explica baixa luminosidade das explosões de raios gama



16/12/2010


As explosões de raios gama estão entre os fenômenos mais energéticos do Universo, mas algumas parecem curiosamente fracas quando observadas na radiação visível. O maior estudo já realizado sobre o fenômeno, conhecidas como explosões de raios gama escuras, com ajuda do telescópio de La Silla, no Chile, mostrou que a explicação para a baixa luminosidade é simples. A principal delas é a presença de poeira entre a Terra e o local onde as explosões ocorrem.

As explosões de raios gamas (ERG), são fenômenos que podem durar menos de um segundo ou no máximo alguns minutos. Elas são detectadas por observatórios em órbita que captam a sua elevada radiação. No entanto, há cerca de 13 anos, os astrônomos descobriram uma quantidade de radiação menos energética originária dessas explosões violentas, que se prolonga por algumas semanas ou até mesmo anos depois da explosão inicial, o chamado brilho residual.

Enquanto todas as explosões de raios gama têm brilhos residuais nos raios X, apenas cerca de metade emite esses brilho na luz visível. O resto fica escuro. Alguns astrônomos suspeitavam que esses brilhos residuais escuros poderiam ser exemplos de uma classe nova de explosões de raios gama, enquanto outros pensavam que se poderia tratar de objetos muito distantes. Estudos anteriores sugeriram ainda que este fenômeno poderia ser explicado pela poeira situada entre a Terra e a explosão, que seria responsável por obscurecer a radiação emitida.

Segundo o principal autor do estudo, o cientista Jochen Greiner, do Instituto Max Planck para a Física Extraterrestre, na Alemanha, o estudo dos brilhos residuais é fundamental para entender os objetos que dão origem às explosões de raios gama. E o fenômeno fornece informações preciosas sobre a formação estelar no Universo primordial.

A Nasa (agência espacial americana) lançou o satélite Swift, no final de 2004, capaz de detectar explosões de raios gama e comunicar imediatamente as suas posições a outros observatórios de modo a que os brilhos residuais possam ser estudados. Neste novo estudo, os astrônomos combinaram dados do Swift com novas observações do Grond, instrumento instalado no telescópio do Observatório Europeu do Sul (ESO).

Com a combinação, foi possível determinar a quantidade de radiação emitida pelo brilho residual a comprimentos de onda distintos, o que permitiu medir a quantidade de poeira que obscurece a radiação no seu percurso em direção à Terra. Antes, os astrônomos tinham que contar com estimativas aproximadas do conteúdo de poeira.

O resultado da investigação mostrou que a maioria das explosões de raios gama escuras são explicadas pela poeira, que absorve a radiação visível antes que ela chegue até nós.