Mostrando postagens com marcador O SOL. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador O SOL. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de junho de 2011

MUITA CALMA NESSA HORA



Estudos preveem que o Sol ficará calmo por longo período
14 de junho de 2011


O sol deve experimentar um prolongado período de calma, segundo três estudos publicados nesta terça-feira e baseados em várias observações que levam a uma mesma conclusão. Astrônomos têm notado especialmente uma diminuição das manchas solares - indicadores de atividade magnética - e uma lentidão da atividade perto dos polos, sinais de que o Sol se dirige a um período prolongado de calma, segundo cientistas do Observatório Solar Nacional (NSO, na sigla em inglês) dos Estados Unidos e do Laboratório de Pesquisas da Força Aérea.

Enquanto o ciclo atual do Sol - ciclo 24, iniciado em 2008 - começa a acelerar sua atividade para um máximo que se mede em quantidade de manchas, pesquisas sobre a atividade interna do astro, sua superfície visível e sua coroa, que corresponde à alta atmosfera, levam a crer que o próximo ciclo poderia ser extremamente calmo ou até mesmo não acontecer.

"Isto é muito incomum e inesperado", afirmou Frank Hill, diretor adjunto do NSO, ao comentar os resultados dos estudos, e principal autor de um deles. "O fato de que três observações totalmente distintas do Sol apontem na mesma direção é uma indicação sólida de que o ciclo das manchas solares poderia se encaminhar para uma hibernação", acrescentou.

O resultado dos estudos foi revelado na conferência anual da divisão de física solar da Sociedade de Astronomia americana, reunida esta semana na Universidade de Novo México em Las Cruces. O número de manchas solares e outras manifestações do Sol aumentam e diminuem a cada 11 anos, aproximadamente, um período que corresponde à metade do tempo ao fim do qual se invertem os pólos magnéticos, um fenômeno que ocorre na Terra a cada 250 mil anos, em média.

A primeira questão que vem à tona é saber se esta lentidão da atividade solar pressagia um segundo "Mínimo de Maunder", um período de 70 anos, de 1645 a 1715, sem nenhuma mancha solar, destacam os cientistas.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

GIGANTESCA ERUPÇÃO SOLAR









Gigantesca erupção solar atrapalha comunicações na China
17 de fevereiro de 2011


Erupção solar ocorreu na segunda-feira
Foto: Nasa/Divulgação



A maior erupção solar dos últimos quatro anos, que ocorreu na segunda-feira, já foi sentida na Terra. As partículas emitidas pela estrela causaram uma tempestade geomagnética no campo magnético do nosso planeta e interromperam comunicações de rádio na China e ainda podem danificar satélites e redes de energia. As informações são do site da Fox News.

A labareda registrada no Sol é da classe X, a maior classe de erupção solar. Segundo a Nasa, a agência espacial americana, a primeira onda de radiação, viajando na velocidade da luz, demorou 8 minutos para atingir a Terra.

O fenômeno também causa a ejeção de prótons e elétrons, evento chamado de ejeção de massa coronal. Essas partículas levam mais tempo para chegar ao nosso planeta, o que significa que ainda podemos sentir seu efeito nesta quinta-feira.

Órgãos governamentais emitiram alertas para indústrias sobre os possíveis problemas causados pela erupção do Sol. "Esses alertas são enviados para companhias elétricas, aéreas, de GPS, militares, rotas marítimas, apenas para nomear algumas poucas indústrias que podem ser afetadas pelos impactos de uma labareda solar e sua associação com a ejeção de massa coronal", diz Phil Chamberlin, cientista da Nasa, ao site.

Contudo, se a erupção causa problemas à indústria e às comunicações, ela também é responsável pelo intensificação das auroras, principalmente nas próximas duas noites.

O Sol está intensificando suas atividades após anos de calmaria. Essa mudança já era prevista e faz parte de um ciclo de 11 anos. Os cientistas estimam que o pico das atividades solares, como as erupções, ocorra em 2013.

sábado, 22 de maio de 2010

O SOL, A ISS E O ATLANTIS NUMA SÓ FOTO




Em 0,54 segundo, fotógrafo registra voo da ISS em frente ao Sol

21 de maio de 2010

Fotógrafo captou momento em que a ISS e o Atlantis passam em frente ao sol. Equipamento diminuiu a intensidade da luz Foto: Reprodução

O francês Thierry Legault conseguiu captar o momento em que a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) e o ônibus espacial Atlantis passavam em frente ao Sol enquanto cruzavam a Europa. O fotógrafo de 48 anos precisou viajar da França até a Espanha para achar o ponto ideal e ainda teve apenas 0,54 segundo para registrar a passagem. As informações são do Daily Mail.

A pequena mancha escura no canto superior direito da imagem mostra o Atlantis e a ISS cerca de 50 minutos antes da acoplagem, no último dia 16. "Eu fui à Espanha enquanto o resto da Europa esperava tempo ruim", diz Legault à reportagem. Outra dificuldade, além do deslocamento, foi o pequeno tempo para o registro, já que a estação e a espaçonave viajavam a mais de 26 mil km/h.

Para registrar a passagem, o fotógrafo utilizou um prisma que "absorveu" a maior parte da luz do Sol, além de combinar na câmera uma pequena passagem para a luz com uma exposição muito rápida para a imagem.

quarta-feira, 10 de março de 2010

COROA SOLAR




Cientistas captam rara imagem de coroa solar
10 de março de 2010

Na imagem, a radiação da superfície solar aparece como uma densa fumaça formando uma coroa em volta da sombra da Lua, no momento em que esta encobre completamente o Sol

Foto: Universidade de Tecnologia de Brno

Cientistas divulgaram nesta quarta-feira uma rara imagem capturada durante um eclipse total do Sol ocorrido em julho de 2009 nas Ilhas Marshall, na Micronésia, no Oceano Pacífico. Na imagem, a radiação da superfície solar aparece como uma densa fumaça formando uma coroa em volta da sombra da Lua, no momento em que esta encobre completamente o Sol. As informações são do Telegraph.

A imagem é resultado de um estudo organizado pela Universidade de Tecnologia de Brno, na República Checa, que monitorou a sombra em volta da Lua para observar as mudanças ocorridas no plasma formado pela radiação. Dez vezes mais denso que o centro do Sol, o material que forma a coroa só produz cerca de um milionésimo da Luz do astro rei, o que significa que só pode ser visto quando é "iluminado" durante um eclipse.

A coroa misteriosa, que tem intrigado os cientistas há anos, se estende por mais de um milhão de quilômetros do Sol e é 200 vezes mais quente que a superfície visível da estrela. A fonte de calor da coroa ainda é objeto de debates, mas é provável que seja derivada do campo magnético e de ondas de pressão sonora abaixo do Sol.

Em entrevista concedida ao Telegraph, o professor Miloslav Druckmuller, autor das fotos, afirma que ficou encantado com os resultados. "Mesmo que o motivo para tirar as fotografias tenha sido a ciência, o resultado mostra a enorme beleza da natureza", disse.

No próximo eclipse solar, em julho, a equipe focará novamente as suas lentes e olhos para a coroa.

sábado, 19 de setembro de 2009

VENTO SOLAR





18/09/2009

O sol bombardeia a Terra com rajadas de partículas - o chamado vento solar - mesmo quando sua atividade parece estar em baixa, afirmaram cientistas do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica (NCAR, na sigla em inglês) e da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.

Segundo os cientistas, a conclusão vai de encontro à noção de que a atividade solar pode ser medida apenas pelas manchas em sua superfície - nos ciclos de aproximadamente 11 anos, os períodos em que a atividade solar parece mais "quieta" coincidem com a fase em que há menos manchas na superfície.

Até agora, essas manchas eram usadas para medir as mudanças de impacto do sol sobre a Terra durante esses ciclos de 11 anos.

Nas fases de maior atividade, o número de manchas aumenta. Neste período, o sol lança intensas chamas diariamente e tempestades geomagnéticas atingem a Terra frequentemente, derrubando satélites e interrompendo redes de comunicações.

"O sol continua a nos surpreender", disse a líder da pesquisa Sarah Gibson, do Observatório de Alta Altitude do NCAR. "O vento solar pode atingir a Terra como uma mangueira de fogo, mesmo quando não há praticamente nenhuma mancha em sua superfície."

O estudo, financiado pela Nasa e pela Fundação Nacional da Ciência, está sendo publicado nesta sexta-feira no Journal of Geophysical Research.

Manchas
Há séculos os cientistas se baseiam nas manchas solares - áreas de campos magnéticos concentrados que aparecem como manchas escuras na superfície solar - para determinar o ciclo de aproximadamente 11 anos.

Desta vez, Gibson e sua equipe se concentraram em outro processo pelo qual o sol libera energia, analisando rajadas de vento solar de alta velocidade, que carregam turbulentos campos magnéticos para fora do sistema solar.

Quando essas rajadas chegam perto da Terra, elas intensificam a energia no cinturão de radiação em torno do planeta. Isso aumenta a pressão no topo da atmosfera e pode afetar satélites de meteorologia, navegação e comunicação, em órbita nessa região, além de ameaçar os astronautas da Estação Espacial Internacional.

Os cientistas analisaram informações coletadas por instrumentos espaciais e baseados na Terra durante dois projetos, um em 1996 e outro em 2008. O ciclo solar estava em sua fase de atividade mínima durante os dois períodos.

No passado, cientistas acreditavam que essas rajadas de vento praticamente desapareciam nos períodos de quietude do sol, mas quando a equipe comparou o efeito do vento solar de agora com o de 1996, último período de calmaria do astro, concluiu que a Terra continuou sendo intensamente afetada no ano passado.

Apesar de o sol apresentar menos manchas em sua superfície do que em qualquer período de baixa dos últimos 75 anos, o efeito do astro sobre o cinturão de radiação em torno da Terra - medido pelos fluxos de elétrons - foi mais do que três vezes maior no ano passado do que em 1996.

Os cientistas também concluíram que, apesar de o Sol apresentar ainda menos manchas atualmente do que em seu período de calmaria de 1996, os ventos solares eram mais fracos 13 anos atrás.

Impacto
No momento de pico, o impacto acumulado das rajadas de vento durante um ano pode injetar tanta energia na Terra como as erupções maciças da superfície solar durante um ano no período de alta atividade do sol, afirma a co-autora do estudo Janet Kozyra, da Universidade de Michigan.

Segundo Gibson, as observações deste ano mostram que os ventos parecem finalmente ter diminuído, quase dois anos depois de as manchas terem chegado ao mínimo deste último ciclo.

Os cientistas, no entanto, afirmam que são necessários mais estudos para entender os impactos dessas rajadas de vento sobre o planeta. Para Gibson, o fato de que o sol continua afetando intensamente as atividades magnéticas na Terra nestes períodos de calma pode ter implicações para satélites e outros sistemas tecnológicos.

"Isso deve manter os cientistas ocupados tentando juntar todas as peças", afirma ela.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O SOL QUE DÁ VIDA TRARÁ A MORTE














Astronomia
2 de agosto de 2007

Astrônomos: em 1 bi de anos, Sol engolirá a Terra
Josep Corbella
Um dia, o Sol se expandirá e engolirá a Terra. De acordo com os cálculos de alguns astrônomos, nosso pequeno oásis será incinerado no grande forno solar, e suas cinzas terminarão aspergidas pelo espaço, convertendo-se em sementes de novas estrelas e planetas.
Será possível antever o que o futuro reserva ao Sol observando, esta noite, a estrela Arcturus, a mais brilhante nas noites de verão do hemisfério norte, que pode ser localizada com facilidade seguindo o arco da Ursa Maior. Arcturus é uma das estrelas da categoria "gigante vermelho!" - ainda que sua cor pareça mais alaranjada do que vermelha; isso significa que, depois de esgotar todo o hidrogênio disponível em seu núcleo central, o sol começou a queimar o hidrogênio que existe em sua periferia, o que gera refrigeração, uma cor mais avermelhada e uma expansão de um milhão de vezes em seu volume. Por ter massa semelhante á do Sol, embora seja muito mais velha, Arcturus mostra como será nosso astro quando se aposentar e terminar se transformando em gigante vermelho.
Mas Arcturus é um gigante menor, como será o Sol quando chegar seu dia - ainda que o Sol deva atingir diâmetro maior. O fato de que consigamos perceber tão claramente o brilho da estrela deriva de sua proximidade - apenas 37 anos-luz a separam da Terra. Para ver um gigante realmente grande, a melhor opção é Antares, que este mês se encontra logo acima do horizonte, ao sul, sob o farol branco de Júpiter. Situada no centro da constelação de Escorpião, os antigos astrônomos árabes costumavam designar essa estrela como Coração do Escorpião devido ao vermelho intenso de sua coloração - uma cor que se exibe com mais clareza em observação prismática ou telescópica do que a olho nu.
Os cálculos indicam que reste ao Sol hidrogênio suficiente para continuar queimando por mais cinco bilhões de anos, antes de se converter em gigante vermelho. Mas, para uma estrela surgida há 4,6 bilhões de anos e um universo surgido há 13,7 bilhões de anos, é possível dizer que ele ainda tem muito a viver.
Mas a vida na Terra se extinguirá muito antes que o Sol esgote o hidrogênio disponível em seu núcleo central, alerta Jordi Isern, diretor do Instituto de Estudos Espaciais da Catalunha. E a culpa não será da humanidade, que é capaz de acabar os seres humanos mas dificilmente exterminará outras formas de vida, tais como bactérias e insetos. O Grande Exterminador será o Sol mesmo, que ganhará brilho à medida que consome seu hidrogênio e dará a morte à Terra da mesma maneira que lhe deu a vida.
Dentro de menos de um bilhão de anos, chegará um ponto em que toda a água dos mares e oceanos terá evaporado, e a água da atmosfera escapará para o espaço. "Enquanto restar água em forma líquida no planeta, ele continuará habitável", diz Ignasi Ribas, colega de Isern. "Mas, quando acabar a água... Adeus". Algum dia será preciso pensar em sair daqui.
Astronomia
Quarta, 12 de setembro de 2007, 10h36 Atualizada às 12h28

Terra sobreviveria ao Sol transformado em 'gigante'
Dentro de cinco bilhões de anos, o Sol deverá se transformar em um "gigante vermelho" capaz de engolir os planetas de seu sistema, mas, segundo uma equipe internacional de cientistas, a Terra poderia sobreviver a esse fenômeno.
Em artigo publicado hoje na revista científica britânica Nature, os pesquisadores relatam o descobrimento em uma galáxia distante de um planeta que continua existindo apesar de orbitar ao redor de uma estrela transformada em "gigante vermelha".
Segundo a teoria mais aceita sobre a evolução estelar e planetária, os astros entre um tamanho um pouco menor que o Sol e o dobro desse astro acabam se transformando em "gigantes vermelhas" que engolem os planetas em volta.
Isso acontece quando se esgota o hidrogênio de sua superfície, encarregado de manter a reação nuclear, e a estrela começa a crescer desordenadamente enquanto sua superfície se esfria, podendo modificar a órbita de seus planetas até absorvê-los.
Dirigido por Roberto R. Silvotti do Istituto Nazionale di Astrofisica, de Nápoles (Itália), a equipe de cientistas descobriu um planeta gigante que orbita a estrela V 391 Pegasi (também conhecida como HS 2201+2610) em um período de 3,2 anos e a uma distância de cerca de 1,7 Unidades Astronômicas (UA), aproximadamente 254 milhões de quilômetros.
Situado em uma seqüência do extremo horizontal do diagrama de Hertzsprung-Russell, utilizado para diferenciar tipos de estrelas e estudar sua evolução estelar, o astro se encontra na fase na qual, esgotado o hidrogênio, começa a queimar hélio, o que o transforma em uma "gigante vermelha".
Segundo os cientistas, a descoberta de um planeta orbitando ao redor de um astro nessa condição demonstra que aqueles com distâncias orbitais de menos de 2 UA - como a Terra - podem chegar a sobreviver à expansão de suas estrelas.
Astronomia
Terça, 26 de fevereiro de 2008, 11h58 Atualizada às 12h08

Astrônomo: Sol engolirá a Terra em 7,6 bi de anosUm novo cálculo realizado por astrônomos afirma que a Terra será "engolida" pelo Sol em 7,6 bilhões de anos, segundo um estudo publicado pela revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. A previsão quer terminar com um longo debate sobre a capacidade do nosso planeta de resistir ou não à atração gravitacional solar.Outras teorias dizem que a Terra vai "fritar" no momento que o Sol se expandir. Mas o tempo estimado varia em bilhões de anos. "Ainda que esse problema tenha sido abordado antes, nós acreditamos que esta é a melhor abordagem sobre o assunto", disse o astrônomo britânico Robert Smith, da Universidade de Sussex.Ainda que 7,6 bilhões de anos pareça muito tempo, não é aconselhável deixar de lado o fato de que o clima do nosso planeta vai esquentar ainda mais, acompanhando o ritmo do Sol. "Depois de cerca de um bilhão de anos a Terra não terá atmosfera nem água, e a temperatura na superfície chegará a centenas de graus Celsius", disse Smith. Apesar de provavelmente não estarmos mais aqui, os cientistas estão curiosos sobre o episódio final da Terra. Estudos recentes do próprio Smith indicam que, quando o Sol envelhecer e se tornar uma gigante vermelha, ele vai perder massa e força gravitacional. Isso pode fazer com que a Terra seja capaz de se "desprender" da órbita da estrela.Mas esse cenário não considera as forças relativas, como as exercidas pelas suas camadas externas. Os campos gravitacionais menores do Sol não são completamente insignificantes em relação à órbita da Terra - eles fazem com que o lado do Sol voltado para o nosso planeta acumule mais massa, ficando mais "inchado"."Ao mesmo tempo em que a Terra faz o Sol 'inchar', o Sol atrai a Terra, e faz com que o nosso entre vagarosamente em sua órbita", disse Smith. "No final, vamos acabar dentro do Sol". Além disso, o gás que a estrela expele vai arrastar a Terra à morte, sentenciou o cientista ao site Space.com.