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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
A EXPLOSÃO DE RAIOS GAMA
Terra foi atingida por explosão de raios gama na Idade Média
21 de Janeiro de 2013
Em 2012, pesquisadores encontraram evidências de que o nosso planeta foi atingido por uma súbita onda de radiação durante a Idade Média, mas ainda não havia clareza sobre que tipo de evento cósmico pudesse ter sido sua causa. Agora, um estudo sugere que a explosão teria sido resultado da fusão de dois buracos negros ou estrelas de nêutrons em nossa galáxia.
Esta colisão teria gerado e arremessado para fora uma grande quantidade de energia. A pesquisa foi publicada no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.
'Totalmente consistente'
No ano passado, uma equipe de pesquisadores constatou a presença em nível incomum de um tipo de carbono radioativo - conhecido como carbono-14 - em algumas antigas árvores de cedro-do-japão. Na Antártida, também, houve um aumento nos níveis de uma forma de berílio - berílio-10 - no gelo.
Estes isótopos são criados quando uma radiação intensa atinge os átomos na atmosfera superior, o que sugere que uma explosão de energia havia atingido o nosso planeta.
Usando dados recolhidos nas árvores e no gelo, os pesquisadores foram capazes de identificar que este evento teria ocorrido entre os anos 774 e 775 d.C., mas que sua causa era desconhecida.
A possibilidade de uma supernova - explosão de uma estrela - foi considerada, mas descartada em seguida porque os rastros de um evento como esse ainda seriam visíveis hoje por telescópio.
Outra equipe de físicos americanos recentemente publicou um artigo sugerindo que uma explosão solar extraordinariamente grande poderia ter causado a emissão de energia. No entanto, outros membros da comunidade científica acharam pouco provável que explosões solares fossem capazes de gerar os níveis de carbono 14 e berílio-10 encontrados nas árvores e no gelo.
Agora, pesquisadores alemães ofereceram outra explicação: uma enorme explosão que teria ocorrido dentro da Via Láctea.
Um dos autores do estudo, o professor Ralph Neuhauser, do Instituto de Astrofísica da Universidade de Jena, disse: "Nós observamos os espectros de curtas explosões de raios gama para estimar se seriam consistentes com a taxa de produção de carbono-14 e berílio-10 - e [achamos] que é totalmente consistente ".
Alguns segundos
Estas emissões enormes de energia ocorrem quando os buracos negros, estrelas de nêutrons ou anãs brancas (estrelas na fase final de suas vidas, prestes a explodir) colidem - as fusões galácticas levam apenas alguns segundos, mas enviam uma vasta onda de radiação.
"Explosões de raios gama são eventos muito, muito explosivos e enérgicos. Então usamos a quantidade de energia encontrada (na Terra) para estimar a distância do evento", disse Neuhauser.
"Nossa conclusão foi de que era de 3.000 a 12.000 anos-luz de distância - e isso está dentro de nossa galáxia". Embora o evento soe dramático, nossos antepassados medievais podem mal tê-lo notado.
Uma explosão de raios gama ocorrida nesta distância teria sido absorvida pela nossa atmosfera, deixando apenas um traço nos isótopos que eventualmente passaram pelo filtro da atmosfera e chegaram às árvores e ao gelo. Os pesquisadores não acham que foi emitida qualquer luz visível.
Eventos raros
Observações do espaço sugerem que explosões de raios gama são raras. Elas ocorrem no máximo a cada 10 mil anos e pelo menos uma vez em um milhão de anos em uma galáxia.
O professor Neuhauser disse ser improvável que o planeta Terra fosse atingido por outro fenômeno do tipo, mas, caso isso ocorra, deverá ter mais impacto.
Se uma explosão cósmica ocorrer na mesma distância que o evento do século 8, poderia derrubar nossos satélites. Mas se ocorrer ainda mais perto - a apenas algumas centenas de anos-luz de distância - poderia destruir a camada de ozônio, com efeitos devastadores para a vida na Terra. No entanto, esta hipótese, disse o professor Neuhauser, é "extremamente improvável".
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
RAIOS GAMA NO CENTRO DA GALÁXIA
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
EXPLOSÃO DE RAIOS GAMA

Concepção artística mostra uma explosão de raios gama
Estudo explica baixa luminosidade das explosões de raios gama
16/12/2010
As explosões de raios gama estão entre os fenômenos mais energéticos do Universo, mas algumas parecem curiosamente fracas quando observadas na radiação visível. O maior estudo já realizado sobre o fenômeno, conhecidas como explosões de raios gama escuras, com ajuda do telescópio de La Silla, no Chile, mostrou que a explicação para a baixa luminosidade é simples. A principal delas é a presença de poeira entre a Terra e o local onde as explosões ocorrem.
As explosões de raios gamas (ERG), são fenômenos que podem durar menos de um segundo ou no máximo alguns minutos. Elas são detectadas por observatórios em órbita que captam a sua elevada radiação. No entanto, há cerca de 13 anos, os astrônomos descobriram uma quantidade de radiação menos energética originária dessas explosões violentas, que se prolonga por algumas semanas ou até mesmo anos depois da explosão inicial, o chamado brilho residual.
Enquanto todas as explosões de raios gama têm brilhos residuais nos raios X, apenas cerca de metade emite esses brilho na luz visível. O resto fica escuro. Alguns astrônomos suspeitavam que esses brilhos residuais escuros poderiam ser exemplos de uma classe nova de explosões de raios gama, enquanto outros pensavam que se poderia tratar de objetos muito distantes. Estudos anteriores sugeriram ainda que este fenômeno poderia ser explicado pela poeira situada entre a Terra e a explosão, que seria responsável por obscurecer a radiação emitida.
Segundo o principal autor do estudo, o cientista Jochen Greiner, do Instituto Max Planck para a Física Extraterrestre, na Alemanha, o estudo dos brilhos residuais é fundamental para entender os objetos que dão origem às explosões de raios gama. E o fenômeno fornece informações preciosas sobre a formação estelar no Universo primordial.
A Nasa (agência espacial americana) lançou o satélite Swift, no final de 2004, capaz de detectar explosões de raios gama e comunicar imediatamente as suas posições a outros observatórios de modo a que os brilhos residuais possam ser estudados. Neste novo estudo, os astrônomos combinaram dados do Swift com novas observações do Grond, instrumento instalado no telescópio do Observatório Europeu do Sul (ESO).
Com a combinação, foi possível determinar a quantidade de radiação emitida pelo brilho residual a comprimentos de onda distintos, o que permitiu medir a quantidade de poeira que obscurece a radiação no seu percurso em direção à Terra. Antes, os astrônomos tinham que contar com estimativas aproximadas do conteúdo de poeira.
O resultado da investigação mostrou que a maioria das explosões de raios gama escuras são explicadas pela poeira, que absorve a radiação visível antes que ela chegue até nós.
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