Projeção feita pela Nasa mostra o planeta Cancri (esq.) ao lado da Terra
Veja 'estranhos' planetas descobertos nos últimos 20 anos
27 de Dezembro de 2012
Nos últimos 20 anos, astrônomos de todo mundo catalogaram cerca de 850 planetas fora do nosso Sistema Solar. A busca por mundos que orbitem outras estrelas tem levado à descoberta de alguns planetas estranhos, desde um gigante de gás quente, mais escuro que carvão, até um planeta com quatro sóis. Abaixo, alguns dos exemplos mais estranhos.
Quatro sóis
Em uma cena do filme da saga Star Wars, quando o personagem Luke Skywalker olha para o horizonte, vê dois sóis se pondo no planeta Tatooine. Os astrônomos já descobriram vários sistemas parecidos com o da ficção, nos quais os planetas orbitam estrelas duplas. Mas, em 2012, uma equipe de voluntários e astrônomos profissionais encontrou um planeta iluminado por quatro astros, o primeiro desse tipo.
O mundo distante fica na constelação de Cygnus, orbita um par de astros e um segundo par gira em volta deles. Ele fica a 5.000 anos-luz da Terra e seu raio é seis vezes maior do que o do nosso planeta (do tamanho de Netuno).
E, apesar de ser puxado por quatro forças gravitacionais diferentes, o planeta PH1 consegue manter uma órbita estável. A descoberta foi feita por voluntários que usavam o site Planet Hunters, junto com uma equipe de institutos científicos da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos. O nome PH1 veio do site.
Na época da descoberta, Chris Lintott, da Universidade de Oxford, disse à BBC que a descoberta "não era, em absoluto, algo que estávamos esperando".
Escuridão
Em 2011, um grupo de astrônomos americanos anunciou que um exoplaneta - mundo localizado fora do nosso Sistema Solar - do tamanho de Júpiter e conhecido como TrES-2b era o mais escuro já descoberto, refletindo apenas 1% da luz que o atingia.
O TrES-2b é ainda mais escuro do que tinta acrílica preta e mais preto do que qualquer planeta ou lua do nosso Sistema Solar. Ele fica a 718 anos-luz da Terra e sua massa e raio são quase os mesmos que os do planeta Júpiter. A distância entre o TrES-2b e sua estrela pode ser um dos fatores responsáveis por essa escuridão.
Em nosso Sistema Solar, Júpiter é coberto por nuvens brilhantes de amônia que refletem mais de um terço da luz do Sol que o alcança.
Mas o TrES-2b orbita a uma distância de apenas 4,83 milhões de quilômetros de seu astro. A energia intensa do Sol esquenta o planeta a mais de 1.000ºC, o que o torna muito quente para a formação de nuvens de amônia. A atmosfera do TrES-2b também tem elementos químicos que absorvem ao invés de refletir a luz.
Mas esses fatores não conseguem explicar totalmente a extrema falta de luz no planeta. Um dos autores do estudo sobre o TrES-2b, David Spiegel, da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, afirma que o planeta é tão quente que "emite um brilho vermelho fraco, muito parecido a uma brasa ou à espiral de um forno elétrico".
Diamante
Um planeta próximo na constelação de Câncer pode ter uma composição peculiar. O corpo celeste, conhecido como 55 Cancri E, "provavelmente é coberto de grafite e diamante em vez de água e granito", segundo o astrônomo Nikky Madhusudhan, da Universidade de Yale.
O 55 Cancri e pertence à classe de mundos conhecida como planetas-diamante e acredita-se que seja rico no elemento carbono, que pode existir em várias formas estruturais, como grafite ou o diamante. Planetas ricos em carbono contrastam muito com a Terra, cujo interior tem, relativamente, pouco deste elemento, mas é rico em oxigênio.
Ele fica a 40 anos-luz da Terra e o raio do planeta é duas vezes o tamanho do raio da Terra. Em 2012, Madhusudhan e seus colegas publicaram as primeiras medidas do raio do exoplaneta. Estes novos dados, combinados com as estimativas mais recentes da massa 55 Cancri E, permitiram que os cientistas deduzissem a composição química.
Para fazer isto, eles usaram modelos em computadores do interior do planeta e calcularam as possíveis combinações de elementos e compostos que poderiam ter as características observadas. Os resultados sugerem que o 55 Cancri E é, em sua maior parte, composto de carbono (na forma de grafite e diamante), ferro, carboneto de silício e, potencialmente, silicato.
Os cientistas estimam que pelo menos um terço da massa do planeta seja de diamante, o equivalente a três vezes a massa da Terra.
Engolido
Localizado na constelação de Auriga (também conhecida como Cocheiro), a 600 anos-luz da Terra, o planeta Wasp-12b está sendo devorado lentamente pela sua estrela, a Wasp-12.
O planeta gigante orbita tão próximo à estrela semelhante ao Sol que sua temperatura chega a 1.500ºC. Ele está sendo distorcido, chegando à forma de uma bola de rúgbi, devido à gravidade da estrela.
A grande proximidade entre o Wasp-12b e a estrela levou a atmosfera do planeta a se expandir a um raio três vezes maior que a de Júpiter. Material proveniente dela está "vazando" para a estrela.
"Vemos uma grande nuvem de materiais em volta do planeta, que está escapando e será capturado pela estrela", disse a astrônoma Carole Haswell, da Open University britânica.
Haswell e sua equipe usaram o telescópio Hubble para confirmar estimativas anteriores a respeito do planeta e divulgaram a descoberta na publicação científica The Astrophysical Journal Letters. Os pesquisadores dizem que o planeta pode ainda existir por mais 10 milhões de anos antes de se apagar.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Eclipses de Fobos ajudarão a localizar Curiosity
Eclipses da maior lua de Marte ajudarão a localizar robô Curiosity
17/12/2012
A localização do robô Curiosity poderá ser feita a partir de estudo dos eclipses de Fobos, a maior das luas de Marte, segundo artigo publicado nesta segunda-feira (17) na revista científica Monthly Notices, da Real Sociedade Astronômica britânica.
Até agora, esta localização era feita graças aos dados emitidos pelas antenas do robô ou a partir das imagens enviadas pelas sondas que orbitam o planeta vermelho.
Uma equipe da Universidade Complutense de Madri desenvolveu um modelo matemático para prever e observar os eclipses a partir da superfície de Marte, que poderá ser utilizado para saber a localização do robô.
Não é comum as antenas do Curiosity falharem, mas caso isso ocorra, uma alternativa para localizá-lo seria usar os eclipses observados pelo robô, explicou Gonzalo Barderas, pesquisador da universidade.
"Os eclipses de Fobos oferecem um método alternativo para determinar a posição de onde o Curiosity os observou. Ao se saber quando se inicia e termina a movimentação da lua é possível determinar onde está o robô."
Para usar este método é necessário que alguma das câmaras do robô ou outro sensor de radiação captem o fenômeno.
Com apenas dois minutos de observações, utilizando os dados dos tempos de contato inicial e final dos eclipses percebidos nos dias 13 e 17 de setembro, é possível reduzir o erro na localização de quilômetros para metros.
O modelo matemático para prever os eclipses de Fobos foi criado dentro do projeto MetNet, que tem como objetivo enviar uma rede de sondas meteorológicas para a superfície de Marte. O método é aplicável para qualquer outra sonda sobre a superfície do planeta que tenha capacidade para realizar observações ópticas.
Segundo o modelo matemático, os próximos trânsitos da lua marciana serão entre os dias 3 e 8 e 13 e 20 de agosto de 2013. O Curiosity terá novas oportunidades de observá-los, e os cientistas de seguir comprovando o método de localização.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
VULCÕES DE VENUS
Impressão artística mostra como seria um vulcão ativo em Vênus
Foto: ESA/AOES/Divulgação
Observações indicam que vulcões de Vênus estariam ativos
03 de dezembro de 2012
Observações feitas pela sonda Vênus Express durante os seis anos da missão indicam grandes mudanças na quantidade de dióxido de enxofre na atmosfera do planeta. Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), responsável pelo satélite, uma explicação para o fenômeno seria atividade vulcânica.
A atmosfera de Vênus tem uma grande quantidade de dióxido de enxofre - cerca de 1 milhão de vezes mais que a Terra -, mas ele está preso embaixo da pesadas nuvens da segunda rocha do Sistema Solar. Quando esse gás tóxico entra em contato com a radiação do Sol, ele é destruído. O dióxido de enxofre que a sonda registrou estava sobre as nuvens, ou seja, havia sido formado recentemente.
O planeta tem diversos vulcões em sua superfície, mas os cientistas discutem se eles ainda estão ativos, e as observações da Express podem dar uma pista sobre a resposta. Outras pistas já indicavam que a atividade vulcânica continua em Vênus. Um desses registros, feito em infravermelho, foi do que pode ser fluxos de lava na região de um vulcão. Como a composição era diferente dos arredores, os pesquisadores acreditam que esses fluxos ocorreram em uma erupção recente.
Logo que chegou a Vênus, em 2006, a espaçonave registrou um aumento significativo do gás na atmosfera superior, seguido por um forte decréscimo. Uma das sondas da missão Pioneer, da Nasa, que orbitou o planeta entre 1978 e 1992, também registrou uma forte queda no gás.
"Se você ver dióxido de enxofre na atmosfera superior, você sabe que algo trouxe ele para cima recentemente, porque as moléculas individuais são destruídas pela luz do Sol após alguns dias", diz Emmanuel Marcq, do Laboratoire Atmosphères, Milieux, Observations Spatiales, na França, e líder do estudo.
"Uma erupção vulcânica poderia atuar como um pistão para jogar o dióxido de enxofre para esses níveis, mas peculiaridades na circulação do planeta, que nós não entendemos totalmente ainda, podem também misturar o gás para reproduzir o mesmo resultado", diz Jean-Loup Bertaux, que faz parte da equipe da sonda.
Foto: ESA/AOES/Divulgação
Observações indicam que vulcões de Vênus estariam ativos
03 de dezembro de 2012
Observações feitas pela sonda Vênus Express durante os seis anos da missão indicam grandes mudanças na quantidade de dióxido de enxofre na atmosfera do planeta. Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), responsável pelo satélite, uma explicação para o fenômeno seria atividade vulcânica.
A atmosfera de Vênus tem uma grande quantidade de dióxido de enxofre - cerca de 1 milhão de vezes mais que a Terra -, mas ele está preso embaixo da pesadas nuvens da segunda rocha do Sistema Solar. Quando esse gás tóxico entra em contato com a radiação do Sol, ele é destruído. O dióxido de enxofre que a sonda registrou estava sobre as nuvens, ou seja, havia sido formado recentemente.
O planeta tem diversos vulcões em sua superfície, mas os cientistas discutem se eles ainda estão ativos, e as observações da Express podem dar uma pista sobre a resposta. Outras pistas já indicavam que a atividade vulcânica continua em Vênus. Um desses registros, feito em infravermelho, foi do que pode ser fluxos de lava na região de um vulcão. Como a composição era diferente dos arredores, os pesquisadores acreditam que esses fluxos ocorreram em uma erupção recente.
Logo que chegou a Vênus, em 2006, a espaçonave registrou um aumento significativo do gás na atmosfera superior, seguido por um forte decréscimo. Uma das sondas da missão Pioneer, da Nasa, que orbitou o planeta entre 1978 e 1992, também registrou uma forte queda no gás.
"Se você ver dióxido de enxofre na atmosfera superior, você sabe que algo trouxe ele para cima recentemente, porque as moléculas individuais são destruídas pela luz do Sol após alguns dias", diz Emmanuel Marcq, do Laboratoire Atmosphères, Milieux, Observations Spatiales, na França, e líder do estudo.
"Uma erupção vulcânica poderia atuar como um pistão para jogar o dióxido de enxofre para esses níveis, mas peculiaridades na circulação do planeta, que nós não entendemos totalmente ainda, podem também misturar o gás para reproduzir o mesmo resultado", diz Jean-Loup Bertaux, que faz parte da equipe da sonda.
VOYAGER 1
Foto: Nasa/Divulgação
Nasa: sonda Voyager 1 está próxima de deixar o sistema solar
03 de dezembro de 2012
Em 5 de setembro, a sonda espacial Voyager 1 completou 35 anos. Lançada em 1977, ela foi planejada para estudar Júpiter e Saturno, mas foi muito além, chegando a 18 bilhões de km de distância do Sol
A sonda americana Voyager 1 já está na zona prévia à saída do sistema solar, para se transformar no primeiro aparelho humano a percorrer o espaço interestelar, informou a Nasa nesta segunda-feira. A Voyager entrou em uma nova região nos confins do sistema solar, na última etapa antes de atingir o espaço intersideral, revelam os instrumentos a bordo da sonda, lançada em 1977 e que já está a 18,5 bilhões de quilômetros do Sol.
A sonda se encontra em uma "estrada" magnética através da qual partículas altamente carregadas de energia que provêm do espaço interestelar entram no sistema solar e partículas com pouca energia escapam do mesmo sistema, explicaram os cientistas a cargo da missão durante entrevista coletiva.
"Acreditamos que se trata da última etapa do périplo da Voyager 1 antes de ingressar no espaço interestelar", disse Edward Stone, responsável do projeto no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltec), em Pasadena.
"Segundo nossas estimativas, a Voyager 1 poderá sair do sistema solar no prazo de dois meses a dois anos", revelou Stone, assinalando que ninguém esperava por isto antes do lançamento da sonda. "Com ela é preciso estar preparado para o inesperado".
As duas sondas Voyager lançadas em 1977, com um mês de intervalo, seguem em bom estado e funcionando. A Voyager 2 está atualmente a 15 bilhões de quilômetros do Sol.
O programa de exploração Voyager tinha por objetivo estudar planetas do sistema solar. As duas sondas passaram por Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, incluindo 48 luas.
Os dados obtidos pelos nove instrumentos a bordo de cada uma das sondas fizeram desta missão a mais bem sucedida da história da exploração do sistema solar. As Voyagers revelaram numerosos detalhes dos anéis de Saturno e permitiram descobrir os anéis de Júpiter. Também transmitiram as primeiras imagens precisas dos anéis de Urano e de Netuno, descobriram 33 novas luas e revelaram atividade vulcânica em Io, além da estranha estrutura de duas luas de Júpiter.
Nasa: sonda Voyager 1 está próxima de deixar o sistema solar
03 de dezembro de 2012
Em 5 de setembro, a sonda espacial Voyager 1 completou 35 anos. Lançada em 1977, ela foi planejada para estudar Júpiter e Saturno, mas foi muito além, chegando a 18 bilhões de km de distância do Sol
A sonda americana Voyager 1 já está na zona prévia à saída do sistema solar, para se transformar no primeiro aparelho humano a percorrer o espaço interestelar, informou a Nasa nesta segunda-feira. A Voyager entrou em uma nova região nos confins do sistema solar, na última etapa antes de atingir o espaço intersideral, revelam os instrumentos a bordo da sonda, lançada em 1977 e que já está a 18,5 bilhões de quilômetros do Sol.
A sonda se encontra em uma "estrada" magnética através da qual partículas altamente carregadas de energia que provêm do espaço interestelar entram no sistema solar e partículas com pouca energia escapam do mesmo sistema, explicaram os cientistas a cargo da missão durante entrevista coletiva.
"Acreditamos que se trata da última etapa do périplo da Voyager 1 antes de ingressar no espaço interestelar", disse Edward Stone, responsável do projeto no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltec), em Pasadena.
"Segundo nossas estimativas, a Voyager 1 poderá sair do sistema solar no prazo de dois meses a dois anos", revelou Stone, assinalando que ninguém esperava por isto antes do lançamento da sonda. "Com ela é preciso estar preparado para o inesperado".
As duas sondas Voyager lançadas em 1977, com um mês de intervalo, seguem em bom estado e funcionando. A Voyager 2 está atualmente a 15 bilhões de quilômetros do Sol.
O programa de exploração Voyager tinha por objetivo estudar planetas do sistema solar. As duas sondas passaram por Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, incluindo 48 luas.
Os dados obtidos pelos nove instrumentos a bordo de cada uma das sondas fizeram desta missão a mais bem sucedida da história da exploração do sistema solar. As Voyagers revelaram numerosos detalhes dos anéis de Saturno e permitiram descobrir os anéis de Júpiter. Também transmitiram as primeiras imagens precisas dos anéis de Urano e de Netuno, descobriram 33 novas luas e revelaram atividade vulcânica em Io, além da estranha estrutura de duas luas de Júpiter.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
OS MISTÉRIOS DE MAKEMAKE
Concepção artística mostra a superfície do distante planeta-anão Makemake
Foto: ESO/L. Calçada/Nick Risinger/Divulgação
Telescópios da América do Sul revelam segredos de planeta-anão
21 de novembro de 2012
Observações feitas por diversos observatórios na América do Sul - inclusive do Pico dos Dias, em Minas Gerais - levaram à descoberta de novos dados sobre o planeta-anão Makemake. Os astrônomos aproveitaram que o objeto passou em frente a uma estrela distante (fenômeno conhecido como "ocultação estelar") para descobrir novos detalhes. O estudo indica, por exemplo, que, diferentemente do que se pensava, Makemake não tem uma atmosfera significativa, ao contrário de seu "primo" Plutão. A pesquisa foi divulgada em artigo na revista especializada Nature.
Makemake tem cerca de dois terços do tamanho do planeta-anão mais conhecido do Sistema Solar - Plutão - e está mais próximo do Sol que seu "primo" de maior massa: Éris. Observações anteriores indicaram que ele é parecido com os demais planetas-anões, o que levou os pesquisadores a acreditar que tinha uma atmosfera semelhante à de Plutão. Contudo, estudos sobre esse corpo são difíceis, já que ele está muito longe da Terra e não tem luas.
Uma equipe de astrônomos liderada por José Luis Ortiz, do Instituto de Astrofísica de Andalucía, na Espanha, combinou observações de telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), do Pico dos Dias e de outros locais da América do Sul quando o planeta-anão passava em frente a uma estrela.
"Quando Makemake passou em frente à estrela, a radiação emitida por esta foi bloqueada. A estrela desapareceu e apareceu muito abruptamente, em vez de desaparecer lentamente e depois ficar gradualmente mais brilhante. Isto significa que o pequeno planeta-anão não tem uma atmosfera significativa", diz Ortiz. "Pensava-se que Makemake tivesse desenvolvido uma atmosfera. O fato de não haver sinais de uma mostra apenas o quanto temos ainda a aprender sobre estes corpos misteriosos. Descobrir as propriedades de Makemake pela primeira vez é um grande passo em frente no estudo deste grupo seleto de planetas-anões gélidos."
As novas observações ainda determinam seu tamanho de forma mais precisa, estimam a densidade do planeta-anão pela primeira vez e mediram a quantidade de luz solar refletida por ele. Makemake é um esferoide oblongo - uma esfera ligeiramente achatada em ambos os pólos -, com densidade de 1,7 g/cm³ (dentro do esperado para um corpo desse tamanho e massa) e albedo de 0,77 (maior que o de Plutão, mas menor que o de Éris). Um albedo de 1 significa um corpo que reflete perfeitamente a luz, e 0, uma superfície negra, que não reflete nada.
sábado, 17 de novembro de 2012
UM PLANETA "ÓRFÃO"
Equipe internacional de astrônomos descobriu um planeta "órfão" vagando pelo espaço sem um astro em sua órbita, a cem anos-luz de distância da Terra, divulgou o Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) nesta quarta-feira (14). Batizado de CFBDSIR2149-0403, estima-se que ele tenha temperatura de 400ºC e massa entre quatro a sete vezes a de Júpiter. "Se este pequeno objeto é um planeta que foi expulso de seu sistema nativo, ele sugere a ideia surpreendente de mundos órfãos, vagando pela imensidão do espaço", diz o estudo ESO/VLT
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
MIMAS ... SATURNO
Nasa divulga imagem de lua de Saturno e do planeta
29 de outubro de 2012
Lua Mimas aparece como um pequeno ponto branco no alto da imagem
Foto: Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute/Divulgação
A Nasa - a agência espacial americana - divulgou nesta segunda-feira uma imagem de Saturno e da lua Mimas feita pela sonda Cassini. O satélite natural aparece apenas como um pequeno ponto branco na parte superior da imagem. Mimas tem 396 km, contra mais de 100 mil km de diâmetro do planeta gigante gasoso.
O registro divulgado nesta segunda-feira foi feito em 20 de agosto com um filtro sensível a comprimentos de onda do infravermelho próximo. A Cassini estava a 2,4 milhões de km de Saturno quando fez a imagem. A missão é uma parceria entre Nasa e agências espaciais Europeia (ESA, na sigla em inglês) e Italiana.
DICA:
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