quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O QUARTO PLANETA




Astrônomos localizam 4º planeta que orbita ao redor da estrela HR 8799
Em Londres


08/12/2010


Imagem mostra a estrela HR 8799, a mais próxima do nosso sistema solar


Astrônomos canadenses localizaram um quarto planeta que orbita ao redor da estrela HR 8799, a mais próxima do nosso sistema solar, segundo os detalhes da observação publicada no último número da revista "Nature".

O planeta tem aproximadamente a mesma massa que os outros três planetas que orbitam ao redor da citada estrela, mas os astrônomos ainda não puderam explicar a formação dos quatro.

Segundo o cientista Christian Marois, do Conselho Nacional de Pesquisa do Canadá, centenas de planetas fora de nosso sistema foram detectados, mas poucos são suficientemente grandes e brilhantes para que seja possível obter imagens diretas.

Há dois anos, Marois e seus colegas divulgaram imagens em infravermelho de três planetas gigantes que orbitavam em torno da estrela HR 8799, que de alguma maneira lembravam os três planetas mais afastados do nosso sistema solar, mas muito maiores, assinala a revista científica.

Marois e seus colegas obtiveram novas imagens, feitas em um período de 15 meses, que revelam a presença deste quarto planeta gigante no sistema HR 8799, mas está mais perto da estrela que os outros três.

Estes quatro planetas parecem ter cinco vezes a massa de Júpiter, agregam os astrônomos.

EXPLOSÃO DE RAIOS GAMA



Concepção artística mostra uma explosão de raios gama



Estudo explica baixa luminosidade das explosões de raios gama



16/12/2010


As explosões de raios gama estão entre os fenômenos mais energéticos do Universo, mas algumas parecem curiosamente fracas quando observadas na radiação visível. O maior estudo já realizado sobre o fenômeno, conhecidas como explosões de raios gama escuras, com ajuda do telescópio de La Silla, no Chile, mostrou que a explicação para a baixa luminosidade é simples. A principal delas é a presença de poeira entre a Terra e o local onde as explosões ocorrem.

As explosões de raios gamas (ERG), são fenômenos que podem durar menos de um segundo ou no máximo alguns minutos. Elas são detectadas por observatórios em órbita que captam a sua elevada radiação. No entanto, há cerca de 13 anos, os astrônomos descobriram uma quantidade de radiação menos energética originária dessas explosões violentas, que se prolonga por algumas semanas ou até mesmo anos depois da explosão inicial, o chamado brilho residual.

Enquanto todas as explosões de raios gama têm brilhos residuais nos raios X, apenas cerca de metade emite esses brilho na luz visível. O resto fica escuro. Alguns astrônomos suspeitavam que esses brilhos residuais escuros poderiam ser exemplos de uma classe nova de explosões de raios gama, enquanto outros pensavam que se poderia tratar de objetos muito distantes. Estudos anteriores sugeriram ainda que este fenômeno poderia ser explicado pela poeira situada entre a Terra e a explosão, que seria responsável por obscurecer a radiação emitida.

Segundo o principal autor do estudo, o cientista Jochen Greiner, do Instituto Max Planck para a Física Extraterrestre, na Alemanha, o estudo dos brilhos residuais é fundamental para entender os objetos que dão origem às explosões de raios gama. E o fenômeno fornece informações preciosas sobre a formação estelar no Universo primordial.

A Nasa (agência espacial americana) lançou o satélite Swift, no final de 2004, capaz de detectar explosões de raios gama e comunicar imediatamente as suas posições a outros observatórios de modo a que os brilhos residuais possam ser estudados. Neste novo estudo, os astrônomos combinaram dados do Swift com novas observações do Grond, instrumento instalado no telescópio do Observatório Europeu do Sul (ESO).

Com a combinação, foi possível determinar a quantidade de radiação emitida pelo brilho residual a comprimentos de onda distintos, o que permitiu medir a quantidade de poeira que obscurece a radiação no seu percurso em direção à Terra. Antes, os astrônomos tinham que contar com estimativas aproximadas do conteúdo de poeira.

O resultado da investigação mostrou que a maioria das explosões de raios gama escuras são explicadas pela poeira, que absorve a radiação visível antes que ela chegue até nós.

domingo, 26 de setembro de 2010

EXOPLANETA SEM METANO



Exoplaneta sem metano desafia cientistas da Nasa

14 de setembro


Exoplaneta GJ 436b não possui metano em sua composição, desafiando o que imaginavam os cientistas
Foto: Nasa/Divulgação

A falta de metano na composição do GJ 436b, um exoplaneta localizado a 36 anos-luz da constelação de Leão, desafia a teoria de cientistas sobre exoplanetas, já que é composto apenas de hidrogênio, carbono e oxigênio. Os astrônomos estudam o planeta por meio do Telescópio Espacial Splitzer, da Nasa, agência espacial americana.

Exoplanetas são aqueles que se localizam fora do Sistema Solar, portanto, extrassolares. Os primeiros exoplanetas foram descobertos apenas na década de 1990. De acordo com os cientistas, para seguir uma lógica, o GJ 436b deveria ter uma grande quantidade de metano e pouco monóxido de carbono. Mas as observações do Spitzer, que captou a luz do planeta em seis comprimentos de infravermelho, mostram justamente o contrário.

A Nasa disse em seu site que o estudo sobre o GJ 436b demonstra que é necessário pesquisar mais sobre a diversidade dos exoplanetas. O metano está presente na Terra e também em todos os planetas gigantes do nosso sistema solar.

sábado, 4 de setembro de 2010

O ASTERÓIDE EROS





Telescópio Spitzer mostra que asteroides são mais variados do que se imaginava
Da Redação


02/09/2010

Imagem de arquivo da Nasa mostra o asteroide Eros, pesquisado recentemente pelo Spitzer

Nova pesquisa feita pela Nasa com ajuda do telescópio Spitzer revela que a diversidade de asteroides próximos da Terra é maior do que se pensava. Como um doce cheio de chocolates e confeitos, esses asteroides vêm em cores e formatos sortidos. Alguns são escuros e sem brilho, enquanto outros são brilhantes e luminosos.

As observações do Spitzer está ajudando os astrônomos a compreender melhor os objetos próximos da Terra, já que suas propriedades físicas ainda são pouco conhecidas. “Essas pedras nos ensinam sobre o local de onde elas vieram”, explica David Trilling, da Universidade do Arizona do Norte, principal autor de estudo publicado este mês no “Astronomical Journal”.

Após quase seis anos de operações, o Spitzer entrou, no ano passado, foi colocado em uma temperatura mais amena (embora ainda bem gelada), de - 243º C. Uma das novas missões da sonda é ajudar a catalogar 700 asteroides próximos da Terra. Cem já foram pesquisados. Os 600 restantes devem ser analisados até o fim do ano que vem. Há aproximadamente 7.000 asteroides conhecidos próximos da Terra.

Os dados indicam que alguns dos objetos menores refletem enorme quantidade de luz solar. Uma vez que a superfície dos asteroides fica mais escura com o tempo, devido à exposição a rediação solar, a presença de superfícies mais luminosas pode indicar que o objeto é mais jovem.

O fato de que a diversidade dos asteroides é maior do que se esperava indica que eles podem ter origens diferentes. Alguns podem ter vindo do cinturão que fica entre Marte e Júpiter, enquanto outros podem ter surgido de fora do Sistema Solar.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

GALÁXIA NGC 4911




Nasa divulga imagem de galáxia a 320 milhões de anos-luz da Terra

10 de agosto de 2010

A galáxia NGC 4911 contém círculos de poeira e gás perto de seu centro. As nuvens de hidrogênio na cor rosa que aparecem no centro indicam que a formação de estrelas está em curso no local
Foto: Nasa/Reprodução

O telescópio espacial Hubble, da Agência Espacial Americana, Nasa, divulgou nesta terça-feira a imagem majestosa de uma galáxia espiral localizada dentro do aglomerado de galáxias Coma, que está a 320 milhões de anos-luz de distância da Terra, ao norte da constelação Coma Berenices. As informações são da Nasa.

A galáxia, conhecida como NGC 4911, contém círculos de poeira e gás perto de seu centro. Os círculos aparecem recortados contra brilhantes aglomerados de estrelas recém-nascidas e nuvens de hidrogênio na cor rosa que, segundo astrônomos, indica a que a formação de estrelas está em curso no local.

O Hubble também conseguiu captar os braços espirais exteriores da NGC 4911, e milhares de outras galáxias de tamanhos variados. A alta resolução das câmeras do Hubble, combinada à uma exposição consideravelmente longa, tornou possível observar todos esses detalhes.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

COLISÃO DE GALÁXIAS




Imagem mostra colisão de galáxias na direção da constelação do Corvo

Fotografia é resultado da composição de três telescópios da Nasa.
Fenômeno ocorreu a 62 milhões de anos-luz da Terra.

A agência espacial norte-americana (Nasa) divulgou nesta quinta-feira (5) novas imagens da colisão de duas galáxias na direção da constelação do Corvo, localizadas a 45 milhões de anos-luz de distância.

O colorido da fotografia é artificial. Resulta da união da observação feita por três telescópios da Nasa: Hubble, Chandra e Spitzer. Cada um deles captou as partes amarela, azul e vermelha e o resultado é o que se vê na composição.

Conhecidas como galáxias da Antena, elas iniciaram o encontro há 100 milhões de anos, gerando novas estrelas a partir da poeira e gás. Com a informação enviada em ondas infravermelhas, o Telescópio Spitzer nuvens quentes de poeira, indicadoras de estrelas recém-nascidas.

Confira o trabalho da cada telescópio separadamente

As observações com raio-x feitas pelo Chandra permitiram identificar elementos de supernovas, explosões que marcam o fim da vida de estrelas muito massivas. Segundo os pesquisadores, os gases detectados são ricos em elementos como magnésio, ferro, oxigênio e silício.

Estrelas de nêutrons e buracos negros, ambos objetos com raio menos que das estrelas, porém muito mais massivos, também aparecem na fotografia.



O Hubble compôs a parte "óptica" da imagem, destacando aglomerados estelares e astros mais velhos. Somadas, as observações duraram quase cinco dias e foram feitas entre 1999 e 2002.

Estima-se que a área observada tem comprimento de 61 mil anos-luz. A constelação do Corvo é facilmente visível no hemisfério sul, tendo 4 estrelas mais marcantes, notáveis a olho nu mesmo em cidades poluídas como São Paulo.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

NOVA ANÁLISE DA SUPERNOVA SN 1987A



ESO: 1ª imagem 3D mostra restos de estrela a 100 mi de km/h

04 de agosto de 2010

Observações da supernova são as primeiras em 3D e confirmam modelos de computador. As observações mostraram novos detalhes sobre esses fenômenos.
Foto: ESO/L. Calçada/Divulgação

Astrônomos utilizaram o Telescópio Muito Grande (VLT, na sigla em inglês), do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), para capturar a primeira imagem tridimensional de uma explosão estelar, também conhecida como supernova. A escolhida foi a SN 1987A, na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia vizinha à nossa. Essa supernova foi descoberta em 1987 e foi a primeira a ser vista a olho nu em 383 anos. As observações mostraram novos detalhes sobre esses fenômenos, como, por exemplo, a ejeção de material a 100 milhões de km/h, cerca de 10% da velocidade da luz.

As estrelas de grande massa morrem de uma maneira particular, através de uma gigantesca explosão, arremessando uma grande quantidade de material no espaço. A descoberta de SN 1987A permitiu aos astrônomos estudarem melhor esse fenômeno com detalhes nunca antes vistos.

O estudo dessa supernova permitiu, por exemplo, a primeira detecção de neutrinos do núcleo interno da estrela, de elementos radioativos produzidos durante a explosão, a formação de poeira após o fenômeno, entre muitas outras descobertas sobre a morte das grandes estrelas.

Com as novas observações do VLT, o ESO afirma que os astrônomos serão capazes de reconstruir em 3D as partes centrais da explosão. Os cientistas já descobriram que a explosão foi mais forte e rápida em determinadas direções do que em outras, o que levou a um formato irregular, com algumas partes se alongando mais.

O primeiro material ejetado da supernova viajou a 100 milhões de km/h, cerca de 10% da velocidade da luz e 100 mil vezes mais rápido que um jato de passageiros. Apesar da velocidade, esse material demorou 10 anos para atingir o anel de gás e poeira que é formado na fase final da vida da estrela. As imagens indicam que outra onda de material emitido pela explosão viaja cerca de 10 vezes mais lentamente e é aquecido pelos elementos radioativos criados pelo fenômeno.

"Calculamos a distribuição de velocidades do material ejetado pela Supernova 1987A", diz a autora principal do estudo Karina Kjær em comunicado. "Ainda não compreendemos bem como explode uma supernova, mas o modo como a estrela explodiu encontra-se imprimido no material mais interior. Podemos ver que este material não foi ejetado simetricamente em todas as direções, mas parece ter uma direção privilegiada. Além disso, essa direção é diferente daquela que esperávamos, baseados na posição do anel."

As observações comprovariam modelos feitos em computador de como explodem essas estrelas. Esses modelos já mostravam o comportamento assimétrico e também indicavam instabilidades de larga escala na supernova.