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sexta-feira, 6 de março de 2015

ASTRÔNOMOS ENCONTRAM ESTRELA EM RÁPIDA TRAGETÓRIA PARA FORA DA GALÁXIA


Impressão artística da fase de transferência de massa seguida de uma supernova de dupla detonação que leva à ejeção da US 708. Enquanto a ilustração mostra a supernova (abaixo, no centro) e a estrela ejetada (à esquerda) ao mesmo tempo, na realidade a supernova já teria desaparecido muito antes da estrela alcançar essa posição

Astrônomos encontraram uma estrela arremessada através da galáxia mais rápido do que qualquer outra já registrada, impulsionada pela explosão de uma enorme estrela irmã, disseram pesquisadores nesta quinta-feira (5).

A estrela, conhecida como US 708, viaja a cerca de 1.200 quilômetros por segundo, rápido o bastante para que deixe a Via Láctea em cerca de 25 milhões de anos, disse o astrônomo Stephan Geier, do Observatório Europeu do Sul, que opera três telescópios no Chile.

"Nessa velocidade você pode viajar da Terra à Lua em cinco minutos", observou o atrônomo Eugene Magnier, da Universidade do Havaí.

A US 708 não é a primeira estrela encontrada pelos astrônomos movendo-se rápido o suficiente para deixar a galáxia, mas é a única até agora que parece ter sido arremessada pela explosão de uma supernova.

As 20 outras estrelas descobertas até agora dirigindo-se para fora da galáxia provavelmente ganharam impulso ao se aproximarem demais de buracos negros gigantes encontrados no centro da Via Láctea, disseram cientistas em artigo publicado nesta semana na revista Science.

Antes ser arremessada através da galáxia, a US 708 era uma estrela gigante fria, mas teve todo o seu hidrogênio extraído por uma estrela irmã em sua órbita.

Cientistas suspeitam ter sido tal extração o que provocou a explosão da estrela irmã. Caso confirmado, esses tipos de estrelas arremessadas podem fornecer mais dados sobre como ocorrem as explosões de supernovas.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

A VELHA GÊMEA DO SOL

Astrônomos brasileiros ajudam a descobrir a mais velha estrela gêmea do Sol
A estrela identificada tem massa e composição química similar à do Sol, mas é cerca de 4 bilhões de anos mais velha


28/08/2013

A estrela HIP 102152 (Foto: Divulgação/ESO)

Astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO), localizado no Chile, identificaram uma estrela gêmea do Sol a cerca de 250 anos-luz (1 ano-luz equivale, aproximadamente, a 10 trilhões de quilômetros) de distância da Terra. A descoberta foi anunciada nesta quarta-feira (28) e publicada em artigo da revista especializada Astrophysical Journal Letters.

Astrônomos captam em detalhes o violento nascimento de uma estrela

A estrela foi batizada de HIP 102152. Situada na Constelação de Capricórnio, é a gêmea solar mais velha conhecida até agora, tendo massa e composição química similar ao Sol, com níveis semelhantes de elementos como o hidrogênio, carbono, ferro, alumínio, vanádio e lítio.

Segundo pesquisadores, sua análise fornece evidências da ligação entre a idade das estrelas e a concentração do elemento químico lítio. Além disso, sugere a existência de planetas rochosos similares à Terra orbitando ao seu redor. O estudo envolve cientistas brasileiros, incluindo pesquisadores do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo, e de outros cinco países.

Nasa descobre planeta rosa com tamanho similar a Júpiter

Apesar de ser quase idêntica ao Sol, a estrela tem idade estimada em 8,2 bilhões de anos, sendo cerca de 4 bilhões de anos mais velha. A similaridade e a diferença de idade podem auxiliar nos estudos sobre a evolução futura do Sol, cujo tempo de vida é estimado em 10 bilhões de anos. O estudo da estrela, que não é visível a olho nu, permite aos cientistas prever o que pode acontecer ao próprio Sol quando chegar a essa idade.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A MAIS BRILHANTE






















Imagem do eco de luz da estrela V838 Monocerotis, a 20 mil anos-luz da Terra, foi divulgada pela Nasa (agência espacial americana). Desde 2002, a estrela é considerada a mais brilhante da Via Láctea.

Reuters/Nasa

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

MIL VEZES MAIOR



Telescópio registra estrela gigante mil vezes maior que o Sol
28 de setembro de 2011


Esta nova imagem é a melhor já obtida para uma estrela hipergigante

Foto: ESO/Divulgação


Astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO) utilizaram o Very Large Telescope para obter imagens de uma estrela colossal pertencente a uma das mais raras classes de estrelas no universo, as hipergigantes amarelas. Esta nova imagem é a melhor já obtida para uma estrela desta classe e mostra pela primeira vez uma enorme concha dupla de poeira a rodear a hipergigante central. A estrela e a sua concha parecem-se com a clara de um ovo em torno da gema central, o que levou os astrônomos a darem-lhe o nome de Nebulosa do Ovo Frito.

A estrela monstruosa, conhecida pelos astrônomos como IRAS 17163-3907 tem um diâmetro cerca de mil vezes maior que o do Sol. A uma distância de cerca de 13 mil anos-luz da Terra, é a hipergigante amarela mais próxima de nós encontrada até hoje e as novas observações mostram que brilha cerca de 500 mil vezes mais intensamente do que o Sol.

"Sabia-se que este objeto brilhava intensamente no infravermelho mas, surpreendentemente, ninguém o tinha ainda identificado como uma hipergigante amarela", disse Eric Lagadec, líder da equipa que produziu estas novas imagens.

As observações da estrela e a descoberta das suas conchas envolventes foram feitas pela câmara infravermelha VISIR. As imagens obtidas são as primeiras que mostram claramente o material que rodeia a estrela e revelam claramente duas conchas quase perfeitamente esféricas.

Se a Nebulosa do Ovo Frito fosse colocada no centro do Sistema Solar, a Terra ficaria bem no interior da própria estrela e o planeta Júpiter orbitaria por cima da sua superfície. A concha muito maior que envolve a estrela englobaria todos os planetas, planetas anões e ainda alguns dos cometas que orbitam muito além da órbita de Netuno. A concha exterior tem um raio 10 mil vezes maior que a distância da Terra ao Sol.

As hipergigantes amarelas estão numa fase extremamente ativa da sua evolução, sofrendo uma série de eventos explosivos - esta estrela ejetou já quatro vezes a massa do Sol em apenas algumas centenas de anos. O material ejetado durante estas explosões formou a extensa concha dupla da nebulosa, a qual é constituída por poeira rica em silicatos misturada com gás.

Esta atividade mostra igualmente que a estrela deverá sofrer brevemente uma morte explosiva - será uma das próximas explosões de supernova na nossa Galáxia. As supernovas fornecem ao meio interestelar circundante muitos químicos necessários e as ondas de choque resultantes podem dar origem à formação de novas estrelas.

UM PLANETA COM DUAS ESTRELAS




Como em 'Star Wars': Nasa descobre planeta com 2 estrelas

15 de setembro de 2011

Planeta descoberto pela Nasa orbita duas estrelas
Foto: Nasa/Divulgação


A Nasa (a agência espacial americana) anunciou nesta quinta-feira a descoberta de um planeta que orbita ao redor de duas estrelas, algo semelhante ao planeta imaginário Tatooine, presente na saga de ficção científica Guerra nas Estrelas (Star Wars.

Os cientistas conheciam a existência de planetas circumbinários (que orbitam duas estrelas), porém, esta é a primeira vez que conseguiram captar o movimento do planeta ao redor de seus dois sóis. A descoberta foi alcançada graças às imagens do observatório espacial Kepler.

A equipe liderada por Laurance Doyle - do Instituto Seti, da Califórnia - anunciou nesta quinta o novo planeta, que se chamará Kepler 16-B. Durante o anuncio, em entrevista coletiva, os cientistas intercalaram imagens reais com trechos do filme de George Lucas.

O novo planeta Kepler 16-B orbita em ambas as estrelas à vista do telescópio espacial Kepler. Os dois sóis também ofuscam um ao outro, o que permite medições bem precisas da massa e das trajetórias dos três corpos.

"Mais uma vez, o que costumava ser ficção científica se tornou realidade", declarou Alan Boss, um dos cientistas que participa do projeto, à revista Science, que publicou a descoberta.

Embora apresente uma densidade superior a média e viaje em uma órbita quase circular de 229 dias ao redor de suas duas estrelas, o novo planeta se parece com Saturno. Klepler 16-B foi detectado a cerca de 200 anos luz da Terra e demonstra a diversidade dos planetas existentes na Via Láctea, considerou Nick Gautier, cientista do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa em Pasadena, na Califórnia.

As duas estrelas representam 20% e 69% da massa do Sol, respectivamente, e seguem uma órbita original de 41 dias uma ao redor da outra, aponta o estudo. Dada a relação do planeta com suas estrelas, Doyle e sua equipe também levantaram a hipótese que o planeta tenha se formado no próprio disco de pó e gás que originou ambos os sóis.

Kepler é a primeira missão da Nasa capaz de encontrar planetas do tamanho da Terra na chamada "zona habitável", região em um sistema planetário onde pode existir água em estado líquido na superfície do planeta em órbita.

Mesmo com a necessidade de novas observações para atingir o objetivo proposto, Kepler já detectou planetas e candidatos a planetas de inúmeros tamanhos e distâncias orbitais. Segundo a Nasa, esse experimento pode ajudar a compreender melhor nosso lugar na galáxia.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

AS ESTRELAS ZOMBIES







Estrelas zombies, que explodem como bombas só para se reconstruírem absorvendo matéria de outras estrelas, são a chave para medir a energia escura, segundo astrônomos da Universidade de Santa Bárbara, nos EUA. Acredita-se que 3/4 do Universo seja formado por esta energia escura, que seria medida a partir destas estrelas, chamadas de Type Ia supernovae, porque elas têm sempre o mesmo brilho, não importa onde estejam. Na imagem é possível ver a supernova de Tycho, que foi vista pela primeira vez em 1572 por Tycho Brahe, e hoje é uma bola de gás em expansão.

Nasa/Chandra X-ray Observatory)

domingo, 17 de abril de 2011

ANÃ VERMELHA




Imagem ilustra uma jovem estrela anã vermelha cercada por três planetas. Essas estrelas são menos brilhantes e menores que as estrelas amarelas como o nosso Sol, e por isso mais difíceis de serem encontradas. Mas os cientistas da Nasa descobriram que as estrelas jovens e menores emitem mais luz ultravioleta e assim conseguem localizar as mais próximas da Terra com o satélite Galaxy Evolution Explorer. Ao encontrar tais estrelas, é possível também analisar os planetas que a cercam e que, pela pouca luz da estrela, são mais visíveis Nasa/JPL-Caltech

terça-feira, 22 de junho de 2010

O JANTAR ESTÁ SERVIDO




Concepção artística mostra estrela absorvendo matéria do planeta WASP-12b, o mais quente conhecido na Via Láctea


Foto: Nasa/Esa/G. Bacon/Divulgação



O telescópio Hubble registrou o início do "jantar" de uma estrela na Via Láctea. O prato: o planeta mais quente conhecido na nossa galáxia. Contudo, a refeição não deve ser rápida - os cientistas da Nasa, a agência espacial americana, estimam que vai demorar ainda cerca de 10 milhões de anos até que o planeta WASP-12b seja completamente devorado por sua estrela, a WASP-12.

O planeta está tão próximo de sua estrela que a temperatura nele passa dos 1,5 mil °C e sua forma lembra uma bola de futebol americano. Com uma massa 40% maior que a de Júpiter, o WASP-12b teve sua atmosfera inchada pela ação do calor e está jogando material na estrela.

Segundo a Nasa, a troca de matéria entre dois corpos celestes é comum em um sistema binário, mas é a primeira vez que isso é registrado tão claramente acontecendo com um planeta. "Nós vemos uma grande nuvem de matéria ao redor do planeta, a qual está escapando e será capturada pela estrela. Nós temos também elementos químicos nunca antes vistos em planetas fora do nosso sistema solar", diz Carole Haswell, da Universidade Open, que liderou os astrônomos. Entre os elementos que a cientista afirma que são absorvidos, estão alumínio, estanho e manganês.

Ainda de acordo com a Nasa, Shu-lin Li, da Universidade de Pequim, já havia teorizado em um artigo que a força gravitacional da estrela havia distorcido a forma do planeta e ele estava tão quente que sua atmosfera havia sido expandida. As observações feitas pelo Hubble confirmam essa teoria, diz a agência espacial.

LÁBIOS HUMANOS



Telescópio capta imagem de 'lábios humanos' no espaço

22 de junho de 2010

O que parece uma boca humana é uma nuvem de poeira soprando da estrela gigante V385 Carinae, que aparece no centro como um ponto branco Foto: Nasa/Reprodução

O que parece uma boca humana é uma nuvem de poeira soprando da estrela gigante V385 Carinae, que aparece no centro como um ponto branco
Foto: Nasa/Reprodução


O telescópio em infacermelho Wise da Agência Espacial Americana, Nasa, capturou uma imagem inusitada no espaço. O que parece uma boca humana é uma nuvem de poeira soprando de uma estrela gigante. A estrela (ponto branco no centro do anel vermelho) é uma das moradoras mais maciças da nossa galáxia Via Láctea, a V385 Carinae e fica a uma distância de cerca de 16 mil anos-luz da Terra.

Segundo os astrônomos, objetos como esse são chamados de estrelas Wolf-Rayet e, em comparação, fazem com que o nosso Sol pareça insignificante. A V385 Carinae é 35 vezes mais massiva que nosso Sol, e tem um diâmetro quase 18 vezes maior. É mais quente e brilha com mais de um milhão de vezes a quantidade de luz.

Estrelas ardentes assim queimam rapidamente tendo uma vida considerada curta para o espaço, apenas poucos milhões de anos. À medida que envelhecem, os átomos mais pesados vão 'cozinhando' dentro delas - como os átomos de oxigênio que são necessários para a vida como nós conhecemos.

O material resultante desta queima é soprado para fora em nuvens, como a que brilha intensamente na cor vermelha na imagem do Wise.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

A ESTRELA EXPULSA




Hubble flagra estrela sendo "expulsa de casa" a 400 mil km/h
12 de maio de 2010


Imagem gerada pelo telescópio Hubble (no detalhe) mostra a "fuga" de uma estrela a 400 mil km/h
Foto: ESA/Nasa/J. Walsh (ST-ECF)/ESO/Divulgação

O telescópio Hubble registrou a "fuga" de uma estrela a mais de 400 mil km/h (o suficiente para ir e voltar à Lua em duas horas). Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), este é o caso mais extremo de uma estrela supermassiva que foi "expulsa de casa" por um grupo de "irmãs fortes".

Segundo a agência, a investigação dos cientistas indica que a estrela fujona estava a uma distância de 375 anos-luz de sua casa, um gigante grupo estelar chamado de R136, no momento em que foi registrada. Na imagem, ela aparece nos arredores da nebulosa Doradus 30 (também conhecida como nebulosa Tarântula), uma região na formação estelar na Grande Nuvem de Magalhães - uma galáxia próxima à nossa.

Segundo os cientistas, é a primeira vez que se observa diretamente esse processo - que já havia sido teorizado - em uma área desse tipo. Anteriormente só foram observadas "fugas" de estrelas, mas muito menores e em grupo pequeno, o da nebulosa de Órion, além de os registros terem ocorrido há cerca de 50 anos.

Ainda de acordo com a ESA, existem duas formas conhecidas de ocorrer esse fenômeno: a estrela pode encontrar uma ou duas irmãs mais fortes em uma densa do agrupamento e ser jogada para fora, de forma parecida com a que ocorre em um jogo de pinball. A outra maneira é ela ser "chutada" durante a explosão de supernovas. Contudo, os astrônomos não acreditam na segunda possibilidade no caso do agrupamento R136, já que ele é novo demais e as estrelas mais massivas ainda não explodiram como supernovas.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

QUANDO O SEGUNDO SOL CHEGAR.



Nêmesis
Um objeto sombrio pode estar se espreitando nos confins do nosso Sistema Solar e atirando cometas em nossa direção há milhões de anos. Esse objeto seria o responsável pelos eventos de destruição em massa na Terra, bem como pelo tráfego de cometas que aparecem inesperadamente vez ou outra. Mas quem seria essa presença sinistra?

Batizado de Nêmesis, ou estrela da morte, esse objeto seria uma estrela do tipo anã vermelha, mas poderia ser uma anã marrom ou mesmo um planeta com várias vezes a massa de Júpiter.

De onde vem uma ideia tão sinistra como essa? A história é antiga.



Originalmente, a hipótese de existir Nêmesis foi sugerida para explicar os episódios de extinção em massa na Terra. Os paleontologistas David Raup e Jack Sepkoski afirmam que nos últimos 250 milhões de anos a vida na Terra sofreu extinção em ciclos de 26 milhões de anos de período. Alguns astrônomos sugerem que essas catástrofes são causadas por impactos de cometas. Um caso famoso é o impacto de um asteróide há 65 milhões de anos que promoveu a extinção dos dinossauros, ou o evento de Tunguska na Rússia em 1908, com efeito equivalente a uma bomba atômica cem vezes mais poderosa que a de Hiroshima, que e derrubou 80 milhões de árvores, devastando uma área de mais de mil quilômetros quadrados. A sorte, nesse caso, é que a explosão se deu sobre a Sibéria. Fosse na Europa ou nos Estados Unidos…

A questão é que o nosso Sistema Solar é rodeado por uma vasta coleção de corpos gelados chamada de Nuvem de Oort, restos da nuvem que colapsou para formar nosso Sol e, por consequência, os planetas. Se o Sol faz parte de um sistema binário (veja a explicação no diagrama acima), certas configurações nas órbitas do par deveria dar um puxão gravitacional nesse objetos gelados da Nuvem de Oort, arrancando um deles na direção do Sistema Solar. A hipótese do Sol ter uma companheira é estranha, mas não é absurda. Na verdade, mais de um terço das estrelas da nossa Galáxia estão em sistemas com pelo menos duas estrelas. O difícil aqui é provar isso.

Um planeta-anão que está onde não deveria estar
Sedna pode ser uma pista. O planeta-anão Sedna, aquele mesmo que propiciou a discussão e o posterior rebaixamento de Plutão, é um objeto esquisito. Segundo Mike Brown, seu descobridor, ele não deveria estar onde está. Segundo Brown, não há como explicar sua órbita, pois ele nunca está próximo o suficiente para ser afetado pelo Sol, mas também nunca está longe o suficiente para ser afetado pelas outras estrelas. Em suma, o que prende Sedna ao Sistema Solar? Além disso, a maioria dos cometas que chegam ao Sistema Solar interior (para “dentro” da órbita da Terra) parece vir de uma mesma região da Nuvem de Oort.

Esses fatos dão força à hipótese de Nêmesis, que teria de ter entre 3 e 5 massas de Júpiter no mínimo. Para esse limite de massa, ou mesmo para algumas dezenas de vezes a massa de Júpiter, esse objeto seria um planeta massivo ou uma anã-marrom. Em ambos os casos, seria praticamente indetectável no visível, mas muito brilhante no infravermelho. Mesmo Mark Brown já admitiu que esse objeto, se existir, seria muito pequeno, estaria muito longe e seria muito lento. Facilmente ele passaria desapercebido nas suas observações.

Satélite Wise reforça o time
Mas essa história pode mudar. Em janeiro deste ano entrou em operação o satélite Wise da Nasa, que está mapeando o céu todo em infravermelho. Com um campo de visão bem amplo e uma sensibilidade fantástica, o satélite tem por objetivo detectar mil anãs-marrons a distâncias de até 25 anos-luz da Terra. O problema é que, para detectar Nêmesis, será preciso esperar por duas imagens do Wise para que se possa compará-las e identificar o objeto que se moveu de uma para outra. Isso só deve acontecer em meados de 2012 e, ainda assim, leva um ano para analisar as imagens e pedir tempo em telescópios na Terra que possam fazer a confirmação.

Essa história de Nêmesis é bem antiga e controversa, indo e vindo com o passar do tempo. Na verdade, a última vez que se ouviu falar sobre o assunto foi há muito tempo – e na verdade para enterrá-lo. Agora ele volta a ser discutido e pode ser efetivamente comprovado em alguns anos. O negócio é aguardar!

quarta-feira, 10 de março de 2010

MAGNETAR



Espanha: telescópio capta rara imagem de estrela de nêutrons
Na imagem, uma representação artística de um magnetar, que depois da quebra da superfície, libera energia armazenada em seu campo magnético.

01 de março de 2010
Foto: EFE

O grande Telescópio Canárias (GTC), instalado no Observatório Del Roque de los Muchachos, localizado na Ilha de La Palma, na Espanha, registrou imagens com profundidade sem precedentes de uma estrela de nêutrons, do tipo magnetar. O episódio foi informado pelo Instituto de Astrofísica de Canarias (IAC), nesta segunda-feira, dia 1.

O GTC, o maior e com tecnologia mais avançada do mundo, foi lançado no dia 24 de julho de 2009, e permitirá aos pesquisadores conhecerem os mistérios da formação do universo através de seu espelho.

A Universidade Autônoma do México, o Instituto Nacional de Astrofísica, Óptica e Eletrônica do país, além da Universidade da Flórida e a União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (Feder) participaram da construção da grande estrutura.

O telescópio é uma ferramenta refletora, com um espelho primário de 10,4 metros de diâmetro, o maior do mundo. Trata-se de um projeto avaliado em 104 milhões de euros, financiado em 90% pela Espanha e 10% com o apoio do México e dos Estados Unidos.

O GTC permitirá revelar segredos ocultos do universo, por captar a luz formando imagens diretas (detectadas pelo olho humano) e imagens espectroscópicas (através de espectrógrafos, que selecionam uma parte da imagem, separando-a nas diferentes longitudes de uma onda).

domingo, 21 de fevereiro de 2010

UMA ESTRELA DE PERSEUS



Nesta imagem, especialistas da Nasa reproduzem a formação incomum na nuvem de gás e poeira que a cerca a estrela LRLL 31 - localizada na região da constelação de Perseus
25 de setembro de 2009
Foto: Nasa/Divulgação

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A ESTRELA DESAPARECIDA



Nesta concepção artística, a estrela Epsilon Aurigae emerge entre o disco de poeira do objeto que a acompanha

Foto: Nasa/Reprodução

04 de fevereiro 2010

Astrônomos da Agência Espacial Americana (Nasa) encontraram a solução para um dos enigmas seculares da astronomia: a estela que desaparece a cada 27 anos. Usando o Telescópio Espacial Spitzer, eles descobriram que a nuvem de poeira que gira em torno do objeto que acompanha a estrela é a responsável por este "eclipse". As informações são da Nasa.

A brilhante estrela Epsilon Aurigae é acompanhada por um pequeno objeto cercado por um denso disco de poeira que, a cada 27 anos, a encobre por um período de dois anos.

A descoberta aconteceu graças à visão infravermelha do Spitzer que revelou o verdadeiro tamanho do disco de poeira e da estrela que antes se acreditava ser supergigante. Em vez disso, a Epsilon Aurigae é uma estrela brilhante com muito menos massa do que se imaginava.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

35 VEZES MAIS QUENTE


Astrônomos descobrem estrela 35 vezes mais quente que o Sol.
3 de dezembro de 2009

Esta é a primeira vez que a estrela, que fica na nebulosa Bug, foi observada e retratada.

Astrônomos da Universidade de Manchester, na Grã-Bretanha, descobriram uma das estrelas mais quentes da galáxia, com temperaturas 35 vezes maiores do que o Sol. Segundo os cientistas do centro de pesquisas Jodrell Bank Centre for Astrophysics da universidade, esta é a primeira vez que a estrela, que fica na nebulosa Bug, foi observada e retratada. A sua temperatura é superior a 200 mil graus Celsius.
"Esta estrela foi muito difícil de ser encontrada porque ela está escondida atrás de uma nuvem de poeira e gelo no meio da nebulosa", disse o professor Albert Zijlstra, da Universidade de Manchester. De acordo com ele, nebulosas planetárias como a Bug se formam quando estrelas que estão morrendo ejetam gás no espaço.
Sorte"Nosso Sol vai fazer isso em cerca de cinco bilhões de anos. A nebulosa Bug, que está a cerca de 35 mil anos luz na constelação de Escorpião, é uma das nebulosas planetárias mais espetaculares."
Zijlstra e sua equipe usaram o telescópio Hubble para encontrar a estrela. Em setembro, o telescópio foi reformado, com a instalação de mais uma câmera.
As imagens capturadas pelo Hubble serão publicadas na próxima semana na revista científica Astrophysical Journal. "Nós fomos extremamente sortudos que tivemos a oportunidade para capturar esta estrela próximo ao seu ponto mais quente. De agora em diante ela vai se resfriar na medida em que vai morrendo", disse o autor do artigo, Cezary Szyszka, que trabalha no European Southern Observatory.
"Este é um objeto verdadeiramente excepcional". Segundo o cientista Tim O'Brein, da Universidade de Manchester, ainda não se sabe como uma estrela do tipo ejeta sua massa para formação de nebulosas.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Estrela azul



Esquema de colisão criando errante azul (sentido horário)

24/12/2009 - 09h05

Cientistas elucidam

mistério de estrela

azul "rejuvenescida"

Astrônomos anunciaram ontem (23) ter desvendado a origem de uma classe de objetos cósmicos que vinha intrigando a ciência: as estrelas errantes azuis.

Por serem portadoras de uma massa muito maior do que se previa para astros de sua categoria, seu mecanismo de formação não era bem entendido. Agora, dois estudos mostram que elas surgem tanto de colisões estelares quanto de sistemas em que uma estrela suga material de outra aos poucos.

O enigma das errantes azuis é que elas aparentam ter uma idade menor do que efetivamente possuem, um valor que pode ser inferido a partir da idade de outras estrelas próximas. Outra estrelas gigantes azuis em geral morrem e perdem brilho antes de suas "irmãs" nascidas num mesmo aglomerado, pois astros mais maciços consomem mais rápido seu material interno por meio de fusão nuclear.

Algumas errantes azuis, porém, chegam a ter 7 bilhões de anos, e são mais velhas até do que o Sol, que tem 5 bilhões.

Para explicar isso, cientistas vinham debatendo havia tempos as hipóteses da colisão e da matéria sugada. Esses eventos dariam a estrelas de vida curta um suprimento extra de matéria para fusão nuclear, prolongando assim seu tempo de brilho. Mas ninguém conseguia dizer qual das duas coisas estava efetivamente ocorrendo.

Em um par de estudos hoje na revista "Nature", astrofísicos da Universidade de Bolonha (Itália) e da Universidade de Wisconsin-Madison (EUA) mostram que uma hipótese não exclui a outra. Francesco Ferraro, autor principal do trabalho italiano, analisou diversas errantes azuis e descobriu que aquelas de tom azulado mais acentuado são as formadas em colisões. As outras, mais avermelhadas, surgem quando a gravidade de uma estrela rouba massa de outra próxima.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

ANTARES


Perto de Antares, (a grande estrela do lado superior esquerdo da imagem) estende-se uma grande área onde podemos observar os 3 tipos de nebulosas mais comuns, emissão, absorção e reflexão. Na imagem, a fina poeira iluminada pelas estrelas produz as nebulosas de reflexão azul. Nuvens de gas interestelar, exitadas pela luz ultravioleta de estrelas próximas, emitem os tons vermelhos formando as nebulosas de emissão. Nuvens escuras bloqueiam a luz das estrelas ao fundo, produzndo as nebulosas escuras. Antares, uma estrela supergigante vermelha é uma das estrelas mais brilhantes do céu. Rho Ophiuchi está no centro da nebulosa azul a direita da imagem. O aglomerado globular M4 aparece logo abaixo de Antares e próximo a Sigma Scorpii, que está envolta numa bela nebulosa de emissão vermelha.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

NEMESIS







02 de junho de 2003

Em 1980, a revista Science publicou um artigo do prêmio Nobel Luis Alvarez, seu filho Walter Alvarez, Frank Asaro e Helen Michel, da universidade de Berkeley, que, sob o nome de Causa extraterrestre da extinção cretácio-terciario, expunha pela primeira vez a possibilidade de que corpos externos a nosso planeta foram os causadores das diversas extinções massivas da história da Terra. No caso particular dos dinossauros, se mencionava o choque com um meteorito como causa mais provável para sua extinção, a cerca de 65 milhões de anos.

A evidência que apoiava esta tese era a existência de irídio em uma fina camada de argila na fronteira que marca o período Cretácio e Terciário nos estratos geológicos. Como o irídio é raro em nosso planeta foi levantada a possibilidade de que tivesse origem extraterrestre.

Mas, a extinção destes répteis gigantes não foi a única que atingiu nosso planeta... e aí entra Nemesis, que surgiu como hipótese para explicar o mecanismo causador das extinções em massa na Terra. Conforme esta tese, a cada 25 ou 30 milhões de anos, nosso planeta se vê exposto a um aumento do número de cometas que cruzam sua órbita, aumentando assim a probabilidade de um choque contra a Terra.

Este fenômeno funcionaria como uma tempestade espacial que duraria de 100 mil a 2 milhões de anos. Estima-se que durante este período aconteceriam em média dez grandes impactos a intervalos de 50 mil anos. Estes choques poderiam desencadear uma série de processos ecológicos que teriam como conseqüência a destruição da maior parte da vida no planeta, fosse animal ou vegetal.

Nemesis, uma estrela girando em torno do Sol?
Nosso Sol é de certo modo uma estrela atípica por ser solitário, já que aproximadamente 50% das estrelas do Universo constituem sistemas duplos. Nemesis seria a hipotética companheira do Sol nesse hipotético sistema duplo de estrelas. Nemesis se moveria em uma órbita elíptica em torno do Sol com um período de cerca de 30 milhões de anos.

Este astro nunca foi visto. Assim, se existir deve ter uma luminosidade extremamente baixa, podendo se tratar de uma estrela anã marrom pré-seqüência principal (uma estrela cuja massa não alcança a massa mínima estelar para iniciar a queima de hidrogênio, fonte de luminosidade das estrelas). Mas "ver" um astro não é o único modo de provar que ele existe, efeitos gravitacionais também nos permitem inferir a existência de corpos espaciais, mas nem disto há evidências para comprovar esta teoria.

Supõe-se que a massa de Nemesis perturbaria gravitacionalmente nosso Sistema Solar: aproximadamente a cada 30 milhões de anos, a estrela atravessaria a Nuvem de Oort, uma zona situada nos confins de nosso sistema solar, de onde saem muitos dos cometas que nos visitam. Sua trilha afetaria as órbitas destes cometas, lançando muitos deles contra a Terra, produzindo assim esse aumento periódico de atividade cometária contra nosso planeta.

A primeira referência científica sobre Nemesis foi publicada na revista Nature em 1984, em um artigo o astrofísico Richard Muller, da universidade de Berkeley, que levantou grande polêmica. Atualmente, Muller junto com os físicos Carl Pennypacker, Frank Crawford e Roger Williams procuram evidências da existência desta estrela.

Por outro lado, é sabido na comunidade científica que as órbitas das estrelas dos sistemas binários se aproximam entre si com o passar dos anos. Eventualmente estes corpos se chocam devido à perda de energia e momento angular por radiação de ondas gravitatórias. Logo, se Nemesis existir realmente como companheira binária do Sol, deveríamos poder observar uma mudança significativa ao longo dos anos na órbita desta estrela, como podemos fazer no sistema binário PSR1913+16.

Até agora, não há evidências da existência de tal estrela e muitos fatos demonstram o contrário, como ocorre sempre em Ciência, na qual a evidência empírica é o único juiz. Até que tenhamos uma prova incontestável, Nemesis não passara de uma hipótese.


domingo, 13 de setembro de 2009

WR-104, O VERDADEIRO ARMAGEDON.













A maior parte das detonações de raios gama são feixes de energia de alta radiação produzidos pelo colapso de estrelas maciças
17 de abril de 2009

Uma brilhante detonação de raios gama pode ter causado um evento de extinção em massa na Terra 440 milhões de anos atrás - e catástrofe celestial semelhante poderia acontecer de novo, de acordo com um novo estudo.

A maior parte das detonações de raios gama, de acordo com os cientistas, são feixes de energia de alta radiação produzidos quando acontece o colapso de uma imensa quantidade de de massa, como a explosão de uma estrela maciça.

O estudo apresenta um novo modelo de computador segundo o qual um feixe de raios gama dirigido à Terra, desde uma distância de até 6,5 mil anos-luz, poderia ter causado desgaste na camada de ozônio, provocando chuva ácida e iniciando um período de resfriamento global.

Um desastre como esse poderia ter sido responsável pela extinção em massa de até 70% das criaturas marinhas que viviam durante o Período Ordoviciano (de 488 milhões a 443 milhões de anos atrás), sugere o diretor científico do estudo, o astrofísico Brian Thomas, da Universidade Washburn, no Kansas.

A simulação também demonstra que mais ou menos uma vez a cada bilhão de anos uma detonação de raios gama de escala significativa pode acontecer ao alcance da Terra, ainda que os feixes de radiação precisariam estar alinhados de uma maneira muito específica para que atingissem o planeta. No momento, a WR104, uma estrela maciça a oito mil anos-luz de distância, na constelação de Sagitário, está em posição que a torna potencialmente ameaçadora, disse Thomas.

Mas o estudo, que foi submetido ao Jornal Internacional de Astrobiologia, não está necessariamente causando pânico entre os demais astrofísicos.

"Certamente não há nada de errado em estudar o que uma detonação de raios gama poderia causar, se acontecesse perto o bastante de nós, como fez o autor deste trabalho. É assim que a ciência funciona", disse David Thompson, astrofísico da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa) e vice-diretor de projeto no Telescópio Espacial Fermi, que opera na banda dos raios gama.

Mas Thompson compara o risco de uma futura detonação de raios gama para a Terra com "o perigo que eu correria de encontrar um urso polar dentro do meu armário em Bowie, Maryland". "Não é não possa acontecer, mas é tão improvável que não vale muito a pena se preocupar com isso", acrescentou.

Danos persistentes
Adrian Melott, antigo orientador do autor do estudo, foi o primeiro a propor, em 2004, que uma detonação de raios gama perto da Terra teria eliminado a vida no Período Ordoviciano. Desde então, os dois pesquisadores vêm trabalhando com aspectos diferentes desse enigma.

De acordo com seus mais recentes modelos, a radiação gama de uma detonação próxima extirparia rapidamente a maior parte da camada de ozônio que protege a Terra, permitindo que mais radiação ultravioleta do sol atingisse a superfície do planeta.

Em prazo mais longo, as reações químicas na atmosfera produziriam gases escuros, com base em nitrogênio, que bloqueariam o calor do sol e deflagrariam o aquecimento global, enquanto os raios gama continuariam a desbastar a camada de ozônio e permitir maior entrada de raios ultravioleta, sugerem os autores.

Parte dessa poluição se precipitaria sobre a superfície na forma de uma devastadora chuva ácida, capaz de causar severas perturbações a ecossistemas.

A atmosfera conseguiria se recuperar em uma década, e uma alta nos danos ao ADN causados pela exposição ampliada à radiação ultravioleta poderia desaparecer dentro de alguns meses ou anos, apontam os pesquisadores. Mas os demais impactos biológicos ¿a exemplo da produtividade reduzida dos oceanos- poderiam persistir por período desconhecido, disse Thomas.

O problema com os trilobitas
Bruce Lieberman, paleontologista da Universidade do Kansas, ajudou a desenvolver a teoria inicial sobre a extinção no ordoviciano, mas não é co-autor dos trabalhos mais recentes.

A idéia prevalecente é a de que uma era glacial causou o evento de extinção, ele diz, mas questiona que essa hipótese explique todos os acontecimentos. "Houve outros momentos nos quais aconteceram eras glaciais sem extinções em massa", ele diz.

Além disso, a era glacial do ordoviciano foi comparativamente curta, durando apenas 500 mil anos antes que o clima retornasse a um ciclo quente - quase como se algo de incomum tivesse deflagrado o frio.

Até agora, Thomas e Melott conseguiram descobrir um padrão de radiação ultravioleta mais elevada durante a extinção do ordoviciano que poderia se equiparar a um bombardeio cósmico por sobre o Polo Sul. E Lieberman acredita que o desaparecimento dos trilobitas, artrópodes extintos aparentados aos caranguejos, possa estar vinculado ao evento do ordoviciano.

Ainda que a maioria dos trilobitas vivesse no lodo do fundo do oceano, os jovens de algumas de suas espécies tinham um estágio de vida que os levava a flutuar em águas rasas, o que os tornaria vulneráveis à radiação ultravioleta.

Mas como Thompson, da Nasa, Lieberman acrescenta que a preocupação quanto a uma futura detonação de raios gama "não é algo que me faça perder o sono".

Em lugar disso, ele aprecia o novo trabalho por apontar que a Terra é uma parte vulnerável do cosmos. "Isso nos oferece uma nova perspectiva sobre coisas como a seleção natural e a adaptação", diz.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009