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quarta-feira, 24 de outubro de 2012
NOSSO BURACO NEGRO
Telescópio observa atividade do buraco no centro da Via Láctea
23 de outubro de 2012
Os detalhes da imagem mostra (de cima para baixo) uma região antes, durante e depois de uma erupção no buraco negro
Foto: Nasa/Divulgação
O Telescópio Nuclear Epectroscópico, o NuSTAR, em sua sigla em inglês, realizou sua primeira observação para a Nasa (a agência espacial americana): o gigantesco buraco negro situado no centro de nossa galáxia.
As observações do NuSTAR mostram o buraco negro está em meio a uma etapa de atividade, que surpreendeu os pesquisadores da Nasa e que servirá para lançar luz sobre este fenômeno. "Demos a sorte de ter capturado uma explosão de um buraco negro durante nossa campanha de observação", afirmou Fiona Harrison, pesquisadora principal da missão no Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena.
"Estes dados nos ajudarão a entender melhor este gigante que está no centro de nossa galáxia e por que às vezes sua atividade se recrudesce durante horas e depois volta a dormir", explicou em comunicado. A imagem feita em luz infravermelha mostra a localização do buraco negro gigantesco no centro da Via Láctea, chamado Sagitário A.
O NuSTAR é o único telescópio capaz de produzir imagens focalizadas de raios-X de alta energia, o que dá aos astrônomos uma nova ferramenta para sondar objetos como os buracos negros.
Lançado no último dia 13 de junho, durante os próximos dois anos o NuSTAR buscará gigantescos buracos negros e outros fenômenos na Via Láctea e em outras galáxias.
Sua meta científica é uma observação profunda do espaço na busca por buracos negros bilhões de vezes maiores que o Sol e um entendimento melhor da forma como as partículas se aceleram nas galáxias ativas.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
A VITÓRIA DA GRAVIDADE

Cientistas descobrem os 2 maiores buracos negros conhecidos
05 de dezembro de 2011
Buracos negros são os maiores conhecidos
Um grupo de cientistas descobriu os dois maiores buracos negros conhecidos até o momento, com uma massa quase 10 bilhões de vezes superior à do Sol, informa um artigo publicado nesta segunda-feira publicado pela revista especializada Nature.
Esses buracos negros, localizados em duas enormes galáxias elípticas a cerca de 270 milhões de anos-luz da Terra, são muito maiores do que se previa por meio de deduções dos atributos das galáxias anfitriãs. Segundo os especialistas, liderados por Chung-Pei Ma, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, a descoberta sugere que os processos que influenciam no crescimento das galáxias grandes e seus buracos negros diferem dos que afetam as galáxias pequenas.
Os cientistas acreditam que todas as galáxias massivas com componente esferoidal abrigam em seus centros buracos negros gigantescos. As oscilações de luminosidade e brilho identificadas nos quasares do universo sugerem ainda que alguns deles teriam sido alimentados por buracos negros com massas 10 bilhões de vezes superiores à do Sol.
No entanto, o maior buraco negro conhecido até então, situado na gigantesca galáxia elíptica Messier 87, tinha uma massa de apenas 6,3 bilhões de massas solares. Os buracos negros são difíceis de serem detectados porque sua poderosa gravidade os absorve por completo, incluindo a luz e outras radiações que poderiam revelar sua presença.
Os cientistas avaliaram os dados de duas galáxias vizinhas a Messier 87 - NGC 3842 e NGC 4889 - e concluíram que nelas havia buracos negros supermassivos. Os cientistas usaram o telescópio Gemini do Havaí, adaptado com lentes especiais que permitem detectar o movimento irregular de estrelas que se movimentam perto dos buracos negros e que são absorvidas por eles.
Os pesquisadores constataram que a NGC 3842 abriga em seu centro um buraco negro com uma massa equivalente a 9,7 milhões de massas solares, enquanto, na NGC 4889, há outro com uma massa igual ou superior. Esses buracos negros teriam um horizonte de fatos, a região na qual nada, nem sequer a luz, pode escapar de sua atração, cerca de sete vezes maior do que todo o sistema solar.
Segundo os especialistas, o enorme tamanho dos buracos se deve à sua habilidade para devorar não só planetas e estrelas, mas também pequenas galáxias, um processo que teria sido produzido ao longo de milhões de anos.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
BURACO NEGRO DEVORA UM SOL
Nasa consegue detalhar como um buraco negro distante devora uma estrela. Em 28 de março de 2011, o satélite Swift da Nasa detectou intensa emissão de raios-X causada por um buraco negro que devorou uma estrela. Em um modelo, ilustrado aqui, uma estrela do tipo do Sol está em órbita excêntrica e passa muito perto do buraco negro no centro da galáxia. Cerca de metade da massa da estrela alimenta o disco ao redor do buraco, o resto é lançado em feixes de radiação para a Terra
sexta-feira, 17 de junho de 2011
A INFÂNCIA DO UNIVERSO

Astrônomos detectaram fracos sinais de raio-x que teriam sido emitido por gigantes buracos negros bilhões de anos atrás, quando o Universo era uma criança, segundo estudo publicado na Nature. Os pesquisadores olharam para mais de 250 galáxias, a mais longe a 13 bilhões de anos luz da Terra, o que significa que as emissões foram de apenas 700 milhões de anos após o Big Bang. Esta imagem é uma impressão artística liberada pela Nasa que mostra um olhar aproximado de um buraco negro supermassivo. A imagem mostra o material que circunda o buraco, que irá ser atraído para a região central liberando raios-x.
AFP/Nasa/ CXC/ A.HOBART
ESTRELA SUGADA POR BURACO NEGRO

Estrela sugada por buraco negro
Impressão artística fornecida pela Universidade de Warwick mostra uma estrela sendo distorcida por sua passagem próxima a um buraco negro supermassivo no centro da galáxia.
Segundo cientistas, cerca de 10% da massa da estrela se transformou em energia irradiada, como raios-X e gama. Concepção artística mostra como teria ocorrido a colisão
Foto: EFE
A colisão entre uma estrela e um enorme buraco negro provocou uma das maiores explosões espaciais jamais registradas, cujo brilho viajou por 3,8 milhões de anos luz até chegar à Terra, segundo estudo publicado nesta quinta-feira pela revista Science.
No momento da descoberta, os cientistas estudaram a origem de um feixe de raios gama observado a partir de um satélite da Nasa (a agência espacial americana) e, inicialmente, pensaram que podia se tratar de uma explosão de raios gama, mas a persistência da luminosidade e o fato de ter se reativado três vezes em apenas 48 horas, levou os pesquisadores a buscar outra hipótese.
"Era algo totalmente diferente de qualquer explosão que tivéssemos visto antes", disse em comunicado Joshua Bloom, cientista da Universidade de Berkeley e um dos principais autores do estudo. Bloom sugeriu que a causa poderia ser a queda de uma estrela do tamanho do Sol em um buraco negro 1 milhão de vezes maior, o que gerou "uma quantidade tremenda de energia ao longo de muito tempo", em um fenômeno "que ainda persiste dois meses e meio depois", acrescentou.
"Isso acontece porque o buraco negro rasga a estrela, sua massa gira em espiral e este processo libera muitíssima energia", explicou o cientista. Cerca de 10% da massa dessa estrela se transformou em energia irradiada, como raios-X e gama, que podiam ser vistos na Terra, uma vez que o feixe de luz apontava para a Via Láctea, segundo o estudo.
Ao repassar o histórico de explosões na Constelação de Draco, onde foi observado o fenômeno, os cientistas determinaram que o acontecimento foi "excepcional", já que não encontraram indícios de outras emissões de raios-X ou gama.
O mais fascinante, segundo Bloom, é que o fenômeno começou em um buraco negro em repouso, que não estava atraindo matéria. "Isto poderia acontecer em nossa própria galáxia, onde há um buraco negro que vive em quietude e que fervilha ocasionalmente, quando absorve um pouco de gás", garantiu. No entanto, Bloom ressaltou que seria uma surpresa ver outro fenômeno similar no céu "na próxima década".
A explosão é algo "nunca visto" até agora na longitude de onda dos raios gama, por isso o mais provável é que só aconteça "uma vez a cada 100 milhões de anos, em qualquer galáxia", calculou o cientista. O estudo estima que as emissões de raios gama, que começaram entre os dias 24 e 25 de março em uma galáxia não identificada a cerca de 3,8 milhões de anos luz, vão se dissipar ao longo do ano.
"Acreditamos que o fenômeno foi detectado em seu momento de maior brilho, e se realmente for uma estrela destruída por um buraco negro, podemos dizer que nunca voltará a ocorrer nessa galáxia", concluiu Bloom.
AP Photo/University of Warwick, Mark A. Garlick
quarta-feira, 7 de julho de 2010
BOLHA GIGANTE

Astrônomos detectam bolha gigante insuflada por buraco negro
Concepção artística mostra a bolha e o buraco negro
07/07/2010
Com ajuda do telescópio VLT, do Observatório Europeu do Sul (ESO) e do Chandra, da Nasa, astrônomos encontraram o par de jatos mais potente já visto no espaço, saindo de um buraco negro. O objeto, também conhecido como microquasar, expele uma bolha de gás aquecido com o diâmetro de 1.000 anos-luz, uma dimensão duas vezes maior e uma potência dez vezes superior ao dos microquasares conhecidos.
A descoberta foi anunciada na edição desta semana da revista "Nature".
O buraco negro está localizado a 12 milhões de anos-luz de distância, nos subúrbios da galáxia em espiral NGC 7793. Pelo tamanho e pela velocidade de expansão da bolha, os astrônomos acreditam que os jatos estão ativos há pelo menos 200 mil anos.
"Ficamos surpresos com a quantidade de energia injetada no gás pelo buraco negro", afirmou o autor do estudo Manfred Pakull. O buraco negro tem uma massa equivalente a alguns sóis, mas é mínimo em relação aos quasares mais poderosos e às radio galáxias, que contêm buracos negros com massas milhares de vezes maiores que o nosso Sol.
Sabe-se que os buracos negros lançam uma quantidade grande de energia enquanto engolem matéria. Os pesquisadores acreditavam que a maior parte dela era em forma de radiação, predominantemente raios-X. Mas novos achados indicam que alguns buracos negros podem produzir tanta energia, ou até mais, na forma de jatos de partículas em movimento acelerado.
Os fatos incidem sobre o gás interestelar que está ao redor, aquecendo-o e fazendo com que ele se expanda. A bolha resultante contém uma mistura de gás quente e partículas velozes a diferentes temperaturas. Observações em diferentes comprimentos de onda ajudaram os astrônomos a calcular em qual proporção o buraco negro aquece o espaço ao redor.
Os astrônomos puderam observar os pontos nos quais os jatos atingem o gas ao redor do buraco negro, e descobriram que a bolha é inflada a uma velocidade de aproximadamente 1 milhão de quilômetros por hora.
"O comprimento dos jatos no NGC 7793 é incrível, comparável ao tamanho do buraco negro de onde eles foram lançados", disse o coautor do estudo Robert Soria. Para explicar a dimensão, ele conta que se o buraco negro tivesse o tamanho de uma bola de futebol, cada jato teria a distância da Terra a Plutão.
segunda-feira, 22 de março de 2010
BURACO NEGRO PRIMITIVO

Concepção artística de um buraco negro "supermassivo" no centro de uma galáxia. Astrônomos descobriram dois dos buracos negros mais antigos e primitivos já identificados, batizados de J0005-0006 e J0303-0019O. Eles foram identificados graças ao telescópio Spitzer, da Nasa, e descritos em estudo publicado na revista "Nature". Os cientistas acreditam que esses buracos negros famintos surgiram menos de 1 bilhão de anos após o Big Bang.
AFP/Nasa
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
BURACO NEGRO NA VIA LÁCTEA
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
BURACOS NEGROS & GALÁXIAS

Buracos negros poderiam originar galáxias, diz estudo.
02 de dezembro de 2009
Ilustração do buraco negro criando a sua própria galáxia.
Ilustração do buraco negro criando a sua própria galáxia.
Uma das perguntas que mais intrigam astrofísicos diz respeito à relação causal entre buracos negros e galáxias. Qual deles vem primeiro? O buraco negro, essa força monumental que tende a sugar tudo ao seu redor, ou as galáxias, esses gigantescos complexos estelares, no meio dos quais encontramos buracos negros? Um novo estudo, feito a partir de observações de um buraco negro solitário, sem estrelas muito perto de si, lança luz à hipótese de que seriam eles que formariam as galáxias - e não o contrário. As informações são do European Southern Observatory.
De acordo com o estudo, feito por cientistas franceses, alemães e belgas, esse buraco negro estaria construindo uma galáxia em torno de si. Essa galáxia seria rica em jovens e brilhantes estrelas e estaria aumentando a uma taxa de 350 estrelas por ano - valor 100 vezes mais alto que o registrado em galáxias comuns. Um quasar (pequeno ponto altissimamente energético, como o buraco negro, ligado à origem de sistemas de estrelas) contribuiria enviando altas quantidades de energia através de um feixe de partículas e gases, formando a galáxia.
Essa hipótese, por sua vez, permitiria entender, de acordo com o David Elbaz, um dos responsáveis pelo estudo, por que buracos negros localizados no centro de grandes galáxias teriam, por sua vez, uma massa igualmente grande. O estudo, entitulado "Galáxias formadas por quasares: um novo paradigma?" ("Quasar induced galaxy formation: a new paradigm?"), está publicado no Astronomy & Astrophysics Journal.
De acordo com o estudo, feito por cientistas franceses, alemães e belgas, esse buraco negro estaria construindo uma galáxia em torno de si. Essa galáxia seria rica em jovens e brilhantes estrelas e estaria aumentando a uma taxa de 350 estrelas por ano - valor 100 vezes mais alto que o registrado em galáxias comuns. Um quasar (pequeno ponto altissimamente energético, como o buraco negro, ligado à origem de sistemas de estrelas) contribuiria enviando altas quantidades de energia através de um feixe de partículas e gases, formando a galáxia.
Essa hipótese, por sua vez, permitiria entender, de acordo com o David Elbaz, um dos responsáveis pelo estudo, por que buracos negros localizados no centro de grandes galáxias teriam, por sua vez, uma massa igualmente grande. O estudo, entitulado "Galáxias formadas por quasares: um novo paradigma?" ("Quasar induced galaxy formation: a new paradigm?"), está publicado no Astronomy & Astrophysics Journal.
BURACO NEGRO ENGOLE ESTRELA

Telescópio detecta buraco negro gigante engolindo estrela.
28 de janeiro de 2010
O telescópio do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), detectou em outra galáxia o buraco negro mais distante já encontrado. O corpo celeste está acompanhado por uma estrela que, em breve, será engolida pelo próprio buraco negro.
Com uma massa 15 vezes maior que a massa do Sol, este buraco negro também é o segundo maior buraco negro de massa estelar já encontrado. Ele foi encontrado em uma galáxia em formato de espiral, chamada NGC 300, a seis milhões de anos luz da Terra. "Esta é o buraco negro de massa estelar mais distante já pesado, e é o primeiro que vemos fora de nossa vizinhança galáctica, o Grupo Local (grupo de galáxias que inclui a Via-Láctea)", afirmou Paul Crowther, professor de astrofísica na Universidade de Sheffield, Grã-Bretanha, e um dos autores do estudo.
O parceiro do buraco negro é uma estrela do tipo Wolf-Rayet, que também tem uma massa cerca 20 vezes a massa do Sol. As Wolf-Rayet são estrelas que já estão perto do fim de suas vidas e expulsam a maior parte de suas camadas superiores para a região que as cerca antes de explodirem como supernovas, com seus núcleos implodindo para formar buracos negros.
Os buracos negros de massa estelar são extremamente densos, os restos do colapso de estrelas muito grandes. Estes buracos negros têm massas que chegam até a 20 vezes a massa do Sol. Até o momento, 20 destes buracos negros de massa estelar já foram encontrados.
Por outro lado, buracos negros maiores são encontrados no centro da maioria das galáxias e podem pesar entre milhões e bilhões de vezes a massa do Sol.
DançaAs informações coletadas pelo telescópio do ESO mostram que o buraco negro e a estrela Wolf-Rayet dançam um em volta do outro em períodos de 32 horas. Os astrônomos também descobriram que, enquanto eles orbitam em volta um do outro, o buraco negro está arrancando matéria da estrela. "Este é, sem dúvida, um 'casal íntimo'. Como um sistema com uma ligação tão forte foi formado ainda é um mistério", afirmou um dos colaboradores da pesquisa Robin Barnard. Outros sistemas com um buraco negro e uma estrela como companheira não são desconhecidos dos astrônomos.
Baseados nestes sistemas, os astrônomos conseguem ver uma conexão entre a massa do buraco negro e a química das galáxias. "Notamos que os maiores buracos negros tendem a ser encontrados em galáxias menores que contem menos elementos químicos pesados", afirmou Paul Crowther. "Galáxias maiores, que são mais ricas em elementos pesados, como a Via Láctea, apenas produzem buracos negros de massas menores."
Os astrônomos acreditam que uma maior concentração de elementos químicos pesados influencia como uma grande estrela evolui, aumentando a quantidade de matéria que perde, o que resulta em um buraco negro menor quando os restos da estrela finalmente entram em colapso.
Em menos de um milhão de anos será a vez da estrela Wolf-Rayet se transformar em uma supernova e, então, se transformar em um buraco negro.
"Se o sistema sobreviver a esta segunda explosão, os dois buracos negros vão se fundir, emitindo grandes quantidades de energia na forma de ondas gravitacionais", conclui Crowther. No entanto, de acordo com os astrônomos, serão necessários alguns bilhões de anos até que os dois cheguem a se fundir.
O telescópio do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), detectou em outra galáxia o buraco negro mais distante já encontrado. O corpo celeste está acompanhado por uma estrela que, em breve, será engolida pelo próprio buraco negro.
Com uma massa 15 vezes maior que a massa do Sol, este buraco negro também é o segundo maior buraco negro de massa estelar já encontrado. Ele foi encontrado em uma galáxia em formato de espiral, chamada NGC 300, a seis milhões de anos luz da Terra. "Esta é o buraco negro de massa estelar mais distante já pesado, e é o primeiro que vemos fora de nossa vizinhança galáctica, o Grupo Local (grupo de galáxias que inclui a Via-Láctea)", afirmou Paul Crowther, professor de astrofísica na Universidade de Sheffield, Grã-Bretanha, e um dos autores do estudo.
O parceiro do buraco negro é uma estrela do tipo Wolf-Rayet, que também tem uma massa cerca 20 vezes a massa do Sol. As Wolf-Rayet são estrelas que já estão perto do fim de suas vidas e expulsam a maior parte de suas camadas superiores para a região que as cerca antes de explodirem como supernovas, com seus núcleos implodindo para formar buracos negros.
Os buracos negros de massa estelar são extremamente densos, os restos do colapso de estrelas muito grandes. Estes buracos negros têm massas que chegam até a 20 vezes a massa do Sol. Até o momento, 20 destes buracos negros de massa estelar já foram encontrados.
Por outro lado, buracos negros maiores são encontrados no centro da maioria das galáxias e podem pesar entre milhões e bilhões de vezes a massa do Sol.
DançaAs informações coletadas pelo telescópio do ESO mostram que o buraco negro e a estrela Wolf-Rayet dançam um em volta do outro em períodos de 32 horas. Os astrônomos também descobriram que, enquanto eles orbitam em volta um do outro, o buraco negro está arrancando matéria da estrela. "Este é, sem dúvida, um 'casal íntimo'. Como um sistema com uma ligação tão forte foi formado ainda é um mistério", afirmou um dos colaboradores da pesquisa Robin Barnard. Outros sistemas com um buraco negro e uma estrela como companheira não são desconhecidos dos astrônomos.
Baseados nestes sistemas, os astrônomos conseguem ver uma conexão entre a massa do buraco negro e a química das galáxias. "Notamos que os maiores buracos negros tendem a ser encontrados em galáxias menores que contem menos elementos químicos pesados", afirmou Paul Crowther. "Galáxias maiores, que são mais ricas em elementos pesados, como a Via Láctea, apenas produzem buracos negros de massas menores."
Os astrônomos acreditam que uma maior concentração de elementos químicos pesados influencia como uma grande estrela evolui, aumentando a quantidade de matéria que perde, o que resulta em um buraco negro menor quando os restos da estrela finalmente entram em colapso.
Em menos de um milhão de anos será a vez da estrela Wolf-Rayet se transformar em uma supernova e, então, se transformar em um buraco negro.
"Se o sistema sobreviver a esta segunda explosão, os dois buracos negros vão se fundir, emitindo grandes quantidades de energia na forma de ondas gravitacionais", conclui Crowther. No entanto, de acordo com os astrônomos, serão necessários alguns bilhões de anos até que os dois cheguem a se fundir.
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