segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O PAI DA ASTRONOMIA






















Astrônomo polonês
Nicolau Copérnico
14/2/1473, Torun, Polônia24/5/1543, Frauenburg, Polônia

O sistema heliocêntrico de Copérnico revolucionou o pensamento humano
Quando afirmou que a Terra se move em torno do sol, em 1543, o cientista Nicolau Copérnico não apenas divulgou um novo postulado científico. O que Copérnico provocou foi uma revolução no pensamento ocidental, ao tirar pela primeira vez o homem do centro do Universo. Até então, a teoria geocêntrica de Ptolomeu, em que tudo gira em volta da terra, era a verdade que guiava a filosofia, a ciência e a religião.Nascido numa família de ricos comerciantes, Nicolau Copérnico foi educado pelo tio, futuro bispo de Ermlend, depois de ficar órfão aos onze anos. Em 1491 ingressou na Universidade de Cracóvia, onde estudou astronomia e matemática. Buscando aperfeiçoar seus conhecimentos, viajou para a, em 1947. Na Universidade de Bolonha, estudou direito canônico durante três anos. Em 1501, voltou à Polonia para aceitar o cargo de cônego da catedral de Frauenburg, para o qual tinha sido indicado por seu tio. Partiu em seguida novamente para a Itália, onde freqüentou as universidades de Roma, Pádua e Ferrara. Aprendeu medicina, direito, astronomia e matemática.Voltou definitivamente à Polônia em 1506, estabelecendo-se em Frauenburg e depois em Heilsberg, como acompanhante médico de seu tio. Com a morte deste, em 1512, voltou a viver em Frauenburg, realizando suas primeiras observações feitas por instrumentos que ele próprio construiu.Seus estudos sobre o sistema heliocêntrico, que eram apresentadas apenas como hipotéticos, começaram a circular em 1529. Em 1533, o papa Clemente 7º solicitou uma exposição de sua teoria e, em 1536, o cardeal Schönberg pediu que esta fosse publicada. Nicolau Copérnico adiou a publicação, alegando a necessidade de elaborar uma teoria mais completa.Em 1539, chegou a Frauenburg o jovem astrônomo Rheticus, professor de matemática na Universidade de Wittenberg, que passaria dois anos trabalhando com as teorias de Copérnico. Os dois cientistas publicaram juntos a "Prima Narratio", uma exposição em forma epistolar das idéias de Copérnico.No ano seguinte, por intermédio de Rheticus, o primeiro livro completo de Copérnico, o famoso "Das Revoluções", foi enviado para publicação. Mas a obra só foi impressa, provavelmente, em 1543, contendo emendas e alterações sem o consentimento de Copérnico. O manuscrito original permaneceu com o autor até sua morte, no mesmo ano.

Só após 20 anos da divulgação da pesquisa de Copérnico, o frade dominicano Giordani Bruno acrescentou a Teoria, a idéia do Universo infinito, levantando novamente a polêmica. Por isso, a Inquisição, o condenou a morte. Justo nessa mesma época, iniciava como professor de Universidade Galileu Galilei, que finalmente fez solidificar a Teoria . A obra de Copérnico foi comprovada por grandes astrônomos e matemáticos como Galileu, Kepler e Newton, mas até 1835, a Igreja a manteve em sua lista negra. Mas sua obra, considerada valiosa e pioneira lhe garantiu a posição de Pai da Astronomia Moderna.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

ECLIPSE ANULAR


O mais longo eclipse anular do Sol do terceiro milênio foi observado nesta sexta-feira da África Central à China, segundo a agência AFP. O Instituto de Mecânica Celeste de Paris e a Nasa informam que este fenômeno não se repetirá com a mesma duração (11 minutos e 8 segundos) antes de 23 de dezembro de 3043.
O eclipse anular do Sol é um tipo especial de eclipse parcial. Durante um eclipse anular a Lua passa em frente ao Sol, mas acaba por não tapar completamente o astro. O Sol estando mais próximo da Terra em janeiro e a Lua, atualmente muito longe, não conseguirá cobri-lo totalmente; um anel do disco solar ficará visível quando a Lua se intercalará entre a Terra e o Sol.
De acordo com a agência Reuters, o eclipse - que teve seu efeito anular por 11 minutos e 8 segundos - começou às 5:14 GMT (3:14h pelo horário de Brasília) na África Central, teve seu ápice às 7:00 GMT (5:00 h pelo horário de Brasília) e terminou completamente em 10:07 GMT (ou 8h pelo horário de Brasília). De acordo a agência também, as Maldivas foram o melhor lugar para ver o fenômeno.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

VIAGEM NO TEMPO













06/01/2010 - 13h14
Telescópio Hubble encontra galáxias mais distantes já observadas
O Telescópio Espacial Hubble bateu seu recorde anterior de distância observada e conseguiu detectar quatro galáxias a 13 bilhões de anos-luz de distância. As fotos dos objetos, apresentadas ontem no encontro anual da AAS (Sociedade Americana de Astronomia), mostram como eram as estruturas numa época em que o Universo era muito jovem, com apenas 700 milhões de anos.Como a luz demora para chegar à Terra ao viajar grandes distâncias, os astrônomos enxergam objetos distantes como uma janela para o passado, que permite entender como era o Universo naquela época.
Nasa
Círculos destacam três das galáxias antigas em foto do Hubble; equipamento bateu recorde em distância observada no UniversoSegundo os cientistas que apresentaram a novidade ontem, as galáxias descobertas agora pelo Hubble eram pequenas, com apenas 1% da massa da galáxia da Terra, a Via Láctea. As estrelas que elas continham, por sua vez, não eram nada parecidas com o Sol."Elas eram tão azuis que deviam ser extremamente deficientes em elementos químicos pesados. Portanto, representam uma população com características primordiais", afirmou em comunicado à imprensa Rychard Bouwens, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, um dos cientistas que anunciaram a descoberta.O achado foi feito após uma análise de imagens tiradas com a nova câmera sensível à luz infravermelha do Hubble, instalada por astronautas em maio do ano passado. Imagens da mesma região já haviam sido feitas pelo Hubble, mas em luz visível, indo a até 12,7 bilhões de anos-luz de distância.A descoberta de galáxias relativamente bem estruturadas a 13 bilhões de anos de distância, segundo os cientistas, é também um indício de que as primeiras estrelas do Universo devem ter se acendido antes do que astrônomos estimavam, de 500 milhões a 600 milhões de anos depois do Big Bang, o fenômeno "explosivo" que deu origem ao Universo.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Estrela azul



Esquema de colisão criando errante azul (sentido horário)

24/12/2009 - 09h05

Cientistas elucidam

mistério de estrela

azul "rejuvenescida"

Astrônomos anunciaram ontem (23) ter desvendado a origem de uma classe de objetos cósmicos que vinha intrigando a ciência: as estrelas errantes azuis.

Por serem portadoras de uma massa muito maior do que se previa para astros de sua categoria, seu mecanismo de formação não era bem entendido. Agora, dois estudos mostram que elas surgem tanto de colisões estelares quanto de sistemas em que uma estrela suga material de outra aos poucos.

O enigma das errantes azuis é que elas aparentam ter uma idade menor do que efetivamente possuem, um valor que pode ser inferido a partir da idade de outras estrelas próximas. Outra estrelas gigantes azuis em geral morrem e perdem brilho antes de suas "irmãs" nascidas num mesmo aglomerado, pois astros mais maciços consomem mais rápido seu material interno por meio de fusão nuclear.

Algumas errantes azuis, porém, chegam a ter 7 bilhões de anos, e são mais velhas até do que o Sol, que tem 5 bilhões.

Para explicar isso, cientistas vinham debatendo havia tempos as hipóteses da colisão e da matéria sugada. Esses eventos dariam a estrelas de vida curta um suprimento extra de matéria para fusão nuclear, prolongando assim seu tempo de brilho. Mas ninguém conseguia dizer qual das duas coisas estava efetivamente ocorrendo.

Em um par de estudos hoje na revista "Nature", astrofísicos da Universidade de Bolonha (Itália) e da Universidade de Wisconsin-Madison (EUA) mostram que uma hipótese não exclui a outra. Francesco Ferraro, autor principal do trabalho italiano, analisou diversas errantes azuis e descobriu que aquelas de tom azulado mais acentuado são as formadas em colisões. As outras, mais avermelhadas, surgem quando a gravidade de uma estrela rouba massa de outra próxima.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

JÁPETO - LUA DE SATURNO


24/12/2009

Solucionado um mistério de dois tons que orbita Saturno

The New York Times

Pesquisadores solucionaram o que pode ser o mais antigo mistério da ciência planetária: a superfície em dois tons da lua de Saturno chamada Jápeto.

A estranha característica – um de seus lados é aproximadamente 10 vezes mais claro que o outro – tem sido um mistério desde que a lua foi observada pela primeira vez por Giovanni Cassini, em 1671. Em dois artigos publicados online pela Science, pesquisadores solucionaram o enigma, usando imagens e dados de instrumentos a bordo da nave espacial chamada de Cassini.

Os estudos confirmam uma ideia anterior de que poeira, mais provavelmente vinda de alguma outra lua de Saturno, cai sobre o lado da frente de Jápeto à medida que ela orbita o planeta.

"É exatamente como um motociclista, que só acerta os insetos no lado da frente do capacete", disse Tillmann Denk, da Universidade Livre de Berlim, autor de um dos artigos junto a John R. Spencer, do Southwest Research Institute, e autor principal do outro.

Porém, o padrão dos traços da superfície – a área escura se estende ao lado de trás no equador, por exemplo – não é totalmente explicado pela deposição de poeira. Em vez disso, segundo os pesquisadores, o motivo tem muito a ver com a rotação da lua sobre seu eixo, que leva 80 dias terrestres.

Uma rotação tão lenta (o "meio-dia" dura duas semanas) permite que o distante Sol aqueça as áreas mais escuras, cobertas de poeira, o bastante para que o gelo de água se transforme em vapor.

O vapor migra para outro lugar qualquer, voltando a congelar quando atinge áreas mais frias. As regiões que perderam o gelo ficam mais escuras, e as que ganharam gelo ficam mais claras.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

NUVEM DE MAGALHÃES


15/12/2009

Hubble capta imagem nítida de estrelas em galáxia vizinha

Imagem feita pelo telescópio Hubble mostra centenas de estrelas jovens e brilhantes rodeadas por nuvens incandescentes. O grupo, chamado de R 136, está na nebulosa 30 Doradus, também conhecida como nebulosa de Tarântula, uma região turbulenta de nascimento de estrelas que pertence à Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia satélite da Via Láctea.

Não há nenhuma região na nossa galáxia tão cheia de estrelas jovens. Muitas das estrelas azuladas estão entre as mais "massivas" já encontradas pelos pesquisadores. Várias delas têm massa 100 vezes maior que a do Sol.

Essas estrelas corpulentas estão destinadas a explodir e formar supernovas em alguns milhões de anos.

A nebulosa está tão perto que o telescópio pode mostrar cada estrela individualmente, o que traz muitas informações aos astrônomos sobre a formação e evolução das estrelas.

A imagem é tão nítida que mostra as estrelas individualmente

*Com informações da AFP

Galáxias


11/12/2009 - 11h37

Galáxias em torno de buraco negro se chocam

A Nasa (agência espacial norte-americana) divulgou nesta quinta-feira (10) uma imagem que captou o choque de duas galáxias que giram em torno de um buraco negro.

A imagem foi feita por três telescópios espaciais da agência espacial e mostra as galáxias NGC 6872 e IC 4970.

Imagem produzida com três telescópios com o choque de duas galáxias que giram em torno de um buraco negro
Os dados do Observatório Chandra de Raios-X da Nasa são mostrados em púrpura. Já a contribuição via espectro infravermelho do Telescópio Espacial Spitzer está em vermelho.

Há também os dados ópticos do Very Large Telescope (VLT, na sigla em inglês e "Telescópio Muito Grande", em tradução livre), em um misto de cores vermelha, verde e azul --a identificação do verde não é precisa na imagem.