domingo, 13 de setembro de 2009

WR-104, O VERDADEIRO ARMAGEDON.













A maior parte das detonações de raios gama são feixes de energia de alta radiação produzidos pelo colapso de estrelas maciças
17 de abril de 2009

Uma brilhante detonação de raios gama pode ter causado um evento de extinção em massa na Terra 440 milhões de anos atrás - e catástrofe celestial semelhante poderia acontecer de novo, de acordo com um novo estudo.

A maior parte das detonações de raios gama, de acordo com os cientistas, são feixes de energia de alta radiação produzidos quando acontece o colapso de uma imensa quantidade de de massa, como a explosão de uma estrela maciça.

O estudo apresenta um novo modelo de computador segundo o qual um feixe de raios gama dirigido à Terra, desde uma distância de até 6,5 mil anos-luz, poderia ter causado desgaste na camada de ozônio, provocando chuva ácida e iniciando um período de resfriamento global.

Um desastre como esse poderia ter sido responsável pela extinção em massa de até 70% das criaturas marinhas que viviam durante o Período Ordoviciano (de 488 milhões a 443 milhões de anos atrás), sugere o diretor científico do estudo, o astrofísico Brian Thomas, da Universidade Washburn, no Kansas.

A simulação também demonstra que mais ou menos uma vez a cada bilhão de anos uma detonação de raios gama de escala significativa pode acontecer ao alcance da Terra, ainda que os feixes de radiação precisariam estar alinhados de uma maneira muito específica para que atingissem o planeta. No momento, a WR104, uma estrela maciça a oito mil anos-luz de distância, na constelação de Sagitário, está em posição que a torna potencialmente ameaçadora, disse Thomas.

Mas o estudo, que foi submetido ao Jornal Internacional de Astrobiologia, não está necessariamente causando pânico entre os demais astrofísicos.

"Certamente não há nada de errado em estudar o que uma detonação de raios gama poderia causar, se acontecesse perto o bastante de nós, como fez o autor deste trabalho. É assim que a ciência funciona", disse David Thompson, astrofísico da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa) e vice-diretor de projeto no Telescópio Espacial Fermi, que opera na banda dos raios gama.

Mas Thompson compara o risco de uma futura detonação de raios gama para a Terra com "o perigo que eu correria de encontrar um urso polar dentro do meu armário em Bowie, Maryland". "Não é não possa acontecer, mas é tão improvável que não vale muito a pena se preocupar com isso", acrescentou.

Danos persistentes
Adrian Melott, antigo orientador do autor do estudo, foi o primeiro a propor, em 2004, que uma detonação de raios gama perto da Terra teria eliminado a vida no Período Ordoviciano. Desde então, os dois pesquisadores vêm trabalhando com aspectos diferentes desse enigma.

De acordo com seus mais recentes modelos, a radiação gama de uma detonação próxima extirparia rapidamente a maior parte da camada de ozônio que protege a Terra, permitindo que mais radiação ultravioleta do sol atingisse a superfície do planeta.

Em prazo mais longo, as reações químicas na atmosfera produziriam gases escuros, com base em nitrogênio, que bloqueariam o calor do sol e deflagrariam o aquecimento global, enquanto os raios gama continuariam a desbastar a camada de ozônio e permitir maior entrada de raios ultravioleta, sugerem os autores.

Parte dessa poluição se precipitaria sobre a superfície na forma de uma devastadora chuva ácida, capaz de causar severas perturbações a ecossistemas.

A atmosfera conseguiria se recuperar em uma década, e uma alta nos danos ao ADN causados pela exposição ampliada à radiação ultravioleta poderia desaparecer dentro de alguns meses ou anos, apontam os pesquisadores. Mas os demais impactos biológicos ¿a exemplo da produtividade reduzida dos oceanos- poderiam persistir por período desconhecido, disse Thomas.

O problema com os trilobitas
Bruce Lieberman, paleontologista da Universidade do Kansas, ajudou a desenvolver a teoria inicial sobre a extinção no ordoviciano, mas não é co-autor dos trabalhos mais recentes.

A idéia prevalecente é a de que uma era glacial causou o evento de extinção, ele diz, mas questiona que essa hipótese explique todos os acontecimentos. "Houve outros momentos nos quais aconteceram eras glaciais sem extinções em massa", ele diz.

Além disso, a era glacial do ordoviciano foi comparativamente curta, durando apenas 500 mil anos antes que o clima retornasse a um ciclo quente - quase como se algo de incomum tivesse deflagrado o frio.

Até agora, Thomas e Melott conseguiram descobrir um padrão de radiação ultravioleta mais elevada durante a extinção do ordoviciano que poderia se equiparar a um bombardeio cósmico por sobre o Polo Sul. E Lieberman acredita que o desaparecimento dos trilobitas, artrópodes extintos aparentados aos caranguejos, possa estar vinculado ao evento do ordoviciano.

Ainda que a maioria dos trilobitas vivesse no lodo do fundo do oceano, os jovens de algumas de suas espécies tinham um estágio de vida que os levava a flutuar em águas rasas, o que os tornaria vulneráveis à radiação ultravioleta.

Mas como Thompson, da Nasa, Lieberman acrescenta que a preocupação quanto a uma futura detonação de raios gama "não é algo que me faça perder o sono".

Em lugar disso, ele aprecia o novo trabalho por apontar que a Terra é uma parte vulnerável do cosmos. "Isso nos oferece uma nova perspectiva sobre coisas como a seleção natural e a adaptação", diz.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

NEBULOSA DE MARIPOSA





















Fotografia tirada em 27 de julho e cedida hoje pela Nasa mostra uma estrela moribunda, com massa cinco vezes superior à do sol, rodeada por gases de 19.982 graus centigrados. A nebulosa chamada de Mariposa foi captada pela nova câmara do telescópio espacial Hubble Nasa/Divulgação

O SOL SEM MANCHAS


SONDA INDIANA CHANDRAYAAN-1


29/08/2009 - 12h11
Índia perde contato com sonda lunar "Chandrayaan-1"


Nova Délhi, 29 ago (EFE).- A Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO) perdeu hoje o contato por rádio com a sonda lunar "Chandrayaan-1", lançada em outubro do ano passado da baía de Bengala para traçar um mapa tridimensional da lua e estudar seus minerais."Perdemos a comunicação com a nave no início do sábado. As tentativas de restabelecer contato foram inúteis. A missão pode ser dada por perdida", disse o diretor de relações públicas e porta-voz da agência espacial, S. Satish, citado pela agência "Ians".Satish disse que a antena da "Chandrayaan-1" parou de funcionar e que os cientistas do ISRO, com sede na cidade indiana de Bangalore, não conseguem estabelecer contato nem obter resposta."Talvez tenhamos que abandonar a nave se não formos capazes de estabelecer contato por rádio de novo. Continuará em órbita ao redor da lua a 200 quilômetros. Se não for controlada, pode cair contra a superfície lunar", acrescentou Satish.Horas antes das declarações do diretor da ISRO, um comunicado da organização espacial, divulgado pela agência indiana "Ians", informou que o último contato com a sonda foi estabelecido às 1h30 local (17h de Brasília da sexta-feira) e os últimos dados foram recebidos uma hora antes.Os cientistas estão revisando os dados telemétricos para determinar o estado dos subssistemas da nave."A nave espacial completou 312 dias em órbita, realizou 3,4 mil órbitas ao redor da lua e ofereceu um amplo volume de dados de sofisticados sensores", assegurou a ISRO na nota, na qual acrescentou que se cumpriu a maioria dos objetivos para os quais foi lançada.

Noticias - EFE - Ciencia

terça-feira, 8 de setembro de 2009

GALÁXIA DE ANDRÔMEDA


03/01/2009


A galáxia de Andrômeda, mais conhecida pelos astrônomos como M31, não é a maior, nem a mais brilhante, mas é a mais próxima da Via Lactéa, a uma distância de 2,5 milhões de anos-luz.
Robert Gendler capturou esta imagem que se tornou a fotografia de mais alta resolução já feita de uma galáxia espiral ; até agora; 21.904 x 14.454 pixels .
A versão original consome mais de um gigabyte de espaço em disco para ser armazenada. A foto permite dar zoom para ver detalhes das estrelas e outras galáxias .

É esta a foto, porém aqui está postada com a resolução de 1200 x 792 pixels.

ANDRÔMEDA E O CANIBALISMO GALÁCTICO


03/09/2009 - 09h35
Astrônomos dizem ter identificado provas de "canibalismo galáctico"
Astrônomos canadenses sugerem que a galáxia Andrômeda, vizinha da Via Láctea, parece ter expandido por "canibalismo", isto é, digerindo estrelas de outras galáxias.Em um estudo publicado na edição mais recente da revista cientifica Nature, a equipe da Universidade de Western Ontário, no Canadá, mapeou a Andrômeda e afirmou que identificou restos de galáxias anãs absorvidas ou desmembradas.A equipe internacional de astrônomos utilizou um telescópio Canadá-França-Havaí para observar os arredores de Andrômeda, situada a 2,5 milhões de anos-luz da Via Láctea.O mapeamento realizado pela equipe foi o mais detalhado já feito da galáxia e revelou estrelas que, segundo os cientistas, não poderiam ter se formado dentro da Andrômeda por falta de densidade suficiente.A partir desta análise, os astrônomos sugerem que as estrelas só poderiam ter sido "engolidas" de galáxias anãs. Modelo hierárquico De acordo com a equipe, os resultados "confirmam os princípios de base do modelo hierárquico de formação de galáxias". O modelo prevê que galáxias grandes devem ser cercadas por restos de galáxias menores consumidas pela maior. Segundo a astrônoma Pauline Barmby, uma das autoras do estudo, o padrão da órbita das estrelas identificadas pela equipe revelou a origem das mesmas."A Andrômeda está tão perto que podemos mapear todas as estrelas", disse ela à BBC. "Quando observamos um grupo de estrelas tão distantes e com a mesma órbita, sabemos que elas não estiveram lá sempre", afirmou.Aproximação A equipe identificou ainda uma fila de estrelas da galáxia chamada de Triângulo que estaria se aproximando da Andrômeda, o que pode significar que estas podem estar "alimentando" a galáxia vizinha.Segundo o astrofísico Scott Chapman, da Universidade de Cambridge, também envolvido na pesquisa, "as duas galáxias podem se fundir completamente"."Ironicamente, a formação das galáxias caminha lado a lado com a destruição delas", afirmou. De acordo com o astrofísico Nickolay Gnedin, da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, o estudo canadense mostra "a arqueologia galática em ação".

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

OS ANÉIS DE SATURNO


Estados Unidos - 23/05/2007 - A partir de novas imagens enviadas à Nasa pela sonda espacial Cassini, cientistas americanos verificaram que a massa total dos anéis de Saturno foi subestimada, podendo ser maior do que o imaginado até então .

Os anéis de Saturno podem ser mais massivos do que se pensava anteriormente, e potencialmente muito mais velhos, de acordo com cálculos que simulam a colisão de partículas na órbita do planeta e a erosão por meteoritos. Esses resultados dão apoio à possibilidade de os anéis terem se formado há bilhões de anos, talvez na mesnma época em que grandes impactos escavaram os "mares" da Lua.

A descoberta sugere, ainda, que muitos planetas gigantescos localizados fora do Sistema Solar também poderão ter anéis.

Os resultados foram apresentados pelo pesquisador Larry Esposito, durante o Congresso Europeu de Ciência Planetária, que é realizado nesta semana em Munster, na Alemanha. Esposito é op principal cientista de um dos instrumentos da sonda Cassini, que está estudando Saturno, suas luas e anéis.

"Tanto as observações da Cassini quanto os cálculos teóricos permitem que os anéis de saturno tenham bilhões de anos. Isso significa que os seres humanos não são sortudos por estarem vendo os anéis. E isso pode nos levar a esperar ver anéis massivos também ao redor de planetas gigantes em órbita de outras estrelas", disse Esposito.

Os colegas de Esposito calcularam a atração gravitacional e as colisões entre mais de 100.000 partículas, representando uma amostragem das que compõem os anéis.

Eles seguiram a órbita e a história de cada partícula individual, e calcularam a quantia de luz estelar que passaria através do anel. Essas estimativas foram comparadas a observações da Cassini sobre a luz estelar bloqueada pelos anéis, que tradicionalmente é usada para estimar a quantidade de matéria no sistema.

Em 1983, Esposito usou o método da luz filtrada para estimar que os anéis contêm tanto material quanto uma das luas de Saturno, Mimas, com cerca de 400 km de diâmetro. As novas simulações mostram que as partículas agregam-se em aglomerados, o que levaria a estimativa anterior a estar errada por um fator de 3 ou mais.

Embora o planeta Saturno tenha 4,5 bilhões de anos, eles são tão brilhantes que cientistas já defenderam a idéia de que os anéis seriam muito mais jovens, com cerca de 100 milhões de anos, pois ainda não teriam tido tempo de escurecer - o que faria com que a espécie humana tivesse a sorte de ter evoluído a tempo de vê-los.

Mas os novos cálculos mostram que, se os anéis têm mais massa, eles manteriam uma aparência "limpa", juvenil, por mais tempo, e poderiam ser proporcionalmente mais velhos.