quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A SUPERTEMPESTADE DE SATURNO

Imagem mostra formação de supertempestade no hemisfério norte de Saturno (Foto: Nasa/JPL-Caltech/Instituto de Ciência Espacial)

04/09/2013

Supertempestade em Saturno 'revira' gelo do planeta, diz Nasa
Pela primeira vez foi detectado gelo formado a partir de água no planeta.
Tormenta atingiu Saturno em 2010 e ocorre a cada 30 anos, afirma agência.


Uma supertempestade que atingiu Saturno "revirou" gelo da atmosfera do planeta, segundo uma pesquisa publicada na revista científica "Icarus". As informações sobre o estudo foram divulgadas nesta terça-feira (3) pela agência espacial americana (Nasa), que classificou a tormenta como "monstruosa".

O fenômeno gigantesco irrompeu em dezembro de 2010 no planeta, afirma a agência espacial. Tempestades deste gênero costumam aparecer no hemisfério norte de Saturno a cada 30 anos, em média.

A análise dos cientistas, junto com medições próximas ao infravermelho feitas pela sonda espacial Cassini, são a primeira deteccção já realizada de de gelo formado a partir de água em Saturno. A água, afirma a Nasa, se origina das profundezas da atmosfera do planeta.

"A nova descoberta da Cassini mostra que Saturno pode 'desenterrar' materiais a mais de 160 km [no fundo da atmosfera]", afirmou Kevin Baines, um dos autores do estudo e cientista do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em entrevista à instituição.

"Isso demonstra de maneira muito realista que Saturno, apesar de parecer um planeta 'pacato', pode ser tão tão ou mais explosivo que Júpiter, conhecido pelas tempestades", reforçou Baines.

A pesquisa descobriu que as partículas que formam as nuvens no topo da tempestade são compostas de três substâncias: gelo de água, gelo de amônia e uma terceira substância que possivelmente é hidrosuslfeto de amônia.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

A VELHA GÊMEA DO SOL

Astrônomos brasileiros ajudam a descobrir a mais velha estrela gêmea do Sol
A estrela identificada tem massa e composição química similar à do Sol, mas é cerca de 4 bilhões de anos mais velha


28/08/2013

A estrela HIP 102152 (Foto: Divulgação/ESO)

Astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO), localizado no Chile, identificaram uma estrela gêmea do Sol a cerca de 250 anos-luz (1 ano-luz equivale, aproximadamente, a 10 trilhões de quilômetros) de distância da Terra. A descoberta foi anunciada nesta quarta-feira (28) e publicada em artigo da revista especializada Astrophysical Journal Letters.

Astrônomos captam em detalhes o violento nascimento de uma estrela

A estrela foi batizada de HIP 102152. Situada na Constelação de Capricórnio, é a gêmea solar mais velha conhecida até agora, tendo massa e composição química similar ao Sol, com níveis semelhantes de elementos como o hidrogênio, carbono, ferro, alumínio, vanádio e lítio.

Segundo pesquisadores, sua análise fornece evidências da ligação entre a idade das estrelas e a concentração do elemento químico lítio. Além disso, sugere a existência de planetas rochosos similares à Terra orbitando ao seu redor. O estudo envolve cientistas brasileiros, incluindo pesquisadores do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo, e de outros cinco países.

Nasa descobre planeta rosa com tamanho similar a Júpiter

Apesar de ser quase idêntica ao Sol, a estrela tem idade estimada em 8,2 bilhões de anos, sendo cerca de 4 bilhões de anos mais velha. A similaridade e a diferença de idade podem auxiliar nos estudos sobre a evolução futura do Sol, cujo tempo de vida é estimado em 10 bilhões de anos. O estudo da estrela, que não é visível a olho nu, permite aos cientistas prever o que pode acontecer ao próprio Sol quando chegar a essa idade.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

UNIVERSO CÍCLICO


Físicos veem novos indícios de que o Universo pode ser cíclico


19/08/2013

Dizem que o Big Bang foi o princípio do Universo. Mas, segundo Roger Penrose, prestigiado físico da Universidade de Oxford, ele também foi o fim de um outro universo que existia antes deste. E, melhor, o britânico diz ter agora evidências concretas sobre esse ciclo cosmológico.

Trabalhando em parceria com o armênio Vahe Gurzadyan, da Universidade Estadual de Yerevan, ele há três anos analisa a série de dados do satélite WMAP. A sonda americana foi projetada para fazer um mapeamento universal da radiação cósmica de fundo -um "eco" do Big Bang gerado quando o Universo tinha menos de 400 mil anos de existência, detectado pelo satélite na forma de micro-ondas. Hoje, o cosmo tem 13,8 bilhões de anos.

Penrose e Gurzadyan vêm dizendo, desde 2010, que conseguiram detectar pequenas flutuações na radiação cósmica de fundo, na forma de círculos concêntricos.

Isso, segundo eles, seria resultado da colisão de buracos negros gigantes numa época que precedeu o Big Bang. Ou seja, seria implicação de que o Universo já existia, em outra forma, antes do período de expansão que conhecemos e observamos hoje.
Editoria de Arte/Folhapress

Os cosmólogos constataram, com alguma surpresa, que os círculos apontados por Penrose e Gurzadyan estavam de fato lá, e haviam passado despercebidos até então. Entretanto, realizando simulações de como seria a radiação cósmica de fundo com base na cosmologia clássica -para a qual tudo começa no Big Bang-, constataram que os círculos também apareciam.

Ou seja, o fenômeno era real, mas a parte que dizia respeito a outro universo antes deste parecia ser apenas elucubração da dupla.
Penrose e Gurzadyan agora voltam à carga, com novas evidências. Em uma análise mais profunda dos círculos, publicada recentemente no "European Physical Journal Plus", eles concluem que o padrão observado se encaixa melhor na hipótese de um universo cíclico, com eventos que antecedem o Big Bang.

A dupla agora trabalha na análise de dados do satélite europeu Planck, que faz basicamente a mesma coisa realizada anos atrás pelo WMAP, mas com mais precisão. "Nosso trabalho está avançando", disse à Folha Gurzadian. "Contudo, pretendemos divulgar os resultados inicialmente para especialistas."

É PAU, É PEDRA

Os dois não se incomodam com a baixa receptividade da comunidade científica à ideia. "A hipótese da cosmologia cíclica é baseada numa geometria não convencional, então não é estranho as ideias precisem de mais tempo para serem mais bem acolhidas", diz Gurzadyan.

Ele e Penrose continuarão buscando confirmação da hipótese no estudo da radiação cósmica de fundo. Mais adiante, eles também esperam encontrar corroboração em fontes de mais difícil acesso, como a detecção de ondas gravitacionais emanadas do próprio Big Bang.

"Existe um certo consenso de que fases pré-Big Bang de fato deixariam marcas na radiação de ondas gravitacionais de fundo", confirma Odylio Aguiar, pesquisador do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) que lidera o projeto do detector de ondas gravitacionais Schenberg, instalado na USP.

Infelizmente, nem o Schenberg, nem seus equivalentes internacionais conseguiram até agora detectar qualquer onda gravitacional, muito menos as emanadas pelo Big Bang. Os grupos seguem em busca desse objetivo.

Enquanto essa nova fonte de dados não jorra, Gurzadyan aposta que uma reinterpretação de antigas evidências à luz da teoria da cosmologia cíclica possa dar novo significado a elas. Por ora, a despeito do prestígio que Penrose empresta à ideia, a maioria dos cosmólogos ainda se agarra à ideia de que tudo começou com o Big Bang.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

JARDINAGEM ESPACIAL

Foto: Nasa / Divulgação Astronauta segura plantas na Estação Espacial Internacional Foto: Nasa / Divulgação

02 de Agosto de 2013
Para ir mais longe, cientistas estudam jardinagem no espaço
Desafio de fazer longas viagens tripuladas, que não dariam possibilidade de reabastecimento da nave a partir da Terra, leva especialistas a buscarem alternativas para a obtenção de água, alimentos e oxigênio
Astronauta segura plantas na Estação Espacial Internacional
​Por enquanto, uma viagem tripulada a Marte pode parecer coisa de ficção científica, mas é possível que um dia os astronautas decolem rumo ao planeta vermelho. Até mesmo a Lua exerce uma atração mágica sobre pesquisadores e entusiastas das jornadas espaciais. Uma base ali poderia servir de ponto de partida para voos ainda mais distantes.


Embora ainda, em grande parte, no campo dos sonhos, viagens do tipo já mobilizam cientistas em buscas de soluções para eventuais problemas. Um deles seria o abastecimento. Isso porque, em situações assim, por conta do excesso de peso, pode não ser possível transportar todo o suprimento de oxigênio, comida e água necessários a partir da Terra.

Para resolver o problema é preciso usar sistemas de reaproveitamento, como o que já funciona para a obtenção de água na Estação Espacial Internacional. A água é obtida a partir da urina dos astronautas, como explica o biólogo Gerhild Bornemann, do Centro Aeroespacial Alemão. E, depois, é purificada quimicamente e reintroduzida ao ciclo de abastecimento da aeronave.

A água tem um papel muito importante também na produção de oxigênio que abastece atualmente a estação espacial. Em um processo de eletrólise, uma corrente elétrica passa pela água e separa as moléculas de oxigênio e hidrogênio. Hoje, o hidrogênio ainda é liberado no espaço, mas o oxigênio garante a qualidade do ar na cabine.

Algas como opção

No entanto, a estação espacial está próxima da Terra e recebe suprimentos de água e comida várias vezes ao ano. Mas em eventuais viagens mais longas, as naves não poderão contar com reabastecimento.

"Precisamos usar sistemas biológicos", explica Jens Bretschneider, do Instituto de Sistemas Espaciais de Stuttgart. Ele aposta no trabalho feito com microalgas. "Elas oferecem a possibilidade de usar o dióxido de carbono exalado na respiração para produzir novamente oxigênio e matéria orgânica."

As algas crescem num chamado "reator de tela plana", tanques de acrílico com fluxo constante de água rica em gás carbônico. "Isso faz com que as algas se aproximem e se afastem da luz e cresçam mais rápido", detalha Brettschneider, que diz que o método já assegura a produção eficaz de algas na Terra.
Colisão de estrelas cria o equivalente a 10 Luas em ouro Colisão de estrelas cria o equivalente a 10 Luas em ouro

Existem ainda outras algas que não produzem oxigênio, mas hidrogênio. São algas anaeróbicas, que também vivem no biorreator. A combinação dos dois tipos de alga no reator resulta na produção tanto de oxigênio como de hidrogênio. A partir daí é possível obter energia para as células de combustível. Além disso, produz-se também água. "Com isso se tem um belo ciclo de energia, alimento, oxigênio e gás carbônico", explica Bretschneider.

O engenheiro conta ainda que as algas do reator são bastante nutritivas, podendo ser preparadas em forma de pasta e acrescentadas à refeição. Com isso, até 20% das necessidades diárias de alimentos dos astronautas podem ser providas pelas microalgas.

Vegetais frescos

Mas os astronautas não precisam comer apenas pasta de algas. O cardápio tem outros itens mais saborosos. A solução foi encontrada pelo biólogo Gerhild Bornemann: tomates e outros vegetais cultivados em tubos de vidro por onde flui água, como ocorre em grandes estufas na Terra. Os tubos de vidro são preenchidos com lava, onde ficam as raízes das plantas. A lava funciona como substrato, mas também ajuda na compostagem dos restos.

"A lava é o suporte para a ação metabólica de microorganismos. Queremos conectar a reciclagem de resíduos orgânicos diretamente com a produção de produtos alimentícios", detalha o pesquisador. Como matéria inicial, por exemplo, pode ser usada a urina dos astronautas diluída. "A ureia contém nitrogênio que as plantas precisam para sua nutrição. E as bactérias quebram a uréia em nitrogênio, um típico fertilizante", explica Bornemann.

Mas o sistema também pode compostar rapidamente outros resíduos sólidos: restos de plantas, como talos ou folhas. Para que o processo de decomposição seja mais rápido, as partes devem ser moídas antes.

​"Os pedaços pequenos de plantas são colocados na água e passam por um filtro, onde são metabolizadas como em uma composteira", conta. Só há uma diferença da compostagem clássica: a decomposição é mais rápida porque a água flui continuamente pelo sistema.

E vai ser ainda mais rápido quando peixes forem levados nas viagens espaciais. Eles se alimentam dos resíduos sólidos. Os pesquisadores já sabem que os peixes podem viver em condições de gravidade reduzida, pois já os levaram ao espaço – ainda que não como parte de um sistema integrado de produção de vegetais, mas para estudar a perda da massa óssea.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

ROMPENDO A BARREIRA

Físico americano: estamos perto de marco histórico da conquista espacial
A iminente saída da sonda espacial Voyager I da barreira do Sistema Solar é apontada pelo físico Ed Stone como um feito para a história

06 de Julho de 2013

O pesquisador americano é um dos responsáveis pelo projeto Voyager

Um objeto feito pelo homem está próximo de romper a barreira do Sistema Solar. Viajando pelo espaço desde 1977, a sonda espacial Voyager I está em uma zona de turbulência e em pouco tempo pode enviar informações que o homem ainda não conhece. Um dos responsáveis pelo projeto é o físico Ed Stone, do Instituto de Tecnologia da Califórnia. Ele está no Brasil participando da 33ª Conferência Internacional de Raios Cósmicos, que acontece até o próximo dia 9 de julho no Rio de Janeiro, e falou durante 20 minutos para um auditório lotado e uma plateia repleta de cientistas de todas as partes do mundo.

Depois da palestra, Stone conversou com o Terra sobre as últimas notícias recebidas através da Voyager I. Ele falou sobre a importância do rompimento da barreira do Sistema Solar e as expectativas com novas descobertas. O pesquisador ainda falou sobre a expectativa de encontrar vida fora da Terra. "Eu acredito em vida microbiológica extraterrestre. Agora de vida inteligente não digo, porque na Terra não tivemos vida inteligente até bem pouco tempo atrás. Mas não há dúvidas de que a chave vai ser encontrar vida microbiológica."


Confira os principais trechos da entrevista:


Terra: A Voyager I já ultrapassou a fronteira do Sistema Solar?
Ed Stone: Nós acreditamos que ela esteja no limite, mas ela ainda está no campo magnético do Sol, em um local de transição entre o dentro e o fora do Sistema Solar.

Terra: Como saber se o objeto está dentro ou fora do Sistema Solar?
Stone: Nós olhamos o campo magnético em que ela está envolvida e o campo magnético do Sol direcionado pelo vento. E sabemos a direção para onde ela está indo. E com isso sabemos que ela ainda está conectada com o Sol.

Terra: O que pode significar a saída da Voyager I do Sistema Solar?
Stone: Para a ciência, vai ser a primeira vez que conseguimos um material dentro da matéria solar e que analise a explosão de estrelas de 10 bilhões de anos. Então vamos ver como o ambiente é diferente do que temos dentro do Sistema Solar.

Terra: Existe realmente uma fronteira real entre o Sistema Solar e o resto do espaço?
Stone: Esperamos que quando deixe a bolha, o campo magnético aumente sua velocidade. (A sonda) pode ir muito, muito rápida. Um dia pode ser bem distinto ao outro. E temos que ver como vai ser a turbulência do encontro desse vento solar com esse outro vento de fora. Mas não sabemos, porque nunca estivemos perto disso antes.

Terra: Após quase 40 anos como são as condições da Voyager?
Stone: As duas (sondas, Voyager I e II) estão em ótimas condições. Com a energia vinda da radioatividade natural do plutônio 238, ainda tem metade de vida útil, que é de 88 anos. Mas a eletricidade para fazer com que todos os instrumentos funcionem deve durar até 2020, e provavelmente lá pelo ano de 2015 vamos ter que desligar o que ainda restar de equipamento funcionando. Neste ponto, a espaçonave vai ser um embaixador silencioso na Via Láctea.

Terra: Então 2025 vai ser o limite?
Stone: Sim, vai ser o limite para nossa utilização desde a Terra, porque ela ainda vai continuar orbitando na galáxia para sempre.

Terra: Qual a importância de ter um objeto feito pelo homem cruzando a fronteira do Sistema Solar?
Stone: É um marco histórico ter um objeto que, pela primeira vez, deixa a Terra para nunca mais voltar. E que vai fazer parte das estrelas, da Via Láctea para sempre.

Terra: Que tipo de mensagens ainda podemos esperar da Voyager?
Stone: A Voyager foi para o espaço levando mensagens da Terra em diversas línguas, músicas de culturas diferentes, imagens de como era a Terra no ano de 1977. Na verdade, são mensagens para nós mesmos. Para sentirmos que pela primeira vez podemos estar no espaço para sempre.

Terra: O senhor acredita em vida extraterrestre?
Stone: Eu acredito em vida microbiológica extraterrestre. Agora de vida inteligente não digo, porque na Terra não tivemos vida inteligente até bem pouco tempo atrás. Mas não há dúvidas de que a chave vai ser encontrar vida microbiológica. Encontramos vestígios de que um dia houve água em Marte e isso é porque havia vida microbiológica. E são milhares e milhares de planetas em volta das estrelas e temos que desenvolver tecnologia para poder observar e estudar esses planetas e ver se existe a possibilidade de que alguns deles possam ter vida. Mas, repito, vida microbiológica.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

OS PLANETAS ANÕES DO SISTEMA SOLAR


Os Planetas Anões do Sistema Solar

O Sistema Solar é constituido por vários planetas anões:

Plutão, Éris e Ceres. (os primeiros a serem classificados como tal).
Makemake (formalmente designado em Julho de 2008, pela União Astronómica Internacional)
Haumea (confirmado como planeta anão a partir de 18 de Setembro de 2008).

PLUTÃO

Até 2006, Plutão foi considerado um planeta principal do Sistema Solar, mas a descoberta recente de vários corpos de tamanho semelhante e, em alguns casos, maiores, no Cinturão de Kuiper, fez com que a União Astronómica Internacional (U.A.I.) decidisse, em 24 de Agosto de 2006, considerá-lo um planeta anão, juntamente com Éris e Ceres, o maior dos asteróides. Plutão é agora visto como o primeiro de uma categoria de objectos trans-neptunianos e foi-lhe atribuído o número 1340340 no catálogo de planetas menores.

A descoberta do seu satélite Caronte, em 1978, permitiu a determinação da massa do sistema Plutão-Caronte, por meio da simples aplicação da fórmula newtoniana da 3.ª lei de Kepler. O diâmetro de Plutão foi finalmente calculado, sendo equivalente a menos de 0,2 do da Lua. As características físicas de Plutão são, em grande parte, desconhecidas, porque ainda não recebeu a visita de uma nave espacial e a distância a que se encontra da Terra dificulta investigações mais detalhadas. Actualmente a sonda da NASA "New Horizons" (a mais veloz até hoje construída pelo homem) dirige-se para Plutão, cuja atmosfera vai investigar em 2015.


ÉRIS


É conhecido oficialmente como 136199 Eris, é um planeta anão nos confins do sistema solar, numa região do sistema solar conhecida como disco disperso. É o maior planeta-anão do sistema solar e quando foi descoberto, ficou desde logo informalmente conhecido como o "décimo planeta", devido a ser maior que o então planeta Plutão.
Éris tem um período orbital de cerca de 560 anos e encontra-se a cerca de 97 Unidades Astronómicas (UA) do Sol (uma UA equivale a cerca de 150 milhões de quilómetros), em seu afélio. Como Plutão, a sua órbita é bastante excêntrica, e leva o planeta a uma distância de apenas 35 UA do Sol no seu periélio (a distância de Plutão ao Sol varia entre 29 e 49,5 UA, enquanto que a órbita de Neptuno fica por cerca de 30 UA).

CERES


É um planeta anão que se encontra na cintura de asteróides, entre Marte e Júpiter. Tem um diâmetro de cerca de 950 km e é o corpo mais maciço que se encontra nessa região do sistema solar, contendo cerca de um terço da massa total da cintura de asteróides.

Apesar de ser um corpo celeste relativamente próximo do nosso planeta, pouco se sabe sobre Ceres.

A sua classificação mudou mais de que uma vez: na altura em que foi descoberto foi considerado como um planeta, mas após a descoberta de corpos celestes semelhantes na mesma área do sistema solar, levou a que fosse reclassificado como um asteróide por mais de 150 anos.
No início do século XXI, novas observações mostraram que Ceres é um planeta embrionário com estrutura e composição muito diferentes das dos asteróides comuns e que permaneceu intacto provavelmente desde a sua formação, há mais de 4 600 milhões de anos. Pouco tempo depois, foi reclassificado como planeta anão. Pensava-se, também, que Ceres fosse o corpo principal da "família Ceres de asteróides". Contudo, Ceres mostrou-se pouco aparentado com o seu próprio grupo, inclusive em termos físicos. A esse grupo é agora dado o nome de "família Gefion de asteróides".

HAUMEA

Haumea, antes conhecido astronomicamente como 2003 EL61, é um planeta anão do tipo plutóide, localizado a 43,3 UA do Sol, ou seja um pouco mais de 43 vezes a distância da Terra ao Sol, em pleno Cinturão de Kuiper. Haumea possui dois pequenos satélites naturais, Hiʻiaka e Namaka, que, acredita-se, sejam destroços que se separaram de Haumea devido a uma antiga colisão. Haumea é um plutóide com características pouco comuns, tais como a sua rápida rotação, elongação extrema e albedo elevado devido a gelo de água cristalina na superfície. Pensa-se, também, tratar-se do maior membro de uma família de destroços criados num único evento destrutivo.
Apesar de ter sido descoberto em dezembro de 2004, só em 18 de setembro de 2008 é que se confirmou tratar-se de um planeta anão, recebendo então o nome da deusa havaiana do nascimento e fertilidade.


MAKEMAKE



Planeta anão Makemake - Também designado um plutóide
Makemake é o terceiro maior planeta anão do Sistema Solar e um dos maiores corpos do Cinturão de Kuiper. O seu diâmetro é de cerca de três-quartos do de Plutão. Não possui satélites conhecidos, o que o torna singular entre os corpos maiores do Cinturão. A sua superfície é coberta por gelo de metano e, possivelmente, de etano, devido à baixíssima temperatura média (cerca de 240 ºC negativos).

De início conhecido como 2005 FY9 (e antes disso, provisoriamente, como "coelhinho da Páscoa"), Makemake foi descoberto em 31 de Março de 2005 por uma equipa chefiada por Michael Brown. O facto foi anunciado em 29 de Julho de 2005. Posteriormente, a 11 de Junho de 2008, a União Astronómica Internacional (UAI) incluiu-o em sua lista de candidatos potenciais ao status de plutóide, uma denominação para planetas anões além da órbita de Neptuno que incluía então apenas Plutão e Éris. Makemake foi formalmente designado um plutóide em Julho de 2008.
Makemake recebeu o nome do criador mítico da humanidade segundo os rapanui, nativos da ilha de Páscoa.

O ASTERÓIDE 1988 QE2


Asteroide passará a 5,8 milhões de quilômetros da Terra nesta sexta


AFP Em Washington
29/05/2013

O asteróide 1998 QE2 passará sobre a Terra nesta sexta-feira (31). Com 2,7 quilômetros, o objeto não oferece riscos, pois passará a 5,8 milhões de quilômetros do nosso planeta, ou seja, cerca de 15 vezes a distância entre a Lua e a Terra. Na imagem acima, a órbita da Terra é representada pela linha azul a do asteroide, pela linha verde Nasa/JPL-Caltech

Um asteróide de 2,7 quilômetros de diâmetro se aproximará da Terra nesta sexta-feira (31) sem trazer riscos, pois passará a 5,8 milhões de quilômetros do planeta ou cerca de 15 vezes a distância entre nosso planeta e a Lua, informou a Nasa (Agência Espacial Norte-Americana).

Embora esse asteróide, denominado 1998 QE2, não represente interesse para os cientistas que estudam os objetos que potencialmente ameaçam a Terra, também será examinado pelos astrônomos que tentam descobrir os segredos destes visitantes celestes.

"O asteróide 1998 QE2 é um objeto de grande interesse para o radiotelescópio de Goldstone, na Califórnia, e o telescópio de Arecibo, em Porto Rico, porque esperamos conseguir imagens de alta resolução que podem revelar muitas características de sua superfície", disse o astrônomo Lance Benner, principal encarregado científico do radar Goldstone no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), da Nasa, em Pasadena, na Califórnia, nos Estados Unidos.

As imagens deste telescópio permitem ver claramente uma porção de 3,75 metros de comprimento a uma distância de quase seis milhões de quilômetros.

"Cada vez que um asteróide se aproxima da Terra, proporciona uma oportunidade científica importante para estudá-lo em detalhe para compreender seu tamanho, forma, rotação e as características de sua superfície, e tudo o que nos permite esclarecer suas origens", disse.

"Também vamos usar as novas medidas para reavaliar sua distância da Terra e sua velocidade, o que permite melhorar os cálculos de sua órbita e trajetória no futuro", acrescentou o astrônomo.

O asteróide estará mais perto da Terra em 31 de maio às 20h59 GMT (17h59, no fuso de Brasília), afirma a Nasa. Este será seu sobrevoo mais próximo em mais de dois séculos.

O asteróide 1998 QE2 foi descoberto em 19 de agosto de 1998 por astrônomos do programa de pesquisas de asteroides próximos à Terra no Instituto de tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), perto de Socorro, no Novo México, região Sudoeste dos Estados Unidos.

A Nasa, que considera a busca por asteróides uma alta prioridade, já identificou e indexou mais de 98% dos maiores asteróides, de mais de um quilômetro de diâmetro, que estão nas proximidades da Terra. Os astrônomos detectaram e catalogaram 9.500 objetos celestes de todos os tamanhos que cruzam perto da Terra, provavelmente um décimo do total.